O último texto da brilhante carreira do jornalista J.R. Guzzo: “A briga do boçal-raiz”

O mundo perdeu neste sábado, dia 2 de agosto, um dos mais brilhantes jornalistas da história, José Roberto Guzzo. Competente, sério, era admirado por sua habilidade de transformar um texto enfadonho em algo agradável de ler apenas com retoques pontuais, por isso ganhou o apelido de “mão peluda” na redação da Revista Veja, que dirigiu de 1976 a 1991, tirando a publicação do vermelho e levando sua circulação de 175 mil exemplares para quase 1 milhão, o que a levou ao quarto lugar no ranking das maiores revistas semanais de informação do mundo.

O último texto de sua carreira foi publicado neste sábado (2) pela Revista Oeste. Transcrevemos:

‘A briga do boçal-raiz’ – Lula teve outras ideias tão fixas e tão estúpidas como essa, mas possivelmente nenhuma delas foi tão irresponsável quanto seu rugido de rato diante dos americanos

O presidente da República, sem jamais ter perguntado aos brasileiros, ou sequer a si próprio, se achavam uma boa ideia provocar uma briga no mano a mano com os Estados Unidos, começou seu terceiro mandato com a ideia fixa de se exibir como o grande inimigo mundial da potência econômica, militar e política número 1 do planeta. Teve outras ideias tão fixas e tão estúpidas como essa, mas possivelmente nenhuma delas foi tão irresponsável quanto seu rugido de rato diante dos americanos — nem está prometendo um final tão humilhante.

Como o motorista bêbado que sobe com o carro na calçada, entra na contramão e queima o sinal vermelho, e depois diz que não sabia direito o que estava fazendo, Lula só parou quando bateu de frente com o muro — neste caso, com as realidades da vida como ela é. Até ser obrigado a parar, conseguiu não acertar uma. Insistiu, em primeiro lugar, em entrar na briga sem saber o que queria dela. Jamais teve sequer um arremedo de plano para enfrentar a pauleira — e muito menos para ganhar. Desafiou o Mike Tyson, e só percebeu que era o Tyson quando levou o primeiro gancho no fígado.

Lula não sabe, até agora, o que dizer aos Estados Unidos — certo, temos de fazer uma proposta qualquer, mas qual é mesmo a nossa proposta? Fala, como vem repetindo nos últimos 40 anos, que “tem de negociar”, mas não tem nada para oferecer. Não tem nem mesmo o negociador. A embaixadora do Brasil em Washington é uma nulidade que nem sequer foi recebida quando tentou falar com alguém importante. Descobriu-se, por sinal, que há dois anos e meio nosso governo simplesmente não tem nenhum contato efetivo com o maior país do planeta.

Quer dizer: dois anos e meio de governo Lula-STF levaram o Brasil a estar com o maior cartaz na Tanzânia ou na “Palestina”, por exemplo, e ser um zé-mané na capital do mundo. Como arrumar, agora, alguém que saiba do que está falando para desenrolar a porcaria que Lula arrumou com os Estados Unidos? Também não sabem. Têm falado, acredite se quiser, em Geraldo Alckmin, que não tem condições para negociar um contrato de aluguel em Pindamonhangaba. Será que num país de 200 milhões de habitantes não existe ninguém melhor para esse serviço?

É um passeio ao acaso — uma coisa amadora, subdesenvolvida e desconexa. E se os negociadores americanos, caso Alckmin consiga passar do sub do sub, descobrirem que ele disse que o seu chefe, em cujo nome está negociando, queria ser presidente para voltar “à cena do crime”? Eis aí o exato grau de seriedade do governo Lula nessa história: criou uma briga na qual não tinha nada a ganhar, que não tem nenhuma possibilidade de levar adiante e da qual agora não sabe sair. Está como o pobre orgulhoso que não tem dinheiro para brigar nem na Justiça gratuita, mas “exige” os seus “direitos”. Acaba pedindo acordo.

Lula começou com a sua palhaçada de sempre — a idade, infelizmente, não tem melhorado sua criatividade. A taxação de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos, anunciada por Donald Trump em reação ao linchamento legal do ex-presidente Bolsonaro, foi recebida com furiosos juramentos em favor da “soberania do Brasil”. O tarifaço era “inaceitável” — como se tivesse cacife para aceitar ou não alguma coisa. Disse que o Brasil iria “retaliar”.

Garantiu que “não abria mão da reciprocidade”. Exigiu que Trump falasse “manso” com ele. Lula proclamou mais uma vez sua total “solidariedade” à perseguição do STF a Bolsonaro. Falou em “traição à pátria”. Denunciou de novo o “fascismo” de Trump. “Vou vender os nossos produtos em outros lugares”, ameaçou, como se ele fosse capaz de vender alguma coisa ou houvesse uma lista de clientes à espera das suas ofertas.

Fez reuniões. Veio com umas ameaças moles de anular patentes americanas, como um país pirata, ou aumentar a taxação sobre as remessas de lucros das empresas americanas que operam no Brasil. Daí não passou. Seria a mais notável realização de Lula em seus três governos — fazer empresas americanas saírem do Brasil, em vez de entrarem. É pura e simples criação de problema onde há solução.

Operam hoje no Brasil cerca de 4,5 mil empresas americanas, com investimento aproximado de US$ 350 bilhões e empregos para 500 mil brasileiros — em geral, nas faixas mais altas da escala de remuneração. É esse o inimigo a ser hostilizado? Onde Lula vai arrumar investimentos de US$ 350 bi para substituir os americanos? Na Venezuela da Refinaria Abreu e Lima?

Não há nenhum problema no Brasil, de nenhuma natureza, que seja causado pela presença de empresas americanas em nossa economia. É exatamente o contrário — até no PT há gente que entende que é bom haver empresas dos Estados Unidos investindo, criando empregos e pagando impostos no Brasil. O que se ganha então mexendo com isso? É o que um país arruma com brigas em que não deveria se meter: resultados que ninguém queria e nunca foram um objetivo do governo. Lula e Janja querem o fim do capitalismo, é claro. Mas não hoje, certo?

Naturalmente, nada disso foi feito; na verdade, toda a reação do Brasil a Trump, no mundo dos fatos concretos, foi até agora um zero absoluto. Falaram, falaram e falaram, mas fazer alguma coisa, que é bom, nada. Lula diz, como se ele fosse o procurador-geral do Universo, que não aconteceu nada até agora porque ele, Lula, ainda não fez nada. Na hora em que fizer, segundo garante, as coisas passarão a existir. Só a mídia engole isso. Diz que ele joga uma partida de xadrez altamente complexa — tão complexa que ninguém entendeu.

Não há xadrez nenhum; não há nem o dominó da quebrada. O que há mesmo é o boçal-raiz que foi procurar briga na boate, encontrou e agora foge para trás do leão de chácara gritando “me segura, me segura que eu sou capaz de fazer alguma loucura”. Que coisas vão “começar a acontecer”, como diz Lula? Coisas nenhumas. Não há um único e escasso parafuso que o Brasil tenha e de que os Estados Unidos realmente precisem; em compensação, sem os americanos o Brasil está num mato sem cachorro. Lula e a gatarrada gorda de Brasília, na sua ignorância terminal, não têm ideia de quanto os Estados Unidos podem machucar a todos nós.

O único lugar em que Lula está fazendo sucesso é na Globo e no resto da mídia oficial, embora não se saiba ainda por quanto tempo. A visão, ali, é de que nada poderia ter acontecido de tão bom para o governo e o STF quanto as tarifas de 50% impostas por Trump. O Brasil, que vinha detestando Lula, o seu filme-catástrofe e o desvario totalitário do Supremo, passou a amar — o povo brasileiro, pelo veredito da imprensa, obviamente se uniu contra Trump, a “intervenção estrangeira” e a ameaça à soberania nacional. Lula é o favorito para 2026. Bolsonaro, os golpistas e a direita são traidores.

Nem o PT, possivelmente, acredita nessas miragens, mas até agora a mídia é tudo o que Lula conseguiu em sua Terceira Guerra Mundial. Nenhuma democracia se deu até agora o trabalho de ficar a favor do Brasil — não para valer. Não houve uma única manifestação de rua, tipo “fora ianques”, em nenhum lugar do território nacional. Num país em que não controla nem 20% do Congresso, o governo não tem bala para escolher a maior potência mundial como inimiga.

Nem o precioso Brics de Lula, salvo a ladroagem sul-africana, se animou a ajudar. Ao contrário, a Rússia disse que não foi ela quem veio com a ideia do fim do dólar. Nem eu, disse a China. Ambas apontaram para Lula. Também não é do STF que o governo pode esperar ajuda — justo agora, quando mais precisa. Alexandre de Moraes, a quem se deve toda essa situação intragável, faz o oposto do que se espera para quem gostaria de acalmar as coisas. Acalmar como, se ele não perde nenhuma oportunidade de agredir cada vez mais os americanos?

Em seu surto de tolerância zero com qualquer risco de pacificação, Moraes acaba de algemar o ex-presidente com uma tornozeleira de criminoso. Bolsonaro está proibido de se mover. Tem de ficar trancado em casa durante a noite. Não pode chegar perto de nenhuma autoridade estrangeira.

Também está proibido de usar as redes sociais, ou mesmo de aparecer nelas. Está proibido de dar entrevistas. O Maníaco do Parque pode dar; ele, não. Está proibido de falar com o próprio filho. Ficamos assim, então. Os Estados Unidos justificam sua punição tarifária ao Brasil com a perseguição judicial a Bolsonaro; aí vem o ministro Moraes e faz questão de dizer: “Vou perseguir mais ainda. Vai encarar?” Com essas, outras e as que ainda virão, Lula fica mais vendido que pastel de feira na hora em que cai no óleo de fritar.

Foi ele quem começou, com suas ideias de liderar o mundo contra os Estados Unidos e, neste ano, contra Donald Trump? Foi. Ele permitiu que navios do governo terrorista do Irã atracassem no Rio de Janeiro. Quer romper com Israel, a quem acusa de “genocídio”. Insulta os americanos. Propõe acabar com o dólar como moeda líder do comércio. É o amigo número 1 de todas as ditaduras. Mas nunca foi levado a sério a ponto de criar uma crise. Alexandre de Moraes, não. Ele deformou o Estado brasileiro a tal ponto que chamou, enfim, a atenção dos Estados Unidos.

O governo está condenado, ou condenou a si próprio, a dar apoio integral a Moraes e ao STF — façam o que fizerem, tem de ficar a favor. Que “negociação”, como Lula diz, pode sair de uma charada dessas? Moraes prende Bolsonaro na hora que quiser; pode prender o Arcanjo Gabriel, se lhe der na telha. Se quiser romper relações com os Estados Unidos, ele faz o governo romper. Se quiser guerra, vai jogar o Brasil na guerra. É o preço que Lula está pagando por ter vendido a alma ao STF.”

Fonte: Jornal da Cidade Online

Ex-Chefe de Gabinete de Alexandre de Moraes, diz que ele tem alvos pré-definidos que são levados à frente

O ex-chefe de gabinete da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, Eduardo Tagliaferro, denunciou que o gabinete do ministro Alexandre de Moraes tinha “alvos pré‑definidos” e que os investigados eram sempre da direita, enquanto nunca eram incluídas pessoas de esquerda. Segundo Tagliaferro, a definição do que seria “desinformação” não seguia critérios objetivos, mas dependia exclusivamente de Moraes, que decidia quais casos seriam levados à frente. As afirmativas foram durante entrevista à edição desta sexta-feira (1) do programa Faroeste à Brasileira.

Tagliaferro relatou que seu trabalho envolvia analisar vídeos, postagens e notícias suspeitas e depois encaminhar um relatório já preenchido ao gabinete do ministro. No entanto, quando não eram encontradas irregularidades, era solicitado que ele “usasse a criatividade” pelo juiz instrutor Ayrton Vieira, também ligado a Moraes, para gerar elementos investigativos. Ele afirma que boa parte dos alvos já chegava à sua mesa como “pré‑condenados”.

O ex-assessor afirmou que algumas pessoas que trabalhavam próximas ao ministro se sentiam desconfortáveis com as práticas, mas que era difícil recusar ordens. Ele ainda garantiu que pretende divulgar as provas que possui contra Moraes, afirmando que sua atuação não tem caráter contra a soberania brasileira, mas contra o autoritarismo do Judiciário nacional.

Diário do Poder

 

Jornalista J. R. Guzzo morre aos 82 anos e deixa legado ao Brasil de democracia, luta e lealdade

Colunista elevou a imprensa brasileira com sua coragem e excelência na prática do Jornalismo. O jornalista José Roberto Dias Guzzo morreu às 5h deste sábado (2), vítima de um infarto aos 82 anos de idade. Sua trajetória marcou a imprensa brasileira com coragem inspiradora para a cidadania, liberdade de expressão e excelência na prática do Jornalismo. J.R. Guzzo será sepultado no Cemitério de Congonhas, em São Paulo.

Expoente da imprensa com mais de seis décadas de Jornalismo, J.R. Guzzo enfrentava tratamentos por problemas crônicos no coração, pulmões e nos rins, segundo informações de familiares ao Estadão, onde era colunista. “Foi um grande brasileiro, um jornalista como poucos, um homem de bem, cuja coragem inspira o bom jornalismo”, destacou o jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), também exaltou a trajetória de J.R. Guzzo. “Um jornalista que marcou época por sua coragem, lucidez e compromisso inegociável com a liberdade de expressão. O país perde uma referência intelectual que nunca se calou diante do poder. Que Deus conforte seus familiares e amigos neste triste momento”, escreveu Tarcísio, nas redes sociais.

Legado na imprensa

J.R. Guzzo ingressou no Jornalismo em 1961, no jornal Última Hora, em São Paulo (SP), do qual foi subsecretário e repórter. E integrou a equipe que fundou a Revista Veja, da qual foi diretor de redação, entre 1976 e 1991, levando a publicação a ter a 3ª maior tiragem do planeta, além de ser membro do Conselho Editorial da Abril, no mesmo período. O jornalista teve passagens como correspondente internacional, em Paris e Nova Iorque. Foi colunista da própria Veja, Estadão, e dos veículos Metrópoles, Gazeta do Povo e Revista Oeste.

“Um dos fundadores de Oeste, integrante do conselho editorial e seu principal colunista, o melhor de todos nós partiu depois de contribuir decisivamente para o sucesso da revista. Sem ele, Oeste não seria o que é”, destacou matéria da Revista Oeste, que o destaca como o maior jornalista do Brasil.

Diário do Poder

Ativistas vendem bandeiras palestinas e cachaça com Lula no rótulo no 17º Encontro Nacional do PT

O 17º Encontro Nacional do PT, realizado em Brasília neste fim de semana, já começou na Capital com uma espécie de feira livre para ativistas, com quiosques de comida, estandes de panfletagem e até uma feirinha com produtos do universo lulopetista. Entre eles, canecas e até mesmo uma bandeira palestina. Oficialmente, o encontro “discute diretrizes” do partido nos próximos quatro anos, mas na verdade o assunto são as alianças cada vez mais difíceis do PT para 2026. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Vendem-se no encontro do PT canecas com foice & martelo comuna e, nada mais adequado: bebidas alcoólicas com Lula no rótulo. O destaque, além das camisetas engajadas e bandeiras que muitos desconhecem, garrafas térmicas da moda com a bandeira de Cuba.

Virou ilustração no encontro do PT o mapa da América do Sul de cabeça para baixo, o abilolado mapa-múndi invertido do IBGE.

Diário do Poder

Cinco ministros do STF faltaram ao jantar solidário e de apoio de Lula a Alexandre de Moraes

Gesto de apoio a ministro sancionado pelo EUA não contou com Fux, Nunes Marques, Mendonça, Toffoli e Cármen Lúcia. O presidente Lula (PT) teve frustrado seu esforço de promover um jantar com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para expor um pretenso gesto de unidade institucional e solidária contra as sanções dos Estados Unidos ao Brasil e ao ministro Alexandre de Moraes. O evento da noite desta quinta-feira (31) foi desprestigiado por cinco dos 11 integrantes da cúpula do Judiciário.

A demonstração de apoio ao ministro alvo do presidente Donald Trump não contou com as presenças dos ministros Luiz Fux, Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. O furo na agenda petista sinaliza que, tirando o próprio alvo da sanção máxima dos EUA a um estrangeiro, metade do Supremo não considerou importante posar ao lado do presidente Lula em mais um gesto de embate aos esforços de Trump para livrar de uma ação penal no STF seu aliado e rival do petista, Jair Bolsonaro (PL).

Lula discute possíveis reações do Brasil às sanções do tarifaço norte-americano a produtos brasileiros e da Lei Magnitsky aplicada a Moraes por ordem do presidente Trump, que considera o ministro como líder de uma perseguição judicial a Bolsonaro, que ainda será julgado pelo STF.  A sanção a Moraes foi divulgada na quarta-feira (30), ocasião em que o STF divulgou nota ressaltando que “não se desviará do seu papel de cumprir a Constituição e as leis do país, que asseguram a todos os envolvidos o devido processo legal e um julgamento justo”.

Além de Moares, os ministros do Supremo que jantaram com Lula foram, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Edson Fachin. O encontro ainda teve a presença do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski (aposentado do STF), o procurador-Geral da República, Paulo Gonet (que denunciou Bolsonaro), e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Ocorreu às 10h desta sexta (1º) a reabertura dos trabalhos deste segundo semestre da cúpula da Justiça do Brasil deve ser marcada por esperadas reações do Supremo em defesa do ministro Alexandre de Moraes.

Diário do Poder

CNBB e entidades eclesiais rejeitam Projeto de Lei de Licenciamento Ambiental aprovado pela Câmara

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou na segunda-feira, 21 de julho, com um conjunto de organismos eclesiais do Brasil, uma nota sobre o Licenciamento Ambiental intitulada “O cuidado com a Casa Comum é a nossa causa comum” sobre o Projeto de Lei nº 2.159/2021 aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 17 de julho. Segundo a nota, “a nova redação, ainda mais frágil que a aprovada no Senado, desestrutura princípios consolidados de proteção ambiental, enfraquece o licenciamento, fragiliza o controle público e ameaça os territórios, as águas, as florestas e a vida”.

O documento questiona principalmente a criação de dispositivos, como a “Licença Ambiental Especial” e a “Licença por Adesão e Compromisso”. Tais licenças, segundo a nota, terão impactos severos como a redução de avaliação prévia de empreendimentos com o potencial de causar danos irreversíveis ao meio ambiente, especialmente em áreas sensíveis como a Amazônia, a Mata Atlântica e o Cerrado. “A proposta ignora avaliações técnicas, reduz a participação social e relativiza a responsabilidade estatal, favorecendo interesses econômicos imediatos em detrimento da sustentabilidade e da justiça socioambiental”, apontam as instituições.

A nota recorda ainda da promulgação pelo Papa Leão XIV do Decreto para a Missa pro Custodia Creationis (“Missa para o cuidado da criação”), gesto que marca continuidade do legado deixado pelo Papa Francisco e a comemoração dos 10 anos da publicação da Encíclica Laudato Sì.

“Cuidar da criação é questão de fé”

Neste espírito, insiste o Papa Leão XIV: “Num mundo onde os mais frágeis são os primeiros a sofrer os efeitos das mudanças climáticas, cuidar da criação é questão de fé e de humanidade”.

A CNBB e as organizações eclesiais reafirmam na Nota que a “Casa Comum não suporta mais a lógica do lucro sem limites”. “Rejeitamos veementemente este projeto e clamamos por uma legislação ambiental que responda à urgência do tempo presente com responsabilidade, diálogo, participação social e reverência diante do mistério da vida. É necessário um desenvolvimento sustentável e inclusivo, uma legislação unificada e que ajude a todos”.

Assinam a nota a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Cáritas Brasileira, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento Laudato Si’, Iniciativa Inter-Religiosas Pelas Florestas Tropicais (IRI Brasil), Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) e Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil (CRB).

Fonte: CNBB Nacional

Ex-assessor pode ser o “golpe de misericórdia” em Alexandre de Moraes

A situação do ministro Alexandre de Moraes é insustentável. Logo, os demais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) irão compreender isso. Porém, essa situação deve piorar ainda mais nos próximos dias.

O ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, conseguiu deixar o Brasil, quando tomou conhecimento de que poderia ser preso pela PF, por determinação de Alexandre de Moraes. Está em local seguro e promete denunciar todas as arbitrariedades, abusos e ilegalidades cometidas pelo magistrado. Em recente entrevista a revista Timeline, Tagliaferro afirma que Moraes utilizava o cargo para ‘perseguir políticos de direita’.

O ex-assessor guardou provas e promete revelar tudo nos próximos dias. A coisa vai feder…

Jornal da Cidade Online

EUA: Objetivo não é punir, é gerar mudança positiva e respeito a dignidade humana

O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos explicou que o enquadramento de Alexandre de Moraes ou de qualquer pessoa na Lei Global Magnitsky, não tem objetivo de punir e sim de “promover uma mudança positiva de comportamento e respeito a dignidade humana.” Em comunicado à imprensa, explicou que os sancionados podem solicitar sua exclusão da lista dos atingidos pela Lei Magnitsky, mas não há sinais que o ministro do Supremo pretenda fazê-lo, nem sinal de que os EUA o concedessem.

Preço a ser pago

O Tesouro define o caso como “consequência tangível” a quem comete graves abusos de direitos humanos ou se envolve em corrupção,

Proteção contra abusos

Outro objetivo da sanção seria “proteger o sistema financeiro dos Estados Unidos de abusos cometidos por essas mesmas pessoas.”

Fundos, nem pensar

Entre as proibições impostas a sancionados pela Magnitsky está a de receber qualquer contribuição ou fundos, bens ou serviços.

Morte digital

Assinar streams tipo Netflix, usar qualquer rede social ou Whatsapp e comprar na Amazon estão entre as proibições aos sancionados.

Coluna do Claudio Humberto

 

MEC fará renegociação de contratos do Fieis a partir de 2018 para reduzir inadimplência de R$ 116 bilhões

FNDE aponta mais de 135 mil contratos aptos à renegociação, com dívida acumulada de R$ 4 bilhões. O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) registra, em 2025, 61,5% de contratos com atraso de pagamento. A inadimplência reflete uma dívida acumulada de R$ 116 bilhões. Os dados foram apresentados durante o 17º Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular.

Diante desse cenário, com o intuito de auxiliar os estudantes que enfrentam dificuldades financeiras, o Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), publicou em 25 de julho de 2025, no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução nº 64/2025. A norma estabelece as condições para a renegociação de dívidas do Fies. O programa tem como objetivo viabilizar o acesso ao ensino superior para estudantes de baixa renda. Para isso, os participantes devem arcar com ao menos 30% do valor do curso aplicado, com o restante a ser quitado após o fim da graduação.

Fies: quem pode renegociar?

Os beneficiários com contratos do Fies formalizados a partir de 2018 e que estejam inadimplentes há mais de 90 dias na data de 31 de julho de 2025 estão aptos para renegociar as dívidas. Segundo o FNDE, são mais de 135,7 mil contratos na fase de pagamento que podem ser negociados, com um valor total de aproximadamente R$ 4 bilhões. Os estados de Minas Gerais (16.289), São Paulo (14.481), Bahia (14.323), Ceará (12.596) e Pernambuco (8.524) apresentam os maiores índices de inadimplência. A renegociação também é válida para aqueles que tiveram a dívida coberta pelo Fundo Garantidor (FG-Fies), desde que estejam dentro do regulamento estabelecido pelo fundo. 

Como solicitar?

A solicitação pode ser realizada entre 1º de novembro de 2025 e 31 de dezembro de 2026, diretamente junto à instituição financeira responsável pelo contrato, por meio dos canais de atendimento indicados por ela. 

Fies: condições da renegociação

O estudante deve realizar o pagamento da primeira parcela no valor da nova negociação para formalizar o acordo. O saldo devedor pendente pode ser quitado em até 180 parcelas mensais, com valor mínimo de R$ 200 cada, exceto quando a dívida total for inferior a essa quantia. A adesão ainda garante desconto integral dos encargos moratórios, como juros e multas por atraso.

BRASIL 61

 

Conselheiro de Trump chama Alexandre de Moraes de idiota, por gesto obsceno de dedo a torcida em estadio

Magistrado mostrou o dedo do meio para torcedores do Corinthians. O conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, criticou o gesto obsceno praticado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes aos torcedores que o hostilizaram com vaias pela sanção dos EUA, numa demonstração de que o poder, não pode tudo.

No mesmo dia em que sofreu com a aplicação da Lei Global Magnitsky por parte do governo dos Estados Unidos, o magistrado mostrou o dedo do meio para torcedores na Neo Química Arena em São Paulo, durante a partida entre Corinthians e Palmeiras pela Copa do Brasil. Ao aparecer no telão do estádio, a torcida presente proferiu vaias ao magistrado, que respondeu aos torcedores com o gesto obsceno.

“O sentimento é mútuo, idiota!”, escreveu Miller em postagem na rede social X, antigo Twitter.

Diário do Poder