‘É preciso que o Estado pare de enfrentar a pobreza com a polícia,’ diz o ministro Barroso

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, analisou hoje em entrevista ao programa Roda Viva que o Estado precisa parar de enfrentar a pobreza com violência.

Para ele, é preciso enfrentar a pobreza com educação e cultura. Ao utilizar a violência policial, o Brasil segue com uma “guerra impossível de ganhar” e não pode ser protagonista, acredita Barroso.

“A polícia entra nessa equação numa relação em que nas comunidades pobres a maioria dos moradores são negros e a polícia, muitas vezes equivocadamente, é utilizada como remédio para enfrentar a pobreza”, analisou no programa da TV Cultura.

“A polícia não só é a que mata mais, mas a que morre mais, são vítimas das vítimas. Por isso acho que, para enfrentar a questão da violência policial, é preciso que o Estado pare de enfrentar a pobreza com a polícia. A polícia tem um papel numa sociedade civilizada, mas tem que ser um papel residual. Não pode ser o protagonista de uma política de segurança pública”, salientou.

Racismo estrutural                         

Barroso apontou que há duas décadas o Brasil superou o discurso do humanismo racial, para reconhecer que há, sim, preconceito, discriminação e dívidas histórias com o povo negro.

“Acho que em matéria de racismo nós evoluímos porque o movimento negro se apresentou forte, o diagnóstico foi feito, as políticas de ação afirmativa tiveram início […] E enfrentamos o que foi chamado de racismo recreativo, essa desconstrução racial, que é uma forma de dominação, sob a forma de humor, como se fosse uma manifestação de simpatia, quando no fundo é um ódio com o sinal trocado”, comentou.

O ministro do STF ainda disse que a comparação do racismo no Brasil com o que acontece nos Estados Unidos precisa ser diferenciada — já que Mineápolis, onde George Floyd foi assassinado, não é uma cidade “marcada pela pobreza”.

“Acho que aqui é mais complexo, embora pudesse ser mais fácil porque se você ocupasse as comunidades com outro tipo de atitude produziríamos resultados muito melhores”, afirmou.

UOL Notícias

 

Osmar Filho em defesa da roubalheira na SEMUS e de Lula Fylho compromete o parlamento municipal

O vereador Francisco Chaguinhas, um dos bem atuantes no legislativo municipal, afirmou em plenário, que por falta de competência e subserviência do presidente Osmar Filho ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior com manobras de obediência cega ao Executivo Municipal, procurava por todos os meios fazer da Câmara Municipal de São Luís, um puxadinho do Palácio Laravardiére. Francisco Chaguinhas afirmou por inúmeras vezes e ninguém se manifestou contrário nem mesmo o presidente Osmar Filho.

As primeiras denúncias sobre roubalheira na Secretaria Municipal de Saúde chegou ao legislativo municipal pelo vereador Umbelino Júnior, que produziu um relatório do farto material  hospitalar encontrado na Central de Armazenagem e Distribuição Municipal da Secretaria Municipal de Saúde, localizada no Distrito Industrial – BR-135. O vereador apesar de deter provas garantiu que havia irregularidades, em razão de tentarem impedir que ele como vereador não tivesse acesso ao almoxarifado para fazer a devida fiscalização, afirmou Umbelino Júnior, que precisou da polícia militar para garantir o seu exercício de vereador.

Com o estardalhaço e o apoio do pequeno grupo da oposição, o presidente Osmar Filho ficou com receio de um escândalo, observando-se claramente que ele tinha conhecimento das armações processadas dentro da SEMUS. Osmar Filho formou uma comissão com os vereadores Gutemberg Araújo, Sá Marques e Raimundo Penha para verificar a denuncia e que deveriam ver de perto a Central de Armazenamento e Distribuição Secretaria Municipal de Saúde, que não teriam constatado nada das denúncias feitas pelo vereador Umbelino Júnior.

O presidente Osmar Filho com o objetivo de tentar desmoralizar o vereador Umbelino Júnior por denúncias sem procedência, tornou público que a comissão de vereadores esteve na central e não constatou qualquer irregularidade na compra de equipamentos de proteção individual , materiais de expedientes e insumos alimentícios, dando como o caso encerrado e garantindo a defesa do secretário Lula Fylho e naturalmente amenizou a apreensão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que se mostrava preocupado.

        A Polícia Federal antecipa a operação “Cobiça Fatal”

O presidente Osmar Filho e o seu grupo subserviente, avaliaram que haviam salvo mais uma vez o secretário  Lula Fylho, e que o problema era coisa do passado. Eles não imaginavam que a Controladoria Geral da União e a Polícia Federal já vinham investigando toda a roubalheira e que acompanhou a movimentação dos vereadores e decidiu até antecipar um pouco a operação “Cobiça Fatal”, que realmente mostrou a vergonhosa roubalheira em que a SEMUS e empresários fecharam a compra de 100 mil máscaras hospitalares ao preço unitário de R$ 2,90 e três dias depois os mesmos atores, o mesmo material  e conversas diferentes fecharam o negócio criminoso por R$ 9,90 para um montante de 320 mil máscaras, elevando o negócio a um superfaturamento de mais R$ 2,3 milhões de reais. Os recursos foram retirados do combate ao Covid-19, causa da maior indignação, em razão dos consideráveis números de contaminações e mortes e os gestores públicos e empresários, tal qual morcegos chupando o sangue do pessoal doente e precisando de atendimentos.

          Prefeito Edivaldo Holanda Jr acredita na honestidade de Lula Fylho

As noticias que dominam os comentários dos vereadores em contatos por zap e telefonemas é que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior estaria muito preocupado com o secretário Lula Fylho, que é também seu amigo particular e de frequentar a residência. Quem não se lembra do caso da corrupção em que Lula Fylho se envolveu quando era Secretário de Governo, que esteve no centro dos negócios a Secretaria Municipal da Fazenda. O prefeito tentou blindar o amigo, mas a pressão foi forte e ele teve que ser exonerado. Há quem afirme, que a vaga da Secretaria Municipal de Saúde, quando surgiu por questionamentos políticos ele imediatamente entregou para o amigo fazer a festa.

Os vereadores da oposição que defendem uma CPI para investigar a roubalheira na SEMUS, dizem que ela está sendo travada pelo presidente Osmar Filho. Ele estaria prometendo apoios para quem for contra e evitar o escândalo, em que poderá ter efeito dominó, segundo os comentários dominantes. Infelizmente, os vereadores que prometem lealdade, seriedade, transparência e defesa dos direitos da população em suas campanhas, são  os mesmos que traem dentro do parlamento por interesses escusos e pessoais.

Diante dos fatos não podemos deixar de reconhecer publicamente, a seriedade e o compromisso público com os eleitores, dos seguintes vereadores que defendem a CPI do Codiv-19: Cézar Bombeiro, Francisco Chaguinhas, Umbelino Junior, Marcial Lima, Estevão Aragão e Sá Marques e garantem que vão luta e denunciar em todas as comunidades a roubalheira  de R$ 2,3 na Secretaria Municipal de Saúde, que está sendo investigada pela CGU e PF.

São Luís reabre comércio e há temor de nova onda de contágios

A exemplo do que aconteceu em São Paulo e no Rio de Janeiro nos últimos dias, onde grandes aglomerações foram vistas em ruas e praias com a retomada das atividades, todo o setor lojista maranhense tem permissão para reabrir nesta segunda-feira, 15, desde que respeite as regras sanitárias para o combate da disseminação do novo coronavírus. É mais uma mostra do desafio das cidades brasileiras de retomar as atividades com a pandemia ainda avançando em muitas regiões. No Estado, parte do comércio já podia abrir, mas a liberação ainda não contemplava lojas de rua e de shoppings. A portaria publicada pelo governo estadual exige o uso de máscaras no interior dos estabelecimentos, que não poderá atingir mais do que 30% da capacidade, e determina que os segmentos se alternem em horários de funcionamento. Os lojistas também terão de higienizar constantemente as mãos, os produtos e os ambientes.

No caso de lanchonetes, bares e restaurantes, continua valendo a proibição do consumo no local. Praças de alimentação, cinemas, áreas infantis e academias de ginástica seguem proibidos de abrir. O movimento vem em meio a críticas de especialistas e temores de que uma nova onda de contágios já esteja em plena formação no estado, onde ainda existe 88% de subnotificação, segundo o professor doutor Antônio Augusto Moura, epidemiologista da Universidade Federal do Maranhão.

Na quinta-feira, o Maranhão ultrapassou os 55.000 casos do novo coronavírus depois de registrar 2.172 novas infecções em 24 horas, de acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde coletadas pelo G1. Segundo o boletim, há 24.802 casos atualmente no estado. Em número de confirmações, Maranhão só perde para São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pará.

Assim como os governadores de SP e do Rio, Flávio Dino, do Maranhão, se apoia na existência de uma sobra na ocupação de leitos da rede estadual exclusivos para pacientes com covid-19. Vale ressaltar que o decreto de abertura não proíbe que os prefeitos editem regras mais rígidas nos municípios, de acordo com a análise da evolução da doença. No Brasil, o Maranhão foi um dos primeiros a decretar lookdown (fechamento total das atividades), na região metropolitana da capital São Luís, no início de maio. Na época, o estado registrava 4.227 casos e a taxa de ocupação de leitos estaduais de UTI para tratamento atingiu o limite

Revista Exame

 

FPM terá redução de R$ 10,8 bilhões por conta da baixa atividade econômica com a covid-19

Valor é referente ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que teve redução devido à baixa atividade econômica durante a pandemia Em 2020, os gestores municipais vão ter que apertar o cinto para fechar as contas. Isso porque a queda na arrecadação de impostos durante a crise do novo coronavírus vai diminuir em mais de R$ 10,5 bilhões o valor repassado através do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A Lei Orçamentária Anual (LOA) previa um repasse de R$ 115,1 bilhões. Por conta da pandemia, a estimativa atual é que no fim do ano o valor total do FPM seja de 104,5 bilhões. A projeção foi feita pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base nos dados do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do Ministério da Economia.

O FPM é um valor que municípios recebem para complementar o orçamento. Ele é constituído de uma parcela do que é arrecadado pela União em impostos federais. De acordo com a legislação, 22,5% do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) são transferidos aos municípios, de modo proporcional à população. Por isso, os valores do FPM e do Fundo de Participação dos Estados são afetados pela crise econômica.

“Eles são parcelas de arrecadação total do IR e do IPI. Quando a arrecadação desses tributos cai, o FPM cai também. Quando você tem uma queda de atividade econômica, como o que aconteceu esse ano, você tem menos lucro líquido, porque as empresas não estão vendendo. Com isso, há menos arrecadação de impostos sobre os produtos e sobre a renda”, explica o professor de finanças do IBMEC de Brasília, William Baghdassarian.

Para tentar aliviar o impacto sobre municípios, o governo federal publicou em março uma medida provisória que “congelou” os valores do FPM e do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de março a junho. Sem essa MP, o impacto seria grande. Apenas em junho, por exemplo, sem contar a recomposição, o FPM será 36% menor do que o valor repassado no mesmo período do ano passado. Em maio, a redução foi de 23,5%.

Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, o presidente da CNM, Glademir Aroudi, afirmou que a ajuda do governo federal não cobre a menor arrecadação de tributos estaduais e municipais. “Em boa parte dos municípios do Brasil, a maior parte da arrecadação é o FPM. O governo está fazendo uma recomposição de 23 bilhões e nós teremos uma queda de arrecadação até o final do ano na ordem de 74 bilhões. Isso nos preocupa muito”, alerta.

Fonte: Brasil 61

 

A Covid-19 e o isolamento social mostram a precária conexão da internet no Brasil

Em um ano, reclamações de serviços de banda larga cresceram 55,3%, segundo a Anatel. A falta de acesso à internet ou a má qualidade do serviço têm sido queixas frequentes durante a pandemia do novo coronavírus. Em maio deste ano, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou 73 mil reclamações referentes ao serviço de banda larga, no mesmo mês do ano passado 47 mil queixas foram registradas, o que representa um aumento de 55,3%.

A disparada nas reclamações está ligada ao aumento do consumo da internet que, durante a pandemia, cresceu entre 40% e 50% segundo a Anatel. Com a pandemia do novo coronavírus, a má qualidade ou a falta de internet no país ficou escancarada. Diversas pessoas enfrentam dificuldades para trabalhar e estudar em casa e milhões de trabalhadores se dirigem a agências da Caixa para tirar dúvidas sobre o Auxílio Emergencial.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, disse que o Governo Federal está aprimorando o mapeamento da conectividade no país. “Uma das necessidades que nós colocamos aqui no ministério, e nós temos a Infraestrutura para isso, é de fazer critérios indicadores. Você não consegue controlar um projeto e programas se você não tiver esses critérios claros. É preciso saber o que precisa ser feito e em que ponto está”, afirmou o titular da pasta. Dados divulgados pelo IBGE mostram que, em 2018, 45,9 milhões de brasileiros não tinham acesso à internet. O número corresponde a 25,4% de toda a população acima de 10 anos de idade.

Segundo a CNM, cabe à União estabelecer normas gerais de telecomunicação e é de responsabilidade dos municípios a implementação de normas urbanísticas para a instalação dos serviços e atividades relacionadas ao setor. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) afirma que leis municipais precisam ser modernizadas, sobretudo diante do surgimento da conexão 5G. “A legislação municipal precisa trazer normas para a instalação dessa nova tipologia de antena, porque senão vai haver uma dificuldade do 5G no país”, disse a Analista em Planejamento Territorial da CNM, Karla França.

Fonte: Brasil 61

 

Pandemia do covid-19 pode jogar mais 14 milhões de brasileiros na extrema pobreza, diz estudo

 O Brasil responderia por 25% a 30% dos novos pobres miseráveis na América Latina, segundo estudo. A turbulência econômica causada pela pandemia do novo coronavírus pode jogar mais 14,4 milhões de brasileiros na pobreza, segundo um novo estudo conduzido por pesquisadores da Inglaterra e Austrália junto com o Instituto Mundial das Nações Unidas para a Pesquisa Econômica do Desenvolvimento (UNU-WIDER).

A estimativa se refere ao número de pessoas que passariam a viver com menos de US$ 5,50 (R$ 27,40) por dia um dos parâmetros de pobreza definidos pelo Banco Mundial.  Os outros dois são US$ 3,20 e US$ 1,90 (pobreza extrema) – no pior cenário possível, de queda de 20% de renda ou consumo. No mundo, seriam 527,2 milhões de novos pobres nessa mesma base de comparação.

Pesquisadores da Universidade King’s College London e da Universidade Nacional da Austrália, responsáveis pelo estudo, avaliaram três cenários possíveis da recessão causada pela pandemia de covid-19 – queda de 5%, 10% e 20% de renda ou consumo.

Considerando o limiar de US$ 1,90 por dia (pobreza extrema), o número de novos pobres brasileiros poderia aumentar de 700 mil (5%) a 1,5 milhão (10%) e 3,3 milhões (20%). Ao redor do mundo, o número de pessoas vivendo na pobreza extrema passaria de 727,3 milhões atualmente para 1,1 bilhão, na pior das hipóteses (20%).

Segundo os pesquisadores, caso se confirme esse cenário indicaria uma “reversão de sete a dez anos de progresso na luta contra a redução da pobreza, dependendo da contração, e o primeiro aumento absoluto de pessoas vivendo em extrema pobreza desde 1999”. Já no patamar de US$ 3,20 por dia, considerado o índice de pobreza para países de renda média baixa, o número de novos pobres brasileiros poderia aumentar de 1,4 milhão (5%) a 3 milhões (10%) e 6,9 milhões (20%).

Por fim, se considerado o parâmetro de US$ 5,50 por dia, limiar de pobreza para países de renda média alta, como é o caso do Brasil, o número de novos pobres brasileiros poderia aumentar de 3 milhões (5%) a 6,4 milhões (10%) e 14,4 milhões (20%). Em todos os casos, o Brasil responderia aproximadamente por 25% a 30% dos novos pobres na América Latina.

BBC NEWS

 

Apenas 06 vereadores defendem a CPI do Covid-19 de R$ 2 milhões na SEMUS descoberto pela PF

Apenas os vereadores Cézar Bombeiro, Francisco Chaguinhas, Sá Marques, Umbelino Júnior, Estevão Aragão e Marcial Lima, se manifestaram pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI para averiguar a vergonhosa roubalheira superior a R$ 2 milhões com recursos do Covid-19 na Secretaria Municipal de Saúde, descoberta pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União. Os demais vereadores fazem silêncio ou mostram a indiferença diante do comprometimento. A verdade é que a corrupção foi tão vergonhosa, que atingiu em cheio o prefeito Edivaldo Holanda Júnior pela exacerbada proteção que dá ao secretario Lula Fylho, que permanece no cargo.

A operação “Cobiça Fatal”, desenvolvida pela Polícia Federal no Maranhão pegou em cheio a Prefeitura de São Luís com a identificação de um rombo superior a R$ 2 milhões na Secretaria Municipal de Saúde, recursos desviados do Covid-19, através de licitação viciada e criminosa com superfaturamento para a compra de 320 mil máscaras hospitalares. A Polícia Federal prendeu três envolvidos, apreendeu farto material na sede da SEMUS e nas empresas envolvidas. A Justiça Federal determinou também a quebra dos sigilos bancários e fiscais dos empresários criminosos e do secretário Lula Filho, titular da pasta da saúde municipal.

A prática criminosa foi bastante dolosa, uma vez que se percebe a certeza de que acreditavam os envolvidos na impunidade, levando-se em conta a dispensa de licitação e muito menos fiscalização, daí a audácia dos  gestores municipais e dos empresários e elementos envolvidos na corrupção.

         CGU mostra a vergonhosa e criminosa operação dentro da SEMUS

Em entrevista concedida ao jornal Estado do Maranhão, Leylane Maria da Silva, superintendente da Controladoria Geral da União – CGU no Maranhão deu detalhes bem claros sobre como foi feito o superfaturamento pelos gestores públicos e empresários para desviar dinheiro de combate a epidemia do covid-19, em que tem muita gente doente, muitos já morreram e outros têm as suas vidas em risco.

A superintendente Leylane da Silva destaca que os gestores públicos e os empresários realizaram primeiramente um processo de contratação de 100 mil máscaras hospitalares no dia 30 de março e concluíram a compra no valor de R$ 2,90 o preço unitário, ignorando as propostas R$ 3,00 e R$ 3,50 constantes no processo. O que levou as autoridades a identificar a operação criminosa é que em apenas três dias depois, as mesmas pessoas tanto das empresas e dos agentes públicos, simplesmente resolveram outro processo e decidiram elevar o preço unitário da mesma máscara hospitalar no valor R$ 2,90 para R$ 9,90 e fizeram a contratação de 320 mil máscaras com um superfaturamento de mais de 200%. Diante dos fatos de corrupção e de roubalheira, a CGU não teve qualquer dificuldade em identificar o superfaturamento com provas substâncias e que não têm quaisquer questionamentos, haja vista que o pagamento já foi efetuado.

Com a quebra dos sigilos bancários e fiscais dos acusados em que o secretário Lula Fylho é um deles, inclusive está indiciado no inquérito policial, não há o que questionar. Não estão descartadas mais diligências em torno dos fatos e de acordo com a análise dos documentos apreendidos e dos sigilos bancários e fiscais, novas prisões não estão descartadas.

Ambientalistas farão monitoramento na área em que o navio Stellar Banner foi naufragado

          Ambientalistas de instituições governamentais e de entidades da sociedade civil organizada devem permanecer alguns dias na área em que foi afundado o navio Stellar Banner. O cargueiro de bandeira sul-coreana encalhou no litoral do Maranhão, depois de uma manobra do comandante da embarcação, teria deixado de cumprir com as orientações técnicas dos práticos do Porto do Itaqui e tentou fazer um atalho com um navio com 295 toneladas de minérios de ferro destinado a China, além de 04 mil toneladas de óleo combustível. Toda a operação para retirada da cara durou praticamente três meses e segundo as autoridades teriam sido bem sucedidas.

A decisão de afundar o navio foi da empresa proprietária, dos seguradores e da Marinha Brasileira, depois de avaliarem que a recuperação da embarcação seria um tanto difícil e os custos operacionais seriam bem arriscados e valiosos, além do que já havia sido empregado para retirar o óleo e o minério de dentro dela.

O afundamento do navio distante da costa do Maranhão foi feito em um local de profundidade superior a dois mil metros, dentro de um processo em que foram retirados os materiais poluentes e dentro das normas estabelecidas pelo 4º Distrito Naval.

Todos os procedimentos para o afundamento do navio Stellar Banner, teriam durado pelo menos um pouco mais de 05 horas e a operação executada depois das 10 horas da última sexta-feira, foi de apenas 45 segundos. Ambientalistas de instituições governamentais e da sociedade civil organizada assistiram toda a operação e informaram que devem ficar no local por alguns dias em observação para a verificação se haverá algum sinal de poluição que possa vir à tona  ou outra qualquer alteração prejudicial ao meio ambiente.

 

Caixa divulga calendário para novos aprovados com direito ao Auxilio Emergencial

A Caixa anunciou neste sábado (13) que pagará o auxílio emergencial para 4,9 milhões de novos cadastrados a partir da próxima semana. O repasse de valores relativos ao benefício vai movimentar mais de R$ 3,2 bilhões. Por terem sido admitidos no programa recentemente, esse grupo receberá somente a primeira parcela do benefício. Pelo agendamento divulgado pelo banco, o crédito será feito na conta desses brasileiros na próxima terça-feira (16) e quarta-feira (17).

Na terça-feira, a previsão é o recebimento por aqueles nascidos entre janeiro e junho. Já na quarta-feira será a vez das pessoas com data de nascimento entre julho e dezembro. Os beneficiários poderão movimentar digitalmente os recursos utilizando o aplicativo Caixa Tem, que permite transações e pagamentos com QR Code.

Já o saque em dinheiro deverá seguir calendário próprio, iniciando em julho e variando a cada dia de acordo com a data de nascimento. Veja o calendário:

  • Nascidos em janeiro: 6 de julho;
  • Nascidos em fevereiro: 7 de julho;
  • Nascidos em março: 8 de julho;
  • Nascidos em abril: 9 de julho;
  • Nascidos em maio: 10 de julho;
  • Nascidos em junho: 11 de julho;
  • Nascidos em julho: 13 de julho;
  • Nascidos em agosto: 14 de julho;
  • Nascidos em setembro: 15 de julho;
  • Nascidos em outubro: 16 de julho;
  • Nascidos em novembro: 17 de julho;
  • Nascidos em dezembro: 18 de julho.

Segundo a Caixa, a definição de datas específicas de acordo com o calendário fixado pelo Ministério da Cidadania foi adotada para evitar aglomerações nas unidades de atendimento. No início do pagamento do auxílio, foram registradas longas filas em agências da Caixa em diferentes cidades do país.

As datas para o recebimento da segunda parcela ainda não foram divulgadas pelo Ministério da Cidadania e serão informadas posteriormente pelo órgão.

**Com informações da Agência Brasil

 

Transportes coletivos superlotados causam contaminações e risco de vida com o covid-19

Os usuários de transportes coletivos alimentavam esperança, que diante da prevenção a covid-19, os ônibus iriam merecer uma atenção muito grande das autoridades, uma vez que ele superlotado é um fator importante para multiplicação do vírus. Tudo não passou de uma esperança e o transporte coletivo de São Luís, demonstra estar até pior do que antes do inicio da pandemia.

A impressão que se tem é que o número de veículos diminuiu e a superlotação é cada vez maior. Infelizmente não existe alguém nesta cidade e neste estado, que consiga dar um jeito no transporte coletivo, me disseram vários usuários que estavam no terminal da Cohama. Salientaram mostrando para uma das garagens da empresa Primor, dizendo que lá estavam muitos coletivos novos, enquanto os velhos, e que constantemente deixam passageiros pelo meio da viagem causados por panes, também conhecido como “prego”, é quem servem precariamente a maioria da população.

Tive oportunidade de ver um coletivo superlotado, em que a maioria dos passageiros teve que baixar a máscara decorrente do calor. Se houver alguém com a covid-19 dentro do ônibus vai contaminar muita gente, mas a verdade é que infelizmente as autoridades estão insensíveis ao problema e o que sabem falar e repetem como vitrola é que as pessoas devem ficar em casa.

Não é novidade para ninguém, que são os empresários quem realmente impõe regras dentro do Sistema de Transporte Coletivo de São Luís, levando-se em conta que não é segredo para ninguém que eles investem em campanhas políticas de muitos candidatos.

Nos últimos dias temos visto através dos meios de comunicação, infectologistas e epidemiologistas manifestando-se preocupados com a liberação de muitos espaços antes restritos, o que tem levado muita gente para as ruas, sem a devida e necessária precaução, muito embora as autoridades afirmem que fiscalizam, mas naturalmente por amostragem.  Ainda se pode ver abertamente muita gente sem máscaras, aglomerações  abertamente nas ruas e um considerável número de pessoas indiferentes ao covid-19. Apesar das advertências dos riscos existentes e que são sérios, pouca gente acredita e isso pode servir para incentivar mais pessoas  a irem para as ruas.

Hoje, por acaso me encontrei com duas senhoras amigas na Ceasa. Fui surpreendido em vê-las sem máscara e então perguntei a elas porque não portavam o instrumento de prevenção e mais uma vez fui surpreendido com as respostas delas. Tudo isso é frescura, não temos medo de morrer e o que está ocorrendo realmente no Maranhão e no Brasil são armações de políticos aproveitadores para enriquecer a custa da fome, da miséria e da extrema pobreza. Em seguida foram caminhando e sorrindo. Diante de uma consciência totalmente desvirtuada, o que se pode dizer, quando elas se negam a um diálogo. Como reflexão, o que se pode deduzir, é que diante de tanta bandalheira, corrupção, acentuada desigualdade social e a roubalheira prosperando todos os dias, em quem se pode acreditar. O grande exemplo é o caso de roubalheira de R$ 2 milhões de recursos do covid-19 com superfaturamento na compra de máscaras hospitalares na Secretaria Municipal de Saúde. O secretário principal acusado é amigo do prefeito e continua no cargo para aprontar outras, a não ser que seja preso pela Polícia Federal.