PEC da Transição aumenta dívida pública e alta da inflação

Mercado reagiu negativamente à medida que deve furar o teto de gastos; crédito extra deve ser permanente

Sem perspectiva de aumento de arrecadação, os gastos extras na casa de R$ 175 bilhões com a PEC da Transição devem causar aumento da dívida pública. O próximo governo aposta em uma melhora econômica para conseguir compensar a liberação do montante fora do Orçamento. Sem isso, o país pode assistir à inflação subir e à taxa Selic ser ajustada para cima em busca de controle, acarretando juros mais altos.

A reação negativa do mercado à medida, que deve furar a regra do teto de gastos, foi sentida logo após o último discurso do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A apreensão se dá pela possibilidade de aumento da dívida pública. Com isso, o movimento natural seria a cobrança de juros mais altos, fazendo com que o Executivo precise destinar uma parte maior da arrecadação futura para honrar com o pagamento de dívidas. “Assim, deixa-se menos para despesas discricionárias. Esse impacto só será minimizado se o país crescer mais que os 2,5% estimados no PLOA (Proposta da Lei Orçamentária Anual), o que me parece bastante improvável”, avalia Rafael Miranda, mestre em economia pela FGV.

Um cenário possível a partir do próximo ano levando em conta as projeções de recessão, segundo Miranda, é que as famílias mais vulneráveis aumentem o poder de consumo. No entanto, sem uma produção compatível, os preços dos produtos sobem, acarretando no aumento da inflação. O movimento do Banco Central pode ser, então, o de elevar a taxa Selic, subindo as taxas de juros e dificultando empréstimos e financiamentos.

“É fácil imaginar que, se governo injeta auxílio na mão de quem está deixando de comprar porque falta dinheiro, elas vão justamente gastar esse dinheiro e gastar rápido. Esse aumento de demanda pode levar a inflação”, completa. Miranda, no entanto, afirma que o auxílio é necessário para garantir equilíbrio social, mas que precisa ser feito com cautela.

Especialista em Gestão Pública, Relações Institucionais e Governamentais da Fundação da Liberdade Econômica, Eduardo Fayet também frisa a importância do auxílio e a necessidade do equilíbrio. “São recursos importantes para atender a questão da fome, da dificuldade da classe mais pobre ter acesso a recursos.”

Não deixa de ser um endividamento público. O que o novo governo precisa é ter austeridade fiscal. Não de não gastar, mas de gastar bem. Além disso, deve tomar cuidado com como fala e quais são os aspectos que destaca para que não haja revezes sem necessidade

Eduardo Fayet, economista

Fayet acredita que a taxa de juros pode sofrer manutenção, “mas depende também de questões internacionais, capacidade de atração de investimento, equalização de política de governança e financiamento do desenvolvimento do Brasil”.

Medida permanente

O governo eleito defende que se extrapole o teto de gastos. Antes de deixar Brasília após se reunir com a equipe de transição, Lula criticou a reação negativa ao discurso e disse nunca ter visto “um mercado tão sensível”. Já o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), disse apostar em um crescimento econômico. “O que precisa é a economia crescer. Esse é o fator relevante. E aí é importante o investimento, público e privado, recuperar planejamento no Brasil e bons planejamentos.”

Outro fator que leva à desconfiança do mercado sobre a PEC é que o excedente de gastos pode se tornar uma constante. O relator do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), já afirmou que as mudanças previstas no teto de gastos para bancar os auxílios seriam permanentes.

“A ideia é que haja um compromisso da sociedade brasileira com os mais carentes, com os mais pobres. E que eles possam sentir que há uma segurança de que estará excepcionalizado para sempre esse recurso”, disse, na quinta-feira (10).

O teto de gastos entrou em vigor em 2016 e é a principal regra fiscal que limita o crescimento das despesas em relação à inflação. Na prática, a ideia é congelar os gastos públicos para que o aumento em despesas siga a inflação atual, diz o secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, e cotado para assumir o Tesouro Nacional no governo Lula, Felipe Salto, que acredita que o governo de transição “precisa fazer um aprimoramento das regras fiscais para evitar constrangimento de todo ano ter que aumentar o teto de gastos, que mobiliza recursos, políticas, esforço do governo e tempo”. Ele defende a necessidade de mudar o teto de gastos para um limite de despesa, a fim de manter regras de controle, mas sem precisar ferir as normas ano após ano.

Além disso, Salto defende uma reforma tributária. “Principalmente o ICMS, que produz uma série de distorções e complexidade no regimento tributário que já são muito conhecidas e poderiam ser resolvidas. É necessário que uma reforma estrutural, discuta a questão das vinculações, do peso das despesas obrigatórias do orçamento.”

Fonte: R7

 

 

Comandantes militares condenam restrições a direitos de manifestações pacíficas

Os comandantes das três Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha) divulgaram no dia (11) uma nota em que condenam tanto o que classificam como “eventuais restrições a direitos” de quem critica agentes públicos, quanto “eventuais excessos cometidos” por manifestantes que não aceitam o resultado das eleições presidenciais. Assinada pelo almirante Almir Garnier Santos (Marinha); pelo general Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e pelo tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior (Aeronáutica), a nota divulgada pelas redes sociais cita a Lei nº 14.197, em vigor desde 1º de setembro de 2021, para, veladamente, criticar decisões judiciais que determinam a retirada de manifestantes que há duas semanas protestam próximo a quartéis, em várias cidades.

“Não constitui crime […] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais”, sustentam os comandantes ao afirmar que as Forças Armadas estão comprometidas com a democracia e com a harmonia política e social.

“A solução a possíveis controvérsias no seio da sociedade deve valer-se dos instrumentos legais do estado democrático de direito”, acrescentam os militares, destacando a importância da independência entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com especial ênfase ao Congresso Nacional, que os comandantes afirmam ser o principal responsável por, de acordo com o “anseios e pleitos da população”, “corrigir possíveis arbitrariedades ou descaminhos autocráticos que possam colocar em risco o bem maior de nossa sociedade, ou seja, sua Liberdade”.

“Como forma essencial para o restabelecimento e a manutenção da paz social, cabe às autoridades da República, instituídas pelo povo, o exercício do poder que “Dele” emana, a imediata atenção a todas as demandas legais e legítimas da população, bem como a estrita observância das atribuições e dos limites de suas competências, nos termos da Constituição Federal e da legislação”, sustentam os comandantes, voltando a aludir ao Artigo nº 142 da Constituição Federal para classificar as Forças Armadas como instituições “moderadoras”.

O artigo constitucional citado estabelece que Marinha, Exército e Aeronáutica são instituições nacionais que se destinam à defesa da Pátria e à garantia dos poderes constitucionais, de forma que, se acionada por qualquer dos três poderes federais (Executivo, Legislativo e Judiciário), devem agir para manter a lei e a ordem.

“Assim, temos primado pela legalidade, legitimidade e estabilidade, transmitindo a nossos subordinados serenidade, confiança na cadeia de comando, coesão e patriotismo”, asseguram os comandantes, destacando que a todos os brasileiros compete às instituições públicas zelar pelo cumprimento dos direitos e deveres de todo cidadão brasileiro, “especialmente no que tange à livre manifestação do pensamento, liberdade de reunião pacífica e à liberdade de locomoção no território nacional”.

“Assim, são condenáveis tanto eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos, quanto eventuais excessos cometidos em manifestações que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública; bem como quaisquer ações, de indivíduos ou de entidades, públicas ou privadas, que alimentem a desarmonia na sociedade”, afirmam os militares.

Observadores

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também divulgou uma nota esta manhã. Segundo a corte, 17 missões de observadores nacionais e internacionais que acompanharam as eleições gerais deste ano já apresentaram seus relatórios, apontando a segurança e a transparência do sistema eleitoral brasileiro.

Um dos documentos entregues ao TSE é o relatório preliminar que a missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) apresentou em 1º de novembro, apontando não ter encontrado nenhuma irregularidade nos testes e nas auditorias que seus observadores acompanharam. Embora tenha apresentado sugestões que os observadores acreditam que, se adotadas, servirão para aperfeiçoar o processo eleitoral brasileiro, a missão chefiada pelo ex-ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramirez Lezcano, destacou as iniciativas já implementadas pela Justiça Eleitoral a fim de incrementar a transparência da votação e da apuração, como a criação da Comissão de Transparência das Eleições (CTE) – da qual participaram representantes da sociedade civil e de instituições e órgãos públicos, incluindo das Forças Armadas. Para a OEA, isso permitiu que, embora realizada em um “contexto complexo, marcado pela polarização, desinformação e ataques às instituições eleitorais”, o processo de votação tenha sido concluído com sucesso.

Diário do Poder

 

Deputados e Senadores articulam projeto de lei que torna censura nas redes sociais abuso de autoridade

Grupo de deputados e senadores com mandato e outros recém-eleitos articula aprovação de projeto que torna abuso de autoridade o bloqueio ou a suspensão de páginas e perfis de parlamentares nas redes sociais. Um dos líderes do grupo e autor do projeto, José Medeiros (PL-MT) teve seu perfil bloqueado e lembra que os parlamentares são invioláveis, segundo a Constituição, por “quaisquer opiniões, palavras e votos”.

Precedente

O próprio STF já arquivou tentativa de bloqueio com a justificativa de que as redes sociais estão sim cobertas pela imunidade parlamentar.

Ontem

Decisão de estender imunidade foi de Celso de Mello em ação do Psol contra Carla Zambelli, que hoje também tem suas redes bloqueadas.

Hoje

A reação de parlamentares é contra ministros do STF que ultrapassam “flagrantemente a linha do rigor e agem fora do texto constitucional”.

Regime aberto

O texto prevê pena de prisão de 1 a 4 anos, mais multa, para quem “determinar a remoção injustificada de publicação, página ou perfil”.

Coluna do Claudio Humberto

 

Ciganas voltam a atacar na Praça Deodoro com leituras de mãos mediante pagamento

Um grupo de mulheres que se dizem ciganas, periodicamente ocupa espaço na praça Deodoro com ofertas de serviços de leitura de mãos sobre o futuro das pessoas, principalmente mulheres, tem criado inúmeros problemas. Pela forma de abordagem, sempre feita de maneira agressiva, inclusive atacando as pessoas, puxando-as pelos braços, o que já chegou a gerar alguns problemas. Há poucos dias tive oportunidade de ver um marido, que se revoltou pela maneira com que sua esposa foi atacada pelas ciganas, que não teve desfecho de maiores proporções devido a intervenção de terceiros.

Outro problema sério criado é que depois de terem feito as leituras das mãos das pessoas, em que geralmente são revelados que elas se tornarão ricas e de grande sucesso, querem como pagamento, valores bem acentuados. Elas registram que recebem pix e podem até acompanhar os tais clientes a algum banco ou a outro local onde possam receber os valores exigidos.

A maneira agressiva com que as tais ciganas importunam as pessoas é um total desrespeito e não duvido que em algum momento possa haver mais conflitos, levando-se em conta que os cidadãos e cidadãs não podem ser importunadas de maneira ostensiva quando transitam em seu direito de ir e vir. A verdade é que se faz necessária uma intervenção das autoridades, haja de que a forma de abordagem das tais ciganas é bastante agressiva e como tal precisa de intervenção das autoridades.

Fonte: AFD

 

Gleisi afronta a nota das Forças Armadas e recebe resposta de general

Mesmo antes de assumir o governo a situação nas hostes petistas é bem complicada. Estão todos atordoados e com certeza representam um grave risco para o país. A malandragem atordoada é um perigo incalculável.

Assim, declarações caóticas e que beiram a insanidade acontecem com uma frequência absurda. E, nesse aspecto, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, tem se destacado. Nesta sexta-feira (11), a deputada resolveu afrontar e enfrentar a nota das Forças Armadas.

“Não é papel dos comandantes militares opinar sobre o processo político, muito menos sobre a atuação das instituições republicanas. O direito de manifestação não se aplica a atos contra a democracia, que devem ser tratados pelo nome: golpismo. E combatidos, não são pacíficos nem ordeiros”, declarou.

Coube a um general – o deputado general Girão Monteiro – aplicar o devido ‘corretivo’.

Eis a resposta:

“Se não entendeu a nota, irei traduzir: o POVO é LIVRE. Não será tolerado o atentado contra as garantias constitucionais da livre manifestação. Se precisar de mais explicações práticas, basta a vossa pessoa ou um ditador ir de encontro ao que está contido na Constituição.

Jornal da Cidade Online

 

Enem 2022: o que pode e o que não pode no dia da prova?

Separar documento e caneta preta e sair de casa com antecedência são dicas importantes

Mais de 3,3 milhões de brasileiros são esperados para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2022, que começa a ser aplicado neste domingo (13). O número de estudantes inscritos é 10% maior em relação a 2021, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). No primeiro domingo, os candidatos fazem as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias. Já no segundo (20), respondem questões de ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.

Dada a importância nacional para quem deseja ingressar no ensino superior, o teste segue regras rigorosas. Para evitar contratempos, o professor de linguagens, Adonias Freitas recomenda que os estudantes cheguem com antecedência ao local de prova. Uma das primeiras medidas é verificar o endereço disponível na Página do Participante e no aplicativo do Enem. “O estudante deve se planejar como será feito o deslocamento, se vai ser de transporte coletivo, por meio de transporte individual, por meio de aplicativos. É preciso comparecer ao local de prova com antecedência, por isso o estudante deve ter a noção de como estará o trânsito no dia da prova, e comparecer ao local com até uma hora de antecedência”, explica o professor.

O que é obrigatório levar? 

Na chegada ao local de prova, o estudante deve apresentar obrigatoriamente documento de identificação com foto, caneta esferográfica na cor preta. Além de preta, a caneta deve ter material transparente; é ideal ter mais de uma, pois não é possível pedir emprestado durante o exame.
O participante não poderá permanecer no local de aplicação das provas sem a máscara de proteção contra a Covid-19, exceto nos estados ou municípios onde o uso do item em local fechado esteja liberado por decreto ou ato administrativo de igual poder regulamentar.

O que é aconselhável levar?

O Inep, responsável pela aplicação do Enem, definiu alguns itens “aconselháveis” para se ter durante as provas. Um deles é o cartão de confirmação de inscrição, disponível na Página do Participante, de modo a comprovar a participação e o local de prova.

Para quem trabalha no dia da prova, é possível imprimir uma declaração de comparecimento na Página do Participante, a qual deve ser entregue e preenchida pelo aplicador responsável pela sala do candidato. O documento serve como licença para o trabalho.

O professor de cursinho preparatório para o Enem, Rêiner Godoy, relembra que alimentos e água também devem ser considerados pelos estudantes. “É interessante que o aluno leve uma garrafa de água, lembrando que a garrafa também tem quer ser transparente, se quiser levar uma barra de cereal ou chocolate tem que ser também em material transparente por que o fiscal vai verificar”, explica o professor.

O que não levar no dia da prova

Antes de entrar na sala, os estudantes receberão um envelope porta-objetos, onde deverão guardar tudo que não é permitido na hora da prova. Eletrônicos, inclusive celulares, devem ser desligados antes de guardados. Rélogio, óculos escuros, fones de ouvido e/ou qualquer transmissor, gravador e/ou receptor de dados, imagens, vídeos e mensagens também são proibidos. A Declaração de Comparecimento impressa também deve ficar no envelope. Esse envelope deve ser fechado, lacrado e guardado até o fim da aplicação.

Brasil 61

 

Coordenação de Alckmin na transição causa ciúmes e reações na cúpula do PT

Experiente no exercício do poder, Alckmin não dá confiança à cúpula petista. O protagonismo do ex-tucano Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito, já produz rusgas entre os políticos da velha guarda do PT, que, enrolados na Lava Jato, foram duramente criticados pela turma do vice-presidente eleito.

Lula teve de mediar a confusão. Um sinal desse desconforto pôde ser visto na coletiva de Alckmin, terça (8), ao anunciar integrantes de comissões técnicas da Equipe de Transição. Ele fez questão de assinar o ato diante dos jornalistas, sem submetê-lo antes ao comando do PT. A informação é da coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Alckmin já respondia a repórteres, quando Gleisi Hoffmann o interrompeu para pedir o papel assinado, como para conferir alguma “surpresa”. Gleisi mostrou o papel a Aloizio Mercadante com expressão contrariada, cochichando algum detalhe sobre os atos assinados.

Cioso de suas prerrogativas, até pela experiência como ex-governador de São Paulo, Alckmin ignorou Gleisi. Mas isso piorou o clima.

Diário do Poder

Com mercado em polvorosa, Henrique Meirelles se arrepende de apoio a Lula

Essa foi a conclusão do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, durante encontro com clientes do banco BTG Pactual, em evento realizado nesta quinta-feira (10).

A notícia reproduzida pelo portal O Antagonista traz mais detalhes do que foi dito por Meirelles, como o motivo pelo qual Lula havia se recusado, até hoje, a falar de economia:

Hoje, começou a falar. Aí, ele começou a sinalizar uma direção à Dilma. Estou pessimista, não tenha dúvida, só posso dizer uma coisa a todos vocês: boa sorte”, disse Meirelles, segundo o Antas.

As críticas a Lula sinalizam, no abandono do barco do futuro governo, que já começa à deriva e com muitas tempestades à frente, o arrependimento de quem percebeu o desastre que está por vir.

No encontro que teve com parlamentares, Lula foi claro ao dizer que não pretende respeitar a continuidade do ajuste fiscal, segundo ele, porque o seu governo ‘tem que combater a fome’ e vai precisar de dinheiro para tanto.

Uma falácia que vai na contramão dos índices recentes divulgados, por exemplo, pelo Banco Mundial, que apontou o recuo da miséria no Brasil ao patamar mais baixo de sua história, desde a República.

Lula, que ainda não teve ‘a coragem’ de anunciar o nome de seu ministro da Fazenda, chega ao governo de transição praticamente exigindo que se fure o teto de gastos em R$ 200 bilhões, só para cumprir suas promessas de campanha.

Vale lembrar que o governo Bolsonaro, vejam só, só foi fazer o mesmo, utilizando R$ 240 bi além do orçamento, e com o apoio do congresso, para ter como enfrentar dois anos de pandemia, na mais séria crise social, de saúde e econômica dos últimos 100 anos.

E o fez com maestria, tendo ao seu lado um extraordinário time de ministros sob a batuta de Paulo Guedes, o superministro da Economia. Após esse período, o país se recuperou e superou o período pré-pandemia, gerou empregos, captou investimentos recordes, levou as estatais a lucros estratosféricos e conseguiu dar um auxílio emergencial a milhões de famílias.

Lula, entretanto, precisou de alguns poucos minutos e uma fala desastrosa para detonar a Bolsa, na queda de 3,61%, explodir o dólar, que fechou em quase R$ 5,40 e causar pessimismo nos investidores, que ampliaram os juros futuros para a casa dos 13,65%.

Não são só os investidores que precisarão de sorte, com se referiu Henrique Meirelles

Ela terá que estar ao lado também do pobre e iludido povo brasileiro que acreditou nas promessas do petista, que ainda não começou a sua administração, mas já deixando claro que gastos excessivos virão. Afinal de contas, os receios são da volta de novos problemas escabrosos.

Jornal da Cidade Online

 

 

Comandantes das Forças Armadas se unem e lançam nota sobre a soberania do Brasil

Ontem, quinta-feira (11), o povo recebeu com surpresa a informação de que Generais/Oficiais das Forças Armadas se reuniram. A expectativa para saber do que se tratava a reunião era enorme.

E eis que surge a primeira manifestação das Forças Armadas após o encontro. Uma nota assinada pelos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, endereçada à imprensa, onde – com palavras firmes – os militares reafirmam o compromisso com o povo e com a soberania do Brasil.

Leia a nota na íntegra:

Às Instituições e ao Povo Brasileiro

Acerca das manifestações populares que vêm ocorrendo em inúmeros locais do País, a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira reafirmam seu compromisso irrestrito e inabalável com o Povo Brasileiro, com a democracia e com a harmonia política e social do Brasil, ratificado pelos valores e pelas tradições das Forças Armadas, sempre presentes e moderadoras nos mais importantes momentos de nossa história.

A Constituição Federal estabelece os deveres e os direitos a serem observados por todos os brasileiros e que devem ser assegurados pelas Instituições, especialmente no que tange à livre manifestação do pensamento; à liberdade de reunião, pacificamente; e à liberdade de locomoção no território nacional.

Nesse aspecto, ao regulamentar disposições do texto constitucional, por meio da Lei nº 14.197, de 1º de setembro de 2021, o Parlamento Brasileiro foi bastante claro ao estabelecer que: “Não constitui crime […] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais”.

Assim, são condenáveis tanto eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos, quanto eventuais excessos cometidos em manifestações que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública; bem como quaisquer ações, de indivíduos ou de entidades, públicas ou privadas, que alimentem a desarmonia na sociedade.

A solução a possíveis controvérsias no seio da sociedade deve valer-se dos instrumentos legais do estado democrático de direito. Como forma essencial para o restabelecimento e a manutenção da paz social, cabe às autoridades da República, instituídas pelo Povo, o exercício do poder que “Dele” emana, a imediata atenção a todas as demandas legais e legítimas da população, bem como a estrita observância das atribuições e dos limites de suas competências, nos termos da Constituição Federal e da legislação.

Da mesma forma, reiteramos a crença na importância da independência dos Poderes, em particular do Legislativo, Casa do Povo, destinatário natural dos anseios e pleitos da população, em nome da qual legisla e atua, sempre na busca de corrigir possíveis arbitrariedades ou descaminhos autocráticos que possam colocar em risco o bem maior de nossa sociedade, qual seja, a sua Liberdade.

A construção da verdadeira Democracia pressupõe o culto à tolerância, à ordem e à paz social. As Forças Armadas permanecem vigilantes, atentas e focadas em seu papel constitucional na garantia de nossa Soberania, da Ordem e do Progresso, sempre em defesa de nosso Povo.

Assim, temos primado pela Legalidade, Legitimidade e Estabilidade, transmitindo a nossos subordinados serenidade, confiança na cadeia de comando, coesão e patriotismo. O foco continuará a ser mantido no incansável cumprimento das nobres missões de Soldados Brasileiros, tendo como pilares de nossas convicções a Fé no Brasil e em seu pacífico e admirável Povo.

Brasília/DF, 11 de novembro de 2022.

Almirante de Esquadra ALMIR GARNIER SANTOS

Comandante da Marinha

General de Exército MARCO ANTÔNIO FREIRE GOMES

Comandante do Exército

Tenente-Brigadeiro do Ar CARLOS DE ALMEIDA BAPTISTA JUNIOR

Comandante da Aeronáutica

 Jornal da Cidade Online

 

Quando é que a Prefeitura de São Luís vai ter respeito aos direitos dos usuários dos transportes coletivos?

As reclamações são agora diárias e cada vez em forma de indignação pela intensidade dos desrespeitos aos direitos de ir e vir dos usuários de transportes coletivos. O problema é antigo, mas na atual administração municipal tomou uma proporção bem ampla pela postura de inércia do poder público. A indiferença é de uma dimensão ampla, não apenas na questão dos serviços, mas na grave problemática relacionada a falta de abrigos nas paradas e acessos a dezenas de comunidades.

Infelizmente, o que fica é que os usuários de coletivos estão sendo penalizados pela falta de um mínimo de respeito da Prefeitura de São Luís com a população, uma vez que o serviço de transporte coletivo é dela e como tal deve fazer, com que ele funcione com seriedade, qualidade dos serviços e ônibus em condições regulares para atender aos direitos dos passageiros.

Todos os dias, coletivos com panes mecânicas causam sérios problemas a trabalhadores e estudantes, com a total indiferença da fiscalização do Executivo Municipal. Um questionamento que vem sendo feitos por várias comunidades, reside nos subsídios que a Prefeitura de São Luís para as empresas de transporte coletivo, que ao invés de melhorar os serviços, os tornam cada vez precários e de uma deficiência intolerável. Apesar da gravidade do problema, não se vê qualquer tipo de manifestação das instituições públicas em dar um basta na esculhambação e faça valer o respeito que os cidadãos e cidadãs merecem por direito.

Cobrar um posicionamento da Câmara Municipal de São Luís e do Ministério Público não é querer muito, uma vez que as duas instituições estão indiferentes aos direitos e interesses coletivos. O momento exige da população uma organização comunitária com ações bem efetivas e que incomodem o Poder Público. Elas podem iniciar com cobranças públicas através de abaixo assinado ao Executivo Municipal, ao Legislativo Municipal e Ministério Público referendadas por assembleias com união de várias comunidades. Há necessidade de um despertar da população para a formação de uma consciência crítica. Todos precisam entender que político não faz favor ao povo, muito pelo contrário, eles têm o dever de prestar contas constantemente das suas ações, das aplicações dos recursos com transparência, e também, sobre as emendas parlamentares. A partir das ações organizadas, as comunidades poderão ter os seus direitos respeitados. Basta alguém ter a primeira iniciativa e os demais virão, sem medo e coragem para luta.

Fonte: AFD