Ida de Alexandre de Moraes ao RJ foi colocar o STF no centro da política, diz o jornalista William Waack, da CNN

Na CNN Brasil, o apresentador William Waack afirmou que “a visita de Moraes ao Rio de Janeiro serviu para colocar o Supremo sob os holofotes da política, justamente o tipo de exposição que seus integrantes afirmam não desejar”.

Diz o jornalista:

“Embora pudesse ter tomado as providências necessárias por meio de ofícios, [Moraes] decidiu ir pessoalmente ao local para averiguar a situação. Essa visita serviu, sobretudo, para colocar o Supremo — propositalmente ou não — sob os holofotes da política, justamente o tipo de exposição que seus integrantes afirmam não desejar. Não foi a única atitude recente de ministros da Corte que levou o tribunal às manchetes em razão da forma como vem enfrentando o crime em geral. […]

É equivocada a percepção popular de que a manutenção das garantias constitucionais — função essencial do Supremo — equivaleria a proteger criminosos, sejam eles traficantes fortemente armados ou corruptos confessos. No entanto, é também um fato incontornável da vida política brasileira a crescente sensação, por parte da população, de que um dos maiores problemas do país é a impunidade.

É possível que alguns ministros do Supremo, no afã de fiscalizar governadores e reafirmar a narrativa de que a Lava Jato teria sido um equívoco, não percebam como acabam sendo vistos: como parte do problema.”

Jornal da Cidade Online

 

Nova operação contra o Comando Vermelho a polícia cancelou um CPF e prendeu 35 criminosos

Parece que o objetivo é não dar mais tréguas para as facções criminosas. Nesse sentido, a Polícia Civil deflagrou operação simultânea na Bahia e no Ceará nesta terça-feira (4) para desarticular estrutura financeira e armada do Comando Vermelho que atua nos dois estados. A ação resultou na detenção de 35 suspeitos e na morte de um indivíduo durante confronto. Nenhum policial foi ferido ou morto durante os procedimentos.

Batizada de “Freedom”, a operação abrangeu diversos bairros de Salvador, como Liberdade, Uruguai, Pernambués, Narandiba e Areia Branca, além dos municípios baianos de Aratuípe e Ilhéus, e da cidade de Eusébio, no Ceará. As equipes trabalham para cumprir mais de 90 ordens judiciais expedidas contra membros da organização criminosa. “A Freedom tem como foco enfraquecer a estrutura criminosa, apreender armas e bens, prender lideranças e interromper o fluxo de recursos ilícitos usados para sustentar o domínio territorial e a prática de homicídios”, declarou a Secretaria de Segurança Pública da Bahia. Os investigados são suspeitos de envolvimento em homicídios e expansão do tráfico de drogas em Salvador e outras localidades baianas. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indica que os resultados da operação podem contribuir para esclarecer aproximadamente 30 assassinatos ocorridos na capital baiana.

A Justiça determinou o bloqueio de 51 contas bancárias vinculadas ao grupo investigado. As autoridades ainda não divulgaram o valor total dos recursos congelados nem detalharam os itens apreendidos durante as diligências.

Mais de 400 agentes das polícias Civil e Militar participam da mobilização. O Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) da Bahia atua em coordenação com sua contraparte cearense, com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-BA).

A força-tarefa integra diversas unidades especializadas, incluindo o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) e o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic). A Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter) e a Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) também executam ações na operação.

A Polícia Militar disponibilizou efetivos de elite como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). Unidades táticas como Batalhão Gêmeos, Apolo, Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) e Esquadrão Águia complementam o aparato de segurança. A Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe/Polo) e as Rondesp Central, Atlântico e BTS também participam das ações.

Jornal da Cidade Online

 

CPI que investigará o crime organizado é instalada no Senado. Será presidida pelo PT e relatoria do MDB

O Senado Federal instalou nesta terça-feira (4) a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) cujo objetivo é investigar o crime organizado no país. O colegiado formado por parlamentares deve ainda escolher o comando da comissão. A presidência será formada por integrantes da oposição e governistas. Antes do início da reunião desta terça, parlamentares se reuniram para firmar um acordo sobre a CPI, mas ainda não chegaram a um entendimento.

A comissão será formada por 11 integrantes titulares e sete suplentes. A relatoria deve ficar com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o mesmo que solicitou a criação do colegiado. A presidência depois de muitas discussões ficou com o senador Fabiano Contarato, depois que a oposição fechou questão contra o petista Jacques Wagner.

A abertura dos trabalhos foi formalizada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), pelo fato de ser o senador mais velho. A CPI foi criada em junho deste ano, mas travou na espera da indicação de seus integrantes.  Após forte repercussão da megaoperação realizada no Rio de Janeiro, que culminou na morte de mais de 121 criminosos, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) anunciou a instalação da CPI.

O objetivo é investigar a atuação de facções criminosas e milicias pelo Brasil. A CPI mira como funcionam os grupos de criminosos e como devem ser instaladas medidas de combate. O prazo de funcionamento será de 120 dias com limite de despesas de funcionamento estimadas em R$ 30 mil.

Veja quem são os integrantes da CPI:

Titulares

  • Alessandro Vieira (MDB-SE)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Marcos do Val (Podemos-ES)
  • Otto Alencar (PSD-BA)
  • Angelo Coronel (PSD-BA)
  • Jorge Kajuru (PSB-GO)
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Fabiano Contarato (PT-ES)
  • Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

Suplentes:

  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
  • Sergio Moro (União-PR)
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP)
  • Eduardo Girão (Novo-CE)
  • Jaques Wagner (PT-BA)
  • Esperidião Amin (PP-SC)

Diário do Poder

Beneficiários do Bolsa Família gastaram R$3,7 bilhões nas apostas online chamadas bets

Apenas no primeiro mês do ano, o volume do dinheiro gasto representou 27% do total pago pelo programa. Levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), revelou que beneficiários do Bolsa Família gastaram cerca de R$ 3,7 bilhões com apostas online, as chamadas bets, apenas no mês de janeiro. A gastança com as bets representou 27% do total pago pelo programa no mês. O levantamento do TCU analisou os dados de transferências feitas por beneficiários do Bolsa Família em todo o Brasil, focando no quanto de dinheiro foi gasto e nos riscos para a segurança financeira dessas famílias.

Foram analisados dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), do Ministério da Fazenda (MF) e do Banco Central (Bacen). No entanto, o estudo se baseou em dados de apenas um mês, o que significa que ele não consegue mostrar tendências ou padrões ao longo do tempo.

O Tribunal também analisou um processo, apresentado pelo Ministério Público junto ao TCU, sobre o uso de recursos do Bolsa Família em apostas. Como resultado, o TCU determinou que o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e o Banco Central elaborem, em até 90 dias, um plano de ação para:

  • identificar e reduzir casos de inclusões indevidas no Bolsa Família, usando como indício movimentações bancárias muito acima da renda declarada;
  • investigar e corrigir o uso indevido de CPFs de beneficiários por terceiros em atividades ilícitas, especialmente apostas.

Diário do Poder

 

O cerco contra o governador Cláudio Castro e o povo do Rio de Janeiro e a iminente “sabotagem”

Está armado o cerco para neutralizar as operações de combate ao crime organizado no RJ. Por um lado, o TSE desarquivou a ação que pede a cassação do mandato do governador, o deixando acuado.  Lewandowski montou o gabinete de ação conjunta entre governo federal e governo estadual, no qual o governo Lula sabotará as ações das polícias estaduais.

Acuado pelo STF, o governador ficou impossibilitado de recusar a intervenção do governo federal. A única coisa que se pode fazer agora é ir listando as sabotagens, para jogar no ventilador ou reportar aos EUA.

Ricardo SantiJornal da Cidade Online

 

Chega de hipocrisia: O Rio de Janeiro continua em guerra

Em 11 de maio de 2018, escrevi um artigo intitulado “Chega de Hipocrisia, o Rio de Janeiro Está em Guerra”. Naquele texto, alertei — o que todos já sabiam e ainda sabem — sobre a violência que assolava e continua assolando os morros cariocas, fazendo dezenas de vítimas inocentes.

Ressaltei que a grande maioria dos moradores daquelas comunidades (favelas) vive refém do crime organizado, que impõe, pelo uso da força e do medo, a lei do silêncio; determina como os moradores podem entrar e sair das comunidades; obriga motoristas a abaixarem os vidros, motociclistas a retirarem os capacetes (sob pena de serem alvejados); e ergue barricadas para dificultar a entrada do Estado policial.

Apresentei, à época, dados estarrecedores da violência: até o dia 10 de maio de 2018, somente na favela da Rocinha haviam sido contabilizados 93 tiroteios naquele ano (um a cada 36 horas). A comunidade da Praça Seca registrava 117 e a Cidade de Deus, 121. Somente nessas três comunidades, ocorria um tiroteio a cada 10 horas, em média.

Hoje, a realidade não é diferente — pior: agrava-se a cada ano que passa.

Em 21 de julho deste ano, relatório do Instituto Fogo Cruzado revelou uma alta histórica nos confrontos armados na região metropolitana do Rio de Janeiro: foram 154 registros apenas no primeiro semestre de 2025, um aumento de 48% em relação ao mesmo período de 2024.

O Brasil contabilizou 39 mil assassinatos em 2024, segundo dados do Ministério da Justiça. Ressalte-se que o número inclui apenas homicídios dolosos — não considerando as mortes decorrentes de ações policiais. Isso representa uma taxa de 18,2 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na terça-feira, 28 de outubro de 2025, uma megaoperação policial foi realizada no Complexo do Alemão e na Penha, conforme amplamente divulgado pela imprensa. O saldo foi trágico: 121 mortos, entre eles dois policiais civis e dois militares.

Durante a operação, o que se viu foram cenas de guerra: narcotraficantes fortemente armados com fuzis de longo alcance, barricadas bloqueando acessos e até drones lançando granadas e explosivos contra policiais e moradores.

Foram apreendidos, entre outros armamentos, 91 fuzis de uso restrito das Forças Militares.

Segundo lista divulgada pelo governo do Rio de Janeiro, entre os mortos havia pelo menos nove chefes do tráfico e 78 indivíduos com antecedentes criminais.

É evidente que não se comemora a morte de criminosos, mas algo precisa ser feito. Se o Estado for omisso, os moradores dessas comunidades continuarão reféns dos narcotraficantes e das “leis” por eles impostas.

As facções criminosas e a escalada da violência cresceram justamente pela inércia das autoridades em reprimi-las.

O enfrentamento eficaz — com incursões, operações constantes e presença permanente do Estado policial nas comunidades — deve prevalecer, mesmo diante dos inevitáveis efeitos colaterais desta guerra contra o tráfico.

Caso contrário, veremos apenas o aumento da criminalidade e a expansão territorial das facções.

Tomemos como exemplo El Salvador, país da América Central que, até poucos anos atrás, era dominado por gangues e considerado um dos mais violentos do mundo, com taxa superior a 100 homicídios por 100 mil habitantes.

Com a posse do presidente Nayib Bukele, o país adotou uma política firme de combate à criminalidade, substituindo discursos vazios por ações concretas. O resultado foi uma redução drástica da taxa de homicídios — de 100 para menos de 2,3 por 100 mil habitantes — transformando El Salvador em um dos países mais seguros do planeta.

A população, antes refém da violência, reelegeu Bukele com mais de 80% dos votos.

Não cabe mais, diante do avanço do narcotráfico, sustentar discursos falaciosos sobre “dignidade humana” que defendem bandidos e não os cidadãos de bem — as verdadeiras vítimas desse sistema.

É inconcebível ouvir do chefe da nação que “traficantes são vítimas dos usuários”.

É desproporcional exigir que policiais, ao entrarem em comunidades e serem recebidos a tiros de fuzil e granadas lançadas por drones, reajam com “moderação”.

Não se combate o crime organizado com discursos e flores.

Cobrar “proporcionalidade” de uma força policial atacada com armamento de guerra é o mesmo que esperar que morram tantos policiais quanto criminosos.

O bandido que atira contra um policial, representante do Estado, não hesitará em atirar contra um cidadão comum.

A exemplo do governo do Rio de Janeiro, o enfrentamento à criminalidade precisa deixar a retórica e se transformar em ações efetivas e permanentes.

Tenho dito!!!

Bady Elias Curi. Advogado fundador do Esc. Bady Curi Advocacia Empresarial, Prof. Mestre de Direito, ex-juiz do TRE/MG, escritor.

 

Familiares e amigos de dependentes químicos protestam contra Lula por vitimizar traficantes

Petista afirmou que os traficantes seriam “vítimas do usuário.” Grupo de familiares e amigos de pessoas que lutam contra a dependência química enviou nota à redação em que manifesta “profundo pesar e indignação” diante de declaração de Lula (PT) vitimizando traficantes de drogas. Durante sua recente visita a Indonésia, o presidente brasileiro afirmou que traficantes seriam “vítimas dos viciados.”

“De acordo com estimativas de especialistas em saúde pública, entre 10 e 15 milhões de brasileiros enfrentam hoje algum tipo de dependência de drogas ou substâncias químicas — incluindo o álcool. Por trás desses números estão histórias de dor, coragem e persistência, lembra a nota assinada por pessoas cuja identidade o Diário do Poder por preservar.

“São milhões de pessoas que travam, dia após dia, uma batalha silenciosa para se manterem sóbrias, saudáveis e reintegradas à sociedade. Essa luta exige apoio, compreensão e políticas públicas eficazes — não estigmatização nem distorções morais”, diz a nota de familiares e amigos dos que lutam contra dependência química.

Essas pessoas afirmam que “a dependência é uma doença, não um crime” e que o usuário “precisa de tratamento, acolhimento e oportunidade, não de julgamento.” Para eles, e equiparar traficantes — agentes do crime organizado que exploram o sofrimento humano — às vítimas da dependência é um erro moral e político grave.

“Essa comparação desrespeita famílias devastadas pela perda de filhos, irmãos e pais; desconsidera comunidades que vivem sob o domínio da violência; e ofende profissionais e voluntários que trabalham incansavelmente pela recuperação de dependentes”, afirmam.

Negando a noção de justiça

Em nome dessas famílias, a nota reafirma compromisso com a compaixão, a dignidade e a responsabilidade. “Compadecer-se dos dependentes é um dever humano. Mas relativizar a culpa dos que lucram com o vício e o tráfico é negar a própria noção de justiça.”

“Pedimos empatia com todos que enfrentam o difícil caminho da sobriedade — com quem recai e recomeça, com quem se interna, com quem luta para reconstruir vínculos e sonhos”, diz a nota. “Pedimos políticas públicas que unam saúde, educação e segurança, em vez de discursos que confundem vítimas e algozes.”

A manifestação dos familiares e amigos de dependentes químicos finaliza pedindo respeito:

– “Em memória dos que perdemos e em respeito aos que resistem, reafirmamos: o Brasil precisa acolher quem sofre, tratar quem precisa e responsabilizar quem destrói. Só assim poderemos construir um país mais humano, mais justo e verdadeiramente solidário.”

Diário do Poder

Relator da CPMI da Roubalheira no INSS quer ‘megaoperação’ contra ladrão em todo o Brasil

Alfredo Gaspar lamentou que a polícia não tenha poder de chumbo contra “corruptos no poder.”

Relator da CPMI que investiga o roubo a nove milhões de aposentados do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL) lamentou que a polícia não tenha o poder de chumbo contra “corruptos no poder”, assim como teve a polícia do Rio de Janeiro na megaoperação contra a facção criminosa. “Tenho pena da polícia, em não ter a mesma autorização pra fazer isso nos corruptos com poder”, disse o deputado ao criticar o silêncio do depoente. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Depoente de ontem, Abraão Lincoln, presidente da CBPA, entidade que levou mais de R$400 milhões dos aposentados, pôde ficar em silêncio. Gaspar também criticou o habeas corpus (mais um) dado pelo Supremo a um dos investigados pela comissão de deputados e senadores. “Chega aqui habeas corpus do Supremo Tribunal Federal”, desabafou Gaspar, “esse Brasil não pode continuar dividido dessa forma”.

Diário do Poder

Luciano Huck: Mais um “covarde” na comunicação! Usurpador de sentimentos de mães

Quando vejo o Luciano Huck se manifestar contrário a Operação Contenção das forças militares do Rio de Janeiro, e ao mesmo tempo tagarelar que o Estado precisa ocupar o seu lugar, me vem à mente a vulgaridade dele. Mal se lembra ele, que em 2011, quando visitou a Rocinha e o Vidigal para fazer um dos seus programas (no caso o Lata Velha), quem foi que lhe deu escolta? O BOPE, meu caros! Hipocrisia, desprezo ou ambos, Huck?

E ainda encontra espaço para vomitar soluções contra o crime. Fala em sufocar financeiramente as facções, esquecendo-se (?) que recentemente, isso aconteceu em plena Faria Lima, num trabalho técnico investigativo da polícia, que descobriu o envolvimento dos terroristas na lavagem de dinheiro. Mas não vi o Luciano dar uma palavra a respeito.

O pior é quando pousa na dor das mães, sem pudores, como uma mosca varejeira num naco de bolo.

Eu não vejo o Luciano se pronunciar em favor das mães e das crianças que estão nestes “cantos da cidade”, quando um ministro do STF (o Estado) proíbe que a polícia (o Estado) faça incursões nesses lugares, fomentado com isso que o estado do Rio, especialmente sua capital, vire um QG do crime. E virou!

Não vejo o Luciano criticar o presidente da república (o Estado), que ele apoia, o Lula, defender governantes de países autoritários e envolvidos com o narcotráfico, não considerar as facções criminosas como terroristas e dizer que traficante é vítima do usuário.

Não vejo o Luciano dizer por que os bandidos foram mortos, como se os policiais tivessem sido recebidos com flores por eles. Não associa, em hipótese nenhuma, uma reação a uma ação. Lembrando que o número de presos foi próximo ao número de mortos (113 a 117). Porque não se entregaram, preferindo o confronto, hein, Luciano?

Não vejo o Luciano falar das mães dos policiais e das mães dos seus filhos deles, que todo santo dia, não sabe se o filho ou o marido voltará para casa após sair para o trabalho. Isso sem falar das mães que efetivamente os perderam para sempre.

Não vejo o Luciano se manifestar quando a nossa justiça (o Estado), diariamente, liberta da cadeia esses mesmos bandidos que enfrentam a polícia e os matam, sem contar os assassinatos, e tantos outros crimes, cometidos dentro das comunidades e fora delas.

O Luciano não é bobo, e sabe da máxima no Brasil que diz; a polícia prende, a justiça solta, por isso é popular dizer que a polícia é a banana e a justiça é o mamão. Não vê isso também, Luciano?

Vive fazendo discursinho barato!

Quanto ao sofrimento das mães, que covardemente o Luciano traz para a tela na intenção de promover a comoção coletiva e manter as narrativas, sugiro que leia o meu artigo que critico uma colega de emissora, a Flávia Oliveira, que usou do mesmo expediente e covardia ao abusar da figura materna no episódio.

E neste mesmo artigo, publiquei o link de uma matéria de outra colega dele, a Anna Bustamante, que expõe o verdadeiro sentimento de mães que perderam seus filhos.

A cegueira é proposital!

Alexandre Siqueira

Jornalista independente – Colunista Jornal da Cidade Online – Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo.

 

Deputado Gaspar, relator da CPMI do INSS critica o STF por liberar habeas corpus para ‘corruptos com poder’

Relator da CPMI que investiga gatunagem contra aposentados afirma que o país vive uma ‘justiça seletiva’.

O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga roubalheira no INSS, voltou a criticar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), de conceder habeas corpus para depoentes do colegiado. A crítica ocorreu na oitiva desta segunda-feira (03), onde o presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, é ouvido. Com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, Abraão obteve o direito de ficar em silêncio e se esquivou de todas as perguntas do parlamentar.

Deputado Gaspar aproveitou o momento para elogiar a polícia do Rio de Janeiro, pela megaoperação que ocorreu contra o tráfico e facções criminosas no Estado, na semana passada:

“Eu teria muitas perguntas ainda a fazer. Mas aqui, nesse Brasil dividido em dois, em que a polícia, e eu acho certo e quero bater palmas pra polícia do Rio de Janeiro, que bandido que não respeita a polícia, é chumbo mesmo, mas eu tenho uma pena da polícia não ter a mesma autorização pra fazer isso nos corruptos com poder. Chega aqui habeas corpus do Supremo Tribunal Federal. Esse Brasil não pode continuar dividido dessa forma. O povo quer justiça igualitária. Ou seja, pra corrupto, forca”.

A CBPA está entre as associações investigadas pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano para apurar roubalheira contra aposentados e pensionista. Tanto a confederação, como Abraão Lincoln Ferreira da Cruz tiveram bens bloqueados, a partir da requisição da Advocacia-Geral da União.

Diário do Poder