A Ordem dos Advogados do Brasil tornou-se uma desordem, diz o jornalista J.R.Guzzo

É inacreditável, mas a OAB pretende interpelar judicialmente o deputado federal Marcel van Hattem contrariando frontalmente o que diz a Constituição Federal. Com essa atitude, a entidade se junta ao arbítrio e envergonha os advogados brasileiros.

Um texto elucidativo do jornalista J.R. Guzzo, publicado no jornal Gazeta do Povo, demonstra como a entidade, outrora gloriosa, chegou a essa situação.

Transcrevemos na íntegra:

“A Ordem dos Advogados do Brasil tornou-se uma desordem.

É mais uma, entre tantas outras organizações que até pouco tempo eram consideradas sérias – e hoje fazem parte da frente nacional que se dedica ao linchamento do sistema legal, das liberdades públicas e dos direitos individuais, incluindo aí o direito de defesa.

O que está chamando a atenção, no caso, é o esforço dos comissários que dirigem a OAB para ficarem na linha de frente da anarquia generalizada.

Seu comportamento é um escândalo, mas eles não se conformam que alguém, por meios inteiramente legais, exponha em público a sua conduta escandalosa.

Resultado: estão levando à Justiça, logo eles, uma ação contra o deputado federal Marcel van Hatem, que denunciou as responsabilidades da OAB no desmanche do ordenamento jurídico ora em execução no país. Milhares de advogados, ou muito mais, assinariam embaixo.

É uma aberração. A OAB deveria ser a última entidade da sociedade civil a atacar oficialmente a liberdade de expressão de um parlamentar brasileiro no pleno exercício do seu mandato.

É um “desvio de função”, como está na moda dizer hoje: a OAB, pura e simplesmente, não pode fazer isso, pois a sua obrigação legal é fazer o contrário.

“Os deputados e senadores são invioláveis, civis e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”, diz o artigo 53 da Constituição Federal.

Ou seja: a OAB deveria correr à Justiça para impedir que o deputado van Hatem porventura fosse perseguido por fazer um discurso, da tribuna ou fora dela. Mas no Brasil de hoje quem faz a perseguição é a própria OAB. Não há precedentes de uma demência comparável a essa.

A OAB, como a polícia e o tribunal de inquisição que resulta dos inquéritos perpétuos do STF, recusa-se a entender o significado em português da palavra “quaisquer”. Não se trata de nenhuma questão avançada de gramática: isso quer dizer “todos”, muito simplesmente. É o que a Constituição estabelece que se faça. Todas as palavras ditas por um parlamentar brasileiro estão sob proteção legal expressa, e não podem ser objeto de punição. Imagine-se, então, o ponto de degradação a que se chegou no Brasil, em termos de integridade do arcabouço jurídico, quando é a Ordem dos Advogados, justamente, quem exige a anulação de uma evidente garantia determinada pelas leis.

A OAB, notoriamente, não representa os 1,4 milhões de advogados hoje existentes no Brasil. As eleições para a sua presidência, desde sempre, são falsificadas por regras que deixariam constrangido o companheiro Maduro na Venezuela – dizer que a sua direção é escolhida pelos advogados é o mesmo que dizer que os dirigentes da CUT são escolhidos pelos trabalhadores brasileiros. Sua função essencial é arrecadar contribuições compulsórias. Tornou-se uma das mais ativas cúmplices da ditadura judicial atualmente em vigor no país. Ignora, de maneira grotesca, a violação das prerrogativas dos advogados na defesa de seus clientes – e os direitos mais elementares dos cidadãos no processo penal.

Tempos atrás andou resmungando alguma coisa contra exageros especialmente agressivos na guerra do STF contra o direito constitucional de defesa. Seus lamentos foram ignorados. A junta judiciária de governo continua mantendo na prisão acusados que jamais sofreram uma denúncia formal, negando acesso aos autos e mantendo inquéritos policiais fora dos prazos fixados em lei. Daí, quando é chamada de conivente, a OAB se enche de coragem e corre para se juntar ao pelotão de fuzilamento.”

Gazeta do Povo e Jornal da Cidade Online

 

Reoneração suspensa pelo STF a pedido de Lula elevará tarifa do transporte público em 3,7% em todo o país

A expectativa é que aumento de 3,7% terá impacto na inflação do Brasil

O fim da desoneração aumentará as tarifas de transporte públicos, disse nesta sexta-feira (03) a Semove (Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro). A expectativa é de que haverá um aumento de 3,7%, o que terá impacto na inflação do Brasil. A federação disse que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido do governo federal, é um “retrocesso”. Afirmou que a mobilidade urbana é um dos setores que mais emprega no país. 

“No Estado (Rio de Janeiro), são transportados, mensalmente, aproximadamente 116 milhões de passageiros pagantes no sistema de ônibus”, disse. No comunicado, a NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) declarou que o impacto potencial no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) será de 0,40%. “Nas cidades onde não há subsídio para as tarifas, o aumento do custo do transporte público pode variar de R$0,70 a R$1,00 por passageiro,” diz a nota.

O setor disse que a mão de obra é o principal item de custo da operação. São realizadas 35 milhões de viagens diariamente em todo o Brasil, disse a entidade.

O impacto fiscal 

O governo federal estimava uma renúncia fiscal de R$15,8 bilhões com a desoneração da folha de salários dos 17 setores da economia. No 1º trimestre, o Tesouro Nacional deixou de arrecadar R$4,2 bilhões com a modalidade. Portanto, o impacto potencial é de R$11,6 bilhões de abril a dezembro de 2024.

Como a arrecadação do governo federal está associada ao número de funcionários das empresas, o valor pode ser menor caso haja uma onda de demissões. O pedido feito ao STF foi da AGU (Advocacia-Geral da União), mas capitaneado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

 Ele defende que a política criada para fomentar empregos não teve os resultados esperados. Além disso, disse que, desde a promulgação da Reforma da Previdência, a renúncia fiscal passou a ser inconstitucional. Setores criticam a reoneração, principalmente pela volta repentina que frustra o planejamento financeiro das empresas. 

A desoneração custou R$148,4 bilhões desde o início da política, em 2012. Sob o governo Dilma Rousseff (PT) até 56 setores foram beneficiados. O ex-presidente Michel Temer (MDB) diminuiu o número para os atuais 17.

Diário do Poder

 

TRE de São Paulo manda Lula retirar das redes sociais vídeo em que ele pede votos para Boulos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retirou um vídeo de seu canal no YouTube após determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). No vídeo, Lula pedia votos para Guilherme Boulos (PSOL), que é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, uma prática proibida fora do período eleitoral, que começa oficialmente em 16 de agosto. O juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, responsável pela decisão, afirmou que o vídeo comprometia a equidade da disputa eleitoral, como campanha eleitoral antecipada, que fere frontalmente a legislação eleitoral vigente no país, daí a necessidade urgente observada pela justiça para a retirada do vídeo das redes sociais tanto do Boulos como a de Lula.

Com a atitude de Lula, uma das decisões mais estranhas que Brasil já viu foi relembrada. Em 30 de junho de 2023, por maioria de votos (5 a 2), o Plenário do TSE declarou a inelegibilidade do ex-presidente da República Jair Bolsonaro por oito anos, contados a partir das eleições 2022.

A causa da inelegibilidade: Reunião com embaixadores estrangeiros para apresentar um panorama sobre as eleições (2022). A acusação: Abuso do poder político. Bolsonaro foi tornado inelegível com o relatório do ministro Benedito Gonçalves, tendo como presidente do TSE o ministro Alexandre de Moraes.

No evento onde Lula pediu escancaradamente votos para Guilherme Boulos, a produtora Veredas Gestão Cultural captou 250 mil reais via Lei Rouanet. Além da Lei Rouanet, o evento também foi financiado pela Petrobras e pelo Conselho Nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria). Diante disso, uma pergunta se faz necessária: Isso é ou não é ABUSO DO PODER POLÍTICO?

O TSE será acionado e, certamente, uma investigação vai começar… Se não forem condenados (Boulos e Lula), Bolsonaro já tem o argumento certo para derrubar sua inelegibilidade. Vale ressaltar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está prestes a vivenciar uma mudança significativa em sua liderança, com a ministra Cármen Lúcia preparando-se para assumir a presidência da corte em junho de 2024, sucedendo Alexandre de Moraes.

Jornal da Cidade Online

Justiça cancela reloteamento Alterosa da prefeitura de São Luís para o condomínio “Grand Park”

Revisão do ato administrativo prevê a devolução de áreas públicas.

A Justiça declarou nulo o reloteamento do “Loteamento Alterosa” para implantação do Condomínio “Grand Park”, realizado pelo Município de São Luís, no trecho que deslocou espaços comunitários para áreas não edificáveis e no que reduziu a quantidade de áreas públicas, por violação à Lei nº6.766/1979. O Município de São Luís deverá revisar o processo de reloteamento, resgatar as áreas públicas reduzidas, assim como deslocar, para dentro do loteamento, as áreas destinadas ao uso comunitário para áreas edificáveis.

De acordo com sentença da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, ficou comprovado que o Município de São Luís, quando autorizou o reloteamento parcial do “Loteamento Alterosa”, reduziu áreas públicas e lançou parte dessas áreas em locais de preservação permanente. Conforme apurado por laudos técnicos, a redução indevida de 17.075,61m² de áreas públicas da formação original do loteamento, que possuía 10 áreas verdes.

Com a revisão do ato administrativo que promoveu o reloteamento do Loteamento Alterosa, deverá ocorrer a devolução das áreas públicas tomadas, ao domínio e gestão do Município de São Luís.

COMPENSAÇÃO POR DANOS AMBIENTAIS

A sentença se refere a áreas públicas que foram entregues ao Município de São Luís, pelas construtoras Franere e Gafisa, como compensação pelos danos ambientais causados com o corte de palmeiras de babaçu, durante a execução do empreendimento Grand Park, em 2008, conforme o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado como condição para obter a Licença de Instalação.

Pelo TAC, as empresas se comprometeram a doar ao Município de São Luís as áreas destinadas à área verde; a área para educação, saúde e cultura; reserva urbana; transporte e comunicação institucional, no total de 58.473,37m, com toda infraestrutura urbana, o que não ocorreu. Para o juiz Douglas de Melo Martins, titular da vara, não se pode considerar legal qualquer ato administrativo que autorize o uso privativo de áreas públicas adquiridas em decorrência da Lei 6766/79, nem que altere sua destinação original. “Essas áreas são inalienáveis, indisponíveis, imprescritíveis e insuscetíveis de desafetação”, enfatizou.

BEM PÚBLICO DE USO COMUM

Assim, a administração municipal não tem competência para decidir qual a melhor utilização das ruas ou praças, por exemplo, uma vez que sua destinação já foi estabelecida. “Por sua vez, as áreas verdes constantes nos loteamentos possuem natureza de bem público de uso comum de relevância ambiental, possuindo, inclusive, regime de proteção próprio previsto no Código Florestal (artigo 25, III)”, diz a sentença. Deste modo, assegurou o juiz, essas áreas não podem ter sua localização alterada por vontade da Administração Municipal. Ressalte-se, ainda, que não há previsão em lei da possibilidade do ente público de inserir usos privados em áreas públicas originárias de loteamentos.

“A privatização ou desafetação ilegal dos bens públicos gera um desequilíbrio ao meio ambiente urbano, haja vista que desvia a finalidade do imóvel e compromete seu uso futuro”, concluiu o juiz.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça

 

O Maranhão e o Brasil perderam a professora Terezinha Rego, reconhecida fitoterapeuta no mundo

A comunidade científica e a população maranhense amanheceram abaladas com o passamento da professora Terezinha Rego, conceituada fitoterapeuta, pesquisadora e doutora em botânica com reconhecimento mundial. Ela nos deixa aos 91 anos, depois de importantes serviços prestados, dentro os quais a produção de medicamentos. Era um ser humano solidário e fraterno, que ensinou muita gente e de comunidades pobres do Maranhão, reproduzir em casa, muitos dos medicamentos criados por ela.

A professora Terezinha Rego era professora do curso de farmácia da Universidade Federal do Maranhão, doutora em Botânica e coordenadora do herbário Ático Seabra, além de muitos outros. Mesmo com os seus 91 anos, procurava sempre semear os seus conhecimentos com a mesma efervescência, e fez da sua vida um sacerdócio contínuo na pesquisa para colocar a fitoterapia ao alcance de muitos professores e alunos, não apenas do Maranhão e Brasil, mas de outros países em que se tornou referência.

A sua simplicidade era altamente reconhecida. Homenageada em vários países europeus e universidades brasileiras, se tornou bastante requisitada para palestras e inúmeras vezes mereceu distinções pela comunidade científica no Brasil e em vários países. O que a tornava mais admirada é que, o seu potencial e reconhecimento mundial, nunca interferiram na sua sensibilidade, sempre marcada pela simplicidade e ainda mais na preocupação constante de semear ainda mais conhecimentos, o que a fizeram-na uma pessoa diferenciada e ser humano digno, respeitado, admirado e sempre fazendo o melhor pelo seu próximo.

O passamento da professora Terezinha Rego é uma perde irreparável para a comunidade científica e muito mais aos milhares de professores e alunos que se tornaram multiplicadores dos seus conhecimentos. Para os maranhenses, a dor é grande, mas a certeza de que ela foi recebida no Reino da Glória pela construção fraterna e solidária que fez no plano terreno. O corpo da professora Terezinha Rego será cremado.

Fonte: AFD

 

 

 

 

 

 

O Dia do Trabalho foi marcado com o aumento do desemprego em 7,9% no Brasil, diz o IBGE

O desemprego no Brasil aumentou para 7,9% no trimestre finalizado em março de 2024, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (30).

Este número representa um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, que registrou 7,4%, e uma redução de 0,9 ponto percentual em comparação ao mesmo período de 2023, que teve 8,8%.

O grande problema é que a quantidade de desempregados chegou a 8,6 milhões, um acréscimo de 542 mil pessoas ou 6,7% em relação ao trimestre anterior.

A população ocupada diminuiu para 100,2 milhões, recuando 0,8% (782 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior, mas aumentou 2,4% (2,4 milhões de pessoas) em relação ao ano anterior. O nível de ocupação foi de 57%, apresentando uma queda de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, mas um aumento de 0,9 ponto percentual em comparação ao ano anterior.

O número de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas foi de 5,2 milhões, reduzindo 5,2% (281 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e permanecendo estável em relação ao ano anterior.

A população fora da força de trabalho aumentou para 66,9 milhões, um acréscimo de 607 mil pessoas ou 0,9% em relação ao trimestre anterior, e permaneceu estável em relação ao ano anterior. O número de desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego, permaneceu estável em relação ao trimestre anterior e diminuiu 7,1% (275 mil pessoas) em relação ao ano anterior.

Os empregados com carteira assinada no setor privado somaram 37,984 milhões, mantendo estabilidade no trimestre e crescendo 3,5% (1,3 milhão de pessoas) no ano. Os empregados sem carteira no setor privado foram 13,4 milhões, também estáveis no trimestre e com um aumento de 4,5% (581 mil pessoas) no ano.

O número de trabalhadores por conta própria permaneceu estável em 25,4 milhões de pessoas em ambas as comparações trimestral e anual, assim como o número de empregadores, que ficou em 4,1 milhões de pessoas. Os empregados domésticos foram 5,9 milhões, com uma queda de 2,3% (141 mil pessoas) no trimestre, mas um aumento de 3,5% (198 mil pessoas) no ano.

Os empregados no setor público totalizaram 12,0 milhões, apresentando uma queda de 1,5% (184 mil pessoas) no trimestre, mas mantendo estabilidade no ano. A taxa de informalidade alcançou 38,9% da população ocupada, comparável a 39,1% no trimestre anterior e 39% no mesmo período de 2023. Em suma, o que se vê é uma gestão sem nenhum avanço. Isso é preocupante, pois a tendência doravante é piorar muito.

Jornal da Cidade Online

 

Derrubar o veto de Lula ao ‘PL das Saidinhas’ é uma resposta do Congresso ao povo, diz deputado

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que restringe a ‘saidinha’ temporária de presos, porém, atropelando mais uma vez decisão dos parlamentares, o governo Lula vetou parte do projeto. Indignados, os deputados uniram forças para derrubar o veto e, temendo uma derrota acachapante, Lula adiou a sessão para análise, que deve acontecer na segunda semana de maio. O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) revelou sua revolta contra as decisões do governo Lula:

“Conceder dias de folga para criminosos, enquanto as próprias vítimas e suas famílias vivem presas, cerceadas, é um absurdo! Derrubar o veto ao PL das Saidinhas é uma resposta do Congresso Nacional à população de bem”, ressaltou o deputado federal Capitão Alden (PL-BA) que tem 22 anos de experiência no combate ao crime. 

Já a deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP) questionou aqueles que se aproveitam das leis para beneficiar bandidos:

“Será que eu sou obrigada a ficar encarcerada na minha própria casa, por conta de benefícios concedidos à gente que escolheu por conta própria não cumprir a lei? A sociedade merece esse castigo?”, ressaltou.

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), que já foi inclusive presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, afirmou que em nenhum outro país existe o benefício da ‘saidinha’ para presos, e que o STF não deve interferir nessa questão.  Segundo o ministro Gilmar Mendes, endurecer as leis pode provocar rebeliões.

“Essa matéria não pertence ao Judiciário, a ‘saidinha’ não é sequer cláusula pétrea, não estamos mexendo no sistema prisional propriamente dito. Estamos confiantes que esse veto presidencial ideológico e irresponsável vai ser derrubado. Estamos preservando o interesse da população brasileira”, frisou.

Jornal da Cidade Online 

 

Rombo de R$ 15 bi nos municípios será desafio dos prefeitos eleitos em outubro, alertam especialistas

Gestores que iniciaram mandatos em janeiro de 2021 encontraram situação oposta: prefeituras tinham saldo positivo de R$ 871 milhões. Três anos e meio depois, cenário é completamente diferente

O rombo dos municípios brasileiros em fevereiro deste ano somava R$ 14,7 bilhões no acumulado de 12 meses, de acordo com o Banco Central. Em ano eleitoral, o déficit das prefeituras vem crescendo mês a mês, o que promete dificultar a vida dos gestores que tomarão posse em janeiro do ano que vem, avaliam especialistas. Em janeiro de 2021 — quando os atuais gestores iniciaram seus mandatos — os municípios estavam no azul. Eram R$ 871 milhões de superávit primário. Ou seja, diferença positiva entre receitas e despesas. De lá para cá, as contas das prefeituras derreteram. 

Para Vladimir Maciel, professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a piora das contas municipais se deve a três motivos. Os dois primeiros têm a ver diretamente com a pandemia da Covid-19 e suas consequências: a queda de arrecadação das prefeituras com o Imposto sobre Serviços (ISS), em decorrência da diminuição da atividade econômica; e o aumento de gastos em saúde, assistência social e, em alguns casos, em subsídio às empresas de transporte público. 

“A receita cresceu menos do que a despesa desses anos para cá”, diz. O terceiro motivo por trás do rombo nos cofres públicos é o aumento dos gastos visando o resultado das eleições de outubro, completa o pesquisador. 

“O terceiro e o começo do último ano de gestão, tem um ciclo político da despesa pública. Se é para você fazer gastos para aumentar a popularidade do prefeito, atrair a população, você faz nesse período. As despesas aumentam em final de gestão, próximo à eleição, porque você tenta se reeleger ou fazer o candidato da situação”, aponta. 

O especialista em orçamento público Cesar Lima diz que o déficit das prefeituras tem relação direta com o aumento dos gastos para o enfrentamento à pandemia, ao mesmo tempo em que houve queda de receitas. “Foi uma coisa realmente fora da curva. Um caso ou outro pode ser de má gestão, mas a maioria foi caso fortuito, por assim dizer”, avalia. 

Consequências

Cesar diz que vai levar um tempo até que a situação melhore. “É uma coisa que vai demorar uns anos até que os gestores futuros possam desfazer o estrago que foi essa parada na atividade econômica”, acredita. 

Vladimir Maciel diz que o primeiro ano de mandato dos gestores costuma ser dedicado ao ajuste das contas deixadas pelos antecessores, mas que o cenário tende a ser mais duro para os prefeitos eleitos este ano.

“Essa conta está maior, o que significa que os prefeitos vão ter pouca margem de manobra para cumprir promessas de campanha. Os primeiros dois anos de mandato vão ser de ajuste fiscal, caso eles queiram entregar alguma obra mais no fim do mandato, alguma coisa de maior monta, porque nos dois primeiros anos não vai ter de onde tirar.”

Busca por alívio

De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), 51% das cidades estavam com o caixa no vermelho ao fim do primeiro semestre de 2023. No mesmo período de 2022, apenas 7% se encontravam nessa situação. 

O pequeno crescimento da arrecadação frente à expansão generalizada do gasto público, em especial das despesas de custeio — para manutenção da máquina pública —, como o pagamento dos servidores e da Previdência, ajudam a explicar a mudança drástica nas contas municipais, segundo a CNM. 

À época, o cenário era pior nos municípios de pequeno porte, dos quais 53% registravam déficit primário, isto é, despesas maiores do que as receitas. Nos de médio e grande porte, esse percentual era de 38%. 

Em meio à crise, a CNM, a Frente Nacional de Prefeitos (CNM) e outras entidades municipalistas tentam convencer o Congresso Nacional e o governo federal a aprovar medidas que aliviem a situação. 

No ano passado, os parlamentares aprovaram, por exemplo, a diminuição de 20% para 8% da contribuição previdenciária sobre a folha de salário dos municípios de pequeno porte – medida que está suspensa após o ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin atender pedido do governo. 

Enquanto isso, tramita no Senado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reabre o prazo para que os municípios parcelem dívidas com a Previdência Social. O texto permite às prefeituras inadimplentes parcelar em até 240 meses as dívidas previdenciárias que venceram até a data de promulgação da própria emenda constitucional. A PEC também define limites para a quitação de precatórios – dívidas do poder público com os contribuintes. 

Na última semana, a CNM começou a coletar assinaturas para que uma emenda à PEC seja apreciada no Senado. Trata-se de um artigo que determina que a alíquota de contribuição previdenciária sobre a folha seja de 14% para todos os municípios. Ou seja, aqueles que tiveram a tributação diminuída de 20% para 8%, pagariam 14%, mesmo patamar para aqueles que continuam pagando 20% atualmente. 

Prefeito de Guaratuba (PR), Roberto Justus diz que o município tem regime próprio de contribuição para a Previdência. A alíquota é de 14%, assim como aquela que a CNM propõe para as cidades que estão no regime geral — que hoje contribuem com 8% ou 20%. Segundo ele, isso foi fundamental para equilibrar as contas da prefeitura. 

“Se a gente já fez uma reforma da previdência aqui em Guaratuba para definir 14% como o ideal para o nosso regime próprio, é evidente que vou entender que esses 14% para todos os municípios seriam ideais. Eu consegui equilibrar minhas contas. Estou com déficit zero. Essa ideia da emenda vai contribuir bastante”, avalia Justus, que também é diretor de Relações Institucionais e Políticas da Associação dos Municípios do Paraná (AMP).

BRASIL 61

 

Transparência Brasil critica TCU por esconder voos de autoridades em aviões da FAB

ONG critica entendimento de Bruno Dantas, presidente do TCU

A Transparência Brasil divulgou nota criticando a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que coloca sob sigilo voos em jatinhos da FAB por autoridades do alto escalão da República.

“O novo entendimento de que a divulgação de informações sobre voos da FAB por ‘altas autoridades’ pode gerar ‘riscos à segurança’ desses agentes públicos e, portanto, podem ficar ocultos, antes e mesmo depois das viagens, é absurdo. Ao adotá-lo, os ministros do TCU dão sinal verde para que a sociedade fique impedida de monitorar o uso das aeronaves pelas autoridades e identificar abusos ou desvios”, diz trecho da nota.

A Transparência Brasil diz ainda que nem todas as viagens implicarão em risco, e nem todas as autoridades estarão expostas a um risco tão alto que justifique o sigilo prévio das informações e que é preciso verificar quais delas de fato podem gerar risco.

“É preocupante que ministros do TCU – de quem se espera uma defesa das regras sobre transparência – tenham feito uma leitura incompleta da LAI quanto às hipóteses de sigilo. A lei admite que se pode estabelecer a “ocorrência de determinado evento” como prazo final de sigilo. Ou seja: para ficar um pouco menos equivocada, a decisão do TCU deveria ter estabelecido que a restrição de acesso a informações de voos de altas autoridades só pode durar até a conclusão da viagem.

É inadmissível que justamente a Corte de Contas, responsável por fiscalizar o uso de recursos públicos, autorize a redução da transparência e prejudique o exercício do controle social. É especialmente grave o fato de que a sugestão para a adoção do entendimento pelo sigilo tenha partido do atual presidente do TCU, ministro Bruno Dantas.”

Diário do Poder

 

MPF obtém sentença que obriga Dnit a restaurar a BR-316 no Maranhão

A Justiça Federal determinou a pavimentação e sinalização da rodovia, além da apresentação de plano de manutenção periódica pelo Dnit

A 5ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Maranhão determinou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) promova a restauração do pavimento e da sinalização horizontal e vertical ao longo de todo o trecho maranhense da rodovia federal BR-316. A sentença atendeu aos pedidos de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que apontou as condições precárias da rodovia, gerando riscos e limitações aos usuários.

De acordo com a decisão, assinada no último dia 23 de abril pela juíza federal Barbara Malta Araújo Gomes, o Dnit ainda terá que apresentar um plano de manutenção periódica permanente do pavimento e da sinalização para todo o trecho da rodovia federal. O plano deve incluir a especificação da ação ou programa federal, alocação orçamentária e extratos contratuais em relação aos trechos da rodovia eventualmente submetidos à execução indireta por empresas contratadas.

Também foi determinado ao Dnit, em caráter de urgência, que apresente um cronograma completo das providências necessárias para o cumprimento das obrigações estabelecidas na sentença. O cronograma deve conter previsão da abertura dos procedimentos de licitação, contratação e realização do objeto do contrato. O prazo máximo para conclusão dessas providências é de 180 dias, a partir da data em que o Dnit for oficialmente notificado da decisão judicial.

Situação de perigo – Segundo o procurador da República Hilton Melo, autor da ação, proposta em 2019, as vias da BR-316 no Estado do Maranhão apresentam condições precárias. “Há grande quantidade de buracos na rodovia, ausência de camada asfáltica, pista de rolamento transformada em lamaçal e situações que geram riscos, insegurança e até mesmo acidentes fatais para os usuários. Relatórios técnicos e fotográficos comprovaram a situação de perigo decorrente da inadequação da BR-316, que também afeta o direito de ir e vir”, afirmou o procurador.

Os relatórios sobre o estado de conservação da BR-316 foram produzidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) a pedido do MPF. Esses relatórios técnicos e fotográficos foram juntados aos autos do processo e serviram como evidências da situação precária da rodovia, demonstrando os perigos e riscos enfrentados pelos usuários da BR-316 devido à sua inadequação.

 Assessoria de Comunicação Ministério Público Federal