Os avessos das atitudes: Ypê propaganda dos seus produtos feita pelo governo

Sem apresentar provas consistentes ou elementos comprobatórios robustos de suas acusações, a ANVISA agiu contra os produtos da YPÊ. Em situação reversa, a indústria apresentou laudos e análises técnicas que sustentariam a regularidade sanitária de seus produtos — elementos essenciais que, segundo a empresa, não foram devidamente considerados pela agência governamental.

O que se observou, diante da enorme repercussão das medidas fiscalizatórias, foi um efeito contrário ao esperado: uma verdadeira propaganda nacional gratuita dos produtos alvo da operação. Pelas atitudes da agência, o enfoque político passou a ser inevitavelmente debatido, sobretudo diante do histórico de posicionamentos e relações institucionais envolvendo setores do atual governo e estruturas regulatórias federais.

 FISCALIZAÇÃO OU ESPETÁCULO?

O ponto central da discussão não é a existência da fiscalização. Ela é necessária. Ela é legítima. Ela deve existir. O problema começa quando ações regulatórias passam a carregar sinais de seletividade, excesso de exposição midiática ou ausência de proporcionalidade técnica claramente demonstrada à sociedade. Quando uma agência de Estado age sem transparência absoluta sobre os fundamentos técnicos de suas decisões, abre-se espaço para questionamentos inevitáveis. E no Brasil atual, onde praticamente tudo se tornou disputa ideológica, qualquer medida estatal passa imediatamente a ser analisada também sob o prisma político.

LAUDOS IGNORADOS E DÚVIDAS AMPLIADAS

A empresa sustenta possuir documentação técnica, análises laboratoriais e elementos sanitários capazes de demonstrar a segurança dos produtos. Se isso é verdade — e cabe às autoridades esclarecer com absoluta transparência — surge uma pergunta inevitável:

POR QUE ESSES ELEMENTOS NÃO FORAM DEBATIDOS PUBLICAMENTE COM A MESMA INTENSIDADE DAS ACUSAÇÕES?

A sociedade tem o direito de compreender: – quais as irregularidades foram efetivamente encontradas, – qual o risco concreto apresentado – quais provas sustentam medidas tão severas. Sem isso, cria-se um ambiente perigoso: o da condenação pública antes da comprovação definitiva.

O EFEITO REVERSO: MARKETING INVOLUNTÁRIO

Há ainda um aspecto curioso e até irônico em toda a operação. Ao transformar os produtos da YPÊ em pauta nacional, o próprio aparato estatal acabou promovendo aquilo que pretendia atingir. Milhões de brasileiros que sequer conheciam a marca passaram: a pesquisar, comentar, compartilhar e consumir conteúdos sobre os produtos. Em comunicação, existe uma regra conhecida: “não existe publicidade mais poderosa do que a polêmica”. E foi exatamente isso que aconteceu.

O RISCO DA POLITIZAÇÃO DAS AGÊNCIAS

Agências reguladoras existem para proteger a sociedade — não para alimentar disputas políticas ou ideológicas. Quando decisões técnicas passam a ser percebidas como instrumentos de narrativa governamental, perde-se algo fundamental: a confiança institucional. O Brasil vive um momento delicado, em que parte da população já não consegue separar: Fiscalização legítima – perseguição política, ativismo estatal, e uso estratégico das estruturas públicas. Esse desgaste é perigoso para a própria democracia.

O QUE A SOCIEDADE ESPERA

A população não espera espetáculo. Espera: transparência, critérios claros, imparcialidade e segurança técnica real. Se houve irregularidades, que elas sejam provadas de forma objetiva. Se não houve, que os excessos sejam igualmente expostos, além da responsabilização por eventuais prejuízos. O que não pode existir é um modelo onde a reputação de empresas, profissionais e marcas seja destruída primeiro — para só depois se discutir provas concretas. No fim, o caso IPÊ escancara um problema maior: o crescente desgaste da confiança entre sociedade e instituições regulatórias. Quando decisões técnicas deixam dúvidas políticas no ar, o efeito colateral é inevitável: Cresce a desconfiança, cresce a polarização e cresce a sensação de que estruturas públicas podem estar sendo usadas além de suas funções naturais. E talvez o mais simbólico de tudo seja justamente isso:

Na tentativa de atingir os produtos da IPÊ, o governo pode ter acabado realizando a maior campanha de divulgação que a marca já recebeu em toda a sua história.

Jayme Rizolli – Jornalista.

 

Cartões de Vorcaro usados por ‘parceiros’ corruptos chega a R$104 milhões

A investigação do Banco Master terá o desafio de identificar parceiros ou “amigos de vida” que usavam cartões de crédito ilimitados em nome de Daniel Vorcaro e expedidos pelo seu próprio banco. A suspeita é que entre 2019 e 2025 foram “distribuídos” mais de R$104 milhões a agentes públicos por meio de 80 a 90 cartões de crédito de Vorcaro que recebiam para gastar à vontade. Rastrear compras de investigados, como carrões. pode ser um começo, observa o deputado Evair de Melo (PP-ES).

Cartões ‘na faixa’

Eles usavam cartões e senhas do banqueiro e podiam gastar como quisessem, como no aluguel de jatinhos, jantares e viagens de luxo.

CPMI quis investigar

Os gastos de Vorcaro em cartões chamaram a atenção da CPMI do INSS, lembra Evair, mas a maioria governista barrou a investigação.

Mensagens trocadas

Suspeitos negam que Vorcaro tenha pagado seus cartões. Verdade: ele pagou boletos em seu nome, mas os gastos foram feitos pelos “amigos”.

Vazou, entregou

Conversa vazada de Vorcaro com Léo Serrano, seu operador financeiro, trata do pagamento de cartões com Ciro Nogueira (PP-PI), por exemplo.

Coluna do Claudio Humberto

 

 

Ataque de “fúria” de Lula derruba jornalista da Globo por expressar a verdade sobre Vorcaro

A Globo confirmou nesta sexta-feira (8) a saída do jornalista Carlos Jardim do comando da Redação da Globo News, cargo que ocupava havia 13 anos. A informação foi repassada internamente aos colaboradores da empresa por Ricardo Villela, diretor-geral de Jornalismo da emissora, segundo revelou o site TV Pop. De acordo com o comunicado enviado aos profissionais do grupo, Jardim já havia informado à direção, ainda em março, sua intenção de deixar a emissora. A mudança ocorre em meio à repercussão provocada por um episódio envolvendo o programa Estúdio i, que acabou gerando forte desgaste interno na Globo News.

O caso ocorreu após a exibição de um gráfico em formato semelhante a uma apresentação de PowerPoint, utilizado para ilustrar conexões do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O material mostrava ligações entre Vorcaro e diversas figuras políticas e institucionais, incluindo o petista Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal – fator que gerou um ataque de fúria em Lula.

O PT também aparecia citado na representação gráfica. A repercussão do episódio foi intensa nos bastidores da emissora e, segundo relatos divulgados pela imprensa, levou o próprio Lula a solicitar esclarecimentos à cúpula da Globo sobre o conteúdo exibido no canal de notícias.

Carlos Jardim construiu uma longa trajetória dentro do Grupo Globo. Ele ingressou na empresa em 1997 e passou por diferentes funções ao longo dos anos até alcançar um dos cargos mais relevantes da estrutura da GloboNews. Na hierarquia da emissora, ocupava a posição imediatamente abaixo de Miguel Athayde, diretor-geral do canal. A partir de junho, a função será assumida pela jornalista Denise Lacerda, atual coordenadora da Globo News em Brasília. A mudança faz parte da reorganização interna promovida pela empresa após a saída de Jardim.

Jornal da Cidade Online

 

STF com Alexandre de Moraes desafia o Congresso e suspende Lei da Dosimetria

Ministro afirma que a análise de benefícios previstos na nova legislação deve aguardar o julgamento das ações.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado a suspensão da aplicação da chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso e promulgada na sexta-feira pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A medida foi tomada após um pedido de revisão de pena apresentado por uma condenada pelos atos de 8 de janeiro.

Na decisão, Moraes afirmou que a análise de benefícios previstos na nova legislação deve aguardar o julgamento das ações que questionam a constitucionalidade da norma no STF. Segundo o ministro, a existência dessas ações cria um “fato processual novo” e recomenda a suspensão da aplicação da lei até que a Corte decida sobre o tema.

A Lei da Dosimetria entrou em vigor após o Congresso derrubar o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto reduz penas e flexibiliza regras para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, podendo beneficiar investigados e condenados ligados à tentativa de golpe, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Diário do Poder

 

Gestão de Jorge Bessias na AGU abriu mão de R$ 80 bilhões em litígios com R$ 50 bilhões a OI

Uma matéria bombástica foi publicada no domingo pelo jornalista Cláudio Dantas, onde ele denuncia que Jorge Messias, em sua gestão à frente da Advocacia-Geral da União teria aberto mão da bagatela de R$ 80 bilhões em litígios. Transcrevemos o texto:

O Senado rejeitou Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, mas a sabatina do chefe da Advocacia Geral da União passou longe de investigar sua gestão. Ainda há tempo de fazê-lo, especialmente quando seu nome começa a ser cogitado para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, onde terá ascendência sobre a Polícia Federal.

Na AGU, Messias protagonizou uma série de acordos que podem ter resultado numa renúncia de até R$ 80 bilhões em multas, indenizações e bens estratégicos para a União, segundo cálculos bastante conservadores.

Após o cruzamento de despachos da Secex Consenso (a secretaria de acordos do TCU), de auditorias de órgãos de controle e relatórios de mercado, este site descobriu o que pode se configurar, em tese, a maior transferência de patrimônio público e de renúncia de receita da história recente do país.

Sob o pretexto virtuoso de “destravar a infraestrutura” e “pacificar litígios”, a AGU vem atuando não como o escudo do Estado, mas como a fiadora jurídica de uma série de manobras de engenharia financeira e legal coordenadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), desde a gestão do impoluto Bruno Dantas.

O resultado real é um balcão de negócios (ou seria negociatas?) onde o risco é integralmente socializado, as punições são anuladas e o verdadeiro tesouro nacional é repassado à iniciativa privada, sem concorrência e a preço de banana. Tudo isso feito com aval de um governo de esquerda que, publicamente, critica banqueiros e privatizações.

O TRUQUE DA “SUCATA” E A JOIA DA COROA DAS TELECOMUNICAÇÕES

De toda a fatura do “consenso”, o caso da operadora Oi é o mais emblemático e oneroso (um rombo de até R$ 50 bilhões — há quem estime em R$ 100 bi). O Estado brasileiro e o TCU, com o indispensável parecer favorável da AGU, aceitaram o argumento de que estavam apenas resolvendo o passivo de uma empresa falida e evitando um apagão nos telefones fixos do país.

Venderam para a opinião pública a ideia de que a infraestrutura da Oi era um estorvo feito de cabos de cobre enferrujados e orelhões abandonados. A realidade, escondida nas entrelinhas da repactuação, é que junto com a sucata, o governo abriu mão da infraestrutura mais estratégica do século XXI.

Pela Lei Geral de Telecomunicações, em 2025, todos os “bens reversíveis” da concessão deveriam voltar para o controle do Estado. Para evitar isso, a AGU chancelou um “encontro de contas” baseado na lei de 2019, permitindo que a Oi migrasse para o regime de autorização, onde não há devolução de bens.

Dessa maneira, o governo abriu mão de cobrar quase R$ 6 bilhões em multas em dinheiro vivo e trocou a posse da infraestrutura por promessas de “novos investimentos” em escolas e cabos submarinos.

O espólio definitivo — que já havia sido repassado da Oi para a V.tal, empresa controlada por fundos de investimento geridos pelo banco BTG Pactual — não tem nada de obsoleto. O que TCU e AGU entregaram em definitivo foi:

– A Maior Rede de Fibra do País: Cerca de 400 mil quilômetros de fibra óptica que cortam o Brasil de ponta a ponta. Um ativo que custaria dezenas de bilhões para ser replicado do zero.

– O Monopólio do Subterrâneo: A V.tal herdou a posse histórica dos dutos subterrâneos e o “direito de passagem” nas grandes metrópoles, construídos desde a época da estatal Telebrás. Não há mais espaço físico sob o asfalto das grandes cidades; quem controla o duto, dita as regras do mercado.

– O Pedágio da Internet e o Sangue do 5G: A V.tal consolidou-se como a maior “Rede Neutra” do país. Operadoras gigantes e pequenos provedores não cavam mais buracos; eles pagam um “pedágio” para usar a rede da V.tal. Mais do que isso: o 5G exige uma quantidade brutal de antenas, e a única infraestrutura capilarizada o suficiente para conectar essas antenas (o backhaul) é a malha que era pública e agora é definitivamente privada.

Em julho de 2024, quando o martelo do TCU bateu, Lula trocou o controle da espinha dorsal do 5G nacional por um perdão de dívidas, garantindo ao BTG, de André Esteves, a liderança inquestionável no mercado de infraestrutura de dados para as próximas décadas.

A SOCIALIZAÇÃO DO RISCO NA INFRAESTRUTURA

A generosidade avalizada por Jorge Messias na AGU e por Jorge Oliveira no TCU — com apoio das agências e ministérios setoriais — não parou nos cabos de fibra óptica. O modelo de consenso, lançado na Presidência de Bruno Dantas no Tribunal de Contas, estendeu-se para a infraestrutura física de transportes, criando passivos ocultos de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões. No capitalismo real, se uma empresa vence leilão em rodovia ou aeroporto, a demanda frustra as expectativas, o prejuízo é do investidor. No capitalismo de laços de Brasília, o prejuízo é do contribuinte.

Concessionárias como a MSVia (BR-163/MS) e a Eco101 (BR-101/ES-BA), que descumpriram obrigações e deveriam sofrer relicitação, foram salvas por acordos que estenderam seus prazos e criaram a “banda de risco de demanda”. Se passar menos caminhão do que o projetado, o Tesouro compensa a empresa.

No Galeão, a Changi não conseguia pagar a pesada outorga fixa do leilão. A AGU validou a troca por uma outorga variável atrelada ao fluxo de passageiros.

Na prática, a União perde a arrecadação garantida, altera a regra do jogo depois do apito final e consagra o risco moral (moral hazard): o mercado entende que dar lances irreais em licitações públicas no Brasil é um excelente negócio, pois agências reguladoras como a ANTT e a Anatel serão sempre atropeladas por um acordo amigável.

O DESMANCHE DA LAVA JATO E OS PRIVILÉGIOS CORPORATIVOS

O pacote do consenso institucional inclui, ainda, a revisão das punições por corrupção. Com o aval da Suprema Corte e a proatividade da AGU, abriu-se o caminho para renegociar os acordos de leniência das empreiteiras da Lava Jato.

O calote já é precificado pelo mercado: empresas que confessaram desvios e deveriam devolver mais de R$ 10 bilhões (em valores corrigidos) agora alegam “coação”. Espera-se um corte de até 50% na dívida e um alongamento de prazos que fará a inflação corroer o restante, configurando uma perda líquida de R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões, segundo especialistas.

Pelo visto, bastaram uma mesa de negociação fechada no TCU e um parecer robusto da AGU de Messias para transformar obrigações em promessas, multas em perdão e patrimônio público em lucro privado. A conta de ao menos R$ 80 bilhões já foi emitida, e, como de costume, não será paga por quem assinou os acordos.

Jornal da Cidade Online

 

Impostômetro: R$1,4 trilhão tomados dos brasileiros

A partir desta segunda-feira (4), os pagadores de impostos brasileiros já amargam mais de R$ 1,45 trilhão, pagos em impostos, em 2026. A conta é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), através da ferramenta “Impostômetro”. Só no mês de abril, foram tomados da população cerca de R$360 bilhões, aumento de 13% em relação a março, que já foi considerado recorde histórico no volume de taxas cobradas para o mês.

Nunca antes

Em média, o pagador de impostos bancou R$12 bilhões por dia, durante o mês de abril. É o maior nível da História.

Só paulistas

Apenas o estado de São Paulo respondeu por R$504 bilhões pagos em impostos, entre 1º de janeiro e 1º de maio, este ano.

Só aumenta

A arrecadação dos governos municipais, estaduais e federal cresceu 2,9% em 2026 em comparação com o ano passado, aponta a ACSP.

Diário do Poder

 

Implantes dentários: Entre a promessa de perfeição e a responsabilidade clínica

A implantodontia moderna representa um dos maiores avanços da odontologia contemporânea. O que antes era tratado com próteses removíveis, muitas vezes desconfortáveis e estigmatizantes, hoje pode ser resolvido com soluções fixas, estéticas e altamente funcionais. No entanto, por trás dessa evolução tecnológica, existe uma discussão que precisa ganhar mais espaço: até que ponto estamos priorizando a excelência clínica — e não apenas o apelo comercial? Nos últimos anos, a popularização dos implantes dentários trouxe consigo um fenômeno preocupante: a banalização do procedimento. Clínicas anunciam “dentes fixos em um dia” como se fosse um produto de prateleira, ignorando variáveis fundamentais como qualidade óssea, condições sistêmicas do paciente e planejamento individualizado.

A implantodontia não é — e nunca será — um procedimento padronizado. Cada caso exige diagnóstico preciso, muitas vezes com exames de imagem avançados, como tomografia computadorizada, além de avaliação criteriosa de fatores como oclusão, hábitos para-funcionais e saúde periodontal. Reduzir esse processo a uma simples instalação mecânica de parafusos é comprometer o resultado — e, pior, a segurança do paciente. Outro ponto crítico está na formação profissional. Embora o acesso à especialização tenha se ampliado, a experiência clínica continua sendo um diferencial decisivo. Implantes não são apenas sobre técnica cirúrgica; envolvem biologia, estética, função e, sobretudo, tomada de decisão.

Falhas em implantodontia não são raras — mas muitas são evitáveis. Perda óssea, o perimplantite e insucesso protético frequentemente estão ligados a planejamento inadequado ou execução apressada. Em um cenário onde o marketing muitas vezes fala mais alto que a ciência, o paciente acaba sendo exposto a riscos desnecessários. Por outro lado, quando bem indicada e executada, a reabilitação com implantes é transformadora. Não se trata apenas de devolver dentes, mas de restaurar autoestima, função mastigatória e qualidade de vida. É uma intervenção que impacta diretamente na saúde sistêmica e no bem-estar psicológico. É exatamente por isso que a implantodontia exige responsabilidade.

O futuro da área aponta para tecnologias ainda mais avançadas — cirurgia guiada, biomateriais de última geração e integração com inteligência digital. No entanto, nenhuma inovação substitui o julgamento clínico e a ética profissional. Mais do que dominar técnicas, o verdadeiro especialista em implantodontia precisa saber quando indicar, quando adiar — e, em alguns casos, quando não fazer. Em um mercado cada vez mais competitivo, a diferença entre excelência e oportunismo está na conduta. E é essa escolha que define não apenas o sucesso de um implante, mas a credibilidade de toda uma profissão.

Vanessa Portocarrero é Mestre e Especialista em Implantodontia – Diário do Poder

Relação dos produtos Ypê retirados do mercado por determinação da Anvisa

Ao determinar a suspensão da fabricação, venda, distribuição e uso de dezenas de produtos da marca Ypê, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontou as principais causas identificadas após inspeção na planta em Amparo (SP), mas não divulgou detalhes sobre quais seriam os riscos envolvidos. A agência apontou falhas nos sistemas de garantia de qualidade e risco à segurança sanitária, com possibilidade de contaminação microbiológica, para determinar o recolhimento de lava louças, lava roupas e desinfetantes de lotes com final 1 – entenda abaixo como identificar se o produto pertence ao lote proibido.

Em nota, a Ypê manifestou “indignação com a decisão” da Anvisa, classificou a medida como “arbitrária e desproporcional” e informou que vai recorrer. A empresa alega ter laudos de análises independentes que comprovam que os produtos são “totalmente seguros e adequados para consumo”.

O que se sabe até agora

Decisão da Anvisa A Anvisa determinou o recolhimento de produtos da Ypê após identificar risco de contaminação microbiológica. A medida inclui ainda a suspensão da fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos.

Produtos afetados A medida atinge detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes fabricados pela empresa Química Amparo, em Amparo (SP).

Quais lotes devem ser recolhidos Apenas produtos com lotes cuja numeração termina em 1 estão incluídos na determinação. Motivo da decisão A Anvisa apontou falhas em etapas críticas do processo produtivo, incluindo problemas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle, o que compromete as boas práticas de fabricação.

Fiscalização na fábrica A inspeção na unidade da empresa durou quatro dias e resultou na emissão de um auto de infração.

Prazo para a empresa recorrer A Ypê tem 10 dias para apresentar recurso contra a decisão. Posição da empresa A fabricante nega riscos aos consumidores, afirma que os produtos são seguros e classifica a decisão como “arbitrária”, além de dizer que confia na reversão da medida. Orientação aos consumidores A recomendação é interromper o uso dos produtos afetados e procurar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações sobre o recolhimento. Problemas relatados no atendimento. Consumidores têm relatado dificuldades para acionar o SAC da empresa, com ligações que não completam ou são interrompidas.

O que ainda falta saber❓

Quais irregularidades específicas foram encontradas. As falhas identificadas durante a fiscalização não foram detalhadas pelas autoridades que acompanharam a inspeção. A extensão do risco aos consumidores Embora a Anvisa aponte risco de contaminação microbiológica, não há detalhamento sobre o impacto concreto para a saúde em cada caso. Como será feito o ressarcimento ou troca dos produtos Apesar da orientação para procurar o SAC, consumidores relatam dificuldades no atendimento, e não há uma resposta clara e ampla sobre o procedimento. Se haverá novas medidas ou sanções O caso ainda pode evoluir após análise do recurso da empresa e o andamento das apurações sanitárias.

Como identificar lotes proibidos?

A determinação da Anvisa abrange lava louças, lava roupas e detergentes da marca que pertencem a lotes cuja numeração termina com o número 1.

É possível encontrar a informação gravada na embalagem, debaixo do rótulo — como no caso de detergentes —, na base ou próximo à tampa. Geralmente, o número do lote vem acompanhado das datas de fabricação e de validade, e é indicado com a escrita “Lote:” ou “L:” antes. O que significa o risco de contaminação microbiológica? É a presença indesejada de microrganismos patogênicos (bactérias, fungos e vírus) que produzem toxinas e podem causar doenças ou irritações. Se o último numeral do código for o 1, o produto pertence ao lote com risco de contaminação e deve ser recolhido, conforme orientação da Anvisa. A recomendação é entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para obter informações sobre o procedimento de recolhimento.

Veja os produtos afetados

Lava-louças

Lava-louças com Enzimas Ativas Ypê

Lava-louças Ypê

Lava-louças Ypê Clear Care

Lava-louças Ypê Toque Suave

Lava-louças Concentrado Ypê Green

Lava-louças Ypê Clear

Lava-louças Ypê Green

Lava-roupas

Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor

Lava-roupas Líquido

Tixan Ypê Cuida das Roupas

Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Antibac

Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha

Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Green

Lava-roupas Líquido Ypê Express

Lava-roupas Líquido Ypê Power Act

Lava-roupas Líquido Ypê Premium

Lava-roupas Tixan Maciez

Lava-roupas Tixan Primavera

Lava-roupas Tixan Power Act

Desinfetantes

Desinfetante Bak Ypê

Desinfetante de Uso Geral Atol

Desinfetante Perfumado Atol

Desinfetante Pinho Ypê

                               Risco sanitário

A determinação da Anvisa, publicada na Resolução 1.834/2026, ocorreu após uma inspeção na fábrica que constatou “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo”.

Segundo a agência, as falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle comprometem as Boas Práticas de Fabricação e indicam a possibilidade de contaminação por microrganismos. A Anvisa orienta os consumidores que tenham em casa os produtos dos lotes especificados a suspenderem o uso imediatamente.

Fonte: G1

Lula não esperava o ‘perdeu, mané’ do Congresso

Foram acachapantes e simbólicas as derrotas humilhantes de Lula (PT) no Senado e no Congresso, o primeiro rejeitando Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e o outro derrubando o veto presidencial ao projeto da dosimetria, A vaga pretendida por Messias tem significado: era de Luís Roberto Barroso, criador de um bordão do ativismo judicial. Assim, o aliado de ontem tornou-se, involuntariamente, o autor da frase que resume a humilhação histórica imposta a Lula: “Perdeu, mané”.

Conciliação à vista

Única iniciativa de conciliação nacional desde as sentenças raivosas do 8/Jan, a dosimetria faz justiça, mas o rancoroso Lula quer ver “sangue”.

Aparelhamento

Derrotando a dupla Lula/Messias, o Senado decidiu que há limites para o aparelhamento do Judiciário.

Não tinha como

Messias carregava dois pesos mortos rejeitados: um histórico de ativismo radical de esquerda e o currículo considerado insuficiente até por aliados.

Quem perdeu, mané?

Barroso sai de cena deixando a vaga e o bordão. Lula fica com a frase, e a constatação amarga de que, desta vez, quem perdeu, mané, foi ele.

Promessas vazias marcam outra vez o 1º de Maio

Lula (PT) segue discursando como sindicalista dos anos 1980, posando de defensor dos “trabalhadores”, mas este 1º de Maio de 2026 expõe o fosso entre retórica e realidade. O salário mínimo reajustado em risíveis R$103, para R$1.621, que mal repõe a inflação, oferece ganho real de míseros 2,5%. Ele admite, em público, que o valor “é muito baixo”, mas nada faz sobre isso. A política de “valorização” do mínimo, retomada em 2023, era só outra lorota, e virou uma rotina de correções modestas.

Coluna de Cláudio Humberto – Diário do Poder

Flavio Dino pergunta: Como punir a corrupção na Justiça?

*Felipe Vieira

O país quer saber se a regra vale para todos.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino publicou um artigo com um título forte: “Como punir a corrupção na Justiça? “No texto, defende penas mais duras para magistrados, procuradores, advogados públicos e privados envolvidos em esquemas de corrupção. Fala em perda rápida de cargo, responsabilização criminal e necessidade de proteger a credibilidade do sistema judicial.

No papel, o discurso é duro.

Na prática, ele surge em um momento delicado para o próprio Judiciário brasileiro. Nos últimos meses, reportagens e denúncias colocaram sob debate público situações envolvendo pessoas próximas a ministros do Supremo. Alexandre de Moraes virou alvo de questionamentos após reportagens sobre contratos milionários envolvendo o escritório de advocacia ligado à sua esposa e instituições financeiras. Dias Toffoli também apareceu no noticiário após revelações sobre relações de pessoas próximas e episódios ligados ao resort de luxo em Mangaratiba. Nenhum dos casos resultou em condenação. Os ministros negam irregularidades ou evitam comentar publicamente detalhes das acusações. E é justamente aí que mora o problema central.

O Brasil vive uma crise de confiança institucional. Quando ministros defendem rigor contra corrupção, a sociedade naturalmente passa a exigir o mesmo padrão dentro do topo do próprio sistema. O discurso perde força quando parece mirar apenas juízes de primeira instância, procuradores ou operadores menores enquanto suspeitas envolvendo figuras poderosas seguem cercadas de silêncio.

A pergunta feita por Dino é correta. Talvez falte apenas complementá-la: Como punir a corrupção na Justiça quando as suspeitas alcançam também os andares mais altos do poder? Sem essa resposta, qualquer discurso moralizador corre o risco de parecer seletivo. E seletividade é uma das formas mais rápidas de destruir a credibilidade de qualquer instituição.

 

@felipevieirajornalista
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