Outra missão importante do novo presidente do INCRA será a realização de auditorias na instituição com o apoio do Ministério Público Federal e da Policia Federal para a recuperação de patrimônio público desviado por gestores corruptos.
A nomeação de um general para dirigir o INCRA, tem como principal objetivo enfrentar a corrupção instalada dentro da instituição com desvio de recursos públicos e os péssimos serviços prestados nas desapropriações terras de regularização fundiária. O INCRA, de acordo com denuncias, se transformou em um órgão público voltado para defender interesses de políticos, de latifundiários, do agronegócio e de empresários da exploração de madeira e minerais.
O INCRA não tinha compromisso de fazer, o que era da sua responsabilidade, qual seria, transformar áreas de terras devolutas em assentamentos produtivos, desapropriações de terras transparentes e regularizações fundiárias.
No Maranhão, se o atual governo fizer uma auditoria com uma força tarefa envolvendo Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União vai chegar a inúmeros corruptos que desviaram recursos envolvendo negociatas e outros atos de corrupção. Muitos dos gestores que se apropriaram de dinheiro público são indiciados em processos na Justiça Federal. É o caminho não apenas para punir os corruptos, mas a recuperação do que foi roubado. Alguns chegaram a se proteger através de mandatos parlamentares, mas agora são poucos e com a séria determinação pela moralidade pública a cadeia é o que eles merecem.
Vou relatar aqui uma pratica feita pelo INCRA, pelos gestores de assentamentos no Maranhão. O dinheiro destinado pelo Procera para custeio, em que havia a recomendação de compra de implementos agrícolas, insumos diversos e uma parte em alimentação, os técnicos dos assentamentos negociavam os valores com comerciantes de cidades próximas e os assentados ficavam na obrigação de efetuar compras até o valor que foi destinado para cada família. A revolta deles, era que enquanto um quilo de arroz custava um valor x, o que eles compravam tinham preço de três x, numa roubalheira vergonhosa. Para agradá-los o pessoal do INCRA permitia que ao invés de comprarem fornos para fazer farinha, podiam comprar motos serras para desmatar áreas e venderem a madeira retirada das reservas ambientais dos assentamentos. Isso era comum e foi uma das causas que não permitiram o desenvolvimento das áreas de assentamentos. Nos mais diversos assentamentos, podem ser encontrados muitos trabalhadores, os quais podem detalhar mais casos de corrupção, uma vez que ela era praticada abertamente.
