Governo sanciona lei que libera R$ 7,3 bilhões para pagamento do piso da enfermagem

Texto define que piso salarial de enfermeiros será de R$ 4.750. Ministério da Saúde repassará os valores a estados e municípios

O governo federal sancionou a lei que libera R$ 7,3 bilhões para o pagamento do piso nacional de enfermagem. O projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional em abril e destina recursos ao Ministério da Saúde, que repassará os valores a estados e municípios. O texto foi publicado nesta sexta-feira (12) no Diário Oficial da União. A lei prevê o pagamento de R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem e parteiras.

Os valores serão pagos em todo o país por serviços públicos de saúde e para hospitais filantrópicos e privados que atendam a pelo menos 60% de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O piso foi instituído em 2022 a partir da aprovação de um projeto de lei no Congresso Nacional, posteriormente sancionado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No entanto, um mês depois, o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu a norma, e, posteriormente, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a decisão. O piso foi congelado por pedido da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e   e Serviços (CNSaúde), que alegou que a norma poderia trazer uma série de prejuízos, como demissões em massa e fechamento de leitos por falta de pessoal, além de atrapalhar a organização financeira de estados e municípios.

Entidades alertam para consequências

Em nota conjunta, as entidades que representam os hospitais alertaram para as “graves consequências” da implantação do piso nacional único da enfermagem “sem o estabelecimento das respectivas fontes de custeio”.

“A liberação de R$ 7,3 bilhões de recursos orçamentários contempla apenas o aumento de gastos do setor público para 2023. Não proporciona, portanto, a necessária compensação aos estabelecimentos privados do sistema de saúde, que empregam 62% de cerca de 1,3 milhão de profissionais de enfermagem do país e arcarão com um impacto estimado em mais de R$ 7 bilhões anuais”, diz o texto.

Segundo as entidades, o projeto de lei pode causar a “falsa impressão” de que, uma vez aprovado, os impactos na saúde terão sido neutralizados, o que, segundo elas, não condiz com a realidade.

“Uma solução que não leve em consideração as dificuldades que a nova lei trará para o setor privado pode comprometer, de maneira irreversível, a sustentabilidade de milhares de estabelecimentos de saúde, com grandes prejuízos à assistência médica de milhões de brasileiros”, afirmam.

A nota ressalta ainda a urgência de o Poder Executivo e o Congresso Nacional estabelecerem as fontes de custeio para o setor privado e enfrentarem o “problema das diferenças regionais de capacidade de pagamento pelo país”, bem como equacionarem outros graves problemas do marco legal do piso da enfermagem. “Sem isso, a lei permanecerá inconstitucional.”

Fonte: R7

 

O PT nutre a fantasia de ser absolvido pela história

A algazarra do PT contra o Google é ilustrativa de uma intenção muito maior. Para o petismo, não basta a extinção dos processos contra Lula

Fidel Castro fez um discurso, em 1953, cujo título é “A história me absolverá”. O aranzel foi a sua defesa no julgamento em que foi réu pelo assalto frustrado ao Quartel de Moncada — do qual planejou roubar armas, para derrubar o ditador Fulgencio Batista, o que só viria a se concretizar seis anos depois. Basicamente, Fidel Castro disse que a posteridade reconheceria que os seus fins justificavam os seus meios.

A frase me veio à cabeça ao acompanhar a algazarra do PT contra o Google. O partido e os seus porta-vozes na imprensa e nas redes sociais ficaram furibundos porque, quando se pesquisava Lula e coroação, em busca de notícias sobre a ida do presidente petista à cerimônia de coroação de Charles III, a correção automática do Google sugeria Lula e corrupção.

O partido enviou uma notificação extrajudicial à big tech, acusando-a de valer-se “do seu poder econômico e quase monopólio virtual para manipular a opinião pública em favor dos seus interesses privados”, violando a Constituição. Ou seja, o Google, que é contra o texto atual da PL das Fake News, tão caro à esquerda, teria usado o seu algoritmo para atacar o chefão do PT.

É balela. O Google, como eu já disse, não tem transparência nenhuma, o seu algoritmo obedece, sim, a lógicas empresariais, mas isso não tem nada a ver com correção automática. Tem a ver com o padrão de buscas e preferências da maioria que usa o Google. A coisa já foi resolvida, contrariando a lógica do padrão, porque o mar não está para peixe grande ou pequeno na democracia brasileira.

A algazarra do PT contra o Google é ilustrativa de uma intenção muito mais abrangente. Para o petismo, não bastam a extinção de processos e a confecção de fabulações universitárias e livrescas de que Lula foi vítima de um golpe político-judicial. É preciso também controlar os motores de busca e as redes sociais no que dizem sobre a condenação do petista por corrupção e lavagem de dinheiro — condenação que foi anulada pelo STF. Tivemos uma amostra disso durante a campanha eleitoral.

Pode ser até que um desmiolado ainda surja com a ideia de que se deve apagar completamente notícias a respeito da condenação, baseado na tese do direito ao esquecimento, já rejeitada pelo Supremo. Vai que cola. Afinal de contas, mudança de jurisprudência no Brasil não é como ver ararinha-azul na natureza, para continuar nas imagens do reino animal.

Num canto nem tão recôndito assim da sua alminha autoritária, o PT e o seu chefe nutrem a fantasia de absolvição histórica, reescrevendo e tentando cancelar o que lhes é desonroso. É uma estratégia comum da esquerda, mas não só dela, reescrever a história para absolver culpados e inculpar inocentes, ou para atribuir ainda mais culpas aos culpados de verdade. Não funcionou com Fidel Castro, não funcionará com ninguém.

Coluna do Mario Sabino – Metrópoles

Candidata ao TRF1 já investigou o petista Gilberto Carvalho

Provoca apreensão entre petistas-raiz, em Brasília, a eventual indicação da procuradora Ana Carolina Roman, apontada como a favorita para a vaga de juiz do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Ele tem apoio do famoso “Bessias”, petista chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) Jorge Messias. Quem é do PT lulista não esquece que Roman, em 2008, abriu investigação contra Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete de Lula e homem da mais estrita confiança do presidente.

Guerra de seitas

O favoritismo da candidata de Bessias acabou por fazer retomar a eterna guerra de facções ou seitas que se digladiam no PT.

Crise na antessala

Carvalho foi investigado na Operação Satiagraha por acessar dados sigilosos a fim de ajudar o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh.

Momento péssimo

A Satiagraha marcou grande crise do governo Lula 2, e envolveu o banqueiro Daniel Dantas e revelou o delegado Protógenes Queiroz.

Coluna do Claudio Humberto

 

Senadores já receberam só este ano R$14 milhões em ressarcimento de despesas

O Senado já tomou do pagador de impostos mais de R$14 milhões, este ano, para ressarcir despesas, inclusive pessoais, dos 81 dos senadores. É o chamado “cotão” ou “Cota para Exercício da Atividade Parlamentar”, esperteza que aceita tudo, da tapioca a despesas com festas. E inclui passagens aéreas, que variam por Estado, mas vão de R$21.045,20 para senadores de Goiás e Brasília (sim, Brasília!), até R$44.276,60 por mês. Pagamos também aluguel, água/luz/telefone, combustível etc etc.

Sem miséria

A conta não considera os generosos salários dos assessores de suas excelências, que recebem de R$2,9 até R$17,3 mil.

Mina de ouro

Há ainda as gratificações, que engordam o holerite. A estrutura base do salário da chefe de gabinete de Rodrigo Pacheco é de R$82,2 mil.

Pequenas empresas

Apesar do caríssimo e numeroso corpo de servidores do Senado, os parlamentares podem nomear livremente até 50 pessoas por gabinete.

Bom de gasto

Até agora, o gabinete mais caro é o do senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Neste ano, as despesas do parlamentar ultrapassaram os R$250,3 mil.

Coluna do Claudio Humberto

 

Justiça determina a liberdade de Anderson Torres, após parecer do MPF isentando-o dos atos de 8 de janeiro

Torres estava sob prisão temporária desde 14 de janeiro. O MPF isentou o ex-ministro de responsabilidade nos atos do dia 8

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal Anderson Torres teve a liberdade concedida nesta quinta-feira (11). Apesar da determinação, ainda não se sabe a data que ele deixará o 4º Batalhão da PMDF, na região do Guará, no Distrito Federal. A decisão é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do chamado “inquérito dos atos antidemocrátios” e do “inquérito das fake news”, que concedeu o pedido de liberdade após parecer do Ministério Público Federal isentar o ex-secretário se Segurança do DF Anderson Torres, além do governador do DF, Ibaneis Rocha, de quaisquer atos de improbidade administrativa em razão dos atos de 8 de janeiro.

“A presente decisão servirá de alvará de soltura clausulado em favor de ANDERSON GUSTAVO TORRES servirá também de ofício de apresentação ao Juízo da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, no prazo de 24 horas”

Na decisão, Moraes informou que não vê mais motivos para Anderson Torres continuar preso preventivamente.

“No atual momento, portanto, a manutenção da prisão não mais se revela adequada e proporcional, podendo ser eficazmente substituída por medidas alternativas”.

Moraes determinou diversas medidas cautelares: o uso de tornozeleira eletrônica; proibição de deixar o Distrito Federal e de sair de casa à noite e nos fins de semana; afastamento temporário do cargo de delegado de Polícia Federal; comparecimento semanal na Justiça; entrega do passaporte à Justiça e cancelamentos de todos os passaportes já emitidos para Torres; suspensão de porte de armas de fogo, inclusive funcionais; proibição de uso de redes sociais; e proibição de comunicação com os demais investigados no caso.

“As razões para a manutenção de medida cautelar extrema, em relação a Anderson Gustavo Torres cessaram, pois a necessária compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade demonstra que a eficácia da prisão preventiva já alcançou sua finalidade, com a efetiva realização de novas diligências policiais, que encontravam-se pendentes em 20/4/2023.

A defesa do ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, soltou uma nota na qual afirma que recebeu a notícia sobre a determinação de Moraes com “serenidade”

“Recebemos com serenidade e respeito a decisão do ministro Alexandre de Moraes de conceder liberdade ao dr. Anderson Torres, que se encontrava preso desde o dia 8 de janeiro. A defesa reitera sua confiança na Justiça e seu respeito irrestrito ao Supremo Tribunal Federal. O maior interessado na apuração célere dos fatos é o próprio Anderson Torres”.

Diário do Poder

 

Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo Alerta! Trabalho escravo em alta assusta o Brasil

A classe trabalhadora brasileira vem sofrendo nos últimos anos condições de trabalho e de vida cada vez mais precarizadas. Não por acaso, é nessa conjuntura que muitas pessoas têm sido submetidas a situações desumanas de trabalho, obrigadas a trabalharem em condições degradantes, sem direitos básicos. Isso tem nome: trabalho escravo.

Em 2022, de acordo com os dados da Campanha Nacional da CPT contra o trabalho escravo, mais de 2.500 pessoas foram resgatadas de trabalho escravo no Brasil, sendo 2.218 somente no campo, onde 207 casos foram identificados. Este é o maior número em 10 anos. Em comparação à média dos 8 anos anteriores, esses números apresentam uma multiplicação por mais de dois. Situação confirmada nos primeiros 100 dias de 2023: já foram identificados 67 casos e resgatadas 1.179 pessoas, sendo 962 só no meio rural.  Alguns casos ganharam repercussão nacional na mídia, chamando a atenção da população e suscitando questionamentos a respeito da terrível exploração que está por trás da produção de vários itens que chegam às nossas mesas.

Campanha de Olho Aberto para Não Virar Escravo

O crescimento exponencial dos números do trabalho escravo se relaciona com à nefasta política do último governo. O Brasil está entre os cinco países com maior taxa de desemprego no mundo e conhece uma precarização absurda das condições de trabalho, ligada à liberação total da terceirização e ao crescimento das modalidades de trabalho informais, conhecidas como pejotização e uberização. Quem mais escraviza no Brasil é o agronegócio em cujas atividades, no último ano, foram resgatados 3 entre 4 trabalhadores escravizados.

Quem é escravizado também tem perfil bem definido, apontando para a persistência de mazelas seculares na cadeia de exploração típica do Brasil: quase 80% dos resgatados são afrodescendentes, 4% são de povos indígenas, e 42% são do Nordeste, na maioria das vezes obrigados a longas e arriscadas migrações para encontrar algum trabalho em outras regiões do país. Vale destacar que, desde 2013, o governo não contratou mais nenhum auditor fiscal do trabalho, gerando um déficit colossal na capacidade de investigar denúncias (déficit hoje estimado em 1.500 auditores, ou 40% da capacidade teórica). Em tal contexto, é milagre esses poucos fiscais terem conseguido tirar da invisibilidade e resgatar do trabalho escravo tantas pessoas.

Para erradicar o trabalho escravo no Brasil é essencial abordar as causas estruturais que garantem a sua permanência, tais como a desigualdade, a concentração da terra, a invasão dos territórios de povos autóctones e tradicionais, a discriminação racial, a falta de políticas públicas para a agricultura camponesa. Além disso, é importante abrir o olho para denunciar e barrar todo tipo de retrocesso e qualquer tentativa para naturalizar o trabalho escravo. De olho aberto para não virar escravo! Abrir o olho… Este é exatamente o objetivo da Campanha permanente da CPT de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo. Iniciada em 1997, a Campanha reúne agentes de toda a CPT e parceiros. Eles promovem redes comunitárias de vigilância, constroem estratégias de intervenção coordenadas, realizam processos preventivos junto a comunidades em situação de vulnerabilidade, incentivam e acolhem denúncias, apoiam as famílias na resistência e conquista de seus direitos, bem como na construção de alternativas de vida digna.

A experiência da Campanha mostra que libertar pessoas do trabalho escravo não basta para erradicar o sistema da escravidão. Esse sistema tem raízes múltiplas e interconectadas, o que requer uma abordagem abrangente, com ações articuladas a partir do local, onde são produzidas as vulnerabilidades que levam as vítimas à migração de risco e ao trabalho escravo. Também é a partir do seu local de origem que devem ser construídas as alternativas. Pela sua natureza transversal, o trabalho escravo está presente em praticamente todos os campos de atuação da Comissão Pastoral da Terra, incluindo a luta pela terra, água, território e direitos. A Semana de Comunicação em Combate ao Trabalho, sempre realizada no mês de maio, tem como objetivo o de alertar trabalhadores e trabalhadoras e a sociedade em geral contra os riscos de aliciamento e de trabalho escravo. Em 2023, a Semana de comunicação vai de 9 a 13 de maio, culminando no dia em que se completam 135 anos da assinatura da Lei Áurea.

Denuncie! Escravizar uma pessoa é crime

O Artigo 149 do Código Penal Brasileiro define 4 características alternativas para identificar este crime: sujeitar alguém a trabalho forçado, ou a jornada exaustiva, ou a condições degradantes de trabalho, ou impedir sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador. As denúncias podem ser feitas pelo sistema Ipé, na Detrae – Divisão de Erradicação do Trabalho Escravo (no link ipe.sit.trabalho.gov.br) ou no Ministério Público do Trabalho de sua região; ou através do disque 100, ou diretamente na CPT mais próxima de você.

Fonte: CPT NACIONAL

 

Petrobras vende gasolina e diesel mais caros que as refinarias privadas

Os preços dos combustíveis da Petrobras são os mais caros do país, superando os das refinarias privatizadas, segundo levantamento do Observatório Social do Petróleo.

Segundo a organização, a Petrobras está vendendo gasolina por R$ 3,18, uma diferença de 40 centavos em relação ao cobrado pela refinaria de Mataripe, na Bahia, e 26 centavos a mais do que a Refinaria da Amazônia (Ream), em Manaus. No diesel, o preço praticado é R$ 3,46, 35 centavos a mais do que a refinaria do Mataripe e 19 centavos a mais do que na Ream.

A diferença de preço é uma consequência do Preço de Paridade Internacional (PPI). Lula prometeu mudar a política de preços da Petrobras, o que é defendido por setores da esquerda. Por enquanto, porém, a promessa de campanha não foi adiante.

Coluna do Guilherme Amado – Metrópoles

 

Gilmar Mendes diz que Curitiba tem germe do fascismo e recebe dura resposta do prefeito e do governador

Em entrevista ao icônico programa Roda Viva, da Tv Cultura de São Paulo, o ministro do STF, Gilmar Mendes, mandou às favas a postura discreta e politicamente imparcial inerentes à magistratura e soltou essa: “Curitiba gerou Bolsonaro. Curitiba tem o germe do fascismo. Inclusive todas as práticas que desenvolvem. Investigações a sorrelfa e atípicas. Não precisa dizer mais nada. Não é por acaso que os procuradores dizem, por uma falta de cultura, que aplicaram o Código Processual Russo”, atacou Gilmar Mendes.

A resposta veio na terça-feira (9), por parte do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), que classificou como “infeliz” a declaração feita pelo ministro. “O ministro Gilmar Mendes certamente vai esclarecer uma fala infeliz, que ataca gratuitamente Curitiba e os paranaenses. O Paraná é terra de gente trabalhadora, que tem como norte o progresso, a lei e que repudia a corrupção e toda e qualquer forma de intolerância e preconceito”, escreveu o governador em rede social.

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, também saiu em defesa da cidade. “Não confundam o bom povo curitibano e o grande nome da nossa amada Curitiba com qualquer briga política”, disse o político, sem mencionar o nome de Gilmar. 

Mais profundo em sua análise, o ex-deputado federal Paulo Eduardo Martins qualificou as declarações de Gilmar como desastrosas.

“Toda vez que um ministro do STF fala publicamente, o país é tomado por uma agitação desnecessária. Chama a atenção que, desta vez, Mendes usa o termo fascista para definir um lado do espectro político e a Lava Jato. Como tenho dito, eles realmente acreditam estar em combate contra o fascismo, algo que representa o mal absoluto. Contra o mal absoluto, tudo é permitido.”

Esse incidente só mostra como a elite de Brasília desconhece a vontade popular. Como chamar de fascista um político como Bolsonaro que se elegeu em 2018 com uma campanha que custou 3% do que a campanha de Dilma havia gasto em 2014?

E como explicar a eleição ao senado de Sergio Moro que começou a campanha num estado, teve que mudar para o Paraná e ainda se elegeu com 1,9 milhão de votos? E o Deltan Dallagnol que foi o mais votado com o voto de 344 mil paranaenses?

E antes que alguém acuse os paranaenses, aqui em São Paulo, os paulistas também manifestaram seu apoio inequívoco à Lava-Jato elegendo Rosangela Moro (que viveu a vida toda no Paraná) deputada federal com substantivos 217 mil votos.

Jornal da Cidade Online

 

Governistas culpam ministro Rui Costa pela desarticulação política no Congresso

Após identificarem digitais da Casa Civil na fritura de Alexandre Padilha (Relações Institucionais), políticos governistas centram fogo no ministro Rui Costa (Casa Civil), a quem acusam de segurar cargos e verbas e de ser o responsável pelos decretos de Lula que desfiguram o Marco Legal do Saneamento. Os decretos foram derrubados na Câmara e correm risco idêntico no Senado. Os próprios petistas dizem que a ambição de suceder a Lula na Presidência faz o ministro “meter os pés pelas mãos”.

Capricho

Com os decretos, Rui Costa quis vencer na marra sua briga baiana com ACM Neto, ex-prefeito de Salvador que apoiou o Marco do Saneamento.

Pegos de surpresa

Líderes reclamam que não houve reunião sobre o tema. André Fufuca (MA), líder do PP, nem mesmo estava na Câmara no dia da votação.

Cronograma

Deputados que reclamam do rolo para liberação de recursos, ouvem do ministro que as emendas “seguem o calendário previsto no orçamento”.

Vapt-vupt

Os parlamentares dizem que em obras relacionadas ao PAC, podendo ser vitrine eleitoral do governo, as emendas saem com mais agilidade.

Coluna do Claudio Humberto

 

Governo Lula, diz que defende que MST e FNL interrompam invasões em maio

O Governo do presidente Lula (PT), diz que tem procurado defender, que o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Frente Nacional Luta Campo Cidade (FNL) se abstenham de invadir propriedades rurais em maio, depois de dezenas de ocupações feitas durante o “Abril Vermelho”.

Ministros de Lula disseram que o Planalto estaria incomodado com as críticas que vem recebendo sobre a omissão em tomar uma atitude mais enérgica contra os invasores; ao mesmo tempo que a oposição ao Governo afirma, que o Partido dos Trabalhadores perdeu o controle da situação, e que o MST está bastante valorizado pelo presidente Lula, que inclusive convidou João Pedro Stédile para integrar a comitiva governamental na visita a China.

Por causa do embate entre o Governo Federal e empresários do agronegócio, a Agrishow, segunda maior feira do setor no mundo, preferiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fosse à abertura do evento do que o atual ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Os ruralistas, mais uma vez, demonstraram público descontentamento em sentar na mesma mesa de negociações, no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, para discutir a economia do Brasil com lideranças do MST, grupo que invade as propriedades privadas e impede as atividades agrícolas.

Fonte: Jornal do Agro Online