Lulistas desmoralizaram discurso da ameaça golpista

A história do Brasil é permeada por golpes e tentativas de golpe, e a atuação de Lula e seus aliados do STF nesta eleição se insere nesse contexto. Os apoiadores de Lula (PT, foto) se apegam desesperadamente à trama golpista do fim do governo Jair Bolsonaro para tentar virar votos para o petista no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O filho 01 de Bolsonaro carrega, de fato, essa herança, entre outras do governo do pai, como o traumático comportamento insensível e irresponsável durante a pandemia de coronavírus. Mas tanto o governo Lula, que sobreviveu à base de liminares do Supremo Tribunal Federal (STF), quanto as ações de ministros do tribunal a favor de sua candidatura à reeleição na reta final do primeiro turno enfraqueceram, até a desmoralização, o discurso dos lulistas sobre a ameaça golpista.

Esse discurso antigo, que a esquerda brasileira saca sempre que sente uma derrota iminente, como no impeachment de Dilma Rousseff, se revigorou após o julgamento da trama golpista, quando se revelou o desejo dos bolsonaristas de permanecerem no poder sem voto, mas voltou a perder força após os ministros lulistas do STF vandalizarem judicialmente o tribunal em favor de Lula. A história do Brasil é permeada por golpes e tentativas de golpe, alguns mais sutis do que os outros. Se o impeachment de Dilma foi um golpe, o que dizer dos esquemas do mensalão e do petrolão, que o PT cultivou na tentativa de permanecer no poder para sempre, como dizia Gilmar Mendes, esse mesmo que no primeiro turno atuou para favorecer a permanência de Lula no poder?

Desespero

O petista partiu para o desespero na reta final do primeiro turno, tentando promover uma guerra religiosa que não emplacou, escancarando a insegurança jurídica com a malandra proibição de apostas esportivas da noite para o dia e reajustando um programa social na esperança de ganhar votos. Seus aliados no STF agiram para endossar e acobertar tudo, e chegaram a impor o cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno com seus esforços para beneficiar Lula. Se os bolsonaristas apelaram para as Forças Armadas, os lulistas apelaram ao Judiciário. É essa República que os apoiadores de Lula querem preservar ao evitar a eleição de Flávio?

Nada garante que os bolsonaristas não tentarão permanecer no poder por meio de subterfúgios fora das regras caso o primogênito de Bolsonaro venha a ser eleito — e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu que houve discussão sobre golpe no governo passado, apesar de negar que ele chegou a ser efetivamente tentado, como interpretou o STF. Mas os lulistas não estão exatamente na posição de se oferecer como alternativa a isso. E a verdade, escancarada agora, é que nunca estiveram.

O Antagonista

 

“Sócia” da quadrilha de Lulinha, qualificada como “piranha” por Lula, diz que haverá troco em tom de ameaças

A lobista Roberta Luchsinger, “sócia” de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula, publicou uma série de mensagens nos stories do Instagram nesta sexta-feira (9). Ela fala sobre permanecer em silêncio diante de pessoas que a prejudicaram e reagir quando chegar o momento.

Em uma das postagens, Roberta compartilhou a frase:

“Dizem que é tóxico, mas eu acho normal: as pessoas vão me sacaneando e eu só fico calada, até que um dia eu levanto e penso ‘é hoje’, aí todo mundo se espanta e eu viro a vilã”.

Em outra, reproduziu a mensagem:

“Quando chegar a sua vez de bater o martelo, bata. Porque, quando o prego era você, ninguém teve dó de bater”.

Roberta também compartilhou mensagens sobre decepções e pessoas que falam mal dela:

“Que toda a língua que pronunciar o meu nome com veneno, juízo ou inveja se contorça no seu próprio feitiço”.

Jornal da Cidade Online

 

Minha singela homenagem a NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA

Por Alexandre Siqueira

De hoje, 10, até segunda-feira, 12, vou deixar minha homenagem a VIRGEM MARIA, MÃE DE JESUS CRISTO, a PADROEIRA DO BRASIL. Sempre seguido por minhas sinceras desculpas à blasfemia de alguns a seu santo e inviolável nome.

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA APARECIDA

Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida,

Mãe de Deus,

Rainha dos Anjos,

Advogada dos pecadores,

refúgio e consolação dos aflitos

e atribulados,

Virgem Santíssima,

cheia de poder e de bondade,

lançai sobre nós um olhar favorável,

para que sejamos socorridos por vós,

em todas as necessidades em que nos acharmos.

 Lembrai-vos,

ó clementíssima Mãe Aparecida,

que nunca se ouviu dizer que algum daqueles

que têm a vós recorrido,

invocado vosso santíssimo nome

e implorado vossa singular proteção,

fosse por vós abandonado.

 Animados com esta confiança,

a vós recorremos.

Tomamo-nos de hoje para sempre por nossa Mãe, nossa

protetora,

consolação e guia,

esperança e luz na hora da morte.

 Livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos

e a vosso Santíssimo Filho, Jesus.

Preservai-nos de todos os perigos da alma e do corpo;

dirigi-nos em todos os negócios espirituais e temporais.

 Livrai-nos da tentação do demônio,

para que, trilhando o caminho da virtude,

possamos um dia ver-vos e amar-vos na eterna glória,

por todos os séculos dos séculos.

Amém.

 

Vexame criminoso nas pesquisas do 1º turno das eleições em favor de Lula, derrotado e sem explicações

A duas semanas do segundo turno da eleição de 2022, nenhum instituto de pesquisa acertou o resultado das urnas. O Ipec (ex-Ibope) previa Lula à frente por oito pontos (54% a 46%), enquanto Ipespe e Quaest chutaram 53% a 47%, a pesquisa AtlasIntel deu 52,4% a 47,6% e o Datafolha, 52% a 48%. Todos superestimaram o resultado real do candidato petista, que acabou vencendo a eleição por 50,9% a 49,1%de Jair Bolsonaro, a eleição mais apertada da História do voto direto. Apesar do vexame, nenhum desses institutos de pesquisa se apresentou para explicar o que aconteceu, estimulando suspeitas de

Quase acerto

O Paraná Pesquisas, que apontava 51,3% a 48,7%, chegou a 0,8 ponto do placar real. Foi o instituto que mais se aproximou do resultado.

Inverteu

A pesquisa Brasmarket inverteu o vencedor, previa vitória de Jair Bolsonaro com 52,7% contra 47,3% de Lula.

Consequência tem

O Ipec, criado por ex-executivos do Ibope, já não existe mais. A operação acabou vendida para a empresa francesa Ipsos, em 2025.

Tamanho do erro

Em 2026, 1% dos votos válidos no 1º turno valem 1,19 milhão de eleitores. Erros de 8% significam mais de 9,5 milhões de votos.

Coluna do Claudio Humberto

 

O sequestro intelectual do eleitor

                                                                                                                                                                            * Luciano Martins

Quando a campanha transforma problemas antigos em promessas novas e apaga quem estava no poder enquanto eles se agravavam, o que se toma do eleitor não é apenas o voto. É a memória. Pela fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai passa parte considerável da droga e das armas que abastecem o crime organizado do Sudeste. Ali, a palavra facção não é figura de retórica, e talvez por isso cause certo desconforto ver a facilidade com que ela virou slogan. Uma ideia atravessou esta eleição, dos palanques estaduais à disputa nacional, com a força das soluções que cabem numa frase: tratar o crime organizado como terrorismo. Não é proposta sem defensores sérios, e o tratamento jurídico das facções que dominam territórios merece ser discutido com rigor, inclusive com a severidade que o problema exige.

O rigor, porém, começa pela lei. A Lei 13.260, de 2016, define o terrorismo pela motivação de quem o pratica: xenofobia ou discriminação e preconceito de raça, cor, etnia ou religião, com a finalidade de provocar terror social ou generalizado. O traficante que domina um morro para vender droga e cobrar pedágio não cabe nessa moldura, e a equiparação exige, portanto, mudar a lei, e não apenas o discurso. A organização criminosa, por sua vez, está tipificada desde 2013, na Lei 12.850, que trouxe a colaboração premiada, a infiltração de agentes e a ação controlada, instrumentos que todos os governos da última década tiveram à disposição. O que a proposta oferece de novo é, em boa medida, o nome. Ela chega como se o país tivesse descoberto ontem que o crime organizado controla bairros inteiros, e como se ninguém no campo político que a apresenta tivesse governado estados, comandado polícias ou votado leis nos anos em que esse domínio se consolidou. A certeza vem pronta, e o passado fica de fora do pacote.

Chamo isso de sequestro intelectual do eleitor. Não depende de mentira no sentido clássico, e talvez por isso seja tão eficaz. Opera por subtração: retira o contexto, apaga a autoria e oferece a indignação legítima com o problema como se ela fosse prova da solução. O eleitor, que tem toda razão em estar farto da violência, concorda com o diagnóstico e entrega, junto com a concordância, o direito de perguntar. É a forma mais refinada de desonestidade intelectual, porque dispensa falsificar fatos; basta escolher quais lembrar. A honestidade intelectual faria o caminho inverso: admitiria que a política defendida ontem fracassou, explicaria por que mudou de ideia, responderia pelo que fez quando podia fazer.

Poucos lugares do país servem tão bem de laboratório quanto o Rio de Janeiro. Nos três últimos governos, o estado foi comandado por Luiz Fernando Pezão, do MDB, preso pela Polícia Federal em 2018, ainda no exercício do mandato; por Wilson Witzel, eleito pelo PSC prometendo uma polícia que miraria “na cabecinha”, afastado pelo Superior Tribunal de Justiça antes de completar dois anos de governo e cassado por impeachment em 2021, por irregularidades em contratos da saúde durante a pandemia; e por Cláudio Castro, que assumiu no lugar de Witzel e se reelegeu pelo PL. Recuando um pouco mais, todos os governadores eleitos no estado desde 1998 terminaram presos, afastados ou declarados inelegíveis. No meio desse percurso, o Rio experimentou um dos remédios mais fortes que a Constituição oferece. Em fevereiro de 2018, a segurança pública fluminense foi posta sob intervenção federal, a primeira decretada desde 1988, com um general do Exército no comando das polícias até o fim daquele ano. O problema sobreviveu à intervenção, como sobreviveu às trocas de sigla.

O capítulo de Castro foi escrito neste ano. Ele renunciou ao governo em 23 de março, véspera do julgamento em que o Tribunal Superior Eleitoral, por cinco votos a dois, reformou a absolvição obtida no TRE fluminense e o declarou inelegível até 2030 por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A mesma decisão cassou o mandato do então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, e o tornou inelegível. O processo tratava de milhares de contratações sem transparência na Fundação Ceperj e na Uerj, com pagamentos feitos em boa parte por saque na boca do caixa. Talvez esteja aí uma das respostas que a campanha prefere não dar. Não faltou àquele governo capacidade de mobilizar a máquina pública em grande escala; faltou destiná-la ao que agora se promete. Com o governador fora, o vice sem o cargo e o chefe do Legislativo cassado, o estado chegou a ser governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça.

Agora, a cédula. Entre os que pediram o voto para governar o estado nesta eleição estiveram um ex-governador que, depois de deixar o cargo, comandou a Secretaria de Segurança e prometeu uma nova tropa de elite para ocupar de vez as áreas do tráfico, e um candidato que até há pouco integrava o secretariado do governo agora marcado pela inelegibilidade e que, em campanha, disse desaprovar a gestão da qual fez parte. Os dois puseram a segurança no centro de suas propostas. O primeiro abriu mão de defender o registro da própria candidatura depois da apuração; o segundo terminou o primeiro turno à frente, com quase metade dos votos válidos. O mesmo critério vale para o adversário que ficou em segundo lugar, que foi secretário de um dos governadores depois presos e se elegeu prefeito pela primeira vez com o apoio dele. Ninguém nesta disputa chega de fora da história que promete corrigir, e não há nada de errado nisso. O problema começa quando o passado é tratado como assunto encerrado. O Rio apenas exibe com mais nitidez um mecanismo que se repete, em escala menor, em quase todos os estados e na disputa nacional: quem governou enquanto o problema se formava se apresenta agora como quem vai resolvê-lo.

Discutir apenas se a proposta é dura o bastante, portanto, é discutir pouco. Interessa saber por que não foi feita antes e, se foi, por que não funcionou; se não podia ser feita, o que impedia; se faltavam instrumentos legais, quais; se faltou apoio político, quem o negou. Em campanha, perguntas assim soam como provocação. São apenas a forma elementar da prestação de contas que a Constituição, no parágrafo único do artigo 70, impõe a quem administra dinheiro, bens e valores públicos. Quem já passou por uma controladoria pública sabe que esse rito é pouco glamoroso, feito de documentos, prazos e explicações que ninguém aplaude, e sabe também como é fácil, para quem governa, tratá-lo como formalidade. O eleitor, curiosamente, costuma dispensá-lo justamente de quem lhe pede o voto.

O sequestro só se completa com a colaboração da vítima, e aí está a parte menos confortável desta reflexão. Antes de saber se uma afirmação é verdadeira, aprendemos a perguntar de que lado está quem a fez, e a mesma mudança de posição que no aliado parece amadurecimento vira, no adversário, prova de incoerência. O algoritmo, que redescobriu sozinho o que a política sabe há séculos, faz o resto e entrega a cada eleitor uma versão personalizada do país, em que todos os fatos lhe dão razão. Contra isso, a defesa mais barata é uma instituição antiga, sem assessoria de imprensa nem verba de impulsionamento, chamada memória. Ela pede pouco: saber quem diz, o que fez quando teve poder, quem esteve ao seu lado, o que mudou desde então e que evidência sustenta o que promete. É um exame singelo, que serve à esquerda e à direita, a quem promete ordem e a quem promete justiça social, desde que a régua seja a mesma para todos.

Ninguém deveria exigir políticos sem passado; basta exigir que respondam por ele. Governar é escolher, quem escolhe erra, e o erro, por si só, raramente degrada a política. Ela se degrada pela desonestidade de quem apaga o próprio rastro e pela complacência de quem aceita a borracha porque gosta do desenho que sobra. Todo sequestro termina quando o refém se lembra de quem é. No caso do eleitor brasileiro, de qualquer estado e diante de qualquer cargo em disputa, lembrar de quem é significa lembrar do que viu, de quem governava quando viu e do que lhe foi prometido antes. Promessa sobre o futuro qualquer um faz, e só o passado permite conferi-la. Por isso, antes de perguntar ao candidato onde ele estava, convém fazer a nós mesmos a pergunta que nenhuma campanha gostaria que fizéssemos: o que, exatamente, estamos dispostos a esquecer para continuar acreditando?

*Luciano Martins é advogado

 

Jornalista de O Globo registra o temor de Alexandre de Moraes sobre a eleição maciça de senadores de direita

A jornalista de O Globo, Bela Megale, conseguiu obter com pessoas do entorno do ministro Alexandre de Moraes qual a sua impressão sobre a nova composição do Senado Federal. Segundo ela, o ministro se mostrou “surpreso” com o resultado das urnas. Davi Alcolumbre teria dito a ele que senadores de centro seriam eleitos e que não haveria uma maioria contrária ao STF na Casa. Diante disso, Moraes avaliava que Alcolumbre, seu aliado e amigo, conseguiria se reeleger como presidente do Senado, o que seria importante barreira de contenção para pedidos de impeachment, já que o presidente do Senado precisa pautar o tema. Deu tudo errado.

Moral da história: O seu impeachment já está precificado, pois os senadores recém-eleitos não estão dispostos a trair o seu eleitorado. Por outro lado, Flávio Bolsonaro não deverá ousar entabular um acordão para salvar o carrasco do seu pai. Em suma, um homem com medo. Essa é a melhor descrição da situação atual de Alexandre de Moraes.

Jornal da Cidade Online

Disputa entre Flavio Dino e Luiz Fux no STF é por ação contra o governador do Maranhão

Ministro pediu vista e suspendeu julgamento de uma ação em que Carlos Brandão questiona investigação relatada pelo ministro maranhense. O ministro Luiz Fux pediu vista, e interrompeu, no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento de recurso apresentado pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), contra a investigação que tramita na Corte contra ele e que tem como relator o ministro Flávio Dino. A Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) questiona a competência do STF para conduzir apurações sobre a escolha de integrantes do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) e que miram o chefe do Poder Executivo Maranhense. A investigação foi aberta pela Polícia Federal em agosto de 2025, por determinação de Dino, após uma petição da advogada Clara Machado. 

Ela alegou a existência de um “procedimento secreto” para a escolha de novos integrantes do TCE-MA e apontou possíveis vínculos pessoais e empresariais entre indicados e o governador. Flávio Costa não chegou a assumir uma vaga no tribunal de contas. Em junho deste ano, Brandão o nomeou desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), depois de ele ter sido o mais votado em uma lista tríplice. Dino também determinou, em processos sob sua relatoria, o afastamento do presidente do TCE-MA, Daniel Brandão, sobrinho do governador, e de Flávio Costa, que havia sido indicado ao cargo de conselheiro.

Até o momento, quatro ministros haviam acompanhado o relator da ADPF, o ministro Dias Toffoli, para indeferir o pedido de Brandão. Ele foi seguido justamente pela ala ‘alexandrina’ do Supremo: os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Na ADPF, o governador maranhense argumenta que a Procuradoria-Geral da República se manifestou pelo declínio da competência do STF em favor do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em agosto deste ano, ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Marcelo Tavares e um dos antigos aliados de Dino assumiu a presidência do Tribunal de Contas do Estado após o magistrado maranhense afastar por 180 dias o então presidente da Corte, Daniel Itapary Brandão.

Daniel é sobrinho do governador do Maranhão, Carlos Brandão, e foi citado pela Polícia Federal (PF) como um dos envolvidos no assassinato de João Bosco Sobrinho Pereira de Oliveira, em 2022. Tavares, que assumiu o TCE-MA, foi nomeado conselheiro por Dino quando o ministro ainda era governador do estado. Ele também foi chefe da Casa Civil do Maranhão durante a gestão de Dino em duas ocasiões: entre 2014 e 2018, quando deixou o cargo para disputar a reeleição, e a partir de 2019, permanecendo no posto até tomar posse como conselheiro.

O Antagonista

Pesquisa Ipespe: Flávio tem 52,7% dos votos válidos contra 47,3% de Lula

Senador também é mais bem avaliado na propaganda eleitoral e nas entrevistas. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente de Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial, com 52,7% dos votos válidos, ante 47,3% do petista, segundo pesquisa Ipespe divulgada neste sábado, 10. A votação está marcada para 25 de outubro. Para 43% dos entrevistados, Flávio tem desempenho melhor na propaganda de TV e rádio. Lula é apontado por 34%. Outros 3% consideram os dois candidatos equivalentes, e 21% não souberam responder. Nas entrevistas na televisão, Flávio também aparece à frente, com 45%, contra 37% de Lula. Para 2%, os dois têm desempenho igual; 16% não souberam responder.

Aprovação de Lula

A pesquisa mostra que 50% desaprovam a maneira de governar de Lula, enquanto 43% aprovam. Outros 6% não souberam responder. A gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, também é desaprovada por 50% dos entrevistados. Outros 44% aprovam sua atuação no governo, entre 2019 e 2022, e 6% não souberam responder.

Metodologia

O Ipespe ouviu 1.500 eleitores entre 6 e 8 de outubro, por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95,45%. Financiada pelo próprio instituto, a pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-00933/2026.

O Antagonista

 

Ministro Fachin prepara encerramento do inquérito das Fake News

Presidente do STF cita 108 procedimentos investigatórios pendentes antes de concluir o encerramento. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sinalizou que pretende encerrar definitivamente o inquérito das Fake News, aberto pela própria Corte em 2018. A intenção foi comunicada em ofício enviado nesta sexta-feira (9) ao ministro Luiz Fux, que, na véspera, havia solicitado acesso a processos sigilosos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido de Fux inclui documentos, anexos e mídias relacionados aos inquéritos das Fake News, das  milícias digitais e da suposta trama golpista. Fachin informou, porém, que as demais investigações contra Bolsonaro já estão sem sigilo, com exceção do inquérito das Fake News.

Segundo o presidente do STF, foram identificados 108 procedimentos investigatórios vinculados à apuração. Antes de determinar o encerramento, a Corte pretende verificar pendências e eventuais pedidos de diligências feitos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal (PF). O acesso de Fux aos autos ficará condicionado à conclusão dessa análise. Fachin afirmou que pretende finalizar os procedimentos pendentes antes de formalizar o arquivamento.

“Pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito”, disse Fachin.

Diário do Poder

 

Jornalista Robson Bonin, da Revista Veja explica a Bomba entre o PT e Lula com Vorcaro

O relato é elucidativo e o escândalo cai como uma bomba na candidatura cambaleante de Lula. Robson Bonin, editor da Revista Veja, conta com detalhes todos os passos da trama.

 Confira:

“Material que a gente encontrou: o banqueiro diz que o sócio dele procurou Jaques Wagner, então líder do governo do presidente Lula no Senado, para que fosse marcada uma reunião com quem de direito, ou seja, com quem conduzia a influência petista dentro dos fundos. Essa figura era o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

A reunião acontece. Vorcaro conta, no material a que tivemos acesso, que o banco passa então a se organizar para captar recursos por meio da influência dos petistas. Muitas reuniões são marcadas no primeiro semestre de 2024 com os presidentes desses fundos, figuras indicadas pelo próprio Vaccari e por nomes importantes do PT, e nomeadas e referendadas pelo próprio presidente Lula.

Esse movimento tem um ponto estratégico perto do fim do primeiro semestre de 2024, quando o Banco Master obtém uma autorização do governo federal para operar e captar recursos nos fundos.

A história que contamos mostra que, a partir daí, Vorcaro usou diferentes operadores, inclusive figuras ligadas a ministros importantes do governo, como Alexandre Padilha, que na época despachava no Palácio do Planalto como chefe das Relações Institucionais. Vorcaro passou a operar com essa linha de frente do petismo que tinha influência nos fundos. A meta, segundo ele, era chegar a R$ 10 bilhões investidos por esses fundos no Banco Master. Em contrapartida, Vorcaro aceitou pagar aos petistas uma propina de 10% de tudo o que fosse captado.

O ponto mais grave que encontramos é o acerto feito por Vaccari na reunião com Augusto Lima, em que se trataram os acordos para que o esquema começasse a funcionar. Segundo Vorcaro, Vaccari exigiu o pagamento de R$ 30 milhões em espécie para o filme que estava sendo produzido na época nos Estados Unidos por Oliver Stone, um documentário sobre o presidente Lula. Ainda segundo Vorcaro, esses recursos foram repassados de diferentes formas: entregadores levaram o dinheiro, e operadores do PT também foram buscá-lo.

Além dos R$ 30 milhões destinados ao filme, Vorcaro relata que também teve de fazer pagamentos ao Instituto Lula. Esses repasses teriam sido articulados com Paulo Okamotto, amigo conhecido do presidente Lula e gestor do instituto há muito tempo.”

Jornal da Cidade Online