Greve do transporte coletivo é fruto do desrespeito das autoridades, empresários, rodoviários e Justiça do Trabalho

A greve no transporte coletivo de São Luís é mais uma das inúmeras manobras vergonhosas articuladas entre empresários e rodoviários por mais dinheiro para um serviço altamente deficiente e feito em sua maioria com ônibus sucateados, muitos dos quais sem a mínima condição de circulação e que colocam em risco todos os dias, as vidas de milhares de usuários. As autoridades conhecem a realidade e existe vergonhosamente a hipocrisia entre o poder público e o empresariado. As autoridades dizem que fiscalizam e os empresários dizem que prestam serviços a contento, numa manobra que visa desrespeitar o direito dos usuários e mostrar claramente que a esculhambação prospere cada vez mais. A Justiça do Trabalho simplesmente não consegue fazer a sua determinação valer, em razão de que os empresários e rodoviários já se acostumaram a tripudiá-las.

             Subsídios atual é de R$ 16 milhões e agora querem R$ 30 milhões

O inexperiente secretário municipal Diego Rodrigues, de Trânsito e Transporte, diz que vem multando as empresas e apreendendo os coletivos que diariamente apresentam panes mecânicas nos mais diversos locais da cidade. Registra que atualmente rodam em nossa capital mais de 200 ônibus sem a mínima condição para prestar serviço, mas destaca que exerce uma intensa fiscalização, o que não é verdade.

Há poucos dias, a direção da Associação dos Usuários dos Transportes Coletivos de São Luís, afirmou que o prefeito Eduardo Braide iniciou a sua administração com mais de 900 ônibus e hoje circulam um pouco mais de 500 e mais da metade é sucata, que já deveria ter sido retirada de circulação. A população de São Luís é humilhada todos os dias com a precariedade dos serviços, diante da total omissão do poder público. Quanto a prefeitura dizer, que repassará os subsídios depois de mais ônibus em circulação com ar-condicionado e novos é piada, os gestores sabem da realidade e são coniventes e irresponsáveis pela situação atual com uma omissão deslavada. O momento exige uma nova concorrência pública para o transporte coletivo de São Luís, a nível nacional, mas infelizmente falta decisão política de coragem e de compromisso com a população.

O problema é ignorado pelas autoridades e vem a público, apenas quando os próprios infratores insaciáveis por mais subsídios, uma vez que se colocam a acima de tudo e todos e pelo visto se impõem claramente perante as autoridades. O ponto central das discussões atuais e mote principal da greve, reside no pagamento de subsídios que hoje seriam de R$ 16 milhões mensais pagos pela Prefeitura de São Luís e Governo do Estado, que estão em atraso com as algumas parcelas, mas na verdade é que os empresários já deixaram bem explícito, que para atenderem a demanda com os coletivos sucateados precisam de pelo menos R$ 30 milhões.

                PROCON mais uma vez é usado politicamente por deputado

Por algumas vezes registrei aqui, que o Procon é utilizado pelo deputado Duarte Junior como instituição particular em que ele tudo pode, haja vista que a dirigente da instituição é a sua esposa Karen Duarte. Aproveitando-se de uma situação até vexatória para o Governo do Estado, a dirigente do Procon está acionando a prefeitura de São Luís sobre o serviço de transporte coletivo, mas não poderá também de deixar de acionar o Governo do Estado, pela responsabilidade do serviço semiurbano de coletivo da grande São Luís.

Fonte: AFD

 

 

 

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