Varíola do macaco: Entenda como ocorre a transmissão e saiba o que fazer para se prevenir

Em menos de dois meses, Brasil se tornou o 7º país do mundo em número de casos confirmados da doença infectocontagiosa. Transmissão da varíola do macaco ocorre por contato, seja de pele ou gotículas de secreção. Atualmente, padrão de transmissão está associado à atividade sexual, com 95% dos casos. Organização Mundial da Saúde admitiu pela 1ª vez que doença se trata de uma DST. Chefe da OMS recomenda reduzir número e pegar o contato dos parceiros sexuais

À medida que aumentam os casos de varíola do macaco — também chamado de monkeypox — no Brasil, cresce também a preocupação das pessoas sobre como se proteger da doença. As comparações com a Covid-19 são inevitáveis, embora especialistas ressaltem que este vírus não se comporta da mesma forma que o coronavírus.

A varíola do macaco é uma doença causada pelo vírus monkeypox, que embora circule entre animais, também pode ser transmitido entre humanos. A forma de transmissão clássica, observada antes do surto atual em países da África onde a doença é endêmica, sempre envolveu contato próximo, de pele ou grandes gotículas de secreção respiratória.

Fora da África, a doença sempre ficou restrita a poucos casos entre pessoas que viviam na mesma casa. Este já é o maior surto da doença na história — os primeiros casos foram detectados no começo de maio, no Reino Unido e na Espanha.

Atualmente, o padrão de transmissão está associado com atividade sexual (95% dos casos), conforme mostrou um estudo publicado na semana passada no The New England Journal of Medicine conduzido em 16 países.

Os pesquisadores mostraram que, no momento, a doença se concentra entre homens que fazem sexo com homens, mas qualquer pessoa está sujeita a pegar. Isso se deve à “baixa imunidade global aos orthopoxvirus [família do monkeypox] e ao aumento de indivíduos suscetíveis”, afirmou em entrevista coletiva, na quarta-feira (27), a líder técnica de varíola do macaco da OMS (Organização Mundial da Saúde), Rosamund Lewis.

A agência sanitária confirmou pela primeira vez que a doença pode ser classificada como sexualmente transmissível

O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos resume as principais formas de transmissão do vírus.

  • Contato direto com as lesões de pele de uma pessoa infectada ou com fluídos corporais.
  • Secreções respiratórias durante contato prolongado, face a face, ou durante contato íntimo, como beijo, carinho ou sexo.
  • Tocar em itens (como roupas ou lençóis) que foram usados por alguém com a doença.

Como se proteger

Sendo o contato sexual a principal forma de infecção pelo vírus monkeypox neste momento, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçou a importância da proteção individual.

“A melhor forma de fazer isso [frear a taxa de transmissão] é reduzir o risco de exposição. Isso significa fazer escolhas seguras para você e para os outros.”

O chefe da OMS deu três recomendações comportamentais:

  • Reduzir o número de parceiros sexuais.
  • Reconsiderar ter novos parceiros sexuais neste momento.
  • Trocar contatos com parceiros sexuais – em caso de detecção da doença, isto facilita o rastreamento.

“É uma doença que se transmite por contato próximo, existem outros modos de transmissão, não só o contato sexual, existe o contato pele a pele e de mucosas. É importante que qualquer pessoa que tenha varíola do macaco se isole para proteger as pessoas com quem convivem”, acrescentou Rosamund.

Como forma de evitar a doença, o CDC dá as seguintes orientações:

  • Não ter contato de pele com pessoas que tenham erupções cutâneas que se pareçam com as de varíola do macaco (algumas podem se parecer com espinhas).
  • Não beijar, abraçar ou ter relações sexuais com pessoas que estejam com a doença, mesmo que seja suspeita.
  • Não compartilhar objetos, como talheres e roupas de cama com pessoas que estejam com varíola do macaco.

Adicionalmente, especialistas ouvidos pela emissora de TV NBC Chicago recomendam, por exemplo, evitar o compartilhamento de copos de bebidas, cigarros e vapers em festas.

Indivíduos com diagnóstico confirmado ou suspeita devem ficar isolados pelo período em que houver lesões na pele – entre duas e quatro semanas. Se for necessário sair, é importante usar roupas que cubram as erupções cutâneas. As que estiverem expostas, no rosto ou nas mãos, por exemplo, podem ser cobertas com curativos, como aqueles usados após exames de sangue.

Alguns locais, incluindo cidades nos Estados Unidos, já estão vacinando alguns grupos da população com a única vacina aprovada contra o vírus monkeypox, produzida pelo laboratório dinamarquês Nordic Bavarian. O Brasil até o momento não tem encomendas do imunizante.

Sintomas

Além das tradicionais lesões cutâneas, alguns dias antes, as pessoas infectadas podem apresentar sintomas genéricos de alguma infecção. São eles:

  • Febre
    • Calafrios
    • Cansaço
    • Inchaço e dor nos gânglios linfáticos atrás da orelha, no pescoço, embaixo do braço ou na virilha
    • Dores nas costas e de cabeça

Ocorre que nem todas as pessoas que têm as erupções na pele têm esse período de sintomas prévio e podem confundir as lesões, deixando a doença passar despercebida.

Por isso, é importante estar atento ao período de incubação e a uma eventual exposição, principalmente por contato sexual. As manifestações genéricas costumam surgir entre cinco e 21 dias após o contato com o vírus.

Teste

O teste para detecção do vírus requer que haja presença de pelo menos uma lesão de pele ou mucosa. O exame consiste na coleta de material da própria lesão. O processo laboratorial é de PCR em tempo real, mesma tecnologia usada no exame de Covid-19.

Na cidade de São Paulo, local que concentra o maior número de casos do país, a prefeitura anunciou no fim de semana que Unidades Básicas de Saúde e prontos-socorros poderão realizar os testes. Até então, os casos estavam todos concentrados no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, e os exames de todo o estado eram realizados somente no Instituto Adolfo Luz.

Ainda não há cobertura dos testes de vírus monkeypox pelos planos de saúde.

Fonte: R7

 

Ministério da Justiça abre processos contra 26 empresas de telemarketing por serviço abusivo

Medida é desdobramento da decisão que proibiu a atividade irregular em todo o país no último dia 18 de julho

 O Ministério da Justiça abriu processos administrativos contra 26 empresas de telemarketing pela prática de serviço abusivo, sem a autorização dos consumidores. Caso as regras sejam descumpridas, a multa poderá chegar a R$13 milhões para cada empresa.

Na lista estão bancos, empresas de telecomunicações e centrais de telemarketing, que foram notificadas para apresentar defesa. A medida é desdobramento da decisão que proibiu a atividade irregular em todo o país no último dia 18 de julho.

A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), ligada ao ministério, informou que foram registradas 14.547 reclamações sobre serviço abusivo nos últimos três anos.

Os dirigentes dos Procons, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) foram avisados sobre a abertura dos processos, para que tomem as medidas que julgarem cabíveis.

Ilegal

O ministério concluiu, a partir da análise das reclamações, que os dados dos consumidores são obtidos de forma ilegal, sem consentimento. Segundo a pasta, a prática do telemarketing ativo abusivo afronta os preceitos do Código de Defesa do Consumidor, da Lei Geral de Proteção de Dados e do Marco Civil da Internet.

Canal de denúncia

No último dia 20 de julho, o ministério abriu um canal na internet para os cidadãos denunciarem as empresas que insistirem com o telemarketing abusivo, o denuncia-telemarketing.mj.gov.br.

No formulário eletrônico, os consumidores devem inserir, entre outras informações, a data e o número de origem da chamada com DDD (quando houver), o nome do telemarketing ou qual empresa representa e se foi dada permissão para a oferta de produtos e serviços.

Fonte: R7

 

Depois de um ano dos protestos por democracia e liberdade, 488 cubanos continuam presos

Por conta da grande repressão às manifestações, uma pessoa morreu e 1.300 foram detidas, segundo ONG de direitos humanos

Nesta segunda-feira (11), as maiores manifestações antigovernamentais que ocorreram em Cuba em 60 anos completam um ano. Os protestos de 11 e 12 de julho que mobilizaram quase 50 cidades aos gritos de “Estamos com fome” e “Liberdade” deixaram um morto, dezenas de feridos e mais de 1.300 detidos, segundo a Cubalex, uma ONG de direitos humanos com sede em Miami.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, 790 presos foram processados ​​e 488 receberam uma sentença final, muitos pelo crime de perturbação contra a ordem pública, com penas de até 25 anos de prisão.

As autoridades cubanas afirmam que as manifestações foram orquestradas pelos Estados Unidos. Para comemorarem a data, opositores convocaram novas manifestações nas redes sociais, mas muitas das vozes reveladas no 11 de Julho foram para o exílio e algumas estão na cadeia. Na última sexta-feira (8), manifestantes informaram que foram alertados por agentes de segurança para não saírem de casa nesta segunda-feira.

Sanções dos EUA

Os Estados Unidos impuseram sanções a 28 funcionários cubanos por seu papel na “repressão aos protestos” em 11 de julho de 2021, incluindo membros de alto escalão do Partido Comunista, informou no último sábado (9) o chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken.

O Departamento de Estado “tomou medidas para impor restrições de visto a 28 funcionários” sob a “Proclamação Presidencial 5377”, que suspende a possibilidade de funcionários do governo cubano entrarem nos Estados Unidos como não imigrantes, informou em comunicado.

Entre os 28 funcionários “estão aqueles implicados na repressão dos protestos pacíficos de 11 de julho de 2021” e “membros de alto escalão do Partido Comunista de Cuba responsáveis ​​por estabelecer políticas nos níveis nacional e provincial”, disse Blinken no texto, sem citar nomes.

“Em vez de garantirem a segurança do povo cubano e o respeito por suas liberdades de expressão e reunião pacífica, esses funcionários permitiram ou facilitaram prisões violentas e injustas, julgamentos fraudulentos e sentenças de prisão para centenas de manifestantes”, continuou.

Entre os que receberam sanções estão “funcionários dos setores de comunicação e mídia estatal que formulam e implementam políticas que restringem a capacidade dos cubanos de acessar e compartilhar livremente a informação e que participam da disseminação de desinformação.”

Em 11 de julho, o governo de Havana limitou a internet “para impedir que os cubanos se comuniquem entre si e para impedir que o mundo presencie os eventos históricos daquele dia”, segundo Blinken. Para ele, as autoridades da mídia estatal “continuam a fazer campanha” contra manifestantes presos e seus parentes.

Em Havana, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse que nesta segunda-feira a ilha comemora a derrota de “um golpe de Estado vandalístico”.

Cuba está sob embargo dos EUA desde 1962, com sanções que variaram ao longo do tempo. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu revisar a política de Havana quando chegasse à Casa Branca, em janeiro de 2021.

Em maio passado, ele anunciou que suspenderia algumas das restrições impostas a Cuba sob o mandato de seu antecessor, Donald Trump, para facilitar os procedimentos de imigração, transferências de dinheiro e voos para a ilha, uma decisão aplaudida por Havana.

Fonte: R7

 

Simone Tebet vence convenção apoiada por 97% do MDB e derrota ‘traidores’

O resultado foi acachapante: 262 votos contra apenas 09 dos “traidores,”comandados por Renan Calheiros.

A candidatura da senadora Simone Tebet à presidência da República foi confirmada na tarde desta quarta-feira (27), em Brasília, em votação acachapante contra o grupo dos traidores do partido, liderado pelos senadores Renan Calheiros (AL) e Eduardo Braga (AM). A contagem de votos mostrou apoio de 97% dos convencionais a Simone Tebet, que somou 262 votos favoráveis e apenas 9 contra aqueles que tentavam conduzir o partido a apoiar a candidatura de Lula (PT) já no primeiro turno.

Mais cedo, a federação partidária PSDB-Cidadania aprovou apoio à candidatura de Tebet, durante convenção em formato híbrido – virtual e presencial. Tebet fez uma breve participação de forma virtual, saudando seus apoiadores.

Representantes do chamado “centro democrático”, MDB, PSDB e Cidadania, se uniram nas eleições deste ano para lançar uma candidatura alternativa às do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O nome do candidato a vice na chapa liderada pela senadora ainda não foi definido. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é um dos cotados.

“A definição da vice depende de uma série de conversas e entendimentos internos de sentido político e eleitoral, em que o propósito final será encontrar aquilo que seja o melhor para a candidatura”, disse Jereissati. “Qualquer que seja a decisão, estarei do lado dela [Simone Tebet]”, acrescentou o senador, na convenção da federação hoje.

Coluna do Claudio Humberto

 

Liberdade para Adélio Bispo gera temor de ‘queima de arquivo’

Nos meios políticos há quem não acredite em “coincidência” da possível soltura de Adélio Bispo, que na campanha de 2018 tentou assassinar o presidente Jair Bolsonaro. A soltura ligou o alerta para a possibilidade de o criminoso ser morto como “queima de arquivo”. O desaparecimento do bandido protegeria eventuais mandantes da facada e, de quebra, poderia ser atribuído a bolsonaristas. O cientista político Paulo Kramer sugere ao governo que dê segurança 24h para Adélio. “É um ‘arquivo’”, lembrou.

Alerta máximo

Para Kramer, a situação é delicada e o possível assassinato de Adélio “pode ser usado como bandeira contra o bolsonarismo” nas eleições.

Conta não fecha

A Polícia Federal foi, na prática, impedida de investigar como advogados milionários assumiram a defesa de um “maluco” sem ter onde cair morto.

Muitas interrogações

O atentado tem mistérios não resolvidos, como registro de presença de Adélio em Brasília na data do crime, graças à atuação dos advogados.

Foi premeditado

Adélio Bispo pode ser solto menos de quatro anos depois do crime, cuja pena com a premeditação, lembram juristas, varia de 12 a 30 anos.

Coluna do Claudio Humberto

 

Ministro Fachin rejeita intenções de Renan e do grupo que apoia Lula no Nordeste

Na tarde desta terça-feira (26), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Edson Fachin negou um pedido do MDB de Alagoas pelo adiamento da Convenção Nacional do partido, marcada para esta quarta-feira (27).

O requerimento foi encaminhado sob orientação do senador alagoano Renan Calheiros, contrário ao lançamento da candidatura da colega de parlamento, Simone Tebet, ao Palácio do Planalto, na chamada ‘terceira via’, e favorável à legenda declarar apoio ao ex-condenado Lula, do PT.

O grupo, liderado por Calheiros, alegava irregularidades no sigilo do voto, considerando que a Convenção será realizada em Brasília, apenas com o presidente e alguns membros da direção do MDB no local, e todos os demais participando e apresentando seus votos de forma virtual.

Entre as preocupações, vejam: a desconfiança no sistema eletrônico de votação e na empresa que cuidará do processo.

Segundo Fachin, em sua recusa, a alegação pelo pedido de adiamento não contém “prova minimamente robusta”.

Uma dura derrota nas pretensões do PT em Alagoas e em parte do Nordeste.

Um golpe quase fatal nas pretensões políticas de Renan, em sua decadente trajetória.

Parece que o político alagoano e sua trupe queriam ter acesso a um pequeno pedaço de papel impresso para conferência do voto e posterior arquivamento em uma urna inviolável, permitindo eventual recontagem!

A notícia com detalhes, foi apresentada ao vivo pela CNN Brasil.

 

 

 

Atores Raul Gazolla e Oscar Magrini dão lição de civilidade em Bebel Gilberto

As imagens da cantora Bebel Gilberto, filha de João Gilberto e sobrinha de Chico Buarque, pisoteando a bandeira nacional, chocaram o País todo. Um ato de pura covardia e total desprezo ao Brasil não poderia passar em branco…

O conhecido e destacado ator de novelas da Globo, Raul Gazolla, se revoltou com a situação e disparou:

 “Infelizmente, algumas pessoas confundem política com patriotismo. O desrespeito ao símbolo nacional, que é nossa bandeira, mostra como a filha do cantor e compositor João Gilberto não entende nada de civilidade!!! 

E isso que ela mora nos EUA há anos!!! Que tristeza”, escreveu ele, em suas redes sociais.

Oscar Magrini, outro conhecido e respeitado ator, endossou a manifestação de Gazolla:”Tem que ser punida… Isso jamais poderia ter acontecido.”

Jornal da Cidade Online

PGR ratifica defesa de arquivamento de ações da CPI da Covid contra Bolsonaro e aliados

A PGR (Procuradoria-Geral da República) publicou uma nota nesta terça-feira (26) defendendo mais uma vez o pedido de arquivamento das apurações preliminares contra o presidente Jair Bolsonaro  e aliados em decorrência do relatório final da CPI da Covid. No texto, o órgão afirma que todas as manifestações enviadas ao STF (Supremo Tribunal Federal) “estão devidamente motivadas, atendem a critérios técnicos e aos regramentos específicos que regulam o Direito Penal”.

Além disso, a nota publicada diz que o conteúdo inicialmente apresentado “não atendia aos critérios legais para motivar a apresentação de denúncia criminal contra quem quer que seja”. Isso porque, para a PGR, não traz provas individualizadas para sustentar indiciamentos contra autoridades com foro.

 Na avaliação da PGR, o papel da comissão tem “caráter político”.

“Já o Ministério Público tem sua atuação limitada pelos princípios que regem a atividade jurídica, o que inclui o respeito ao devido processo legal, à garantia de ampla defesa e à cadeia de custódia de eventuais provas, fundamentais para evitar futuras anulações. Parâmetros que têm o propósito de protege cidadãos e a sociedade contra os abusos do Estado, em prol da dignidade da pessoa humana”, diz o comunicado.

Senadores que integraram a CPI da Covid entraram com uma ação no STF contra a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo. Os parlamentares acusam a vice-procuradora de cometer o crime de prevaricação.

O crime de prevaricação configura a situação em que um funcionário público “retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”.

Segundo informações do portal g1, a ação foi direcionada ao presidente do Supremo, o ministro Luiz Fux. O pedido de investigação foi feito nesta terça-feira (26), um dia depois de Lindôra Araújo pedir o arquivamento de cinco investigações contra Bolsonaro, também no STF, após conclusões da CPI da Covid.

O Globo

 

Sari Côrte Real patroa da mãe do menino Miguel que morreu ao cair de prédio, tem prisão negada pela Justiça

Magistrado alegou que o Ministério Público se manifestou contrariamente aos pleitos formulados pela assistência de acusação. Na última segunda-feira, 25, Sari Gaspar Côrte Real teve o pedido de prisão preventiva indeferido pela Justiça de Pernambuco. A decisão é do juiz de Direito Edmilson Cruz Júnior, da 1ª vara dos Crimes Contra Criança e Adolescente de Recife/PE, e foi publicada no Diário Oficial de Justiça de Pernambuco.

Sari foi condenada a oito anos e seis meses de prisão por abandono de incapaz, com resultado em morte de Miguel Otávio de Santana, de cinco anos, filho de sua funcionária à época.

Na decisão em que negou a prisão, o magistrado pontuou que o Ministério Público se manifestou contrariamente aos pleitos formulados pela assistência de acusação, em que requeriam a prisão ou a retenção do passaporte da acusada.

Disse, ainda, que não há fato novo a justificar a reforma de decisão anterior em que a prisão já havia sido negada. Considerou-se que a presunção de inocência deve seguir até trânsito em julgado.

Entenda o caso

O menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, morreu após cair do 9º andar de um prédio em Recife/PE em junho de 2020. No momento do acidente, a criança tinha sido deixada pela mãe – que era doméstica da residência e estava passeando com o cachorro dos patrões – aos cuidados da patroa, Sari Corte Real.

Pelo ocorrido, a recorrente foi denunciada pelo crime de abandono de incapaz (art. 133, parágrafo 2º do CP), sob o argumento de que estava, momentaneamente, responsável pela vigilância do menino, e que teria lhe permitido utilizar o elevador sozinho, gerando um perigo concreto de lesão.

Nos autos de origem, a defesa da mulher sustentou a atipicidade da conduta, uma vez que os fatos da denúncia não caracterizam crime de abandono de incapaz, crime de perigo que depende de juízo de probabilidade, bem como porque o resultado morte não era uma consequência previsível.

Fonte: Migalhas

 

Usuários voltam a interditar terminais de ferrys boats em protesto pela precariedade dos serviços

O dia começou hoje com mais um ato de revolta e indignação de proprietários de empresas de coletivos, de transportes de cargas e passageiros, pela redução drástica dos serviços entre a Ponta da Espera, em São Luís e o Cujupe, na Baixada Maranhense. Das 04 embarcações que vinham operando precariamente, hoje estavam reduzidas a duas, o que deu origem aos protestos. Além dos sérios prejuízos aos transportes de passageiros, o péssimo serviço afeta diretamente o abastecimento de alimentos em diversos municípios de toda a região, concorrendo inclusive para o aumento de preços devido a oferta por falta de transporte marítimo com o reduzido número de ferrys e o rodoviário por falta de estradas.

Ferry José Humberto apresentou mais problemas e outro da Internacional Marítima

A revolta na manhã de hoje é que o badalado ferry José Humberto, motivo de ampla questão nos Ministérios Públicos Federal e Estadual, Capitania dos Portos e Justiça Federal foi retirado mais vez de operação por apresentar problemas técnicos, inclusive foi visto emitindo muita fumaça, com imagens feitas de uma outra embarcação próxima. Outro da Internacional Marítima entrou em pane técnica e a exemplo do primeiro, foi recolhido para mais uma das inúmeras manutenções precárias, em que os problemas sempre retornam e cada vez em maior intensidade.

Diante da retirada brusca de 50% das embarcações em operação, o problema aumentou ainda mais, haja vista que com 04 ferrys, o serviço já é altamente deficiente e uma brusca redução, a revolta é ainda muito maior e a indignação toma proporção de revolta. Infelizmente, as justificativas não convencem mais, e o resultado é que a falência dos serviços de há muito, é uma realidade.

Desde a intervenção do então todo poderoso governador Flavio Dino, na empresa Serviporto, quando o Governo do Estado se apropriou de três embarcações, todas em pleno funcionamento e as sucateou até a paralisação total de todas elas, dando origem ao problema que vem se arrastando e infelizmente sem perspectivas de uma solução.

À semana passada, mesmo diante de observações feitas pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal, a Capitania dos Portos liberou o ferry José Humberto, assumindo totalmente a responsabilidade pela navegabilidade e segurança da embarcação. A retirada hoje de circulação, ainda não foi explicada pela MOB, embora a desculpa seja sempre, ajustes técnicos.

A verdade é que o Governo do Estado não está levando a sério um problema que pode tomar proporções graves, além de uma total falta de respeito aos direitos dos cidadãos e empresários que utilizam diariamente os serviços de interesses coletivos voltados para a Baixada Maranhense.

Quando se fala em concorrência pública nacional, a MOB procura ignorar, uma vez que pelo visto há interesse em que a empresa Internacional Marítima continue na exploração dos serviços, como ficou claro na concorrência vergonhosa anulada, em que ela e uma tal de Celte Navegação do Estado do Pará foram as vencedoras, sendo que está última não tinha nenhum ferry boat.

Fonte: AFD