Justiça livra ex-ministro de Dilma de processos por fraude e corrupção

A denúncia foi feita em 2019 pelo Ministério Público Federal

O juiz da 12° Vara Federal Criminal de Brasília, Marcus Reis Bastos, inocentou o ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff, Guido Mantega, o filho do ex-ministro Leonardo Mantega e o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho das acusações de fraude e corrupção por supostas irregularidades em apoio financeiro do BNDES ao grupo do empresário Joesley Batista. Os acusados foram denunciados pelo Ministério Público Federal em 2019 pelos supostos crimes que teriam sido cometidos em 2007 a 2011, por meio de uma delação premiada de Joesley Batista. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (16).

Joesley disse á Procuradoria-Geral da República (PGR), que Guido Mantega distribuía propinas a parlamentares petistas resultantes da JBS, e afirmou também que o ex-ministro exercia um papel de intermediador do empresário com o PT. Segundo ele, havia uma conta corrente para o partido na JBS.

Luciano Coutinho, o presidente do BNDES durante a maior parte dos governos do PT, era duro nas negociações. Às vezes me reunia com Coutinho e parecia que Mantega, com quem tratava de propinas para o PT, já antecipava os assuntos da JBS para ele” , declarou o empresário em entrevista ao jornal O Globo.

No despacho, o juiz inocentou os mencionados alegando falta de provas nas acusações.

“Encerrada a instrução criminal, não se encontra nos autos prova alguma que ampare a narrativa ministerial”, declarou o magistrado.

Guido Mantega e Luciano Coutinho foram acusados pelo MPF de cometer o crime de gestão fraudulenta. Leonardo Vilardo Mantega foi acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“As testemunhas de defesa, especialmente os servidores e ex-servidores do BNDES, não apontaram qualquer ato ou iniciativa de responsabilidade de Guido Mantega ou de Luciano Galvão Coutinho que revelasse malversação dos recursos da Instituição, ou; desprezo pelos processos internos então adotados para a concessão de financiamentos”, completou o Juiz.

Diário do Poder

Fabio Macedo e Eliziane Gama do Maranhão estão entre os 20 parlamentares convidados por Lula para ir à China

A ida do presidente Lula à China, na próxima semana, terá, além da comitiva oficial, cerca de 20 deputados federais. A caravana, toda bancada com dinheiro do pagador de impostos, há deputados que se quer estão na base de apoio ao governo no Congresso Nacional. A viagem tem sido vista como uma tentativa do petista de ampliar o apoio, principalmente na Câmara dos Deputados. Em recente declaração, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a dizer que Lula não tem base para aprovar propostas. Depois da declaração, Lula e Lira se reuniram.

Veja a lista dos parlamentares convidados por Lula para ir à China:

Senadores

  • Rodrigo Pacheco – PSD/MG – Presidente do Senado Federal
  • Renan Calheiros – MDB/AL – Presidente da Comissāo Relações Exteriores
  • Jaques Wagner – PT/BA
  • Jussara Lima – PSD/PI
  • Eliziane Gama – PSD/MA
  • Randolfe Rodrigues – Rede/AP – Líder do Governo no Congresso
  • Vanderlan Cardoso – PSD/GO – Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos

Deputados

  • Arthur Lira – PP/AL – Presidente da Câmara dos Deputados
  • Fausto Pinato – PP/SP – Presidente da Frente Parlamentar Brasil/China
  • Carlos Zarattini – PT/SP – Vice-Presidente da Frente Parlamentar Brasil/China
  • Vander Loubet – PT/MS – Vice-Presidente da Frente Parlamentar Brasil/China
  • Luiz Fernando Faria – PSD/MG – Vice-Presidente da Frente Parlamentar Brasil/China
  • Gutemberg Reis – MDB/RJ – Vice-Presidente da Frente Parlamentar Brasil/China
  • Zeca Dirceu – PT/PR – Líder do PT na Câmara dos Deputados
  • Daniel Almeida – PCdoB/BA – Vice-Líder do Governo no Congresso Nacional
  • Eduardo da Fonte – PP/PE
  • Júlio César – PSD/PI
  • Paulo Alexandre Barbosa – PSDB/SP
  • Isnaldo Bulhões Jr. – MDB/AL – Líder do MDB
  • José Guimarães – Líder do Governo na Câmara
  • Alex Manente – Líder do Cidadania
  • André Figueiredo – Líder do PDT
  • Fábio Macedo – Líder do Podemos
  • Fred Costa – Líder do Patriota
  • Jandira Feghali – Líder do PCdoB
  • Luís Tibé – Líder do Avante
  • Túlio Gadêlha – Representante da Rede

     Diário do Poder

Acusado de prender menina de 12 anos em São Luís instalou app espião no celular dela, diz a polícia

Foto G1

O homem preso sob suspeita de sequestrar e manter uma menina de 12 anos em cárcere privado no Maranhão começou a falar com vítima pela internet há dois anos, quando ela tinha apenas 10. Nas conversas antigas encontradas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, Eduardo Noronha, 25, já falava para a menina que tinha planos de morar com ela. Os dois se conheceram por meio de um aplicativo de compartilhamento de vídeos. A criança, que mora na zona oeste da capital fluminense, foi encontrada, nesta terça-feira (14), trancada na quitinete onde mora o suspeito na periferia de São Luís. Ele foi preso em flagrante.

A polícia do Rio e o governo do Maranhão não informaram o nome do advogado de defesa dele. Segundo a delegada Ellen Souto, titular da DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiros) do Rio, o homem negou ter estuprado a jovem, mas confessou, em depoimento, que a beijou “algumas vezes”. Ele ainda pode responder por estupro de vulnerável, já que a legislação brasileira considera crime a prática de ato libidinoso com menor de 14 anos.

Depois de passar oito dias longe da família, a menina reencontrou o pai nesta quinta-feira (16), ainda no Maranhão. Alessandro Santana foi buscar a filha junto com uma agente da Polícia Civil do Rio.

Após o resgate, a criança ficou sob os cuidados Conselho Tutelar da região da Vila Luizão, próximo onde a vítima foi encontrada. Ela esteve abrigada na Casa da Mulher Brasileira, um centro de referência no atendimento a mulheres em situação de violência em São Luís. No local, a menina recebeu atendimento psicológico e passou por exames.

No último dia 6, Eduardo encontrou a adolescente na porta da escola, em Sepetiba, na zona oeste do Rio, e a levou de carro até São Luís. Foram 3.100 km de viagem, em pelo menos dois dias dentro do veículo, numa corrida que custou R$ 4.000, segundo a polícia. Os investigadores ainda apuram se a viagem foi feita por um aplicativo de transporte individual ou se foi combinada com o motorista por fora.

A adolescente contou à polícia que Eduardo fez um documento falso para ela, a fim de que pudessem cruzar o país sem problemas. O documento, no entanto, não foi encontrado. Ainda de acordo com as investigações, Eduardo deu à adolescente um celular novo e ficou com o aparelho da vítima, onde instalou um aplicativo espião para monitorar o que ela acessava.

No entanto, segundo a delegada Ellen Souto, a adolescente, conseguiu acesso a internet de uma loja em São Luís, na única oportunidade em que foi à rua com Eduardo, para comprar roupas. Nesse momento, a menina aproveitou para mandar uma mensagem à irmã, por uma rede social, o que facilitou a busca dos policiais ao local onde ela estava.

A criança disse à polícia que consentiu em embarcar num carro para a viagem até São Luís. Mas, ao chegar à quitinete e ficar trancada o dia inteiro, percebeu que estava sendo mantida em cárcere.

Eduardo Noronha foi posto em liberdade na audiência de custódia e o pai da menina foi a São Luís e já retornou com ela ao Rio de Janeiro.

FOLHAPRESS

 

Lula não honra promessas com o povo e compra com emendas parlamentares apoio no Congresso

Mais de R$ 45 bilhões em emendas e sobras do orçamento secreto são usados como moeda de troca pelo governo federal. Realmente está havendo a volta a cena do passado.

Contrariando promessas feitas na campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou o terceiro mandato com velhas práticas para obtenção de apoio no Congresso. São mais de R$ 45 bilhões em emendas parlamentares e heranças do fim do orçamento secreto que podem ser usados pelo governo para pressionar senadores e deputados na busca por alianças.

Tratadas pelo petista como o “maior esquema de corrupção da história do país”, as emendas de relator, também conhecidas como orçamento secreto, deixaram mais de R$ 9,8 bilhões de sobra. Após o Supremo Tribunal Federal (STF) considerar a forma de repasse inconstitucional, metade do montante está à disposição do governo.

A ideia é usar o valor para negociar votos dos novos deputados e senadores em propostas de interesse do Executivo. Além disso, também interessa ao governo a retirada de apoio à comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar os atos de 8 de janeiro. A outra metade já foi redistribuída durante a construção da Lei Orçamentária Anual (LOA) e engrossou as emendas parlamentares individuais, que são impositivas, ou seja, o governo é obrigado a liberá-las.

O mesmo ocorre com as emendas de bancada partidária, que também são obrigatórias e, a princípio, não haveria possibilidade de intervenção por parte do Executivo. No entanto, o governo Lula editou uma nova portaria que concentrou nas mãos do ministro Alexandre Padilha, que chefia a Secretaria de Relações Institucionais, o cronograma de liberação das emendas de bancada e das de comissões da Câmara e do Senado.

Com isso, Padilha pode interferir no ritmo do desembolso. São, portanto, mais de R$ 15,5 bilhões cuja distribuição o Executivo não determina, mas decide o momento do repasse.

A nova regra prevista na portaria não se aplica aos compromissos feitos durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). São mais de R$ 20 bilhões em emendas que não foram pagas e que Padilha terá o poder de negociar junto aos presidentes do Congresso o calendário de repasses.

A avaliação de senadores com quem a reportagem conversou é a de que a portaria editada pelo governo Lula é uma nova alternativa para o orçamento secreto, mas tira o poder de articulações internas no Legislativo e as coloca na mão do Planalto. A estratégia divide opiniões. Enquanto alguns parlamentares afirmam que a medida possibilita negociações, o que é normal do jogo político, outros temem que ela facilite a corrupção e o uso indevido do dinheiro público.

“A negociação com os partidos é feita em qualquer parte do mundo e é isso que dá sustentação ao governo. O que eu entendo é que essa verba precisa ter um fim muito específico, dentro do planejamento do ministério”, afirmou o senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O senador governista Paulo Paim (PT-RS) disse desconhecer negociações em cima de liberação de emendas. “Não acredito que isso vá acontecer.” O parlamentar espera uma “visão republicana”, incluindo o repasse de verbas de forma igualitária. “Espero que a gente caminhe nesse sentido”, completou.

Por outro lado, Paim reconheceu que o governo ainda costura apoio no Congresso. “A política é falar, dialogar para construir uma base mais sólida e é isso que o governo está fazendo. Quanto a quem vai assumir cargos, seja de primeiro, segundo ou terceiro escalão, faz parte dessa frente ampla que elegeu o presidente Lula”, completou.

Denúncias

Parlamentares da oposição denunciam o movimento do governo para conseguir apoio no Legislativo. De acordo com parlamentares ouvidos pelo R7, quem mantiver apoio à CPMI dos atos de 8 de janeiro estará de fora da distribuição de R$ 13 milhões em emendas individuais neste ano. Indicações para cargos de segundo e terceiro escalões em estatais e entidades ligadas ao governo também entram na negociação.

De acordo com denúncia do deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), o governo Lula estaria articulando, só para a retirada de apoio da CPMI, R$ 60 milhões em emendas. “Em confirmando, vou buscar responsabilizar os envolvidos na prática de corrupção ativa e passiva”, disse. A intenção é entrar com uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) também declarou suposta intimidação dos colegas recém-chegados. “Estão convocando os parlamentares novos até o Palácio do Planalto para intimidá-los. Quem não tirar a assinatura da CPMI não vai receber o dinheiro, que é um direito nosso para levar ao estado”, declarou, na tribuna de imprensa da Câmara. Segundo Trovão, ele foi um dos convidados para uma reunião. “Eles [governo] têm a cara de pau de querer coagir os novos deputados que chegaram à Casa”, afirmou. 

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já alertou que o governo precisa negociar com “bom senso”, pois, segundo ele, Lula nem sequer tem uma “base consistente” no Congresso. “Hoje, o governo ainda não tem uma base nem para matérias mais simples, quanto mais para matérias de quórum constitucional”, disse Lira dias após a publicação da portaria.

A estimativa atual é que Lula tenha o apoio de aproximadamente 260 deputados. O número não é suficiente para aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC), por exemplo, que exige 308 votos.

Fonte: R7

 

Menina de 12 anos desaparecida no Rio é encontrada em cárcere privado em quitinete de São Luís

                                                                     Foto G1

 Uma menina de 12 anos que estava desaparecida há oito dias no Rio de Janeiro foi encontrada em São Luís. Ela foi localizada trancada em uma quitinete no bairro Divineia, nesta terça-feira (14), por agentes da DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiros) do Rio, com apoio da Polícia Civil do Maranhão. A investigação descobriu que a garota foi levada da porta da escola pelo suspeito, de 25 anos. Os dois se conheceram por meio de um aplicativo de compartilhamento de vídeos. Eduardo Noronha foi preso em flagrante por suspeita de sequestro e cárcere privado.

A polícia do Rio e o governo do Maranhão não informaram o nome do advogado de defesa do suspeito. Segundo a delegada Ellen Souto, titular da DDPA, o homem negou ter estuprado a jovem, mas confessou, em depoimento, que a beijou “algumas vezes”.

Segundo a polícia, ele também pode responder por estupro de vulnerável, já que a legislação brasileira considera crime a prática de ato libidinoso com menor de 14 anos. A menina passará por exame de corpo de delito.

A investigação apontou que o suspeito e a jovem conversavam pela internet havia cerca de dois anos. O homem, então, decidiu viajar até a capital fluminense para buscar a menina. No último dia 6, Eduardo encontrou a adolescente na porta da escola, em Sepetiba, na zona oeste do Rio, e a levou de carro até São Luís.

Foram 3.100 km de viagem, em pelo menos dois dias dentro do veículo, numa corrida que custou R$ 4.000, segundo a polícia. Os investigadores ainda apuram se a viagem foi feita por um aplicativo de transporte individual ou se foi combinada com o motorista por fora. À polícia a adolescente contou que Eduardo fez um documento falso para ela, a fim de que pudessem cruzar o país sem problemas.

A vítima foi encontrada a partir da última localização do celular. Segundo a delegada Ellen Souto, a adolescente usou o aparelho na única oportunidade em que foi à rua com Eduardo, para comprar roupas em uma loja. A investigação verificou que, na ocasião, o celular dela acessou a internet de uma loja em São Luís.

Foi nesse momento que a garota fez contato com a irmã em uma rede social para dizer que era mantida em cárcere. “Ela mandou mensagem dizendo que se encontrava no Maranhão, mas não sabia dizer o local ou o bairro que estava. Mas disse que Eduardo saía para o trabalho e a mantinha trancada dentro de casa”, disse Ellen Souto.

Ainda de acordo com a delegada, a menina está em um abrigo de mulheres em situação de violência enquanto aguarda a chegada de uma agente que levará a adolescente de volta ao Rio. A viagem será custeada pelo governo fluminense.

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FOLHAPRESS

Lula diz que ‘obesidade causa tanto mal quanto a fome’, e repercute nas redes sociais

Parlamentares usaram as redes sociais para questionar declaração do presidente e indagam se o petista será denunciado. A inconsequência de Lula, atingiu em cheio o ministro Flavio Dino, que com certeza não gostou de ser apontado como referência de obesidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na quarta-feira (15), que a “obesidade causa tanto mal quanto a fome”. A declaração foi dada durante o lançamento de programa voltado asegurança pública e cidadania, no Palácio do Planalto, em Brasília.

“Aqui ninguém está com excesso de magreza, a não ser o nosso poeta. O restante está tudo com um pouco de obesidade, que também é uma doença de que nós precisamos cuidar. A nossa médica, que é ministra da Saúde [Nísia Trindade], sabe perfeitamente bem que a obesidade causa tanto mal quanto a fome”, disse Lula.

“É por isso que o Flávio Dino [Justiça e Segurança Pública] está andando de bicicleta, porque ele sabe que vai precisar que o Estado cuide com muito carinho desse mal”, completou.

Durante o evento, Lula não citou números nem estudos em que a declaração se baseia. O Palácio do Planalto foi procurado pela reportagem, mas ainda não se pronunciou. O espaço está aberto.

Críticas

A declaração foi criticada por políticos da oposição. O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) usou as redes sociais para comentar o episódio. “Alô galerinha chata que acha obesidade lindo: o Lula falou o óbvio aqui. Vão chamá-lo de gordofóbico também? Ou vão parar de glamourizar uma doença?”, indagou.

Fonte: R7

 

Lula não honra promessas com o povo e compra com emendas parlamentares apoio no Congresso

Mais de R$ 45 bilhões em emendas e sobras do orçamento secreto são usados como moeda de troca pelo governo federal

Contrariando promessas feitas na campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou o terceiro mandato com velhas práticas para obtenção de apoio no Congresso. São mais de R$ 45 bilhões em emendas parlamentares e heranças do fim do orçamento secreto que podem ser usados pelo governo para pressionar senadores e deputados na busca por alianças.

Tratadas pelo petista como o “maior esquema de corrupção da história do país”, as emendas de relator, também conhecidas como orçamento secreto, deixaram mais de R$ 9,8 bilhões de sobra. Após o Supremo Tribunal Federal (STF) considerar a forma de repasse inconstitucional, metade do montante está à disposição do governo.

A ideia é usar o valor para negociar votos dos novos deputados e senadores em propostas de interesse do Executivo. Além disso, também interessa ao governo a retirada de apoio à comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar os atos de 8 de janeiro. A outra metade já foi redistribuída durante a construção da Lei Orçamentária Anual (LOA) e engrossou as emendas parlamentares individuais, que são impositivas, ou seja, o governo é obrigado a liberá-las.

O mesmo ocorre com as emendas de bancada partidária, que também são obrigatórias e, a princípio, não haveria possibilidade de intervenção por parte do Executivo. No entanto, o governo Lula editou uma nova portaria que concentrou nas mãos do ministro Alexandre Padilha, que chefia a Secretaria de Relações Institucionais, o cronograma de liberação das emendas de bancada e das de comissões da Câmara e do Senado.

Com isso, Padilha pode interferir no ritmo do desembolso. São, portanto, mais de R$ 15,5 bilhões cuja distribuição o Executivo não determina, mas decide o momento do repasse.

A nova regra prevista na portaria não se aplica aos compromissos feitos durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). São mais de R$ 20 bilhões em emendas que não foram pagas e que Padilha terá o poder de negociar junto aos presidentes do Congresso o calendário de repasses.

A avaliação de senadores com quem a reportagem conversou é a de que a portaria editada pelo governo Lula é uma nova alternativa para o orçamento secreto, mas tira o poder de articulações internas no Legislativo e as coloca na mão do Planalto. A estratégia divide opiniões. Enquanto alguns parlamentares afirmam que a medida possibilita negociações, o que é normal do jogo político, outros temem que ela facilite a corrupção e o uso indevido do dinheiro público.

“A negociação com os partidos é feita em qualquer parte do mundo e é isso que dá sustentação ao governo. O que eu entendo é que essa verba precisa ter um fim muito específico, dentro do planejamento do ministério”, afirmou o senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O senador governista Paulo Paim (PT-RS) disse desconhecer negociações em cima de liberação de emendas. “Não acredito que isso vá acontecer.” O parlamentar espera uma “visão republicana”, incluindo o repasse de verbas de forma igualitária. “Espero que a gente caminhe nesse sentido”, completou.

Por outro lado, Paim reconheceu que o governo ainda costura apoio no Congresso. “A política é falar, dialogar para construir uma base mais sólida e é isso que o governo está fazendo. Quanto a quem vai assumir cargos, seja de primeiro, segundo ou terceiro escalão, faz parte dessa frente ampla que elegeu o presidente Lula”, completou.

Denúncias

Parlamentares da oposição denunciam o movimento do governo para conseguir apoio no Legislativo. De acordo com parlamentares ouvidos pelo R7, quem mantiver apoio à CPMI dos atos de 8 de janeiro estará de fora da distribuição de R$ 13 milhões em emendas individuais neste ano. Indicações para cargos de segundo e terceiro escalões em estatais e entidades ligadas ao governo também entram na negociação.

De acordo com denúncia do deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), o governo Lula estaria articulando, só para a retirada de apoio da CPMI, R$ 60 milhões em emendas. “Em confirmando, vou buscar responsabilizar os envolvidos na prática de corrupção ativa e passiva”, disse. A intenção é entrar com uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) também declarou suposta intimidação dos colegas recém-chegados. “Estão convocando os parlamentares novos até o Palácio do Planalto para intimidá-los. Quem não tirar a assinatura da CPMI não vai receber o dinheiro, que é um direito nosso para levar ao estado”, declarou, na tribuna de imprensa da Câmara. Segundo Trovão, ele foi um dos convidados para uma reunião. “Eles [governo] têm a cara de pau de querer coagir os novos deputados que chegaram à Casa”, afirmou. 

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já alertou que o governo precisa negociar com “bom senso”, pois, segundo ele, Lula nem sequer tem uma “base consistente” no Congresso. “Hoje, o governo ainda não tem uma base nem para matérias mais simples, quanto mais para matérias de quórum constitucional”, disse Lira dias após a publicação da portaria.

A estimativa atual é que Lula tenha o apoio de aproximadamente 260 deputados. O número não é suficiente para aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC), por exemplo, que exige 308 votos.

Fonte: R7

 

Governo Lula em 02 meses registrou 487 mil hectares queimados na Amazônia

                              O bioma representa 90% da área queimada do Brasil

Nos dois primeiros meses do governo Lula, a Amazônia registrou 487 mil hectares queimados. Os dados são do Monitor do Fogo, ferramenta do Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil (MapBiomas) em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), divulgados na úlrima segunda-feira (13). O bioma foi o que mais sofreu com queimadas no 1° bimestre deste ano e representa 90% da área queimada no Brasil. O Cerrado foi o bioma que ficou em segundo lugar na lista, com 24 mil hectares atingidos pelo fogo.

O estado de Roraima foi o mais atingido pelas queimadas, registrando 259 mil hectares, 48% do total identificado.

De acordo com a pesquisadora do IPAM, Vera Arruda, o alto volume de chuvas no começo do ano ajudaram no controle dos incêndios, mas fez um alerta: “Mesmo assim, são muitos hectares queimados, em um período de mais chuva”.

Diário do Poder

 

Pedido de CPI do MST é protocolado e investigação agora depende de Arthur Lira

Até o momento, 172 deputados federais endossaram o documento, que conta com o apoio da Frente Parlamentar Agropecuária

O deputado federal Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS) informou ao O Antagonista que acaba de protocolar o pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a atuação do MST no início do governo Lula. O requerimento também é subscrito pelos deputados Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e Ricardo Salles (PL-SP). Falta agora apenas que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), leia o pedido de investigação em plenário para que as investigações sejam iniciadas.

Até o momento, 172 deputados endossaram o documento, que conta com o apoio da Frente Parlamentar Agropecuária – também conhecida como bancada do agro.

“Vamos agora conversar com o presidente [da Câmara] Arthur Lira e vamos propor o mais breve possível a instalação [da comissão]. Estamos bem confiantes de que não vai demorar muito para que as investigações sejam iniciadas”, disse o parlamentar a este site.

O pedido de investigação foi apresentado após uma série de invasões do MST no início do governo Lula. A suspeita da oposição ao Palácio do Planalto é que o Poder Executivo está sendo leniente com o Movimento Sem Terra, organização historicamente ligada ao PT. Essa investigação tem o condão de ser a primeira grande derrota do governo PT na Câmara.

Nas últimas semanas, o MST invadiu três fazendas produtivas da Suzano Papel e Celulose, nos municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas, no sul da Bahia, na virada do mês. Os três lotes foram desocupados após a Justiça determinar a reintegração de posse no início de março. Ainda nesta terça, o movimento invadiu outro terreno na Bahia, que está improdutivo, mas, segundo o proprietário, devido a imbróglios de burocracia.

O Antagonista

 

Apenas 1% do mercado financeiro diz confiar em Lula, aponta pesquisa

Dados da pesquisa da Genial/Quest apontou que 94% não confiam

Uma pesquisa realizada pela Consultoria Genial/Quaest com gestores, economistas, analistas e representantes do mercado financeiro revelou que 94% do mercado financeiro não confia no presidente Lula, 5% confiam “mais ou menos” e apenas 1% confia “muito”.

O levantamento mostrou que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto foi o melhor avaliado com 68% dos entrevistados registrando confiar “muito”, 30% confiam “mais ou menos” e 2% “pouco ou nada”.

O instituto ouviu representantes de fundos de investimentos com sede em São Paulo e Rio de Janeiro, nos dias 10 a 13 de março.

A Genial/Quest também ouviu sobre a condução da economia. O levantamento aponta que 98% dos agentes do mercado financeiro do Brasil consideram que a política econômica do país está sendo conduzida de forma errada.

Diário do Poder