Saiba como descobrir se seu celular foi hackeado

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  Pode acontecer com qualquer um. Baixar um aplicativo ou visitar um site malicioso pode trazer problemas para o seu celular e fazer com que o dono seja espionado, tenha seus dados pessoais roubados e até tenha prejuízos financeiros. Mas como saber se o seu aparelho foi hackeado? A BBC Brasil listou alguns passos que podem dar “pistas” de que seu dispositivo foi invadido. Confira 5 deles

1. Velocidade

Seu celular está mais lento do que o normal? Isso pode ser sinal de vírus. Antes de se preocupar, procure saber se não está faltando espaço na memória. Caso não seja esse o problema, investigue a possibilidade de um app malicioso.

2. Temperatura

O aquecimento excessivo do dispositivo é outro indicador de problemas. Pode ser que um programa com intenções ruins esteja rodando em segundo plano no celular, o que pode fazer com que ele “trabalhe demais” e esquente.

3. Bateria

A drenagem da bateria frequente, mesmo quando você não está mexendo no celular, pode acontecer pelo mesmo motivo listado acima: excesso de trabalho em segundo plano. Fique atento principalmente se o problema começar a acontecer do nada.

4. Mensagens

Sem perceber, você pode começar a enviar mensagens por SMS ou WhatsApp aos contatos. Isso acontece porque pessoas mal intencionadas podem tomar o controle do aparelho e realizar tarefas sem que você se dê conta. O mesmo pode acontecer com os e-mails. Evite sempre clicar nos links e avise seus conhecidos, caso isso aconteça.

5. Aplicativos

Se você percebeu um novo aplicativo no celular que não se lembra de ter instalado, fique atento. Outro problema pode ser o aumento no uso de dados móveis no celular. Procure na internet o nome do aplicativo em busca de reclamações ou alertas de vírus. Caso sua conta aumente, peça à operadora uma descrição dos serviços contratados no mês, em busca de possíveis assinaturas realizadas sem a sua autorização.

Fui hackeado, o que fazer?

Evite clicar em links desconhecidos e baixar aplicativos fora da loja oficial do sistema operacional do seu celular. Caso tenha percebido apps estranhos, desinstale-os e, se necessário, solicite à operadora o cancelamento de serviços cobrados. Você pode se sentir mais seguro também ao trocar suas senhas e credenciais em sites, serviços e até no banco.

Fonte: Yahoo Finanças

Flávio Dino excluiu servidores públicos estaduais, ao não conceder reajuste salarial no seu governo

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Foram diversos ofícios protocolados com pedidos de reunião, mobilizações nas mídias de comunicação e manifestações, tudo sem resposta.

                  Por conta da legislação eleitoral, que proíbe o aumento de despesa com pessoal nos 180 dias anteriores ao final do mandato, o governador Flávio Dino não pode mais conceder reajuste salarial aos servidores do Poder Executivo este ano. Até a última quinta-feira (5), o Governo do Estado não encaminhou à Assembleia legislativa nenhuma Medida Provisória que garantisse o reajuste. Infelizmente, foram quatro anos em que os servidores e servidoras, que fazem a máquina pública funcionar, foram esquecidos.

                    Durante esses quase quatro anos, o Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo lutou pela implantação da segunda etapa do Plano Geral de Carreiras e Cargos (PGCE), bem como pela sua reabertura para os servidores que não aderiram. Encomendamos estudos, que comprovaram que o Governo do Estado tinha plenas condições financeiras de atender ao pleito da categoria, sem comprometer a gestão fiscal do Estado.

                     Foram diversos ofícios protocolados com pedidos de reunião, mobilizações nas mídias de comunicação e manifestações, tudo sem resposta. A falta de consideração foi clara. Resta-nos, nas próximas eleições, ficarmos atentos e escolhermos por aquele candidato que estará ao lado e disposto a lutar pela valorização dos servidores públicos do Maranhão.

                    “Não nos furtamos da luta, mas fomos silenciados. Seguiremos atuantes e combativos, sempre em prol das demandas do serviço público do Maranhão. O nosso lado é o lado dos servidores e servidoras e, por isso, continuaremos encampado a bandeira da valorização e pleiteando, para o próximo ano, a continuidade e reabertura do PGCE”, garantiu Cleinaldo Bil Lopes, coordenador do Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo e presidente do SINTSEP.

Fonte: SINTSEP Noticias

“Lei precisa valer de forma igual para todos”, defende Raquel Dodge

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Em palestra a estudantes da Universidade de Harvard, procuradora-geral fez uma análise do sistema de justiça no Brasil

Em palestra a estudantes da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, durante o fim de semana, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu a manutenção da colaboração premiada, do acordo de leniência e da possibilidade de execução da pena após decisão de segunda instância no Brasil. Para ela, esses instrumentos contribuem à melhoria da resolutividade do sistema de justiça brasileiro.

A procuradora-geral foi uma das convidadas do Brazil Conference, evento realizado em Harvard, sob a organização de estudantes brasileiros. Além de Raquel Dodge, participaram autoridades como os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal.

Em sua fala, Raquel Dodge chamou atenção para a necessidade de reflexão sobre um paradoxo: o fato de o Brasil possuir uma expressiva atuação do Poder Judiciário e do Ministério Público e, ao mesmo tempo, conviver com a sensação de impunidade, um ambiente de insegurança jurídica e o aumento constante da violência urbana. Mencionando estatísticas produzidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a procuradora-geral destacou que, em 2016, existiam 80 milhões de processos nos tribunais brasileiros. Segundo ela, apesar do trabalho fundamento e das milhares de sentenças proferidas pelos 18 mil magistrados do país, a percepção da sociedade continua sendo de impunidade.

Conforme declarou, o fenômeno passa pelo fato de o Estado ainda não ter conseguido implementar um regime de leis que, realmente, seja de igualdade para todos. Na sua avaliação, a justiça costuma atingir muito rapidamente as pessoas que não podem pagar bons advogados, que ficam encarceradas longos anos, e “atinge – quando atinge – muito lentamente as que têm recursos financeiros para manter um processo indefinidamente aberto”. Para Raquel Dodge, é fundamental que o sistema de justiça assegure o cumprimento da máxima: “Não pode haver ninguém acima ou abaixo da lei”.

Ainda durante a palestra, ela explicou que os dois efeitos mais esperados da aplicação do sistema de administração de justiça penal são a inibição de novas infrações e a redução da insegurança jurídica, duas consequências que ainda não têm sido alcançadas no Brasil pela falta de um estado de direito íntegro capaz de assegurar a igualdade real entre as pessoas.

A integridade consiste em adequação à lei, em reparação em danos causados, em proteção às vítimas, em prevenção geral contra a iniquidade, em punição dos responsáveis por infrações e sobretudo as mais graves,”

Raquel Dodge, procuradora-geral da República.

Avanços
                    Dentre os avanços conquistados nos últimos anos, Raquel Dodge citou grandes investigações – Mensalão e Lava Jato – como prova de que a percepção de grande parte da sociedade e dos agentes públicos em relação ao princípio da igualdade mudou.

Nesse contexto, ela falou também sobre a separação entre a coisa pública e a privada, a cobrança feita a gestores públicos para que ajam com honestidade e integridade e a por efetividade da justiça como medidas que relevam esse novo momento.

“O desafio atual é gigantesco, embora bastante claro e simples: fortalecer o estado de direito com a aplicação da lei de modo igual para todos, com o objetivo de aumentar segurança jurídica”, concluiu.

(Com informações do MPF)

 

Arcebispo de São Paulo lamenta ‘instrumentalização política’ em ato religioso com Lula

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O cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, criticou o uso político no ato religioso em homenagem à ex-primeira-dama Marisa Letícia, realizada no último sábado, em frente ao Sindicado dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

                     Nas redes sociais, dom Odilo lamentou a “instrumentalização política” da cerimônia, convocada pelo ex-presidente Lula, condenado e preso na Lava Jato, antes de se entregar à Polícia Federal.

                     No Facebook, a assessoria de imprensa da Arquidiocese de São Paulo ressaltou que nem a instituição nem a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tiveram participação no ato. Além disso, a nota informou que a cerimônia aconteceu fora da jurisdição e responsabilidade do arcebispo.

                     A assessoria esclareceu ainda que a cerimônia não foi uma missa, mas um “ato ecumênico”. Na sexta-feira, o evento foi anunciado como uma missa em homenagem à Dona Marisa Letícia, que completaria 68 anos neste fim de semana.

                      O ato, celebrado por Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau, durou cerca de uma hora e acabou se tornando um comício. A Arquidiocese de São Paulo informou que se tratava de uma “iniciativa pessoal de quem promoveu o ato”.  Na cerimônia, Lula fez seu derradeiro discurso antes da prisão.

Fonte: Yahoo Noticias

Cézar Bombeiro inaugura o Centro de Formação CB destinado à educação no bairro da Liberdade

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O vereador Cézar Bombeiro vem superando as próprias expectativas, dentro da sua promessa politica de dar dimensão ampla para a educação no bairro da Liberdade. Primeiramente vem a escolinha de música destinada para crianças, adolescentes e jovens. Na última sexta-feira ele entregou à comunidade o Centro de Formação CB, inicialmente voltado ao enfrentamento do analfabetismo digital, cursos de culinária voltados para a conservação de alimentos e indústria caseira, além de contar com uma sala para atendimento de fisioterapia e futuramente consultas médicas.

                      Cézar Bombeiro, por ocasião da inauguração da sede do Centro de Formação CB, destacou que o curso de informática é de vital necessidade para as pessoas que tentam ingressar no mercado de trabalho e por não terem conhecimentos e nem saberem manusear um computador não conseguem acessar ao mercado de trabalho. O curso de conservação de alimentos com a indústria caseira tem dois objetivos diferentes, mas bastante educativo. A conservação de alimentos é para evitar perdas e o consumo de produtos saudáveis e a indústria caseira é voltada para a transformação de alimentos, em que as pessoas serão orientadas a industrializar produtos que geralmente e por desconhecimento jogamos no lixo, fontes ricas de vitaminas e altamente saudáveis, principalmente as cascas de frutas e verduras, além de oportunizar as pessoas a ganharem dinheiro. Quanto a sala de fisioterapia, é importante em razão de que ela está ligada as pessoas, desde as crianças até os idosos, além de que estamos trabalhando para em busca de parcerias para consultas médicas, diz o vereador.

                   Ele considera ser também uma das prioridades do Centro de Formação CB, uma escola para alfabetização de adultos, com metodologias modernas que permitam a que as pessoas aprendam em tempo curto, a ler e escrever para se tornarem cidadãs e posteriormente possam se tornar protagonistas das suas histórias e transformarem sonhos em realidade. Sempre digo que, a transformação em qualquer contexto passa necessariamente pela educação, afirmou o vereador Cézar Bombeiro, a todos os presentes a solenidade simples de inauguração do Centro de Formação CB.

Flavio Dino rasga o Estatuto do Magistério e Eduardo Braide tenta corrigir MP dos Professores

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O deputado Eduardo Braide, a pedido da Associação dos Profissionais da Educação do Estado do Maranhão (ASPEMA), realizou, nesta segunda-feira (9), uma audiência pública para discutir com os professores a Medida Provisória 272/2018, que dispõe sobre os vencimentos dos servidores públicos estaduais do subgrupo Magistério da Educação Básica.

                    “Mais uma vez o Governo do Estado rasgou o Estatuto do Magistério por meio de uma Medida Provisória. Desta vez, ao tratar de forma desigual, professores da mesma categoria, já que o estatuto é claro ao dispor que qualquer reajuste deve ser igual para todos. Por isso, essa audiência se faz importante, uma vez que os professores precisam ser ouvidos e, mais que isso, entender o que está acontecendo com a MP editada pelo Governo do Estado”, disse o parlamentar.

                      Eduardo Braide também destacou que esta não é a primeira vez que o Estatuto do Magistério deixa de ser cumprido pelo Governo do Estado. “No ano passado, o governador já havia editado outra Medida Provisória que desrespeitou o artigo 32 do Estatuto do Magistério, uma vez que dispôs o reajuste salarial sobre uma gratificação (GAM) e não sobre os vencimentos. Se levarmos em consideração que em 2016 não houve nenhum tipo de reajuste e que em 2017 os vencimentos ficaram congelados, os professores estão há dois anos sem o reajuste devido nos vencimentos. E agora que ele poderia corrigir, encaminha mais uma MP tratando de forma desigual os professores”, ressaltou.

                       Participaram também da audiência pública, os deputados César Pires e Wellington do Curso, além de Antonísio Furtado, representando a ASPEMA, e o advogado Gustavo Mamede, representando a OAB-MA. Ao final da audiência, o deputado Eduardo Braide se comprometeu, juntamente aos demais parlamentares, a apresentar uma emenda à Medida Provisória 272/2018 no sentido de assegurar o cumprimento do Estatuto do Magistério.

                 “Essa MP 272/2018 é ilegal. E como demonstrado pelos próprios professores durante a audiência pública, eles sofrerão perdas. A educação deve ser uma política de Estado e não de Governo. Foi com essa finalidade que aprovamos após muita luta dos educadores o Estatuto do Magistério aqui na Assembleia em 2013. Mas o que vemos agora é o Estatuto ser desmontado anualmente por meio de medidas provisórias sem a discussão necessária com a categoria. E o argumento de que o Governo não cumpre o Estatuto do Magistério por razões financeiras não é verdadeiro, pois basta usar os milhões gastos em propagandas enganosas para valorizar verdadeiramente os professores, cumprindo o Estatuto do Magistério”, concluiu.

Fonte: Agência Assembleia

Ministério Público Federal no Maranhão emite Nota de Esclarecimento sobre Nota de Repúdio da OAB-MA

Ao contrário do que foi afirmado em Nota de Repúdio da OAB/MA, advogados de preso tiveram permissão para acompanhar e orientar seu cliente.

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O Ministério Público Federal (MPF) no Maranhão vem a público esclarecer o que segue, a propósito da Nota de Repúdio divulgada pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhão (OAB/MA), por meio de sua Comissão de Assistência e Defesa das Prerrogativas dos Advogados, na tarde de 07 de abril último.

                       Segundo a Nota de Repúdio, “o procurador-chefe da Procuradoria da República no Maranhão (PR/MA), Juraci Guimarães Júnior, (…) impediu os advogados Paulo Renato Ferreira e Leonardo Quirino, na manhã deste sábado (07) de acompanhar o seu cliente durante oitiva que seria realizada na sede do Ministério Público Federal”, expondo-os “a situação vexatória”, o que configuraria “uma grave violação das Prerrogativas da advocacia maranhense”.

                        A Nota, todavia, além de padecer de sérios erros factuais, falta com a verdade relativamente ao essencial, visto que os advogados do preso não foram impedidos de acompanhar e orientar seu constituinte.

                          Na manhã de sábado, 07/04, o Procurador-Chefe da Procuradoria da República no Maranhão, Dr. José Leite, deslocou-se ao Edifício-Sede da PR/MA, no Bairro Areinha, nesta Capital, por volta das 10 horas, para prestar atendimento a preso federal custodiado no Presídio Manelão, no Comando da Polícia Militar. Referido preso havia contactado a Secretaria de Segurança, que noticiou a existência de fundada suspeita de risco à sua vida.

                          Chegando ao edifício, o Procurador-Chefe – e não o Procurador da República Juraci Guimarães –, foi abordado por dois homens, já no interior do prédio, que se identificaram como advogados do preso, cuja identidade, por razões de segurança pessoal deste, ainda era desconhecida do próprio Ministério Público Federal.

                        Referidas pessoas não portavam procuração de quem se diziam patronos. Por razões de segurança impostas pela necessidade de preservação da integridade física do preso, foi-lhes solicitado o documento de identificação, que apresentaram, com extração de cópia, e determinado que aguardassem até a confirmação, por acesso aos autos do processo, de que se tratavam efetivamente dos advogados da pessoa conduzida, uma vez que – repita-se – não portavam o instrumento de procuração.

                        Acessado os autos do processo nº 1001383-56.2018.4.01.3700, em tramitação eletrônica na 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Maranhão, confirmou-se que Paulo Renato Ferreira e Leonardo Quirino eram de fato advogados do preso identificado sob risco de vida, assim como advogados de outros denunciados nos mesmos autos.

                        Ato contínuo, o Procurador-Chefe da PR/MA, Dr. José Leite, encaminhou-se à portaria do Edifício e convidou os advogados Paulo Renato Ferreira e Leonardo Quirino a ingressarem no prédio, ocasião em que se dirigiram a um dos gabinetes da Procuradoria, no terceiro andar, para realização de reunião com os procuradores atuantes no processo criminal.

                        Após essa breve reunião, que transcorreu em situação de absoluta normalidade, cordialidade e respeito, como devem ocorrer as relações entre os atores do sistema de justiça, foram os advogados encaminhados à sala da Chefia de Gabinete da PR/MA, no quarto andar, para conversarem reservadamente com seu cliente.

                         Nesse instante, quando o Procurador-Chefe e o Procurador da República Juraci Guimarães faziam o encaminhamento do preso para a sala reservada em que se encontravam os advogados Paulo Renato Ferreira e Leonardo Quirino, a fim de que advogados e preso pudessem conversar em privado, encontrou naquele recinto inúmeros advogados que se identificaram em nome da Comissão de Prerrogativas da OAB, produzindo vídeos a partir de aparelhos celulares, irresponsabilidade que quase comprometeu a imagem e a identidade da pessoa até então sob risco de vida, que teve que voltar às pressas para outro gabinete.

                          O Procurador-Chefe comunicou os advogados do caso de que eles eram corresponsáveis pela integridade física e imagem do seu cliente, indagando-os se necessitavam da tutela da Comissão de Prerrogativas para o desempenho do seu trabalho, naquela ocasião. Referidos advogados dirigiram-se à Comissão informando que não havia necessidade de intervenção.

                          Após a saída da Comissão de Prerrogativas, e cessado o enorme risco a que esteve exposta a identidade e imagem do preso, por conta da atabalhoada intervenção que atrasou indevidamente os trabalhos, os advogados Paulo Renato Ferreira e Leonardo Quirino finalmente reuniram-se em privado com o seu cliente, pelo tempo que entenderam necessário.

                           Depois dessa reunião privada, referidos advogados comunicaram aos Procuradores da República presentes que renunciariam ao mandato do preso. Porque não dispunham na ocasião de token para peticionamento eletrônico, fizeram uso de um dos gabinetes da PR/MA para confeccionarem a petição de renúncia, deixando o local.

                      Para acompanhar o preso acionou-se a Defensoria Pública da União, que realizou diligentemente seu trabalho, acompanhando tecnicamente o preso, pelo Defensor Público Federal de plantão.

                      A sequência dos fatos acima descritos está gravada em mídia pelo circuito interno de vigilância da Procuradoria da República, para fins de responsabilização, caso necessário, preservadas as partes que possam eventualmente comprometer a identidade e imagem do preso.

                     Não se desconhece, antes se exalta a disposição constitucional que afirma que o advogado é indispensável à administração da justiça (art. 133, Constituição Federal), referência legislativa essencial à configuração do Estado Democrático de Direito. Todavia, a cláusula da essencialidade à administração da justiça não libera, antes impõe ao advogado, o dever de, em atenção aos interesses do seu cliente, atuar de modo a preservar a integridade física e a intimidade deste.

                       Por fim, não se sustenta a afirmação feita em vídeos publicamente divulgados por advogados, assim como sugere a Nota da OAB, de que Procuradores da República produziram prova sem a participação dos advogados do preso, quando, por lei, essa participação é essencial à própria validade do ato, e foi adequadamente oportunizada, muito antes da publicação da Nota.

Assessoria de Comunicação

Ministério Público Federal

Procuradoria da República no Estado do Maranhão

Um recomeço para o País

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Uma opinião bem pertinente do advogado Carlos Nina

Carlos Nina*

            A prisão de um ex-presidente da República, condenado por corrupção, não é motivo para comemoração, mas para reflexão. Como pode uma nação chegar a uma situação dessa, sem a contribuição ativa ou comissiva de todos? Afinal, diz a Constituição Federal: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

Se há vício no sistema e no processo eleitoral, não é novidade. A questão é: o que tem sido feito para corrigir esses desvios?

Assistimos continuamente aos escândalos se sucederem, cada vez maiores, sem que sejam tomadas posições isentas, coletivamente. O que se vê são paixões que, de um lado, cegam e levam multidões a idolatrar saqueadores dos cofres públicos, e, de outro, torcidas pela condenação desses ícones, para eles catalisando o sentimento coletivo de indignação com a impunidade, mas deixando ao largo o dia a dia da mesma corrupção que atrai, produz e sustenta aqueles ícones.

A prisão de um ex-presidente da República não vai resolver o problema da corrupção porque o crime organizado continua no comando, onde se revezam os corruptos, entranhados nos três poderes, como já dizia um senador maranhense há mais de 20 anos.

O País precisa de um recomeço. Não de uma Constituição como a de 1988, elaborada no conchavo de uma Constituinte Congressual, graças à manobra dos que conduziram sua aprovação, em sessão à qual estive presente, testemunhando aquele desvio, juntamente com outros presidentes de Seccionais da OAB, acompanhando o então presidente da Ordem, Hermann Baeta.

O Congresso contrariou a vontade popular da Constituinte exclusiva para atender às conveniências de seus membros. É necessária uma nova Constituinte, independente, autônoma, desvinculada do Congresso, livre das amarras partidárias.

Não inovo com a proposta da Constituinte exclusiva, pois há alguns anos já vem sendo defendida pelos juristas Modesto Carvalhosa e Nelson Paes Leme, cujos textos sobre o tema estão disponíveis na web.

É essa que deve ser a convocação ao povo. Para o diálogo na busca de solução para o caos em que está mergulhado o País. Não para o confronto, para a guerra civil. Essa é proposta de baderneiros, de quem quer tomar e manter o Poder a qualquer custo.

Se fora do poder tais segmentos agem assim, o que fariam se estivessem no Poder? Já mostraram.

A questão agora é: o que fazer? Deixar que os partidos políticos continuem sua corrida para ver quem conquista mais lotes na administração pública, para abocanhar os maiores orçamentos, dos quais possam alimentar as ambições de suas lideranças, ou  começar todos um amplo diálogo para passar o País a limpo e fazer um novo recomeço?

Queremos uma nação que amadureça através do diálogo ou sucumba à violência fraticida?

 * Advogado e jornalista. Mestre em Direito Econômico e Político (Mackenzie-SP), ex-Promotor de Justiça, ex-Presidente da OAB-MA, ex-Conselheiro federal da OAB, Juiz de Direito aposentado.

Presidente da CNBB: “Brasil hoje precisa que a Igreja dê um testemunho de comunhão, de unidade fraterna”

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O cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, encontrou-se com o Papa Francisco, nesta sexta-feira, 6 de abril. Ele Depois do encontro, ele atendeu pedido do Vatican News e conversou com a repórter Cristiane Murray.

ACOLHIDA DO PAPA FRANCISCO

                “Primeiramente, é sempre uma grande alegria encontrar com o Papa Francisco. Ele sempre nos recebe de maneira muito carinhosa, com muita generosidade e demonstra um amor imenso pelo Brasil, pela Igreja no Brasil, pelo povo brasileiro. Então, é sempre bom demais estar com ele e eu dei a ele o abraço e a oração do nosso povo, da nossa Igreja e do nosso episcopado. E por isso, eu agradeço muito a Deus e ao Papa Francisco de ter tido a oportunidade de uma conversa com ele um pouco mais demorada, mesmo que em outros momentos que eu participo tenho tido a graça de um contato com ele ”.

CONVERSA COM O PAPA

               “Nós temos muitos desafios. Desafios na sociedade, desafios na realidade brasileira. Desafios de caráter sócio-político, econômico, cultural. Temos também desafios internos na vida da Igreja”.

                O cardeal disse que podia resumir a conversa com o Papa a respeito da missão da Igreja em três pontos:  “O primeiro, a necessidade de ir em frente. De continuar, sempre mais e, de modo mais fiel possível, a missão da Igreja, isto é, diante dos desafios, das dificuldades, nós não podemos desanimar, pelo contrário, temos de ir em frente. Eu creio que este avançar, procurando ser o mais fiel à missão da Igreja é um primeiro aspecto. Perseverar, avançar, ser fiel”.

             O segundo aspecto da conversa com o Papa, segundo dom Sergio foi “caminhar unidos. Nós precisamos estar muito unidos para poder superar os desafios pastorais e outros problemas da realidade brasileira. Então, caminhar juntos, claro que primeiramente na oração, mas caminhar juntos como Igreja, isto é, assumindo juntos a missão da Igreja, muito unidos ao próprio Papa Francisco, unidos com os bispos do Brasil. Então, em breve, vamos ter a nossa assembleia geral dos bispos do Brasil, que é uma ocasião para fortalecer essa unidade que temos vivido. Unidos na vida e na missão. Unidos na oração, na vida e na missão”.

                Dom Sergio explicou que o terceiro ponto da conversa foi a esperança: “Porque nós caminhamos unidos, mas não simplesmente como um grupo de amigos, mas caminhamos unidos pela fé. Pela fé que nós temos em Cristo. Estamos no Tempo da Páscoa. Então, nós queremos caminhar unidos pela fé em Cristo, mas justamente porque cremos nEle, sabemos que Ele é o Senhor da Igreja, nós colocamos nEle, a nossa esperança. Somos gente de esperança”.

ASSEMBLEIA DOS BISPOS

                 Sobre o tema central da próxima assembleia geral dos bispos que começa na quarta-feira, 11 de abril de 2018, em Aparecida, a formação dos padres, o cardeal disse: “É claro que o desafio da formação é imenso […] nós temos que, como Igreja, crescer, avançar na formação dos futuros presbíteros e dos atuais. Aqui que estão dois aspectos que tem que ser considerados permanentemente. Houve um tempo que quando se falava que formação sacerdotal se pensava apenas nos futuros presbíteros, isto é, na formação que se oferece nos seminários. E a verdade que essa formação que é fornecida nos seminários tem que merecer uma atenção cada vez maior, temos que aprimorar, que ampliar, mas o desafio que se coloca hoje é a chamada formação permanente dos presbíteros”.

                    O Cardeal explica como isso se dará no estudo dos bispos, na assembleia: “Eu creio que esse seja um dos aspectos que temos nós precisamos trabalhar cada vez mais. O próprio documento sobre a formação que estamos estudando já vai dedicar um espaço muito grande à formação permanente. Portanto, não é apenas quando estão se preparando para a ordenação sacerdotal ou para o ministério sacerdotal que é necessária uma formação mais sistemática, mais integral. Então, depois de ordenados, continua o desafio da formação. E não é que nós bispos estão de fora, nós também necessitamos continuar a nossa formação para servir, cada vez melhor, à Igreja”.

                    Ainda sobre o tema da assembleia, dom Sergio esclarece: A Igreja tem trabalhado com vários aspectos da formação. Quando nós falamos de formação integral é porque não falamos apenas dos estudos. Tem gente que pensa, às vezes, na formação dos estudos. É claro que eles merecem uma atenção na formação dos presbíteros, mas não bastam os estudos. Eles são importantíssimos, mas temos a formação humano-afetiva, formação espiritual, formação comunitária, formação pastoral. São os vários aspectos da formação que nos seminários, nós estamos trabalhando cada vez mais, mas depois de ordenados é preciso cultivar”.

                     Sobre a metodologia de trabalho que os bispos vão adotar na assembleia geral, o cardeal disse: Nós partimos daquilo que vem da Santa Sé, isto é, do documento que orienta a formação dos presbíteros, e também partimos da experiência que nós temos e do próprio documento que o Brasil já está adotando.  Nós já temos em vigor as chamadas diretrizes para a formação dos presbíteros e este documento é que está sendo revisto, está sendo aprofundado. Nós temos um caminho longo que percorrer, mas claro que o caminho é mais exigente ainda, isto é, temos passos ainda maiores a serem dados para preparar o sacerdote, o presbítero, o bispo para atuar no dia a dia do mundo de hoje, da sociedade de hoje, para fazer o anúncio do Evangelho e viver o sacerdócio no seu conjunto nas condições concretas que nós temos hoje. É preciso, de fato, aprofundar, cada vez mais, não apenas o conhecimento, mas a vivência da fé que vai ser anunciada, celebrada, vivida pelo próprio sacerdote e pelo conjunto do povo”.

MOMENTO DA REALIDADE NO BRASIL

                  O presidente da CNBB, perguntado sobre o momento que vivemos, disse que: Brasil precisa do testemunho cristão de cada um de nós. Testemunho corajoso, firme, fiel, alegre. Claro que isso é dom de Deus e precisa ser alimentado pela oração, pela Eucaristia, pela Palavra de Deus. O Brasil hoje precisa que a Igreja dê esse testemunho de comunhão, de unidade fraterna, de comunhão fraterna. Porque nós queremos superar a violência, a agressividade, a intolerância e queremos fazer isso dando testemunho. Lembremos sempre que a unidade, que a comunhão é uma exigência da evangelização. Jesus disse para estarmos unidos, para que o mundo creia. Quando Jesus reza ao Pai pedindo a unidade dos creem é justamente para que o mundo creia. Nós queremos, justamente, através do nosso testemunho, ajudar outras pessoas a crer em Cristo, fazendo essa mesma experiência. Por que tratar o outro que pensa diferente como inimigo? Não. É um irmão a ser amado, a ser respeitado, a ser valorizado e, se necessário for, a ser também corrigido fraternalmente”.

                   O cardeal lembrou a ainda a importância da esperança neste momento do Brasil: “Quando o Papa Francisco esteve em Aparecida, retomando a história dos pescadores que encontraram a imagem de nossa Padroeira, este foi um aspecto que o Papa insistia. E sempre ele tem dito: não deixem que roube a esperança. Não podemos perder a esperança. Essa esperança, é claro, vem de Jesus, ela vem de Deus, mas é uma esperança que nós também alimentamos também comunitariamente. Por isso que é muito importante a participação das pessoas na vida da comunidade, na vida Igreja. Porque sozinho, acaba se desanimando. Quando nós nos unimos como família – claro que a família de cada um é muito importante – mas essa família que quer ser a Igreja, ela é igualmente importante e, em algumas situações, com a família mais fragilizada, ela se torna ainda mais necessária para muita gente. Para todos nós, mas sobretudo para quem sofre mais”.

                 Dom Sergio destaca o sentido da esperança cristã: “Encontrar na Igreja gente que procura viver o Evangelho através do amor ao próximo, da caridade, da vida fraterna, da misericórdia. E, por isso, a pessoa se sente acolhida, se sente amada. Então, em momentos de dor, de dificuldade, de angústia, é preciso, ainda mais, a cultivar a vida fraterna porque juntos nós nos animamos a caminhar, a superar dificuldades. Claro que unidos a Cristo, nEle ancorados, iluminados, animados pelo Espírito de Deus, não é só nós. Nós não produzimos, por conta própria, essa esperança. Nós recebemos, mas cultivamos e compartilhamos a esperança. Então, que seja esse momento em que nós nos unimos, como Igreja, justamente para pode superar dificuldades e realizar bem a nossa missão evangelizadora. Que seja um momento em que nós possamos testemunhar a esperança que vem de Jesus, a esperança que vem da vida fraterna, de gente que se dispõe a caminhar juntos, a conviver e a trabalhar juntos na missão da Igreja”.

SÍNODO DOS JOVENS

                 Dom Sergio da Rocha, que também é Relator Geral do Sínodo sobre os jovens e o discernimento vocacional, falou o que o Papa Francisco pediu em relação a esse evento da Igreja: “mais uma vez, o Papa Francisco insistiu, com razão, na importância de ouvir os jovens. Não o simples escutar, mas o procurar acolher os seus anseios, suas preocupações, suas angustias e também suas propostas. E acolher a pluralidade da juventude. Juventude no plural, isto é, considerar os vários rostos dos jovens. Às vezes, há o risco de ficar apenas com um determinado tipo de jovem, quando na sociedade, nós temos vários. Por que isso? Porque queremos que todos sejam os mesmos discípulos e discípulas de Jesus, como jovens, mas também como missionários e missionárias como jovens”.

                 O cardeal lembrou que o texto Instrumento de Trabalho está sendo finalizado: “Estamos procurando acolhera as contribuições da reunião pré-sinodal, ocorrida recentemente. E, claro, há muito tempo estão sendo acolhidas as contribuições das conferências episcopais e daquele que contribuíram através da internet da página online. Mas os quem fará uma acolhida efetiva serão aqueles que estarão participando da assembleia sinodal”.

SÍNODO EXTRAORDINÁRIO DA AMAZÔNIA

                 “É para 2019, mas não há como a Igreja no Brasil, de modo especial o episcopado brasileiro não acompanhar atentamente e, de certo modo, já se envolver no processo de preparação para o Sínodo da Amazônia […] E o Papa já constituiu um Conselho Especial para o Sínodo e nele temos a presença de bispos brasileiros, mas o Brasil todo é convidado a se envolver. Na conversa com o próprio Papa, fica muito claro essa atenção especial que o Papa quer dar e que a Igreja deve dar à Amazônia para que a Igreja na Amazônia posso cumprir bem sua missão na realidade específica da Amazônia. Mas, é claro que não pode ser algo que diz respeito s[o a quem está na Amazônia. Os bispos da Amazônia, de modo especial, são os primeiros participantes, os protagonistas, mas o que se quer com esse Sínodo é que o conjunto da Igreja se sinta responsável pela Amazônia, é que também o Brasil todo se sinta responsável, que o episcopado todo do Brasil, de alguma maneira, tenha sua participação  e sinta responsável pela vida e missão da Igreja na Amazônia”, disse dom Sergio.

Fonte: CNBB Nacional

Laudo Médico comprova a agressão violenta do Cabo Campos contra a esposa e a Assembleia Legislativa silencia

          aldir

O deputado estadual Cabo Campos, autor de perversa e covarde agressão à sua esposa Maria José Brandão Marques Campos, deve se tornar um símbolo da impunidade para a população maranhense e mais precisamente para as mulheres que lutam com muita determinação para fazer valer a Lei Maria da Penha. O parlamentar, além do foro privilegiado, tem respaldo com o corporativismo da Assembleia Legislativa do Estado.

           O parlamentar do DEM, não tem mais como criar sofismas em torno da agressão e chegar a insinuar que a esposa teria sido vítima de uma queda, a velha e costumeira justificativa que os homens violentos obrigam as mulheres vítimas de violência a falar, principalmente quando as marcas ficam no rosto, e elas são coagidas a ficar caladas, que felizmente não foi o caso da senhor Maria José Campos.

           De acordo com o Laudo do Instituto Médico Legal, a senhora Maria José Brandão Marques Brandão, em razão da violenta agressão covarde, apresentava hematomas, quimose – mancha da pele, de coloração variável, produzida por extravasamento de sangue e ferida contusa, causada pela violência, além de outros detalhes técnicos resultantes da agressão. Mesmo diante da proteção judicial dada pela justiça a vítima, a instauração de processo na justiça, que infelizmente o favorece pelo foro privilegiado, o Cabo Campos, tem a proteção da Assembleia Legislativa do Estado, numa demonstração clara de corporativismo.

           A realidade dos fatos é uma demonstração clara de que a Assembleia Legislativa do Estado é totalmente indiferente a Lei Maria da Penha e não expressa sentimento de valor e respeito às mulheres maranhenses, quando protege um agressor covarde e se omite totalmente a punir o parlamentar por falta de decoro, com a instauração de procedimento pela Comissão de Ética. O que é ainda é mais deprimente para o Poder Legislativo é que o deputado Cabo Campos é o presidente da Comissão de Segurança Pública do Parlamento Estadual, e para tanto tem exemplo e mérito com violência doméstica.

            Indiferente a tudo e a todos, o deputado Cabo Campos circula com bastante desenvoltura no parlamento estadual e está em plena campanha pela reeleição. O apoio que tinha dos soldados e cabos da PM, perdeu por não ter honrado com os compromissos assumidos com a categoria e posteriormente se posicionou no parlamento contra os militares.