A indicação, por Lula, de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal gerou uma mobilização da população, que busca pressionar os senadores para que votem contrariamente e não aceitem Dino naquela Corte. Um abaixo-assinado online, criado pelo partido Novo, alcançou a impressionante marca de 400 mil assinaturas, de cidadãos que se opõem à indicação de Flávio Dino.
O texto da petição afirma:
“Dino não!
A aliança entre políticos e o Supremo Tribunal Federal é a maior ameaça à democracia brasileira.
O Brasil já sofre nas mãos de um STF politizado, que abusa do seu poder e extrapola suas competências. Como podemos ter um país justo quando a Corte mais alta já deixou claro que defende um lado?
A indicação de Flávio Dino para o STF agrava ainda mais essa situação. Dino é, acima de tudo, um político de esquerda. Sua atuação no campo do direito é modesta, e certamente não possui “notável saber jurídico”, um dos pré-requisitos para o cargo.
Como ministro do Supremo, Dino vai continuar atuando como político, defendendo os interesses do seu grupo e deixando a Corte ainda mais enviesada. O STF deve proteger a Constituição e agir de forma imparcial. O STF não é lugar para políticos.
Lula já conseguiu colocar o próprio advogado no STF. Não podemos aceitar que o aparelhamento das nossas instituições continue. Faça sua voz ser ouvida: apoie o abaixo-assinado e vamos deixar um recado claro para que os nossos senadores votem CONTRA a indicação de Flávio Dino ao STF.
Assine e diga NÃO à indicação de Flávio Dino ao STF!”.
A página também traz uma breve lista de “Polêmicas de Dino enquanto Ministro da Justiça”. A lista menciona:
– “Omitiu dados que eram essenciais para comprovar o acordo de leniência da Odebrecht, levando à anulação de todas as provas da Operação Lava-Jato.
– Permitiu que representantes do Comando Vermelho fizessem lobby em seu ministério.
– Faltou mais de uma vez em audiências nas Comissões do Congresso. Por se tratar de uma convocação, Dino era obrigado a comparecer.
– Enviou apenas 4 das 185 câmeras do Ministério da Justiça que registraram os eventos do 8 de janeiro.
– Intimidou os diretores das redes sociais para que não veiculassem à população informações relevantes sobre a PEC da Censura”.
Jornal da Cidade Online