Dia dos povos indígenas: Alzheimer jurídico de Três Poderes e Bancadas

                As delegações dos povos indígenas, que acamparam três longos dias debaixo de forte chuva e sol quente na Esplanada dos Ministérios de Brasília, arrumaram suas mochilas, desmontaram lonas e barracas. Desde a saída de suas aldeias discretamente monitorados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), retomaram a estrada e estão voltando para suas terras que valentemente defenderam. Há alguns anos, o Acampamento Terra Livre (ATL) faz parte da Mobilização Nacional Indígena com ações concomitantes espalhadas por todo o Brasil.

O comentário é de Paulo Suess, assessor teológico do Conselho Indigenista Missionário – Cimi

aldir

Antes de vir para Brasília, as lideranças convocadas pelas suas organizações regionais e pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), percorreram as regiões e conversaram com seus povos sobre o significado do ATL. Já preparando futuros militantes da causa indígena, trouxeram muitos jovens que pela primeira vez estiveram em Brasília. Ao lado desse foco pedagógico, o que significou, politicamente, a mobilização de 1,5 mil lideranças indígenas no ATL contra a mobilização de três bancadas do Congresso e de três Poderes constitucionais durante 365 dias ao longo do ano?

O leitor, politicamente instruído sobre os Três Poderes, pode perguntar: “Mas, quem são essas Três Bancadas”? São as bancadas BBB, da Bíblia, do Boi e da Bala, as bancadas do fundamentalismo, do agronegócio e da liberalização da compra e do porte de armas (PL 3722/2012). Para fazer passar seus respectivos projetos pelas votações, essas bancadas fazem alianças transversais com outros setores, como aconteceu na votação da Redução da Maioridade Penal (PEC 171/93) e na preparação do Projeto de Lei (PL 4330) que pretende regulamentar a Terceirização do Trabalho.

Face às três bancadas e aos Três Poderes, os povos indígenas vivem politicamente encurralados em uma situação de guerra civil silenciada pela mídia e sustentada pela classe dominante, pela força bruta de assassinatos no campo e pela repressão “legal” que está instruindo processos que criminalizam as lideranças indígenas e as colocam nas cadeias. A coordenadora da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR), Deborah Duprat, fez uma leitura correta do panorama político que vivemos hoje: “Avalio que estamos vivendo um dos piores momentos pós-Constituição de 1988 no que diz respeito a direitos territoriais indígenas. Isso porque, pela primeira vez, os três Poderes, por ação ou omissão, passam a percepção de que há excesso nas demarcações de terras indígenas e de que é preciso adotar providências no sentido de assegurar direitos de propriedade de terceiros” (Porantim, Jan/Fev 2015, p. 4).

Os discursos das lideranças indígenas, suas faixas de protesto e documentos protocolados durante o Acampamento Terra Livre (ATL 2015) mostravam os conflitos estruturalmente conectados à hostilidade dos Três Poderes, escondidos atrás de siglas misteriosas como PEC 215 (referente ao Poder Legislativo), Portaria 303 (referente ao Poder Executivo), anulação de “Portaria Declaratória” e “Marco Temporal” (ambos de iniciativa do Poder Judiciário).

A PEC 215 é a Proposta de Emenda Constitucional, que transfere do Poder Executivo para o Legislativo, portanto, do Governo Federal para o Congresso, a atribuição de oficializar Terras Indígenas em detrimento dos artigos 231 e 232 da Constituição que regulamenta as demarcações de terras indígenas. Por que esta fúria dos índios contra a PEC 215? No Congresso hospedam-se os interesses regionais de prefeitos, grandes proprietários de terra e do agronegócio, das mineradoras e das madeireiras que, com suas contribuições, subvencionam as campanhas eleitorais de vereadores, deputados e senadores, e procuram impedir a demarcação das terras indígenas.

aldir

Sabiamente, a Constituição de 1988 resistiu contra as tentativas de regionalizar a questão indígena, contando com a ação política mais distante da cooptação regional e, portanto, mais isenta do Governo Federal face às reais necessidades dos povos indígenas. Infelizmente, nesse “olhar mais distante” do Poder Executivo está embutido um fator subjetivo e partidário deste ou daquele governante. A presidente Dilma, que já nos seus discursos de posse do segundo mandato não mencionou os povos indígenas com uma só palavra, está descumprindo a sua promessa de ser presidente de todos os brasileiros. Embora a PEC 215 represente uma iniciativa do Poder Legislativo, o trato político que foi dado à questão pelo Poder Executivo foi o da “batata quente” em detrimento da Constituição Federal.

Para o segundo dia do ATL foi previsto uma vigília noite a dentro diante do Supremo Tribunal Federal (STF), fortemente cercado por policiais. Mesmo sob chuvas torrenciais, as lideranças cantaram e dançaram num ritual com a força que teria feito os muros de Jericó caírem.

Quais foram as reivindicações ao STF? A 2ª Turma do Supremo anulou entre setembro e dezembro de 2014 duas Portarias do Ministério da Justiça e um Decreto Presidencial que reconheceram três terras indígenas legalmente aptas para a demarcação e devolução definitiva aos índios. Os ministros do Supremo achavam o contrário, interpretando que as terras Guyraroká (MS), do povo Guarani Kaiowa, Porquinhos (MA), dos Canela Apanyekrá e Limão Verde (MS), dos Terena, não seriam terras indígenas. A base legal invocada pelo STF foi o chamado “Marco Temporal”.

O “Marco Temporal” é um expediente jurídico introduzido por ocasião da demarcação da Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol de Roraima, juridicamente concluída em 2013. Esse “Marco Temporal” foi assumido no decorrer dos debates anteriores entre os Ministros do STF no julgamento da Petição 3388/RR, de 2009. Segundo o então ministro Ayres Britto vale somente para a TI Raposa Serra do Sol, e diz o seguinte: terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são aquelas que eles habitavam em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Brasileira, devendo, ainda, haver efetiva relação dos índios com a terra.

“O marco temporal de ocupação” não causou maiores problemas enquanto era respeitada a intenção original do julgador de não lhe atribuir “efeito vinculante” às demais terras indígenas e enquanto vigorou o entendimento sobre “o marco da tradicionalidade da ocupação”. De acordo com a decisão do STF, “a tradicionalidade da posse nativa, no entanto, não se perde onde, ao tempo da promulgação da Lei Maior de 1988, a reocupação apenas não ocorreu por efeito de renitente esbulho por parte de não-índios”

Esse acordo legal foi rompido pelas decisões da 2ª Turma do STF ao tratar o “Marco Temporal” como precedente jurídico para outras situações e dando um caráter altamente restritivo ao “renitente esbulho” dos povos indígenas. A Advocacia Geral da União (AGU), braço jurídico do Poder Executivo da Presidência, que por meio da Portaria 303/2012 estabeleceu a vinculação das já mencionadas “Condicionantes” a todas as terras indígenas do Brasil, sincronizou os equívocos jurídicos entre STF e AGU.

ALDIR1

A invocação do “Marco Temporal” como precedente e a classificação restritiva do “esbulho” não considera suficientemente que os povos indígenas viveram até a promulgação da Constituição de 1988 em regime de Tutela, que não lhes permitiu reivindicar seus direitos territoriais ou travar disputas judiciais, nem voltar às suas terras, das quais foram expulsos pelas diferentes ondas de colonização. Na questão da demarcação das terras indígenas, o governo Dilma está entrando em águas turvas da amnésia histórica, mostrando sintomas de um Alzheimer jurídico avançado que trata situações de fato como situações de jure.

Fonte – IHUSINOS

Tráfico de pessoas responde por 5% dos pedidos de cooperação

aldir

O diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça, Ricardo Andrade Saadi, disse nesta sexta-feira (17/4) que o tráfico de pessoas motiva menos de 5% dos pedidos de cooperação jurídica internacional feitos pelo Brasil por meio do órgão. O tema também não é um dos que mais motivam pedidos de cooperação jurídica feitos por outros países ao DRCI, sendo o oitavo entre os mais demandados.

Segundo Saadi, que participou, em Fortaleza (CE), do V Simpósio Internacional para Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, 30 pedidos de cooperação jurídica internacional foram feitos pelo Brasil, nos anos de 2013 e 2014, envolvendo o tráfico de pessoas. Nesse mesmo período, foram recebidos 14 pedidos de cooperação jurídica envolvendo casos de tráficos de pessoas. O principal destino dos pedidos feitos pelo País é a Espanha, que também lidera as solicitações encaminhadas ao Brasil, seguido pela Itália.

“Dos pedidos que tramitam no DRCI, a maioria deles envolve promessas de trabalho e ganhos elevados e as vítimas, quando chegam ao destino, encontram situações péssimas de trabalho e ficam em cárcere privado. Muitas vezes também têm os documentos retidos”, afirmou Saadi, ao participar do painel sobre Cooperação Jurídica Internacional, coordenado pelo conselheiro Guilherme Calmon, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os pedidos geralmente envolvem compartilhamento de provas, interrogatórios de réus, depoimentos de testemunhas e a implementação de medidas cautelares sobre bens, entre outras possibilidades.

O evento, promovido pelo CNJ e pelo Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região, reuniu, nesta quinta e sexta-feira, especialistas e membros dos órgãos envolvidos no enfrentamento ao tráfico de pessoas, como magistrados, promotores, defensores públicos e autoridades do Poder Executivo.

O diretor do DRCI, órgão que centraliza os pedidos de cooperação jurídica internacional feitos pelo País, defendeu a importância da cooperação internacional para o enfrentamento às grandes organizações criminosas, inclusive as que atuam no tráfico de pessoas. “Os membros das grandes organizações criminosas estão sempre em mais de um país”, afirmou.

De acordo com Saadi, em geral os crimes são cometidos no Brasil mas os recursos provenientes do crime são guardados no exterior, por isso a importância da cooperação entre os países. “Os recursos que a organização consegue praticando o crime são usados para refinanciar o crime e para benefício pessoal dos membros, por isso um combate eficiente passa pela descapitalização da organização criminosa”, disse.

Modalidades – Segundo a diretora técnica do Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ, Thamara Duarte Cunha Medeiros, que participou do painel “Tráfico de Pessoas no Brasil: Diagnóstico e Metodologia Integrada”, hoje as principais modalidades de tráfico de pessoas existentes são o trabalho escravo, o tráfico para remoção de órgãos e tecidos, a exploração sexual, a mendicância e a adoção ilegal.

A diretora citou pesquisa realizada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) que mostra um aumento no número de tráfico de pessoas para trabalho escravo. “Até 2012 havia uma diferença significativa entre tráfico para exploração sexual e para trabalho escravo. Hoje estas duas práticas estão praticamente no mesmo patamar”, disse.

Suriname, Suíça, Espanha, Holanda, Itália e Portugal são os países com o maior número de denúncias de vítimas brasileiras feitas aos consulados e embaixadas brasileiras, segundo a diretora.  Ainda de acordo com ela, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul são os estados onde mais ocorrências de tráfico de pessoas foram registradas.

A maioria das vítimas seriam mulheres, entre 10 e 29 anos, solteiras, de baixa escolaridade e que vivem em áreas precárias das grandes zonas urbanas. As informações, segundo a diretora, fazem parte de levantamento feito pelo Ministério da Justiça em 2011. Ela falou ainda sobre as dificuldades enfrentadas para a produção de dados sobre o tráfico de pessoas. “Os registros que temos não representam a realidade”, disse.

Entre as dificuldades apontadas está a falta de entendimento dos agentes públicos sobre o que é delito e os principais conceitos envolvidos na questão, as diferentes formas de registro feitos pelos órgãos envolvidos e dificuldades relacionadas às vítimas, como o medo de a pessoa ser deportada, presa ou tratada como prostituta. “Muitas vezes as vítimas não denunciam porque não sabem como denunciar, não conhecem o idioma, não conhecem a cultura do país. Tudo isso faz com que esse crime fique ainda mais velado”, afirmou.

 Tatiane Freire
Agência CNJ de Notícias

Governos Estadual e Federal terão prazo de 180 dias para regularizar os Serviços de Atenção Integral em Hanseníase, em São Luís.

Por solicitação do Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA), a Justiça Federal condenou o Município de São Luís, o Estado do Maranhão e a União pela inadequada prestação dos Serviços de Atenção Integral em Hanseníase às pessoas com a doença, usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). A condenação é resultado da ação civil pública proposta pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC).

O Município de São Luís foi condenado pela inadequadaprestação de serviços e ações de atenção básica na reabilitação dos pacientes e na ausência de  distribuição de órteses, palmilhas e calçados adaptados; a condenação do estado do Maranhão foi devido a sua total omissão, na execução de serviços e ações de média e alta complexidade referentes a internações e implantação de procedimentos cirúrgicos nas duas instituições de saúde.

E ainda, a condenação da União pela inércia em fiscalizar a implementação do Programa Nacional de Controle da Hanseníase pelo estado e pelo município, mediante presença do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) para verificar o cumprimento da decisão.

Dessa forma, acolhendo o pedido do Ministério Público Federal, a Justiça Federal determinou que o Município de São Luís, o Estado do Maranhão e a União, no prazo de 180 dias, promovam o fornecimento adequado e regular dos serviços de atenção integral em hanseníase, sob pena de multa diária no valor de 20 mil reais.

 Assessoria de Comunicação

Ministério Público Federal

Autoridades prestigiam aula inaugural do Projeto Bombeiro Mirim em Bacabeira

Na manhã do ultimo domingo(19), várias autoridades, entre elas, o secretário de Segurança do Estado – Jefferson Mulher Portela, o deputado estadual Cabo Campos(PP) e o comandante geral do CBMMA – coronel Celio Roberto de Araújo Pinto, estiveram prestigiando a aula inaugural do “Projeto Bombeiro Mirim Força Jovem” de Bacabeira, coordenado pelo capitão da Reserva Remunerada do CBMMA – Lucas de Jesus Gomes Lindoso.

Além das autoridades acima mencionadas, o coronel Joabe Pereira, chefe da Diretoria de Apoio Logístico, os tenentes coronéis Rocha Silva e Marcos Veras(Chefe de Gabinete),  e o major Cláudio Bezerra, diretor do Colégio do Bombeiro Militar 2 de Julho – estiveram compondo a mesa de abertura do evento, que ocorreu na Unidade Integrada Osvaldino José de Sousa, localizada em Perizes de Baixo, naquela cidade.

Em um discurso bastante empolgado, pela grandiosidade do projeto, o secretário Jeferson Portela evidenciou a importância do trabalho direcionado para o público nessa faixa etária. “Precisamos dispensar uma atenção especial a esses jovens, pois do contrário, certamente, iremos perdê-los para o mundo das drogas, por isso a nossa intenção à frente da SSP, é prestar apoio, incondicional, as brigadas instaladas nos quatro cantos do Estado”, enfatizou Portella.

O deputado cabo Campos parabenizou a iniciativa do Corpo de Bombeiros do Maranhão, e ratificou a relevância do Bombeiro Mirim, razão essa que o fez elaborar um projeto, já aprovado pela Assembleia Legislativa, aguardando o recebimento de emendas, que dispõe sobre a criação do Programa  nas unidades do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Maranhão.

“Ao dar uma ocupação sadia aos adolescentes e jovens, instruindo-os sobre valores essenciais, evita-se que fiquem nas ruas e caminhem para a marginalidade”, frisou Cabo Campos. De acordo com a proposta aprovada na AL, o programa será desenvolvido mediante a celebração de convênios com as prefeituras municipais interessadas, parcerias com organizações não governamentais e empresas.

Já o comandante geral do CBMMA – coronel Roberto, também parabenizou a iniciativa, mas ressaltou a importância do disciplinamento para abertura de novos grupos. “Com o apoio do Governo do Estado, por intermédio da SSP, a nossa intenção é instalar brigadas nos 217 municípios maranhenses, mas, para isso, alguns critérios precisarão ser atendidos, haja vista que o nome da nossa Corporação chancela o projeto”, disse o coronel Roberto.

Segundo o coordenado do “Programa Força Jovem de Bacabeira”, capitão RR – Lucas, além do ponta pé inicial das atividades no ano de 2015, o evento teve como objetivo reivindicar uma atenção maior, no tocante a segurança pública, para aquele município. “Diariamente, travamos aqui em Bacabeira uma luta do bem contra o mal, pois enquanto tentamos orientar, proteger e capacitar as nossas crianças e adolescentes, os bandidos tentam capta-los para o mundo do crime”, enfatizou o capitão RR – Lucas.

Em Bacabeira, os alunos participam de aulas práticas e teóricas, tendo acesso, ainda, aulas de reforço escolar, orientação sexual, orientação para o trânsito, salvamento terrestre, aquático, em altura, preservação do meio ambiente, entre outros.

Assim como o Golfinho e Melhor Idade, o Bombeiro Mirim do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, coordenado pelo tenente coronel Isaac Muniz Matos, é um programa de cunho social, implementado na instituição desde 2005, e que atualmente atende 5200 jovens com idades entre 10 e 16 anos, em 54 municípios maranhenses, preferencialmente, em situação de vulnerabilidade social.

“O objetivo central deste programa é reduzir o índice de evasão escolar, evitar o envolvimento de menores carentes com maiores infratores e, assim, reduzir os índices de criminalidade, situação cada vez mais frequente, devido ao crescimento urbano acelerado e desordenado”, finalizou o TenCel. Izac.

 Fonte  – Itamargarethe Corrêa Lima

 

PCdoB se articula para eleger um considerável número de prefeitos nas eleições municipais

ALDIR

            O PCdoB vem se articulando para as eleições municipais em todo o Maranhão, visando eleger um maior número de prefeitos e vereadores e fortalecer a sua base para 2018. Lideranças politicas filiadas a partidos da oposição e até mesmo de aliados estão sendo convidados a ingressar nas fileiras da agremiação politica do Governador do Estado. Comenta-se que já existem descontentamentos, mas eles estariam bem reservados, levando-se em conta que diante das questões relacionadas a reforma politica, muita gente está esperando pelas definições e das aplicações que poderão ser postas em pratica pela Justiça Eleitoral. As maiores expectativas residem no financiamento de campanhas, na redução do tempo de filiação para a disputa eleitoral e da obrigatoriedade de afastamento do cargo no caso da reeleição, que também pode ser extinta, depois da corrupção vergonhosa na Petrobrás, conhecida mundialmente como Lava Jato, que tem o Partido dos Trabalhadores, como o chefe da quadrilha, a exemplo do que ocorreu com o Mensalão.

              Em Colinas poderá haver confronto entre PCdoB e PSDB

 

             Na cidade de Colinas, o grupo politico Brandão, liderado pelo vice-governador Carlos Brandão já tem articulado o nome da ex-prefeita Valmira Miranda da Silva, filiada ao PSDB e embora não tenha sido uma grande administradora, acredita que o seu crescimento politico poderá ocorrer diante da fragilidade da atual gestão municipal.

              O secretário Marcio Jerry Barroso, da Articulação Politica já teria batido o martelo e indicado para concorrer ao pleito, a sua irmã e vereadora Lenir Régia Barroso Cardoso Rosa. Pelo visto será muito difícil a construção de uma aliança entre as duas correntes politicas e para  muito observadores o clima para a disputa deverá ser bastante acirrado.

              O prefeito Antonio Carlos Pereira de Oliveira, ainda não se decidiu qual o caminho a seguir esperando a definição da reforma politica, mas inúmeras lideranças registram que se ele for para a disputa, o meio de campo deverá embolar e o clima que a princípio será quente, com certeza irá ferver.

              Experientes políticos colinenses acreditam que o surgimento do nome de um politico jovem e bem carismático dentro do contexto poderá se sobrepor aos demais postulantes, uma vez que há uma avidez de mudanças efetivas que retire a cidade de Colinas do marasmo em que se encontra.

 

Ministério Público constata danos em materiais escolares da prefeitura de São Luís

           aldir

Materiais estão amontoados no pátio

aldir

Lona não protege adequadamente mesas carteiras              

         aldir

Carcaças de veículos também estão no depósito

aldir

Paulo Avelar constatou diversas irregularidades

        O promotor de justiça de Defesa da Educação de São Luís, Paulo Silvestre Avelar Silva, inspecionou, na manhã desta sexta-feira, 17, o depósito da Secretaria Municipal de Educação (Semed), no Outeiro da Cruz. O espaço tem uma série de infiltrações, paredes mofadas, chão deteriorado, buracos no teto e muita sujeira.

A vistoria foi acompanhada pelo secretário municipal de Educação, Geraldo Castro, e pela presidente do Sindicato dos Profissionais do Magistério Público de São Luís (Sindeducação), Elizabeth Castelo Branco.

“Os materiais deveriam ser utilizados para promover a educação de qualidade e estão sendo desperdiçados em um espaço sem estrutura adequada para acondicioná-los. As infiltrações estão em toda parte”, afirmou Paulo Avelar.

Na avaliação da presidente do Sindeducação, a negligência com o dinheiro público é ainda mais grave porque o material deveria ter sido entregue aos professores e alunos. “No ano passado, por exemplo, os docentes não receberam o diário de classe. O material que deveria ser utilizado para registrar a frequência dos estudantes e o conteúdo das aulas está aqui, estragando nesse galpão”.

O representante do MPMA encontrou carteiras, mesas, copos, cartolinas, lápis, massas de modelar, cadernos de desenho, dicionários, fichas de matrícula, colas, itens de higiene, diários de classe, além de veículos em péssimo estado de conservação ou totalmente estragados.

Após a inspeção, o promotor de justiça Paulo Avelar anunciou a instauração de um procedimento investigatório a fim de ouvir todos os responsáveis pelo depósito. “Com base nos depoimentos a serem tomados e nas informações recolhidas nessa vistoria, vamos adotar as medidas para punir os responsáveis por esse desperdício”.

(CCOM-MPMA)

No Maranhão, audiências de custódia desafogam prisões

Um relatório publicado pela ONG internacional Human Rights Watch, no início de abril, aponta que a adoção de audiências de custódia no Maranhão tem ajudado a reduzir a superlotação carcerária naquele estado.

“As audiências de custódia previnem casos de encarceramento arbitrário e ilegal de suspeitos de crimes não violentos enquanto estes aguardam julgamento. Elas permitem que os juízes tenham mais informações para decidir se alguém foi detido legalmente e se estão presentes os elementos para se determinar a prisão provisória. A Human Rights Watch concluiu que, sem essas audiências, os detidos que aguardam para serem levados à presença de um juiz pela primeira vez podem passar meses em prisões superlotadas, sob intensa pressão para se juntarem a facções criminosas”, consta no relatório.

O documento indica que, ao longo dos anos, o encarceramento massivo no Maranhão fortaleceu o poder das facções criminosas nas unidades prisionais e intensificou os casos de violência dentro e fora das prisões. Membros dessas facções criminosas mutilaram suas vítimas, realizaram sequestros e extorsões nas prisões e estupraram visitantes, de acordo com declarações de presos e autoridades à Human Rights Watch.

“Esses grupos também ampliaram suas atividades ilegais para fora dos muros prisionais e agora dominam bairros inteiros de São Luís. Durante os últimos anos, os crimes violentos cresceram dramaticamente no Estado do Maranhão. O índice de homicídios triplicou entre 2002 e 2012, de acordo com o Mapa da Violência 2014, um estudo acadêmico baseado em dados do Ministério da Saúde”, consta no texto.

O crescimento das facções criminosas se deu em grande parte por causa da falta de segurança dentro das prisões, que se agravou com a superlotação, disseram autoridades locais à Human Rights Watch. “Em outubro de 2014, mais de 6.538 pessoas estavam presas nas unidades prisionais do Maranhão, que foram construídas para abrigar um máximo de 3.605 presos, de acordo com um relatório do poder judiciário estadual. Sessenta por cento desses presos estão em prisão provisória, diz o relatório. Eles são rotineiramente colocados em celas com criminosos condenados, em uma clara violação dos padrões internacionais”.

A Human Rights Watch também aponta que uma pessoa detida ser levada à presença de um juiz sem atrasos é um direito fundamental previsto no direito internacional e consagrado em tratados ratificados pelo Brasil, incluindo o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e a Convenção Americana de Direitos Humanos. “Ele se aplica a todas as prisões, sem exceção, e se destina a colocar sob controle judicial a prisão de um indivíduo sujeito a uma investigação criminal. Este indivíduo deve ser fisicamente conduzido à presença do juiz, de modo a permitir indagações sobre o tratamento dispensado a ele enquanto sob custódia policial”.

A ONG internacional lembra que um projeto de lei apresentado ao Congresso Nacional em 2011 prevê a obrigatoriedade das audiências de custódia em todo o país, mas o Congresso ainda não decidiu sobre esta questão. “O Congresso precisa parar de adiar a discussão do projeto das audiências de custódia (PLS n. 554/2011) e torná-lo lei”, declarou Maria Laura Canineu, diretora da Human Rights no Brasil. “No entanto, os Estados não precisam esperar por uma atitude de Brasília. O Maranhão tem demonstrado que as audiências de custódia, ao mesmo tempo em que respeitam os direitos humanos, produzem resultados promissores”,

Segundo a ONG internacional, “durante anos, a ausência de audiências de custódia no Maranhão resultou na prisão ilegal de indivíduos suspeitos de terem cometido crimes de menor gravidade que não deveriam ser mantidos presos provisoriamente de acordo com a legislação brasileira. Encher as prisões com pessoas que legalmente não deveriam estar ali contribui para a superlotação, um fator determinante para o crescimento das facções criminosas no Maranhão”.

De acordo com as normativas editadas pela Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão, as audiências de custódia devem acontecer em até 48 horas a partir da prisão. Nelas, os juízes devem decidir apenas sobre a aplicabilidade da prisão provisória, não sobre a suposta responsabilidade do suspeito pelo crime de que está sendo investigado. De acordo com a legislação brasileira, para manter o suspeito preso preventivamente, o juiz deve concluir que o mesmo: pode atrapalhar o andamento do processo, ameaçando testemunhas ou destruindo provas; apresenta risco de fuga; é uma ameaça à “ordem pública ou à ordem econômica”; ou violou as condições de uma liberdade condicional.

aldir

A prisão preventiva deve ser considerada apenas se: o indivíduo for suspeito de ter cometido um crime com sentença máxima superior a quatro anos de prisão; se já foi condenado por crimes anteriores; se está envolvido em suspeita de crime de violência doméstica e familiar ou; se há dúvidas sobre a identidade do suspeito. Os juízes podem determinar a fiscalização eletrônica do suspeito por meio de uma tornozeleira com rastreamento via GPS, obrigando que ele durma em sua própria casa como condição para responder ao processo em liberdade.

Entre os dias 17 de outubro e 5 de dezembro, 84 audiências de custódia foram conduzidas no estado, de acordo com o primeiro relatório oficial da iniciativa. Os juízes decidiram pela manutenção da prisão preventiva de 43 suspeitos e liberaram os outros 41, quase 50 por cento do total. Durante o mesmo período, os juízes liberaram apenas 10 por cento dos detidos que não passaram por audiências de custódia.

“Embora as autoridades brasileiras já estejam obrigadas pelo direito internacional a realizarem essas audiências, o programa piloto demonstrou que elas ajudam a reduzir o número de presos provisórios dentro do sistema. As audiências previnem a manutenção de prisões arbitrárias e permitem que juízes melhor decidam, com base em evidências fáticas, sobre a necessidade e legalidade de se manter um suspeito encarcerado”, concluiu a Human Rights Watch.

Fonte – Pastoral Carcerária Nacional      

Ministério Público Federal realizou audiência pública para debate da educação em Bacurituba

aldir

A sessão, que contou com cerca de 200 pessoas da A 1ª Audiência Pública do projeto Ministério Público pela Educação (MPEduc), no município de Bacurituba/MA, foi realizada na manhã desta quinta-feira (16), no pátio da Unidade Integrada Galdina Serrão comunidade, formada por pais, alunos, professores e diretores de escolas, teve como objetivo apresentar o MPEduc, explicar cada etapa do projeto e qual o funcionamento da educação no município.

Para compor a mesa, participaram o procurador da República, Thiago Ferreira de Oliveira (MPF/MA); o procurador da República, Eduardo Ribeiro Gomes El-Hage (MPF/RJ); o promotor de Justiça da comarca de São Bento/MA, Celso Antônio Coutinho; o prefeito de Bacurituba, José Sisto Silva; a secretária Municipal de Educação, Telma Oliveira; o presidente da Câmara Municipal, vereador Marcelo Costa; a presidente Municipal do Fundeb, Ana Lurdes Rocha e; a presidente do Conselho de Alimentação Escolar, Sandra Ferreira.

A audiência foi dividida em duas partes, na qual a primeira foi para apresentar o projeto MPEduc e a segunda foi para que a comunidade pudesse expor suas opiniões e tirar dúvidas acerca da educação e das escolas de Bacurituba.

O procurador da República, Eduardo El-Hage, apresentou o projeto à comunidade, detalhou as etapas, os recursos federais envolvidos, bem como os critérios de seleção do município, com base no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e no volume de verbas federais repassados ao município em 2014 para desenvolver a educação local (R$ 4.501.344,96). Destaca-se que o Ideb das escolas de Bacurituba foi de 3,5, em 2013.

aldir

O procurador ressaltou também a ausência da prestação de conta nos murais das escolas, expondo como o recurso público será gasto, com o quê e quanto vai ser gasto. “Das escolas visitadas, nenhuma tinha essa prestação de contas exposta nos murais. Isso é muito grave, pois se esse recurso não passa pela fiscalização da comunidade, se o pais dos alunos não souberem como esse dinheiro é gasto, isso pode dar oportunidade à uma fraude, ao mal uso de recursos. A população tem que exigir das escolas essa transparência”, explicou Eduardo El-Hage.

O promotor de Justiça, Celso Coutinho, convidou a população para reivindicar seus direitos e ter o compromisso de ajudar no desenvolvimento da educação dos filhos. “O MPEduc não conseguirá atingir seus objetivos se pais e mães não estiverem compromissados com a educação de seus filhos. Este é o momento para vocês demonstrarem o interesse e a preocupação com a educação de Bacurituba”.

 aldir

O procurador da República, Thiago Ferreira, explicou as próximas etapas após as vistorias e a audiência pública. “Diante das informações coletada nas visitas às escolas e nesta sessão, o MPEduc irá solicitar, caso necessário, recomendações ao prefeito, à secretária municipal de Educação e às conselheiras, expondo quais as ordens dos problemas identificados. Em seguida, iremos fiscalizar se essas recomendações foram atendidas, e quais medidas serão tomadas caso não forem cumpridas”. No final, uma segunda audiência pública será feita para que os gestores públicos prestem contas diante dos representantes do MPEduc e da comunidade.

 

 aldir

Opinião da Comunidade

No momento aberto para questões e dúvidas sobre o MPEduc, a comunidade expôs insatisfações e críticas com relação à educação no município. Uma das principais críticas dos professores foi sobre a educação multisseriada “A educação está caminhando lentamente, pois o município está com um projeto nas escolas de tirar a classe multisseriada, quando alunos de idades e níveis educacionais diversos são ensinados por um mesmo professor. Isso é ruim para a qualidade do ensino prestado”.

Vistorias

Os procuradores da República, Thiago Ferreira e Eduardo Ribeiro Gomes El-Hage, o promotor de Justiça da comarca de São Bento, Celso Coutinho, a secretária Municipal de Educação Telma Oliveira e a Supervisora do Ensino Fundamental e Inicial, Maria das Neves realizaram, na quarta-feira (15), vistorias em mais de dez escolas públicas no município de Bacurituba/MA.

O objetivo foi verificar as reais condições das unidades relacionadas à estrutura física, priorizando os ambientes como cozinha, banheiros e salas de aulas; à forma de condicionamento dos alimentos e ao mobiliário e equipamentos de informática.

Segundo o procurador da República, Thiago Ferreira, “em relação à infraestrutura, a maioria das escolas públicas de Bacurituba encontram-se em condições aparentemente boas, pois algumas foram reformadas recentemente”. Porém, questões como o local de armazenamento dos alimentos, ausência de biblioteca, em alguns casos, problemas de ventilação e iluminação, falta de acessibilidade e mal uso dos computadores, por exemplo, evidenciaram o extenso trabalho que o MPEduc deverá cobrar dos agentes públicos do município.

 

Assessoria de Comunicação

Procuradoria da República no Maranhão

Secretário da SEJAP deve fazer reforma interna na pasta e mudanças em setores estratégicos da pasta

aldir

O secretário Murilo Andrade, da Administração Penitenciária admite a necessidade de fazer mudanças em diversos setores estratégicos da pasta, com vistas ao enfrentamento de problemas, que têm mostrado fragilidades nas unidades prisionais do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, além dos casos em que os gestores não conseguiram se adequar aos processos de mudanças. O resgate de quatro bandidos do Cadeião do Diabo, elevando para 13 o número de fugas no Sistema Penitenciário da capital e 03 mortes, acendeu a luz vermelha no Palácio dos Leões e proporcionou uma importante reunião entre o governador e os secretários de Administração Penitenciária e de Segurança Pública, dando origem a uma série de medidas que devem ser aplicadas com bastante determinação.

A verdade é que o secretário Murilo Andrade, manteve na atual administração pessoas que vieram dos vícios e da corrupção que fizeram o Sistema Penitenciário do Maranhão ser um dos piores e mais perversos do Brasil. Ele não terá outra alternativa a não ser bem contundente, antes que sejam feitas novas articulações e que contam com apoios expressivos de pessoas que querem  o retorno do caos aos presídios, com o objetivo de atingir a administração estadual.

O próprio secretário tem recebido dezenas de denúncias contra o Major Frank Borges Ribeiro, importado por Sebastião Uchôa, no período das barbáries e que na atual administração foi promovido a Secretário Adjunto de Administração Penitenciária, levando-o a práticas agressivas contra servidores públicos e monitores e que sumiu depois dos resgates. Fala-se que estaria na Paraíba tratando de assuntos particulares e naturalmente com boas diárias. O outro gargalo do secretário é o Corregedor Geral da SEJAP, que teve o grande mérito durante todo o tempo em que se encontra no cargo, de ser subserviente a Sebastião Uchôa para perseguir agentes e inspetores penitenciários seguindo as ordens do chefe. O mais grave é que eles e outros elementos protegem um grupo de pessoas terceirizadas que continua dentro do Sistema Penitenciário dando ordens e fazendo articulações, quando deveriam estar presos por terem cometidos crimes, como é o caso do monitor que vendeu uma tonelada de ferro e embolsou o dinheiro, quando era diretor de unidade prisional e o que participou da farsa para acusar o governador de ter mandado incendiar coletivos em nossa capital.

A direção do Sindicato dos Agentes Penitenciários encaminhou à semana passada expediente ao secretário Murilo Andrade, solicitando o aumento do número de agentes penitenciários para o Presidio São Luís 3, levando-se em conta que a sua população carcerária é formada por elementos perigosos e as fragilidades da unidade prisional são bem preocupantes. Os plantões contavam com até 25 agentes em cada turno e houve uma redução que varia entre 12 e 15. As o0bservações e providências que deveriam ser de responsabilidades do Major Paraibano, devem merecer uma determinação do titular da pasta. O certo é que para muita gente que está dentro do sistema com a nítida responsabilidade de conspiração, a casa começou a cair.

Promotor Fernando Barreto do Meio Ambiente de São Luís é eleito presidente da Abrampa

aldir

Fernando Barreto, eleito presidente da Abrampa para biênio 2015/2017, ao lado do atual presidente e de membros da instituição

    O promotor de justiça Luis Fernando Cabral Barreto Junior, titular da 3ª Promotoria Especializada de Proteção do Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Cultural de São Luís e coordenador do Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Cultural do MPMA (CAO-UMA), é o novo presidente da Associação dos Membros do Ministério Público do Meio Ambiente – Abrampa.

A eleição aconteceu nesta terça-feira,15, na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá (MT), durante a Assembleia Geral Ordinária da Abrampa. Também foram eleitos os vice-presidentes José Eduardo Lutti (MPSP), Sandra Veronica Cureau (MPF), Raymundo Moraes (MPPA) e Juliano Barros Araújo (MPGO).

Integrante da chapa “Consciência e atitude: perfil do Ministério Público Ambiental Brasileiro”, Fernando Barreto foi aclamado presidente para o biênio 2015-2017. A nova diretoria terá representantes de todas as regiões do país, com membros dos Ministérios Públicos Estadual, Federal, do Trabalho e do MP do Distrito Federal e Territórios. O promotor de justiça Claudio Rebelo Correia Alencar, também do MPMA, será o 2° tesoureiro da Abrampa.

O atual presidente, Sávio Bittencourt (MPRJ), destacou que a eleição de Fernando Barreto é um marco para a instituição. Segundo ele, é a primeira vez que um promotor nordestino e que atua num estado inserido na Amazônia Legal ocupa o cargo, o que demonstra o caráter nacional da Abrampa.

A nova diretoria elegeu a implementação das Políticas Nacionais de Resíduos Sólidos e de Saneamento Ambiental, e o fortalecimento institucional das Promotorias de Meio Ambiente em todo o país como as prioridades da próxima gestão. O planejamento também inclui a implementação de várias ações junto aos Ministérios Públicos, governos estaduais e municipais, entidades públicas e privadas para melhorar a aplicação da legislação ambiental.

A posse da nova diretoria acontecerá em junho, em Brasília.

A ABRAMPA

Fundada em junho de 1997, a Abrampa é uma associação civil de âmbito nacional, formada por Promotores de Justiça, Procuradores da República e Procuradores do Trabalho. Atualmente, tem mais de 500 sócios ativos.

A instituição tem, dentre seus objetivos, proteger o meio ambiente, garantindo sua defesa judicial e extrajudicial; acompanhar o trâmite de todos os projetos de leis ambientais junto às diversas esferas do poder público e realizar outras atividades compatíveis com sua área de atuação.

Representada, judicial e extrajudicialmente, por seu presidente, a Abrampa tem sede permanente em Brasília-DF.

PERFIL

Um dos fundadores da Abrampa, Luis Fernando Cabral Barreto Junior exerceu, até março deste ano, a Presidência do Conselho Nacional de Coordenadores dos Centros de Apoio do Meio Ambiente. Tem artigos jurídicos publicados e é co-autor de obras de Direito Ambiental voltadas aos crimes ambientais, patrimônio cultural e proteção de florestas.

No Ministério Público do Maranhão, é titular da 3ª Promotoria Especializada de Proteção do Meio Ambiente de São Luís e coordenador do Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente.

Após o resultado da eleição, Fernando Barreto reafirmou o compromisso de realizar uma gestão democrática e participativa. Destacou que “o trabalho do Ministério Público Ambiental Brasileiro continuará sendo a referência de trabalho na América Latina e a Abrampa continuará sendo uma entidade atuante na implementação do Direito Ambiental, com a meta de reverter os altos índices de poluição e destinação ilegal dos resíduos sólidos”.

CCOM – MPMA