A declaração foi feita um dia após o presidente Lula (PT) afirmar que agentes da PF estariam vazando e fazendo ilações contra seu filho Lulinha. O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (28) que a corporação atua com “autonomia” e “sem interferências” referentes aos últimos casos envolvendo a República. A declaração foi feita um dia após o presidente Lula (PT) afirmar que agentes da PF estariam vazando e fazendo ilações contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigado por tráfico de influência e corrupção.
“Hoje temos uma polícia que atua com autonomia, guiada pela Constituição Federal e pelas leis, pela responsabilidade institucional e compromisso com a Justiça e a sociedade brasileira”, afirmou Andrei, em uma solenidade de formatura de novos 683 policiais federais.
Andrei é denominado “homem de confiança” do petista, que deferiu críticas sem provas à PF durante sua sabatina no Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite desta quinta-feira (27). Recentemente, Andrei estava tendo atritos com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão das conduções dos inquéritos que investigam o roubo aos aposentados e pensionistas do INSS e a condução do caso Master. Lula chegou a aconselhar que Andrei se encontrasse com Mendonça e chegasse a um acordo para diminuir os atritos. O diretor-geral também destacou que, durante sua gestão, a PF trabalha com transparência e foco na missão constitucional. Segundo ele, a corporação não atua para proteger ou perseguir.
“Tenho total tranquilidade em afirmar, sem rodeios, que nessa gestão trabalhamos com transparência e foco na missão constitucional, sem proteger ou perseguir, com atuação vigorosa e intransigente no combate ao crime organizado”, finalizou.
Diário do Poder