A Travessa da Passagem deve ser distante apenas uns 150 metros da praça João Lisbôa, uma das referências do Centro Histórico de São Luís. No trecho compreendido entre as ruas do Sol e da Paz, o lixo divide espaços nas calçadas e na rua com resíduos sólidos de prédios abandonados e com sérios riscos de desabamento.
No lado oposto da Travessa da Passagem, pode-se observar e ter até a impressão de que seja uma construção com boas condições, mas na verdade são paredes de ruinas de um prédio, onde funcionou a Secretaria de Planejamento da Prefeitura de São Luís e que pegou fogo. A parte da frente é protegida por uma armação de madeira à espera que as chuvas e o tempo se encarreguem de destruir totalmente mais um acervo histórico de São Luís, local onde teria sido instalada uma das primeiras agências da Caixa Econômica Federal no Maranhão.
Como os poderes constituídos, pouco ou nada se preocupam em cuidar do acervo de uma cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, muito oportuno se torna que o Ministério Público Estadual ou Federal se manifeste em defesa do patrimônio público e da preservação do Centro Histórico de São Luís.
Diante das chuvas cada vez mais intensas em São Luís e os sérios riscos de desabamentos de prédios, em que na própria foto se pode observar reboco no chão de alguns, necessário se torna uma imediata interdição do local, haja vista o considerável número de pessoas que transitam pelo local, bem próximo do Sine e os carros que são estacionados pelos seus proprietários sem se darem conta do perigo.
