O governador Flavio Dino não esperou tomar posse para o seu segundo mandato como governador do Maranhão, para mostrar claramente que o tratamento a ser dado aos funcionários públicos estaduais não será diferente do que foi nos últimos quatro anos, apenas mais discriminador e opressor. Determinou que a Procuradoria Geral do Estado a ingressar na justiça com uma Ação Rescisória, junto ao Tribunal de Justiça do Estado para descontruir a ação vitoriosa do SINTSEP e de todo o Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo com a implantação do percentual de 21,7% nos contracheques de mais de 60 mil servidores da ativa e milhares de aposentados.
Na Ação Rescisória, a Procuradoria Geral do Estado pedirá a suspensão dos pagamentos dos servidores do Tribunal de Justiça e da Procuradoria Geral do Estado, que já estão implantados. A iniciativa do governador Flavio Dino pegou de surpresa os dirigentes de todos os sindicatos que integram o Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo, diante de que nem mesmo assumiu o seu segundo mandato já mostra uma decisão de discriminar e oprimir os servidores públicos estaduais. O governador nos deferiu um tratamento altamente excludente no primeiro mandato, não nos dando qualquer reajuste salarial e nem mesmo reposição.
Pela decisão determinada à Procuradoria Geral do Estado, o governador Flavio Dino vem com uma voracidade de destruição para os servidores públicos, o que é muito sério e grave. Mesmo como candidato à reeleição, Flavio Dino fez desvios milionários no Fundo de Pensão dos Servidores Públicos – FEPA, colocando em risco a aposentadoria de milhares de servidores públicos e também usou a mesma sistemática para fazer desvios no FUNBEN, o plano de saúde dos servidores públicos com mais 70 mil associados e dependentes. Cada servidor contribui com 3% dos salários e mais 1% por cada dependente.
O Governo do Estado cria uma instabilidade séria e preocupações não apenas nas entidades sindicais, mas em milhares de famílias de servidores, o que vem sendo denunciado nos últimos três anos pelo Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo. Diante do que começa a ser desenhado, mais do nunca os servidores públicos devem atentar para a união e a luta por direitos sem temer ameaças, arma que constantemente é utilizada pelos gestores de instituições públicas.
