Quando é que vai ter autoridade em São Luís para garantir direitos aos usuários do transporte coletivo?

             O serviço de transporte coletivo de São Luís nunca esteve tão esculhambado como agora, em que as autoridades se mostram impotentes para garantir um mínimo de direito aos usuários. Empresários e rodoviários impõe as suas regras, desfiando as autoridades e sempre com exigências de subsídios em que as duas categorias fazem um jogo e vão atropelando o Ministério Público do Trabalho, a Justiça do Trabalho e impõe o que querem à Prefeitura de São Luís. Em troca permaneçam com frotas sucateadas e com panes de ônibus velho todos os dias em ruas e avenidas da cidade. Nos últimos 05 anos, o serviço nunca foi tão deficiente como agora, em razão da fragilidade do poder público que é atropelado pelos avarentos empresários em parceria com os rodoviários. O pior de tudo é que não há um mínimo de perspectiva de pelo menos uma melhoria.

O prefeito de São Luís e vai entrar para o terceiro ano do seu mandato e não tem nenhum projeto de melhoria para atender a população sofrida da capital. Os seus discursos tornaram-se desacreditados e o conflito criado com a Câmara Municipal de São Luís, lhes proporcionam desgastes constantes, que podem inviabilizar as suas aspirações de tentar a reeleição. Na eleição estadual, o prefeito sentiu de perto como a sua popularidade desapareceu. Apoiou um irmão a deputado estadual, colocou a máquina municipal a serviço do candidato e acreditando ter respaldo popular fez uma carta e distribuiu em várias comunidades em que foi bem votado como candidato a deputado federal e prefeito. A decepção foi grande para quem acreditava em 100 mil votos e com muita dificuldade chegou a 42 mil.

Atualmente a Câmara Municipal de São Luís vem fazendo cobranças sérias sobre a aplicação de recursos na educação e na saúde e pretende adotar outras providências, caso sejam necessárias. têm registrado vários vereadores. As maiores críticas residem em que o prefeito procura concentrar toda a administração e não delega responsabilidades aos seus secretários, o que emperra a máquina, cria dificuldades e impede entendimentos com o legislativo municipal. Os vereadores registram sempre, que ele não recebe nenhum deles e os secretários seguem o mesmo caminho. Muitos vereadores estão indo para as comunidades relatar que as demandas delas deixam de ser atendidas pela recusa do prefeito em não ser afeito ao diálogo.

A paralisação de hoje na empresa Patrol, do consórcio Upaon Açu, foi decorrente do não pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário. Há poucos dias, as empresas receberam mais R$ 9 milhões de recursos federais como subsídio para transporte de idosos, sem falarmos em alguns milhões de reais, que recebem mensalmente da Prefeitura de São Luís. Hoje mais de 06 comunidades foram penalizadas com a falta do transporte e se não houver o pagamento de todos os empregados, amanhã os coletivos da empresa Patrol não sairão das garagens.

Infelizmente, a realidade é dura e as decepções aumentam e hoje em vários locais da cidade, ausência do poder público é uma realidade, muito embora, conforme afirmam os vereadores, a arrecadação aumentou e administração municipal tem oportunidade de pelo menos cumprir algumas das promessas feitas ao povo e dar respeito como princípio de dignidade as pessoas que buscam direitos à saúde com recursos do SUS, nas centrais de marcação.

Fonte: AFD

 

 

 

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