Economistas renomados que apoiaram Lula, em carta se distanciam dele

O que tem em comum Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, Edmar Bacha, ex-presidente do BNDES, e Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda? Os três estavam na equipe que criou o Plano Real, programa brasileiro lançado em 1994, durante o governo de Itamar Franco, que criou a moeda atual, estabilizou a economia e barrou a hiperinflação, permitindo ao país, enfim, vislumbrar um caminho para o progresso.

Foram eles que, a partir dessa proposta, demonstraram a necessidade de que um país, para ser administrado, tem que ter um governo que gaste menos do que arrecada, de forma responsável. E, agora nestas eleições, os três também apoiaram a eleição do Lula.

Pois eles acabam de, também juntos, assinar uma carta chamando a atenção para as graves falas de Lula, sobre economia. O petista em sua ânsia de querer cumprir suas falsas promessas de campanha, insiste em aprovar uma PEC transitória que permita, como primeiro ato à frente da presidência da República, ‘passar um cheque sem fundo de R$ 200 bilhões’.

Ele também inicia o governo de transição com 10 vezes mais pessoas envolvidas do que o governo de transição de Jair Bolsonaro em 2018, e prevê, com isso, ampliar o número de ministérios para pelo menos 35.

É gente demais, gastança demais e promessa demais. Mas, não contente, Lula também fala demais.

Como na afirmação feita na semana passada em Brasília e, mais recentemente, em discurso na COP 27, no Egito, de que não pretende respeitar o teto de gastos e no qual mandou ‘às favas’ a responsabilidade fiscal e os investidores.

“Se eu falar isso vai cair a bolsa, vai aumentar o dólar. Paciência, disse o aloprado. E eis que a bolsa caiu, tanto na semana passada quanto hoje… assim como os juros futuros explodiram, o dólar e o ‘risco Brasil’ subiram, a confiança se perdeu e os investimentos futuros já começam a procurar a ‘porta da rua’. Foi a gota d’água para o trio de economistas ‘tucanos’ que juravam que, ao mirar em Lula, acertariam em Geraldo Alckmin!

Se enganaram.

Primeiro, Henrique Meirelles pulou fora, como noticiado na semana passada. Agora, mais três dos economistas renomados, não só aqui no Brasil como no exterior, enviam a dura missiva que indica que o namoro acabou.

E até o economista preferido de Dilma, Lula, Guido Mantega, acaba de abandonar o barco, apresentando alegações nada convincentes. É o primeiro caso de um governo que sequer assumiu e já vive uma gigantesca crise… daquelas que levam ao impeachment em curtíssimo prazo.

Leia a carta na íntegra:

Caro presidente eleito Lula,

Assistimos a sua fala nesta quinta (17) cedo na COP27, no Egito. Acredite que compartilhamos de suas preocupações sociais e civilizatórias, a sua razão de viver. Não dá para conviver com tanta pobreza, desigualdade e fome aqui no Brasil.

O desafio é tomar providências que não criem problemas maiores do que os que queremos resolver.

A alta do dólar e a queda da Bolsa não são produto da ação de um grupo de especuladores mal-intencionados. A responsabilidade fiscal não é um obstáculo ao nobre anseio de responsabilidade social, para já ou o quanto antes.

O teto de gastos não tira dinheiro da educação, da saúde, da cultura, para pagar juros a banqueiros gananciosos. Não é uma conspiração para desmontar a área social.

Vejamos por quê.

Uma economia depende de crédito para funcionar. O maior tomador de crédito na maioria dos países é o governo. No Brasil o governo paga taxas de juros altíssimas. Por quê? Porque não é percebido como um bom devedor. Seja pela via de um eventual calote direto, seja através da inflação, como ocorreu recentemente.

O mesmo receio que afeta as taxas de juros afeta também o dólar. Imagino que seja motivo de grande frustração ver isso tudo. Será que o seu histórico de disciplina fiscal basta? A verdade é que os discursos e nomeações recentes e a PEC (proposta de emenda à Constituição) ora em discussão sugerem que não basta. Desculpe-nos a franqueza. Como o senhor sabe, apoiamos a sua eleição e torcemos por um Brasil melhor e mais justo.

É preciso que se entenda que os juros, o dólar e a Bolsa são o produto das ações de todos na economia, dentro e fora do Brasil, sobretudo do próprio governo. Muita gente séria e trabalhadora, presidente.

É preciso que não nos esqueçamos que dólar alto significa certo arrocho salarial, causado pela inflação que vem a reboque. Sabemos disso há décadas. Os sindicatos sabem.

E também não custa lembrar que a Bolsa é hoje uma fonte relevante de capital para investimento real, canal esse que anda entupido.

São todos sintomas da perda de confiança na moeda nacional, cuja manifestação mais extrema é a escalada da inflação. Quando o governo perde o seu crédito, a economia se arrebenta. Quando isso acontece, quem perde mais? Os pobres!

O setor financeiro recebe juros, sim, mas presta serviços e repassa boa parte dos juros para o resto da economia, que lá deposita seus recursos.

O teto, hoje a caminho de passar de furado a buraco aberto, foi uma tentativa de forçar uma organização de prioridades. Por que isso? Porque não dá para fazer tudo ao mesmo tempo sem pressionar os preços e os juros. O mundo aí fora está repleto de exemplos disso.

Então por que falta dinheiro para áreas de crucial impacto social? Porque, implícita ou explicitamente, não se dá prioridade a elas. Essa é a realidade, que precisa ser encarada com transparência e coragem.

O crédito público no Brasil está evaporando. Hora de tomar providências, sob pena de o povo outra vez tomar na cabeça.

Respeitosamente,

Arminio Fraga, Edmar Bacha e Pedro Malan

 

Surge lista do PT com prováveis ministros de Lula

O Partido dos Trabalhadores fez circular uma lista com os nomes que gostaria para o primeiro escalão do governo Lula-Alckmin: Gleisi Hoffmann é cotada para a Casa Civil, Fernando Haddad para o Ministério da Fazenda, o deputado eleito e líder do MTST Guilherme Boulos para o Ministério das Cidades e Janones para a Secretaria de Comunicação (Secom).

É uma seleção de derrotados e revoltados, obviamente a maioria não tem nenhum conhecimento na área. Um retrocesso total. Ainda não consigo entender como Geraldo Alckmin se sente à vontade entre elementos como Guilherme Boulos e João Pedro Stedille – o nível de traição ao povo paulista e aos católicos que sempre o apoiaram é sem precedentes. Ainda que Alckmin guarde em sigilo sua obvia aposta de assumir o mandato de Lula, é imperdoável.

A futura primeira-dama Janja Lula da Silva assumiria a Secretaria de Políticas para as Mulheres. O líder do MST, João Pedro Stédile, ficaria com o Desenvolvimento Agrário e Simone Tebet com Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

De acordo com o site, na Petrobras, o nome cotado é o de Guilherme Estrella, ex-diretor de Exploração da estatal e considerado pela esquerda “o pai do pré-sal”.

O ex-governador e senador eleito Flávio Dino assumiria o Ministério da Justiça; e no comando da PF, o delegado Jorge Chastalo Filho, que era o responsável pela carceragem da PF durante a prisão de Lula. Vamos ver se o Judiciário acha essa indicação ‘imprópria’.

A versão não é final, pois ainda passará pelo inevitável processo de negociação com o Congresso, onde o Centrão domina. A lista também não traz os possíveis nomes para Banco do Brasil e Caixa, além de outros bancos e estatais de menor peso. Realmente é um ministério ‘trem-fantasma’ cada olhada é um susto!

Veja a lista:

Advocacia-Geral da União

Luiz Carlos Rocha (Rochinha)

Banco Central

Campos Neto [mandato fixo]

Casa Civil

Gleisi Hoffmann

Controladoria-Geral da União (CGU)

Manoel Caetano

Gabinete de Segurança Institucional (GSI)

Tarso Genro

Ministério da Justiça

Flávio Dino

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Simone Tebet

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Márcio França

Ministério da Cultura

Bela Gil

Ministério da Defesa

Aldo Rebelo

Ministério da Educação

Aloizio Mercadante

Ministério da Fazenda

Fernando Haddad

Ministério da Integração Nacional

Alexandre Kalil

.Ministério da Previdência Social

Paulinho da Força

Ministério da Saúde

Adriano Massuda

Ministério das Cidades

Guilherme Boulos

Ministério das Comunicações

Leonardo Attuch.

Ministério das Relações Exteriores

Celso Amorim

Ministério de Minas e Energia

Jorge Samek

Ministério do Desenvolvimento Agrário

João Pedro Stédile

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Rui Costa

Fonte: Sebastião Teodoro. Jornalista.

 

STJ decide que medida protetiva em favor da mulher vítima de violência tem que ser sempre reavaliada

O juiz que sentencia um caso de violência doméstica não pode tornar definitiva a medida protetiva de proibição de aproximação da vítima, sob pena de aplicar uma pena de caráter perpétuo, em violação ao princípio da proporcionalidade.

Com esse entendimento, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça determinou que o juízo de primeiro grau reavalie com frequência de 90 dias a necessidade de manter a medida protetiva imposta contra um homem condenado por ameaçar a ex-companheira.

A cautelar foi imposta em janeiro de 2018, quando chegou ao Judiciário a notícia de que a vítima havia sido ameaçada e agredida pelo réu. Em abril de 2019, ele foi condenado por dois crimes de ameaça à pena de 1 mês e 10 dias de detenção.

Na sentença, o magistrado tornou definitiva a medida protetiva anteriormente imposta. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve a determinação por entender que houve o objetivo de garantir proteção à vítima, “tornando- se lógico que a sua duração deve subsistir enquanto perdurar a sua necessidade”.

Ao STJ, a Defensoria Pública catarinense pontuou que a medida protetiva imposta com prazo indeterminado representa restrição ilegal à liberdade do paciente. Pediu a revogação desse trecho da sentença e, subsidiariamente, a definição de um prazo para reavaliação da necessidade da cautelar.

Relator, o ministro Antonio Saldanha Palheiro concordou e fixou que o juízo de primeiro grau deve avaliar, a cada 90 dias e mediante a prévia oitiva das partes, a necessidade da manutenção da cautela em favor da vítima. Para ele, ao tornar definitiva a cautelar, a sentença desnaturou a natureza e a razão de ser das medidas protetivas que, por serem “de urgência”, só devem perdurar até que cessada a causa que motivou a sua imposição.

“Afirmar que a duração da medida deve estar atrelada aos motivos que a justificaram não autoriza o seu elastecimento inadvertido e sem base fática atual e contemporânea, com o intuito tão somente de justificar a perpetuação da providência de urgência, como se ela pudesse ser um fim em si mesma”, explicou o ministro.

Assim, ao eternizar a cautelar em desfavor do réu, a sentença afetou o direito de ir e vir do indivíduo e feriu o princípio da proporcionalidade e a proibição constitucional de aplicação de pena de caráter perpétuo. A votação foi unânime.

Fonte: CONJUR

 

Médico Abdon Murad Jr foi destaque na Record com pirâmide financeira de R$ 1 bilhão de prejuízos

O presente comentário feito por mim, decorreu de uma ampla matéria feita pelo programa Domingo Espetacular, da Rede Record, que inclusive esteve em São Luís fazendo levantamentos sobre a pirâmide financeira bilionária, de responsabilidade do médico Abdon Murad Jr, que chegou a conversar com a reportagem. Uma entrevista foi marcada com o seu advogado Daniel Blume, que posteriormente cancelou. A matéria foi veiculada pela Rede Record, no dia 21 de março de 2021 e no dia seguinte, conforme informações da emissora, publicamos a presente matéria.

O programa Domingo Espetacular da Rede Record deu destaque na edição de ontem (21), ao médico maranhense Abdon Murad Jr, acusado de um esquema de pirâmide financeira que pode ter causado prejuízos de mais de um R$ 1 bilhão a inúmeras pessoas de considerável padrão econômico e financeiro do Maranhão, através de promessas de aplicações com lucros fáceis e bem elevados.

O médico atraia as suas vítimas segundo a reportagem, dizendo que quanto mais as pessoas transferissem dinheiro para a conta dele e mais tempo permanecesse nela, mais eles ganhariam com vantagens de variavam entre 8% e 14%. A reportagem manteve contato com o médico, que revelou a existência de apenas umas 300 pessoas, que ele pretende honrar compromissos parcelados.

O Domingo Espetacular teve acesso aos autos de inquérito policial que tramita na Superintendência de Defraudações da Secretaria de Segurança Pública e nele estão pelo menos dois cheques sem fundos, um superior a R$ 5 milhões e outro de R$ 1 bilhão. Há também na Polícia Federal outras denúncias contra o médico.

O procurador estadual Daniel Blume que é um dos advogados de Abdon Murad Jr chegou a marcar uma entrevista com a reportagem do Domingo Espetacular, mas na véspera desmarcou. O dinheiro capitalizado por Abdon Murad Jr, seriam de grandes empresários, inúmeras pessoas que venderam bens para a aplicação na pirâmide financeira e também fariam parte das vítimas magistrados e gestores públicos. A verdade é que no inquérito policial que tramita na Delegacia de Defraudações já existem muitos nomes de vítimas.

Fonte: AFD

 

 

Ibovespa perde R$ 215 bi em valor de mercado com o risco de gastos acima do teto

Levantamento mostra que desde 28 de outubro as ações desabaram com críticas do novo governo ao controle fiscal

O risco de gastos acima do teto e a falta de controle fiscal fizeram o Ibovespa, índice que reúne as maiores empresas listadas na B3, a Bolsa de Valores brasileira, perder R$ 215 bilhões em valor de mercado desde o último dia 28 de outubro. Segundo cálculo da consultoria TradeMap, as ações desabaram após o segundo turno das eleições.

O levantamento considera a variação no valor de mercado de cada uma das companhias que integram o índice. O valor seria suficiente para bancar os programas sociais do novo governo.

Nesta quinta-feira (17), o mercado reagiu novamente à proposta de furo do teto de gastos para o pagamento do Bolsa Família e às declarações do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a reação dos mercados a medidas de flexibilização fiscal.

A Proposta de Emenda à Constituição da Transição, a chamada PEC do estouro, derrubou mais uma vez as ações e provocou a alta do dólar. O Ibovespa chegou a cair 2,49%, aos 107.496,57 pontos, às 13h42, enquanto o dólar operava com alta de 1,29%, a R$ 5,47.

A proposta, apresentada ao Congresso pelo vice-presidente eleito e coordenador da transição, Geraldo Alckmin (PSB), na noite da quarta-feira (16), visa abrir espaço no Orçamento de 2023 para a manutenção de programas de transferência de renda. Mas sem sinalizar um novo controle fiscal das contas públicas.

A intenção é permitir a continuidade do pagamento do valor de R$ 600, mais uma parcela extra de R$ 150 para cada criança abaixo de 6 anos — conforme prometido pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na campanha.

Além de tirar o programa Bolsa Família do teto de gastos por prazo indeterminado, num acréscimo de R$ 175 bilhões nas despesas, a PEC estipulou que parte das receitas decorrentes de eventual excesso de arrecadação será alocada para investimentos públicos, abrindo espaço em 2023 para mais R$ 23 bilhões em gastos, também fora da regra do teto.

Fonte: R7

 

Senador Mourão: Movimentos são de inconformados com a corrupção e a falta de resposta do judiciário

Hamilton Mourão diz que manifestantes bolsonaristas erram interpretação do artigo 142; Dispositivo da Constituição não é garantia para intervenção militar; Ao falar sobre os militares, também destacou que “política não pode estar dentro do quartel”.

Senador eleito, o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) disse que os manifestantes que não aceitam a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas urnas “fazem uma interpretação enviesada do artigo 142”, citado nos protestos como uma forma de garantir um golpe militar.

Em entrevista ao Valor Econômico, Mourão afirmou que parte das pessoas que defendem a intervenção compõem “um grupo inconformado com a corrupção e com a falta de resposta mais rápida do sistema judiciário”. No entanto, erram ao interpretar o dispositivo da Constituição.

“A nossa visão do artigo 142 coloca três missões para as Forças Armadas: defesa da pátria; garantia dos Poderes Constitucionais; e, por iniciativa de qualquer um deles, Garantia da Lei e da Ordem. Tem gente que interpreta que a garantia dos poderes constitucionais seria um poder moderador concedido às Forças Armadas. Aí, até a interpretação disso é complicada”, comentou.

Ainda que indiretamente, o vice-presidente concordou com o fim das manifestações, dizendo que “não adianta querer morrer hoje, senão não vamos viver para lutar amanhã”. Ele se mostrou otimista com os 58 milhões de votos obtidos por Bolsonaro no segundo turno e com a possibilidade de “abraçar um bom número de prefeituras” nas eleições de 2024.

Mourão também opinou sobre como fica a imagem das Forças Armadas após os quatro anos de governo, já que diversos militares fizeram parte dele, e disse que “a política não pode estar dentro do quartel”.

“As Forças Armadas se baseiam na hierarquia e na disciplina. Se elas fogem disso, viram um bando armado, que é o troço mais perigoso que tem. A política não pode estar dentro do quartel pois fere de morte a hierarquia e a disciplina. As Forças Armadas se mantiveram fora do governo, 95% dos militares que estavam dentro do governo eram da reserva. Você não viu um único general da ativa fazer algum pronunciamento”, esclareceu.

Fonte: Valor Econômico

 

Operação da PF na FGV põe em pânico ministros de tribunais superiores

A Polícia Federal (PF) realizou hoje (17) a Operação Sofisma, uma ação contra esquemas de corrupção, fraudes a licitações, evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo a Fundação Getulio Vargas (FGV), instituição de ensino e pesquisa privada com sede no Rio de Janeiro. Foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Criminal Federal do Rio, tanto na capital fluminense quanto na cidade de São Paulo. Também foram expedidas ordens de sequestro e cautelares restritivas.

A notícia da operação da PF estourou como uma verdadeira bomba no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), informa o jornalista Rodrigo Rangel, do Portal Metrópoles.

Eis o texto publicado:

“A operação deflagrada na manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal contra a Fundação Getúlio Vargas, a FGV, tem potencial para criar embaraços imensos para ministros de tribunais superiores de Brasília, como o Superior Tribunal de Justiça e até mesmo o Supremo Tribunal Federal.

A investigação da PF mira suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e fraude em licitações que envolveriam a fundação.

A FGV tem laços estreitos há tempos com magistrados de Cortes superiores. Nos últimos tempos a fundação passou, por exemplo, a participar da organização de eventos jurídicos que eram realizados por entidades ligadas a magistrados e que recebem patrocínios de empresas com interesses em tribunais.

A quebra dos sigilos da entidade no curso da investigação pode detalhar o caminho do dinheiro a partir dos repasses, com chances de escalar o caso para instâncias elevadas do Poder Judiciário. Integrantes da cúpula da FGV que são alvo dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quinta são íntimos de importantes ministros das Cortes brasilienses.

Entre os assuntos que são objeto da operação está o uso da fundação para a emissão de pareceres cuja contratação servia, de acordo com a apuração, para mascarar pagamentos de propina a agentes públicos. O esquema inclui empresas de fachada no Brasil e contas em paraísos fiscais do Caribe, como Bahamas e Ilhas Virgens.”

Portal Metrópole

MPF denuncia o médico Abdon Murad Jr e empresários por crime de pirâmide financeira

Por meio da empresa Abdon Murad Júnior Participações, os envolvidos captaram recursos de investidores e atuaram como instituição financeira sem autorização dos órgãos competentes

 O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal no Maranhão os empresários Abdon José Murad Júnior e Francisco José Rodrigues Duailibe, conhecido como Chiquinho, por envolvimento em crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Abdon Murad Júnior também foi denunciado por falsidade ideológica. Segundo a denúncia, eles exerciam atividade que se equiparava à de instituição financeira sem a devida autorização do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As atividades financeiras movimentaram milhões de reais e trouxeram prejuízos aos seus clientes.

De acordo com a investigação da Polícia Federal (PF), o médico e empresário Abdon José Murad Júnior, nos anos de 2014 a 2019, inicialmente como pessoa física e, após novembro de 2017, por meio da empresa Abdon Murad Junior (AMJ) Participações e Empreendimentos Imobiliários Eireli, captava recursos de centenas de pessoas em São Luís (MA) com a promessa de aplicar o investimento na bolsa de valores e proporcionar um retorno financeiro muito acima do mercado, de 12% ao mês.

Entretanto, as atividades financeiras eram exercidas sem lastro financeiro e sem autorização do Banco Central e da CVM, o que foi comprovado por meio de ofícios enviados pelos respectivos órgãos. Além disso, para não criar obrigações cíveis e tributárias, Abdon José Murad Júnior inseria informações ideologicamente falsas nos contratos celebrados com os investidores e nos recibos emitidos, informando que o valor aportado pelo cliente seria o mesmo que ele receberia posteriormente, “sem qualquer atualização ou correção”. De acordo com a denúncia, tal prática caracteriza crime de falsidade ideológica.

Para conseguir investimento de pessoas de diversas áreas, como médicos, enfermeiros, servidores públicos, advogados, empresários, entre outros, Abdon José Murad Júnior utilizava da confiabilidade do nome de sua família, da propaganda boca a boca, além do auxílio de Francisco José Rodrigues Duailibe, que era responsável por atrair os clientes, receber e enviar os valores para a AMJ Participações. A conduta delituosa praticada pelos denunciados foi confirmada pelo depoimento de diversas vítimas e teria causado prejuízo de milhões de reais.

Durante a investigação, um advogado se apresentou à autoridade policial informando representar 29 credores de Abdon Murad Júnior, totalizando um valor de, aproximadamente, R$ 47 milhões de reais em créditos. Informou, ainda, que Abdon Murad Júnior lhe teria afirmado que iria repatriar valores investidos no exterior para o pagamento de seus credores, o que não teria ocorrido.

Na apuração, a análise bancária indica que Francisco José Duailibe recebeu e enviou valores para Abdon Murad Júnior e suas empresas. Foi constatado que Francisco José Duailibe figura como sócio das empresas CD Imóveis Serviços e Construções SA e AD Serviços Participações e Empreendimentos Ltda., para as quais foram direcionadas, entre junho de 2018 e fevereiro de 2019, cerca de R$ 5 milhões de reais em transferências a partir das contas de Abdon Murad Júnior.

De acordo com as investigações, os interessados no esquema depositariam valores na conta bancária da empresa AMJ Participações ou entregariam dinheiro em espécie, pessoalmente, em favor do administrador da empresa, Abdon Murad Júnior, que emitiria, como garantia, um cheque no valor acertado, com vencimento no prazo final do contrato, normalmente, após quatro meses.

Em razão disso, o MPF denunciou Abdon José Murad Júnior e Francisco José Rodrigues Duailibe pela prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previsto no art. 1º, parágrafo único, I e II, c/c art. 16 todos da Lei 7492/86, com pena de reclusão que pode variar de 1 a 4 anos, e multa. Em relação a Abdon Murad Júnior, recai, ainda, a prática do crime de falsidade ideológica, previsto no art. 299, do Código Penal, com pena de reclusão de 1 a 3 anos, e multa.

Assessoria de Comunicação

Ministério Público Federal no Maranhão

 

Recordistas de desmatamento no Brasil presentes na COP 27

Governadores de estados líderes do desmatamento no Brasil viajaram em comitiva para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 27), no Egito. Helder Barbalho, governador do Pará, e Mauro Mendes, do Mato Grosso, ocupam, respectivamente, a primeira e a terceira posição do ranking de estados que mais desmataram, segundo o Relatório Anual do Desmatamento. Só o Pará registrou 24,3% de toda a área desmatada no Brasil em 2021, com perda de 402.492 hectares.

Espeto de pau

Helder Barbalho irá assumir a presidência do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazónia Legal no Brasil em 2023.

Segue o ranking

O Mato Grosso desmatou 189.880 hectares, ou 11,9% do total nacional. Ficou em terceiro, atrás do Amazonas, que desmatou 194.485 hectares.

Para inglês ver

Mesmo com este histórico, nesta quarta (16) os governadores encontraram o presidente eleito Lula no evento “Carta da Amazônia”.

Coluna do Claudio Humberto

 

Consulado avisou STF quase uma semana antes sobre protestos em NY

Uma semana antes da chegada dos ministros para o evento da empresa Lide, de João Doria, o Consulado Geral do Brasil em Nova York avisou ao Supremo Tribunal Federal sobre a mobilização nas redes sociais das manifestações. O Itamaraty confirmou também que, apesar do caráter privado da viagem dos ministros, o Consulado Geral também avisou ao Hotel Sofitel, cujo orçamento para reforçar a segurança teria sido recusado pelos organizadores, e acionou o Departamento de Polícia.

Sem recusa

Doria nega recusa de orçamento e disse ter contratado 6 seguranças para ministros e demais convidados, e ainda que contactou autoridades.

NYPD na proteção

O Departamento de Polícia, célebre NYPD, destacou policiais fardados e a paisana à porta do hotel. Eles coordenaram o esquema de proteção.

Policiais surpresos

Os policiais já estavam posicionados quando os ministros chegaram ao hotel, mas pareceram surpreendidos com o número de manifestantes.

A maior segurança

O hotel acionou sua segurança para hóspedes ilustres, mas era limitado. Nos EUA, é plena a liberdade de expressão, mas sem contato físico.

Coluna do Claudio Humberto