Um artigo da jornalista Malu Gaspar em O Globo revela a guerra institucional nos bastidores do Supremo que pode decidir a eleição entre Lula e Flávio Bolsonaro. Mais do que isso: mostra um ministro isolado, André Mendonça, enfrentando pressões enormes para fazer o que é certo. A “guerra mais sangrenta e decisiva” não está no horário eleitoral, nem nas redes sociais ou debates. Está dentro do STF, onde tramitam os casos Dark Horse e Lulinha. O ritmo e as revelações desses inquéritos vão definir:
– Quem tem mais chance de vitória numa eleição pautada pela rejeição.
– Quem vai dominar o tribunal nos próximos anos com as aposentadorias de ministros.
Os dois cenários possíveis. Se Lula vencer:
– A ala de Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes tende a emplacar aliados nas 3 vagas que se abrirem e mais a de Barroso (ainda indefinida).
Se Flávio Bolsonaro vencer:
– O STF pende à direita.
– O centro de gravidade vai para André Mendonça, relator dos casos Banco Master e INSS.
Sob essa “guerra de tronos”, há um embate que revela a coragem de um ministro que está sozinho. André Mendonça está isolado no STF, mas não se curvou às pressões.
– Desconfia que o diretor-geral da PF usa o cargo para atrapalhar as investigações.
– Está lutando contra um sistema que tenta blindar poderosos.
Andrei Rodrigues (Diretor-Geral da PF)
– Acusa Mendonça de tentar “dirigir politicamente” as investigações
– Mas o artigo mostra que não houve reação semelhante em casos anteriores com outros ministros.
O ministro tomou decisões que mostram independência e coragem, mesmo estando isolado:
– Ordenou que delegados deixassem dados brutos (quebras de sigilo telemático e fiscal) sob custódia em seu gabinete, para garantir que nada seja manipulado.
– Mandou que não compartilhassem informações com superiores hierárquicos, para evitar vazamentos seletivos.
– Exigiu que eventuais trocas de equipes fossem submetidas a ele, para garantir a lisura das investigações.
No caso do INSS, só após Mendonça cobrar relatórios parados há meses é que as suspeitas contra Lulinha viraram 3 inquéritos que hoje assombram a candidatura de Lula. Isso mostra que, sem a pressão de Mendonça, nada aconteceria. Ele está certo em exigir transparência.
Andrei recorreu à *Advocacia-Geral da União (AGU):
– Pediu que tentasse revogar as medidas de Mendonça.
– Classificou as ordens como “inconstitucionais”, mas isso é pressão para blindar investigados.
– Colocou Jorge Messias numa posição delicada.
Mendonça está sendo pressionado de todos os lados, mas não recua. Isso é integridade.
Jornal da Cidade Online