Acareações sobre “o golpe” incomodaram o STF e expôs perturbações para a corte

As acareações realizadas no Supremo Tribunal Federal, no último dia 24 de junho, sob comando do presidente do inquérito, deixaram claro que o processo sobre a suposta tentativa de golpe de Estado em 2022 está mais ancorado em delações frágeis e jogos políticos do que em provas sólidas. O episódio mais simbólico foi a acareação entre Mauro Cid e o general Walter Braga Netto. Cid, delator e peça central da acusação, afirmou que recebeu dinheiro vivo do ex-ministro da casa civil entregue, segundo ele, numa caixa de vinho. Confrontado, Braga Netto o chamou de mentiroso. Cid, em vez de sustentar sua acusação, baixou a cabeça e ficou em silêncio.

O silêncio, no entanto, não veio antes de um momento que pode ilustrar o nível de inconsistência da delação. O diálogo entre o advogado de defesa e Mauro Cid escancarou o absurdo:

Cid: “Braga Netto me entregou uma caixa de vinhos cheia de dinheiro.”

Advogado: “O senhor abriu a caixa?”

Cid: “Não, mas eu sabia que era dinheiro.”

Advogado: “Não abriu, mas sabia que era dinheiro e até o valor?”

Cid: “Sim, pelo peso sabia mais ou menos quanto tinha em espécie.”

A sequência é constrangedora. Uma acusação grave baseada no peso da caixa. Nenhuma prova, nenhum documento, nenhuma testemunha. Apenas a “sensação” de quem tenta sustentar uma delação improvável.

Esse tipo de relato desmoraliza não só a delação de Mauro Cid, mas toda a estrutura do processo que se apoia nela. Um delator que recua frente ao acusado e apresenta justificativas frágeis compromete qualquer denúncia que dependa de sua palavra. Na segunda acareação, entre Anderson Torres e o general Freire Gomes, a fragilidade da acusação se repetiu sobre a chamada “minuta do golpe”, um texto genérico e sem assinatura que circulava livremente na internet. A defesa de Torres apresentou um laudo técnico demonstrando que o documento encontrado em sua casa era idêntico a versões públicas disponíveis no Google. Torres foi criminalizado por imprimir um PDF.

Mesmo assim, Freire Gomes afirmou que viu uma minuta parecida durante uma reunião com Bolsonaro sem indicar data, local, testemunhas ou apresentar qualquer evidência. Mais uma vez, acusações sustentadas por lembranças vagas e versões contraditórias. Mas talvez o aspecto mais grave dessas acareações tenha sido a forma como o ministro da alta corte conduziu as sessões. Sem transparência, sem gravações, sem imprensa e testemunhas em confronto direto, tudo correu sob sigilo. A sociedade foi afastada do direito de acompanhar um processo com implicações políticas sérias.

A defesa de Braga Netto criticou, durante os interrogatórios, o comportamento do ministro como juiz da Suprema Corte, diante de uma investigação que pode afetar a democracia, a estabilidade institucional e o equilíbrio entre os Poderes. O ex-senador e jurista Demóstenes Torres foi direto: tanto as acareações quanto a delação de Cid são, em suas palavras, “juridicamente irrelevantes”. Ele destacou que o Direito Penal não pode se basear em impressões, em PDFs soltos na internet, ou em memórias moldadas à conveniência do delator.

A prisão mantida de Braga Netto, a acusação contra Torres por posse de um documento genérico, e a tentativa de sustentar toda a denúncia nas palavras frágeis de um delator em silêncio, tudo isso desenha um processo em que a Justiça está sendo usada como ferramenta de combate político. O golpe talvez não tenha partido dos quartéis ou do Planalto — mas esteja em curso dentro dos tribunais. Um golpe contra a presunção de inocência, contra o devido processo legal e contra os próprios limites constitucionais do Judiciário. O órgão máximo do judiciário, em vez de guardião da Constituição, parece assumir o papel de parte interessada.

As acareações do dia 24 não esclareceram nada. Ao contrário: expuseram a fraqueza das acusações, o desequilíbrio na condução do processo e a artificialidade das versões que tentam dar corpo a uma denúncia sem lastro. Se o objetivo era comprovar a tentativa de um golpe, o efeito foi o oposto e revelou um processo baseado em versões inconsistentes, delações desmoralizadas e silêncios comprometedores.

Carlos ArouckPolicial Federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

 

Ex-primeira-dama de Arari no Maranhão, rompeu o relacionamento. O prefeito deixou de detonar a espoleta

A ex-primeira-dama de Arari, no Maranhão, Ingrid Andrade, surpreendeu os seguidores ao publicar um vídeo no qual anuncia o fim do relacionamento com o ex-prefeito Rui Fernandes Ribeiro Filho.

A afirmação foi confirmada pelo ex-prefeito, que aparece no vídeo concordando com a justificativa apresentada pela esposa. Ingrid afirma que o relacionamento com Rui Filho, de 66 anos, não havia mais “aquela química” e que estavam vivendo como se fossem amigos.

Porém, a declaração da ex-primeira-dama de Arari, que inicialmente parecia tratar de um assunto pessoal, revelou-se uma ação de marketing para promover um suplemento natural. O produto é apresentado como um tratamento voltado à melhora da libido e da disposição física e mental masculina, mas que pelo visto, não deu conta da eficácia à ex-primeira-dama.

Jornal da Cidade Online

Pesquisa Datafolha: 58% dos brasileiros têm vergonha dos ministros do STF e dos deputados e senadores

Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (27), aponta que a maioria da população brasileira demonstra insatisfação com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o levantamento, 58% dos entrevistados afirmam sentir vergonha dos integrantes da Corte, enquanto apenas 30% dizem ter orgulho. O estudo foi realizado entre os dias 10 e 11 de junho, com 2.004 entrevistados em 136 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os participantes foram questionados se tinham “mais orgulho do que vergonha ou mais vergonha do que orgulho” em relação a diversas instituições e figuras públicas.

O sentimento de vergonha diante do STF é particularmente acentuado entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): 82% afirmaram se envergonhar da Corte, enquanto apenas 12% demonstraram orgulho. Entre os simpatizantes do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o cenário se inverte parcialmente — 52% sentem orgulho, e 36% dizem ter vergonha dos ministros. O recorte religioso também revela diferenças marcantes na percepção do STF. Entre os evangélicos, 66% disseram ter vergonha e 22%, orgulho. Já entre os católicos, os percentuais foram de 56% e 33%, respectivamente.

A pesquisa também abordou a imagem de outras autoridades e instituições. O presidente Lula foi alvo de críticas semelhantes, com 56% dos entrevistados relatando vergonha ao serem questionados sobre ele. O Congresso Nacional também foi mal avaliado: 58% expressaram vergonha dos deputados federais e 59% dos senadores.

Jornal da Cidade Online

 

Decisão do STF que ‘regula’ redes sociais pune até memes com logotipos

A tese de repercussão geral do Supremo Tribunal Federal na decisão que “regula” redes sociais no Brasil incluiu como “ato antidemocrático” o “parágrafo único”, que são dois, do artigo 296 do Código Penal, sobre “falsificação de sinais públicos”. A abrangência chama atenção, já que também penaliza quem “faz uso indevido de marcas, logotipos, siglas ou quaisquer outros símbolos”. A lei não define “uso indevido”, tampouco a decisão do STF. A suspeita é que se pretende censurar até memes.

Eles tinham pressa

Além de erros de digitação como “crimesograves”, a tese do STF cita “parágrafo único” do art. 296 do Código Penal, que tem dois parágrafos.

Para ficar claro

O STF vai responsabilizar a rede que não remover de imediato conteúdo tido como “crime grave”, como o uso indevido de logomarca do governo.

Adeus, piadas

Memes, imagens ou posts com siglas como “STF” poderiam entrar na lista de remoção automática, caso a rede queira evitar punições graves.

Apenas censura

Uso de imagens do Brasão da República ou até mesmo sátiras com nomes de campanhas (“o Brasil voltou”) podem virar “antidemocrático”.

Coluna do Claudio Humberto

Visita de Lula ao Maranhão é o retrato do descrédito popular. Público mínimo vira meme

Baixa adesão à chegada do presidente em Imperatriz vira motivo de piada nas redes sociais. Lula foi recebido por poucas pessoas em Imperatriz e viraliza nas redes sociais. (Foto Mirante). Nesta sexta-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou no aeroporto de Imperatriz, no Maranhão, para cumprir agenda oficial. Porém, a recepção chamou atenção, quase não havia público presente, e a cena rapidamente se tornou alvo de piadas e memes nas redes sociais. Vídeos publicados no Instagram mostram o desembarque com apenas algumas pessoas visíveis, o que contrastou com as tradicionais cenas de multidão em eventos presidenciais. Um dos perfis apontou que poucas testemunhas marcaram presença, reforçando a percepção de que a visita passou quase despercebida nas ruas da cidade.

Usuário das redes não deixaram a oportunidade passar, começou a circular um conteúdo humorístico comentando a pouca gente no local, com montagens e comentários irônicos. Um morador local chegou a compartilhar um vídeo com tom de deboche, dizendo que a chegada do presidente tinha sido praticamente ignorada pela população. Afinal de contas, Lula está colhendo, e continua semeando, com retorno da corrupção à sua administração, com cenas idênticas ao passado.

Diário do Poder

 

‘Votar no projeto de bingos e cassinos é aceitar dinheiro manchado pelo sangue de muitas de famílias,’ diz senador

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou o projeto de lei que autoriza o funcionamento de bingos e cassinos no país e regulariza jogos de azar, como o jogo do bicho no país. Ele afirmou que a aprovação do PL 2.234/2022 agravaria os impactos sociais já observados com as apostas esportivas on-line, as bets, legalizadas em 2023.

“Isso não tem o menor cabimento, porque seria uma falta de humanidade. Se a gente está vendo o estrago que está acontecendo com as bets, com a aposta, você imagina com bingo e com cassino, porque, no projeto, são cerca de quase mil bingos e sessenta e tantos cassinos no Brasil. 

Então, além de pegar uma faixa etária, que, hoje, com as bets, vai até 50 — e já está fazendo o que está fazendo de ruim para o Brasil —, você vai pegar, depois, outra faixa etária que é a de 50 [anos] até a velhice. E, na velhice, a gente já está vendo o sofrimento dos idosos, com relação à questão da CPMI do INSS [cujo requerimento de criação foi lido na sessão do Plenário do Congresso de terça-feira (17]. A gente está vendo o estrago, que já se estima superior a mensalão, a petrolão, do roubo desse escândalo,” disse. 

Girão apontou prejuízos sociais e econômicos causados pelas apostas on-line, como endividamento, desemprego e aumento de casos de suicídio. Ele citou dados da Confederação Nacional do Comércio, segundo os quais cerca de R$ 103 bilhões foram transferidos do varejo para as plataformas de apostas em 2024. O senador também afirmou que a legalização não gera empregos nem impulsiona o turismo, contestando argumentos usados por defensores da medida.

O parlamentar também associou os jogos de azar a lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, armas e exploração sexual, citando posicionamentos contrários de órgãos como a Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e entidades religiosas. Ele lembrou denúncias da CPI dos Bingos, em 2004, e criticou o que chamou de “blindagem a poderosos” nas investigações sobre as bets. Para Girão, a legalização amplia a vulnerabilidade social, principalmente entre idosos e pessoas de baixa renda.

“O Brasil já está com problema demais. Não podemos, absolutamente, trazer outro, que não gera emprego, pois já está desmontada essa farsa. O governo Lula, que diz proteger os menos favorecidos e os mais pobres, pode reparar esse erro das bets, não deixando absolutamente tramitar mais nada de jogo de azar”, afirmou. 

Girão ainda apelou aos colegas senadores para que rejeitem o projeto. “Votar a favor desse projeto é aceitar como legal um dinheiro manchado pelo sangue de milhares de famílias desestruturadas”, declarou

Jornal da Cidade Online

Voos acentuados por ministros afetam orçamento da FAB. A maioria da frota está parada sem manutenção

A grave crise financeira e a incompetência do atual governo, já começa a afetar até a locomoção de autoridades, que estão tendo dificuldade para embarcar em viagens oficiais pelos aeroportos brasileiros. A escassez de recursos compromete o abastecimento e a manutenção dos jatos da Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pelo transporte de autoridades.

Segundo apurou da Folha de São Paulo, a frota de dez aeronaves operada pelo Grupo de Transporte Especial (GTE) da FAB tem apenas três aviões em operação constante. Os outros sete permanecem a maior parte do tempo no solo, por falta de combustível, peças de reposição e manutenção obrigatória. A situação tem provocado atrasos e cancelamentos nas agendas de ministros.

A escassez de voos tem gerado incômodo entre integrantes do governo. Alguns ministros já manifestaram frustração nos bastidores por não conseguirem confirmar seus deslocamentos, mesmo para compromissos oficiais, e também ignorando a existência de uma vasta malha aérea a partir de Brasília com voos comerciais. No caso da FAB é que são muitos os voos solicitados por ministros e de uma forma bem acentuada, possibilitando inúmeros deslocamentos num mesmo dia, gerando custos elevados e que extrapolam o orçamento, nos abastecimentos. A verdade é que muitos ministros não querem se deslocar em aeronaves comerciais e acabam onerando a FAB. 

Jornal da Cidade Online

Comissão de Direitos Humanos do Congresso dos EUA pede sanções urgentes contra Alexandre de Moraes

O congressista Christopher H. Smith, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Congresso dos Estados Unidos, enviou uma dura carta ao Secretário de Estado Marco Rubio pedindo a imposição urgente de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Smith, que é o congressista mais antigo dos EUA em exercício e colega de partido de Rubio, ocupa uma posição de destaque na Comissão de Direitos Humanos e tem peso político significativo nas decisões sobre política externa americana. A expectativa é que sua intervenção acelere o processo de sanções através da Lei Magnitsky Global que, segundo disse o próprio secretário Rubio no mês passado, estavam em análise e eram “muito prováveis”.

A carta foi motivada pelo depoimento do jornalista brasileiro Paulo Figueiredo na Comissão Tom Lantos, de Direitos Humanos, da qual Smith é co-presidente. No depoimento, Figueiredo chamou Moraes de “ditador fantasiado de juiz” e relatou diversos casos de repressão transnacional – quando Moraes perseguiu opositores políticos além das fronteiras brasileiras, atingindo não só brasileiros em território americano, como também residentes permanentes e cidadãos americanos.

Na carta, Smith cita que havia enviado uma correspondência formal ao próprio Moraes em junho de 2024, solicitando informações sobre violações de direitos humanos por autoridades brasileiras, mas “a carta não recebeu resposta”. O depoimento completo de Figueiredo, com 18 páginas, foi enviado na íntegra para o secretário Rubio junto com a carta datada de 25 de julho de 2025.

Na correspondência de tom contundente, Smith afirma que “os fatos agora diante de nós estão além de disputa” e faz um apelo direto a Rubio: “Exorto a administração a agir rapidamente para impor essas sanções e, em prol da responsabilização futura potencial, identificar outras autoridades brasileiras envolvidas na repressão transnacional contra brasileiros nos Estados Unidos.”

O congressista lista uma série de ações do governo brasileiro que considera graves violações: uso de mecanismos da Interpol para perseguir dissidentes no exterior, tentativas de contornar canais formais para pressionar diretamente as autoridades americanas, coação de empresas americanas para restringir a liberdade de expressão, e aplicação de ordens judiciais estrangeiras para suprimir expressão política protegida pela Constituição americana.

Smith alerta que “o Brasil, outrora um parceiro democrático regional, está se aproximando de um ponto de ruptura institucional” e que “não podemos nos dar ao luxo de arrependimento retrospectivo por inação quando os sinais de alerta são claros e as ferramentas estão disponíveis”.

Uma carta quase idêntica foi endereçada ao Diretor de Política Doméstica da Casa Branca, Vince Haley. Ambos já receberam as correspondências, segundo fontes confirmam.

ÍNTEGRA DA CARTA EM PORTUGUÊS: 

25 de junho de 2025

Ao Honorável Marco Rubio Gabinete do Secretário de Estado Departamento de Estado dos EUA 2201 C Street NW Washington, DC, 20520

ASSUNTO: Repressão Transnacional pelo Governo do Brasil – Resposta Rápida dos EUA

Caro Sr. Secretário:

Ontem, Paulo Figueiredo, um jornalista investigativo brasileiro, deu um testemunho convincente e alarmante ao Congresso de que o governo do Brasil continua a perseguir e assediar brasileiros dentro dos Estados Unidos. Anexo seu testemunho escrito para sua análise.

Esta não é a primeira vez que o Congresso ouve tal testemunho. Em 7 de maio de 2024, presidi uma audiência da Subcomissão de Assuntos Externos da Câmara sobre Direitos Humanos intitulada “Brasil: Uma Crise de Democracia, Liberdade e Estado de Direito”, onde abusos similares foram descritos por um painel de testemunhas que incluiu o Sr. Figueiredo.

Em 21 de junho de 2024, dirigi uma carta formal ao Ministro Alexandre de Moraes, solicitando informações sobre violações de direitos humanos por autoridades brasileiras. A carta não recebeu resposta.

Os fatos agora diante de nós estão além de disputa:

– As autoridades brasileiras têm usado mecanismos da Interpol para perseguir dissidentes no exterior.

– Elas tentaram contornar canais formais para pressionar diretamente as autoridades americanas de aplicação da lei.

– Elas coagiram ou coagiram empresas americanas a restringir a liberdade de expressão legal.

– E elas buscaram aplicar ordens judiciais estrangeiras para suprimir expressão política protegida pela Constituição dos EUA.

A extensão da repressão transnacional do governo do Brasil dentro dos Estados Unidos e sua falta de disposição para reformar ou responder ao alcance congressional tornaram suas ações uma preocupação doméstica também, pois diminuem os direitos das pessoas dos EUA, a soberania de nossas instituições e a integridade de nossa infraestrutura legal e tecnológica.

Sr. Secretário, aplaudo sua declaração em seu testemunho de 21 de junho perante o Comitê de Assuntos Externos da Câmara de que as sanções Magnitsky contra o Ministro Moraes estão sob análise e são “uma grande possibilidade”. Exorto a administração a agir rapidamente para impor essas sanções e, em prol da responsabilização futura potencial, identificar outras autoridades brasileiras envolvidas na repressão transnacional contra brasileiros nos Estados Unidos.

O Brasil, outrora um parceiro democrático regional, está se aproximando de um ponto de ruptura institucional. Não podemos nos dar ao luxo de arrependimento retrospectivo por inação quando os sinais de alerta são claros e as ferramentas estão disponíveis.

Atenciosamente,

CHRISTOPHER H. SMITH

Co-Presidente, Comissão Tom Lantos de Direitos Humanos

Jornal da Cidade Online

STF decide por novas regras no Marco Civil da Internet e põe em risco a liberdade de expressão no país

O Supremo Tribunal Federal aprovou a nova redação do Marco Civil da Internet que obriga as plataformas digitais a remover conteúdo ‘ilegal’ publicados por usuários nas redes sociais.

Por oito votos a favor e três contra o STF reconheceu a inconstitucionalidade parcial do Artigo 19 do Marco Civil, que blindava as plataformas de responsabilidade por crimes praticados por usuários e exigia ordens judiciais para remover cada conteúdo considerado ilícito, ofensivo, extremista ou excessivamente violento. Após oito anos de tramitação na Corte, o último a votar foi o ministro Kassio Nunes Marques, que se posicionou contrário à interpretação da maioria nesta quinta-feira.

Na prática, as big techs que controlam redes sociais — como Meta, Google, TikTok, Discord, X (ex-Twitter) e Kwai — terão agora a obrigação de remover publicações criminosas a partir de denúncias de usuários ou detecção por seus próprios sistemas de moderação, sem a necessidade de ordem da Justiça.

O que muda com o julgamento no STF

Ao final do julgamento, a tese firmada foi de que as plataformas serão consideradas responsáveis pelos seguintes crimes nas redes sociais:

Terrorismo

Atos antidemocráticos

Incitação ao suicídio e à automutilação

Crimes de ódio, como racismo, homofobia, transfobia e xenofobia

Crimes contra a mulher

Sexualização de menores de idade

Pornografia infantil

Tráfico de pessoas

Jornal da Cidade Online

STF decide que “tráfico privilegiado” não é crime hediondo e que pode receber perdão

O Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou o entendimento de que condenados por tráfico privilegiado de drogas podem ser contemplados com o indulto presidencial. A decisão foi tomada durante o julgamento de um recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida, o que consolida a jurisprudência da Corte sobre o tema. O tráfico privilegiado é uma forma atenuada do crime de tráfico de drogas, aplicável a réus primários que não mantêm vínculos com organizações criminosas (COMO ASSIM… ONDE ELE CONSEGUIU A DROGA?)

MP-SP FOI CONTRA O ENTENDIMENTO DO STF

A discussão teve origem em um pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que buscava anular um indulto concedido em 2023 a um homem condenado por tráfico privilegiado. O MP-SP alegou que a Constituição Federal veda a concessão de graça ou anistia a crimes relacionados ao tráfico de drogas, independentemente da gravidade. Segundo o órgão, permitir o indulto para traficantes, mas não para autores de crimes menos graves, representaria um desequilíbrio no sistema penal.

BARROSO DEFENDE ENTENDIMENTO ATUAL: TRÁFICO PRIVILEGIADO NÃO É CRIME HEDIONDO

Durante o julgamento, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, destacou que, segundo a jurisprudência vigente, o tráfico privilegiado não é enquadrado como crime hediondo. O magistrado explicou que o enquadramento penal dessa conduta é mais brando, pois considera fatores como:

a:  a participação eventual no crime;

b: a inexistência de antecedentes criminais;

c: a primariedade do réu;

d: e a ausência de ligação com organizações criminosas.

“É constitucional a concessão de indulto a condenado por tráfico privilegiado, uma vez que o crime não tem natureza hedionda.” Barroso reforçou a importância de o STF manter a coerência em suas decisões e observou que 26 processos sobre o mesmo tema já tramitam na Corte. Para ele, a adoção do rito da repercussão geral é essencial para uniformizar a jurisprudência e evitar interpretações divergentes. A proposta do relator foi acatada por unanimidade pelos demais ministros.

O STF através do ministro Barroso busca consolidar JURISPRUDÊNCIA para atender outros 26 (vinte e seis) processos semelhantes. Serão mais 26 que se juntarão a outros para a continuidade desse método. Principalmente para o AVISO DADO AOS TRAFICANTES: “USEM SEMPRE PESSOAS DIFERENTES QUE SEMPRE SERÃO BENEFICIADAS”. Para a análise e brilhante conclusão foram levados em consideração todos os itens e fatores. Os mesmos itens e fatores que não foram considerados para aqueles do dia 08 de janeiro presos imediatamente e já com alguns com penas superiores a 17 anos.

Para o STF CRIME HEDIONDO é usar um baton para escrever numa estátua, ou usar uma bíblia para ‘agredir’ alguém. A consolidação da JURISPRUDÊNCIA ora adotada para ANISTIA, nem de longe passa pelas vítimas do 08 de janeiro, que estariam longe dessa situação. Em verdade pode-se, inclusive, aconselhar aos que acompanharam a decisão a continuar com sua prática de tráfico uma vez que tem garantia de absolvição – ANISTIA – desde que sejam processados uma única vez.

Atualmente poucas são as JURISPRUDÊNCIAS adotadas pelo STF uma vez que – MESMO SENDO PROCESSOS IDÊNTICOS – pode variar com itens e fatores de quem são os envolvidos ou qual o valor da causa. Ler uma sentença dessas dá mal estar, e enoja qualquer pessoa mesmo com ou sem nenhum conhecimento jurídico. A CONSTITUIÇÃO será usada unicamente sempre contra o cidadão de bem, as outras situações carecem de uma análise pormenorizada e em alguns casos até plenário da corte. Vale a decisão ou julgamento dos ministros, a CONSTITUIÇÃO…. bom ela carece de ser INTERPRETADA.

Jayme Rizolli – Jornalista.