Chuvas nas mais de 70 áreas de riscos em São Luís são tratadas com paliativos e oportunismo político

Entre as mais de 70 áreas de riscos decorrentes das chuvas que caem em São Luís, apresentam problemas de longas datas. Todos os anos, as medidas paliativas são executadas pela Defesa Civil Municipal e sempre contam com o importante apoio do Corpo de Bombeiros. Depois de passado o inverno, quando deveriam ser efetivas as ações para uma solução do problema, elas simplesmente são abandonadas e voltarão a ser lembradas no ano seguinte com um novo inverno, os mesmos problemas e ações idênticas, em que despontam os mesmos ou novos gestores públicos.

Por total omissão do Executivo e do Legislativo Municipal, os problemas das mais de 70 áreas são efetivamente de risco de vida de milhares de famílias, tratadas com verdadeiro desrespeito como seres humanos e até mesmo a banalização da vida delas, por falta de visão, sensibilidade e um mínimo de respeito e compromisso. Me recordo de ter assistido em uma emissora local de televisão há alguns anos, uma moradora da área do Sacavem, dizer que o poder público usa as áreas de riscos para exploração política. Relatou, que quando chegam as eleições aparecem muitos políticos em busca de votos, os quais se identificam como terem sido autores de lutas para a realização dos paliativos, outros como distribuidores de cestas básicas, sem falar dos registram intercessão para os aluguéis sociais. Quando são questionados, disparam que o deu certo como clientelismo foi dele e o que deu errado são dos adversários.

Infelizmente, as previsões são de que muitos milímetros de chuvas cairão no Maranhão e São Luís está no centro de muita água nas mais de 70 áreas de risco. Elas podem, não apenas desalojar milhares de famílias, mas colocar muitas vidas na iminência de serem perdidas. Há uma necessidade urgente de que as instituições de controle se manifestem e mostrem as suas caras em defesa de direitos legítimos e principalmente da vida das milhares de famílias.

A falta de organização comunitária das milhares de famílias em não lutar pela legitimidade dos seus direitos, fazendo movimentações de cobranças e pressionando os órgãos de controle, o Executivo e o Legislativo Municipal. A população atingida pode perfeitamente ocupar espaços nas mídias e nas redes sociais mostrando a realidade e responsabilizando as autoridades, inclusive sobre quaisquer problemas que possam causar a perda de vidas. A verdade é que do jeito que está é que não pode ficar.

Fonte: AFD          

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