Brasil registrou 74 mil mortes a mais do que o esperado para o período de março a junho, aponta o Conass

O Brasil teve, até junho de 2020, pelo menos 74 mil mortes a mais do que o esperado. É o que revela a análise do excesso de mortalidade no Brasil em 2020, do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Os dados constam em uma nova ferramenta divulgada pela entidade para auxiliar o acompanhamento dos impactos provocados pela Covid-19 no país.

O instrumento levanta dados sobre óbitos por causas naturais reunidos no Registro Civil a partir de março deste ano e os compara com a projeção de mortes para o período. A Covid-19 não é necessariamente a causa direta do excesso de mortalidade. De acordo com o levantamento, o número de óbitos superior ao que era esperado para o período pode também ser reflexo indireto da epidemia.

O estudo será atualizado periodicamente pela equipe do Conass. Toda a pesquisa é preparada por especialistas em epidemiologia, professores e pesquisadores de universidades, liderados tecnicamente pela organização global de saúde pública Vital Strategies. O acompanhamento dos indicadores de morte é uma estratégia recomendada pela Organização Mundial de Saúde.

Brasil 61

 

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