Governo do Estado perde na justiça e o ferry José Humberto continuará fora de operação

A Justiça Federal no Maranhão negou o pedido liminar do Governo do Estado para a liberação do ferry José Humberto, que em caráter de emergência foi contratado no Estado do Pará para operar no transporte de passageiros, veículos e cargas entre a Ponta da Espera em São Luís e o Cujupe, na região da Baixada Maranhense.

Com autorização precária, a embarcação vinha operando com capacidade de apenas 50%, mesmo depois de ter sido feitas inúmeras adequações, principalmente que o ferry operava em água doce e aqui ela enfrentará um mar com constantes alterações de correntes e ondas contundentes na travessia do local chamado “Boqueirão”, que em algumas ocasiões as embarcações têm que operar com o máximo da força dos seus motores para vencer as fortes maresias.

A embarcação foi retirada de circulação por determinação da Justiça Federal atendendo pedido do Ministério Público Federal em parceria com o Ministério Público Estadual, que teriam feito inúmeras considerações sobre questões técnicas e documentação do José Humberto para que ele tenha a necessária condição de navegação com segurança.

                Governo do Estado é o único responsável pelo problema do serviço de ferry boat

Todos os problemas que vêm sendo causados na questão do transporte aquaviário entre a capital e a Baixada Maranhense é decorrente da intervenção feita pelo então governador Flavio Dino, em que o Governo do Estado se apropriou de três ferrys da empresa Serviporto, todas em plena operação e de toda a sua administração e inclusive conta bancária. Depois de um pouco mais de dois anos, todos as ferrys estão praticamente sucateados por falta de manutenção, e sem condições de operações e pelo visto não há qualquer manifestação por parte do executivo estadual em fazer a devida devolução das embarcações com as prestações de contas no que concerne ao aspecto financeiro, levando-se em conta todo o período em foram registradas operações, além de todas elas em pleno funcionamento.

Diante do sério e muito grave problema, causado diretamente pelo ex-governador Flavio Dino, que ao determinar a intervenção na empresa Serviporto e o próprio Estado do Maranhão assumir a administração através de prepostos, acabou destruindo praticamente o patrimônio da empresa e recursos que se encontravam em conta bancária, que são fatores sérios e bastante comprometedores.

Fonte: AFD

 

 

Deputado cria PEC que freia os avanços do STF e impede a ‘randolfização’ da política

Em entrevista exclusiva à TV JCO, o deputado federal Paulo Eduardo Martins (PL-PR) criticou a banalização do uso das CPIs e não poupou o senador Randolfe Rodrigues:

“A CPI é um instrumento poderoso, pode determinar rapidamente a quebra de sigilo bancário, telefônico… não se pode brincar com CPI, no mundo ideal, no mundo real os caras brincam, a gente viu a palhaçada que foi a CPI da Pandemia, tentaram criar uma peça de propaganda para atingir o presidente Bolsonaro. Agora, mais uma vez, o Sr. CPI, o Sr. STF… Randolfe, quer fazer palanque”, ressaltou, referindo-se à CPI do MEC. 

PEC apresentada por deputado pretende evitar ‘randolfização’ da política

O deputado Paulo Eduardo Martins apresentou uma PEC para restringir atuações dos ministros do Supremo, combatendo o ativismo judicial. E o projeto ainda conta com outro ponto importante:

“A PEC mexe no rol dos legitimados para entrar com ações de controle concentrado de constitucionalidade no STF. Desta forma, as entidades sindicais já não poderiam mais provocar a atuação do STF e os partidos políticos só poderão fazê-lo se a ação contar com a assinatura de, no mínimo, 1% do eleitorado nacional. Isso impede a ‘randolfização’ da política. Randolfe, para acionar o STF todas as tardes, como ele faz, não vai conseguir mais… Isso evita a banalização e que o STF venha para o jogo político diário, que é o grande mal que a ‘randolfização’ da política causa, a politização da corte”, explicou. 

Vale lembrar que o deputado Paulo Eduardo Martins foi o responsável pelo projeto que acabou com o imposto sindical, esvaziando a ação dos militantes.

De acordo com Martins, o imposto sindical era uma forma de explorar os trabalhadores, somando R$ 4 bilhões para financiar grupos políticos que serviam ao PT.

Jornal da Cidade Online

 

Rotary Praia Grande terá Câmara de Mediação e Arbitragem, diz o presidente Carlos Nina

Carlos Augusto Oliveira, Da Terra, Carlos Nina e Silvia Dino em reunião do Ano Rotário

O presidente do Rotary Club São Luís Praia Grande, advogado Carlos Nina, anunciou, quinta-feira (07/07/2022), a criação, no Club, de uma Câmara de Mediação e Arbitragem. Na reunião do Praia Grande nesta semana (14), na sede da Associação dos Rotarianos de São Luís, Nina apresentará a plataforma da CMA. “Uma demonstração da facilidade de acesso por qualquer pessoa, em qualquer lugar, de computador ou celular, para submeter o conflito à Câmara e resolver sua pendência de forma negociada ou por arbitragem. Quem não quiser solução não adianta procurar a Câmara”, esclarece o presidente do RC Praia Grande.

A Câmara de Mediação e Arbitragem já conta também com as parcerias das sociedades de advogados AFRB e NINA e logo estará disponível para mediar e arbitrar os conflitos que lhe forem encaminhados.

Concurso Literário

Nina assumiu a direção do clube dia 1º de julho e na reunião da semana passada anunciou também a realização do Concurso Anual de Texto, aberto para o público em geral.

O tema do Concurso será uma homenagem ao centenário do Rotary no Brasil. A proposta foi aprovada e o regulamento do concurso estará disponível para os interessados no site do IMDIC – instituto Maranhense de Direito Comparado, onde provisoriamente estão sendo disponibilizados atos e notícias do RC SLZ Praia Grande.

Para Carlos Nina “a contribuição do Rotary para a sociedade é muito importante. Não só pelo estímulo à confraternização, à fraternidade, ao congraçamento entre os profissionais das diversas naturezas, mas também pelas ações sociais que promove nas comunidades onde existe. O Rotary as pessoas contribuem para melhorar as relações interpessoais, especialmente profissionais, para o melhor desenvolvimento da comunidade”.

“O concurso será uma forma de resgatar a história dessa instituição no Brasil. Os interessados já podem começar a pesquisar porque o tema do concurso será esse. A atuação do Rotary no Brasil ao longo desses 100 anos. A abordagem será livre, dentro da imensidão dessa riqueza que é o Rotary, no tempo e no espaço”, assim Nina conclama os interessados no concurso de texto que o RC São Luís Praia Grande está promovendo, “com premiação para os três primeiros colocados”.

Para o concurso o Praia Grande já conta com o apoio da empresa Smart Pilot e das sociedades de advogados AFRB e NINA. Para Carlos Nina, “é fundamental o apoio de pessoas que compreendem a importância de iniciativas como a desse concurso de texto, pois, sem elas, não seria possível realizá-las. Seriam apenas boas ideias, impossíveis de viabilizar. Por isso sou grato a elas, pela sensibilidade, pela contribuição, que, no caso, será útil para difundir a atuação social do Rotary e, assim, estimular outras pessoas e instituições a fazer o mesmo. A humanidade está precisando disso. E muito”.

Conselho Diretor

A composição do atual Conselho Diretor do RCSLZ Praia Grande, para o mandato de 2022/2023, ficou assim constituído: Presidente: Carlos Sebastião Silva Nina; Vice-Presidente: Darlon Frazão Guimarães; Secretário: José Augusto Silva Oliveira; 2º Secretário: Nordman Wall B. de Carvalho Filho; Tesoureira: Silvia Jorge Dino; 2º Tesoureiro: Clésio da Gama Muniz; Protocolo: Clores Holanda Silva; 2º Protocolo: José Ribeiro da Silva Filho.

Comissões

Para dinamizar a administração do RC SL Praia Grande Nina conta com Comissões específicas, cujos presidentes já foram convidados: Comissão de Desenvolvimento do Quadro Associativo – Eva Rufino da Silva Castro; Comissão de Projetos Humanitários – Nilo Alberto Monteiro de Carvalho; Comissão de Administração: José Maria Alves da Silva; Comissão de Imagem Pública – Roberto Reis de Albuquerque; Comissão da Fundação Rotária; Solange Negreiros de Almeida Bacelar; Comissão de Saúde – João José dos Reis Neto; Comissão da Família Rotária – Conceição de Maria Lemos Viana. Integram também o Conselho Diretor do RC São Luís Praia Grande Acyr Barbosa Marques Neto: Secretário sem Pasta.

Fazem parte do Conselho Diretor a ex-presidente do Clube, Maria Emília Pinto Silva, e a presidente indicada para o mandato 2023/2024, Silvia Jorge Dino.

Será do Maranhão o Governador do Distrito 4490 do Rotary para o mandato 2024/2025, Carlos Augusto Oliveira, que é associado do RC São Luís Praia Grande.

Fonte: Rotary

 

 

 

 

 

Centrão quer manter no Congresso milhões de reais para emendas do relator

A sessão do Congresso para votar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) foi suspensa nesta segunda-feira (11) por falta de acordo sobre a obrigatoriedade de pagamento de emendas de relator, em meio a pressão de partidos do centro e do centrão para manter o dispositivo no texto.

Durante a sessão, o relator, senador Marcos Do Val (Podemos-ES), anunciou que suprimiria o dispositivo. Parlamentares apontam nos bastidores que a retirada do item é resultado de uma articulação capitaneada pelo presidente do Senado.

A decisão gerou reação de congressistas, que pediram mais tempo para negociar a mudança.

Sem acordo, a reunião foi suspensa. A previsão é que seja retomada na manhã desta terça-feira (12). O adiamento da sessão ameaça o cronograma de votação da PEC bilionária que amplia os benefícios sociais, uma aposta do governo Jair Bolsonaro (PL) para fortalecer a sua campanha à reeleição.

A pressão para manter o dispositivo vem de partidos como União Brasil e de legendas do centrão, como Republicanos. O presidente da CMO (Comissão Mista de Orçamento), Celso Sabino (União-PA), foi um dos que pediu mais prazo para que os congressistas analisassem a mudança.

O dispositivo que Marcos do Val decidiu eliminar determina a obrigatoriedade de execução das programações incluídas ou acrescidas por emendas de relator. A retirada havia sido confirmada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mais cedo.

A LDO tinha sido aprovada na CMO (Comissão Mista de Orçamento) em 29 de junho com o mecanismo que muda as regras para tornar a liberação das emendas de relator uma obrigatoriedade para o governo federal em 2023.

O artigo agora suprimido, que impõe a execução dessas emendas, tem apoio de líderes do centrão e tinha sido formulado diante do cenário de favoritismo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial.

“O parecer do senador Marcos do Val, que é o relator da LDO, suprimiu a questão da impositividade em relação às emendas de relator, mantém os demais critérios que haviam sido submetidos para a Comissão Mista do Orçamento”, disse Rodrigo Pacheco.

Folhapress

Rodrigo Pacheco e Alcolumbre são denunciados ao STF por suspeitas de corrupção ativa

O senador Alessandro Vieira (PSDB-PE) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, uma notícia-crime contra o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e seu antecessor, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por corrupção ativa por suspeitas de terem negociado a liberação de emendas em troca de votos na eleição para a presidência da Casa. Ação também mira o senador Marcos do Val (Podemos-ES) por corrupção ativa.

Vieira apresentou o pedido de investigação à Corte após entrevista de Do Val ao jornal “Estado de S. Paulo”, em que disse recebido recursos via emendas de relator como “agradecimento” por ter votado em Pacheco na disputa pela presidência da Casa, em 2021.

Na ocasião, o senador diz que foi informado por Alcolumbre que receberia R$ 50 milhões em emendas como forma de gratidão por ter apoiado a campanha de Pacheco. Na época da eleição à presidência do Senado, o atual líder do União Brasil na Casa ocupava o cargo e articulava para que seu sucessor fosse Pacheco.

Na notícia-crime apresentada por Vieira, o senador pede a investigação do caso e afirma que oferecer emendas “configura vantagem indireta” e dever ser repudiado:

“As falas transcritas do senador Marcos do Val mostram que houve, de fato, pagamento como forma de retribuição pelo apoio concedido ao Senador Rodrigo Pacheco nas eleições para Presidente do Senado Federal, em 2021, intermediado pelo Senador Davi Alcolumbre. O uso da prerrogativa de destinar emendas, ainda que tenha como beneficiário final o estado da base eleitoral do Senador, configura vantagem indireta e deve ser veemente repudiado.

Na ação, o senador também pede para que o caso seja enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Vieira também entrou com uma representação contra os três senadores no Conselho de Ética do Senado por quebra de decoro parlamentar. No entanto, o colegiado está desativado desde 2019.

“Nesse contexto, considera-se que houve quebra do decoro parlamentar por parte do senador Rodrigo Pacheco por abuso das prerrogativas asseguradas quanto ao manejo do orçamento e pagamento de vantagens em troca de votos para sua eleição como presidente. Do mesmo modo, o senador Davi Alcolumbre também se utilizou de sua posição para viabilizar e intermediar o pagamento de vantagem. Por último, o senador Marcos do Val quebrou o decoro parlamentar ao aceitar vantagem indevida”, diz Vieira no pedido ao Conselho de Ética.

A comissão está parada no Senado desde 2019, após o fim de sua última composição. Desde então, o colegiado não foi mais instalado. Inicialmente, a justificativa para não reiniciar os trabalhos do conselho, que teria um novo arranjo de senadores escolhidos para integrar o grupo, era por causa da pandemia da Covid-19.

Porém, com o arrefecimento da crise sanitária, demais comissões voltaram a funcionar, menos o Conselho de Ética. Foi por causa do não funcionamento do colegiado que Vieira decidiu também recorrer ao STF sobre o caso.

O GLOBO

 

SINTSEP esclarece a servidores sobre direito ao retroativo do Funben e abono de permanência

O SINTSEP esclarece que, diferente do que alguns advogados vêm orientando, os servidores que fizeram a adesão ao Fundo de Benefícios dos Servidores do Estado do Maranhão (Funben), a partir de 2013, não têm direito a requerer retroativo, ainda que não estejam utilizando os serviços.

Vale lembrar que o Funben, além de ser facultativo, é equivalente a um plano de saúde e é obrigatória a assinatura do termo de adesão. Por isso, o servidor não tem direito a requerer retroativo por não utilizar o Fundo.

Já no caso do abono de permanência, o servidor tem direito quando está apto para a aposentadoria. Ou seja, tem tempo de contribuição e idade. No momento em que passa a cumprir os critérios, poderá solicitar o abono, por meio do Requerimento do Servidor, sem a necessidade de contratação de advogado para tal finalidade.

O SINTSEP esclarece ainda, que, por exemplo, se der entrada no mês de janeiro e o abono começar a ser pago somente no mês de dezembro, o servidor tem direito ao retroativo de todos os meses anteriores do ano em exercício.

Fonte: SINTSEP-MA

 

Assembleia do Maranhão gastou R$ 68,7 milhões com cotas parlamentares

Ação do Ministério Público para obrigar Assembleia Legislativa do Estado a ser transparente foi arquivada apesar de dados da caixa-preta da Casa ainda permanecerem ocultos. Manobra facilita eventual corrupção com o dinheiro público

Os deputados estaduais do Maranhão gastaram exatos R$ 68.796.775,92 de fevereiro de 2019, início da atual legislatura, até o mês de junho deste ano, com a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, mordomia bancada às custas dos cofres públicos internamente chamada de CEAP.

Criado, no formato atual, em 2015 por decreto legislativo do até hoje presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), o cotão compreende um sistema de repasse mensal de verba destinada ao pagamento de despesas diversas como passagens aéreas, telefonia, serviços portais, fornecimento de alimentação ao parlamentar e assessores de gabinete, hospedagem, locação ou fretamento de veículos e até de aeronaves, combustíveis e lubrificantes, serviços de segurança e divulgação da atividade parlamentar, entre outros.

Pelos termos da norma, cada deputado tem direito a ser ressarcido, mediante requerimento, “por despesas realizadas em razão de atividade inerente ao exercício do mandato parlamentar”, até o limite de até R$ 41.779,83.

A solicitação do reembolso deve ser apresentada a partir do vigésimo dia do mês de sua competência, e a documentação que comprova o gasto, contendo identificação e endereço completos do beneficiário e a discriminação da despesa, pode ser apresentada em até 90 dias e precisa passar pelo crivo da Auditoria Geral da Alema.

Os dados foram levantados pelo ATUAL7 com base em informações dos portais da transparência e da legislação da Assembleia Legislativa, e inclui os 42 deputados estaduais que exercem o mandato e ainda os 13 suplentes que assumiram o cargo por algum período ou que foram efetivados no mandato, totalizando 55 parlamentares.

Gastos com “contratação de assessorias, consultorias e trabalhos técnicos” ocupa o topo do ranking dos pedidos de ressarcimento. No período do levantamento, os deputados receberam da Assembleia do Maranhão, exatos R$ 16.872.715,56 apenas com esse tipo de despesa.

Há também fatias grandes com “combustíveis e lubrificantes” (R$ 11.671.587,22) e “diária de servidor do gabinete” (R$ 10.657.607,00). Despesas com “divulgação da atividade parlamentar”, entre fevereiro de 2019 e junho deste ano, custaram R$ 6.056.621,37.

“Assinatura e aquisição de publicações”, o menor gasto do cotão pelos deputados estaduais maranhenses no mesmo período, custou R$ 917,66 aos cofres públicos.

Em algumas despesas há teto. Os deputados podem pedir reembolso de gastos com combustíveis e lubrificantes até o limite não acumulável de 30% da cota mensal, e diária de servidor do gabinete, até o limite de 50% da remuneração mensal do beneficiário, por exemplo. Também há restrições: gastos com assinatura e aquisição de publicações não incluem jornais, e deputados que disputam eleição não podem realizar dispêndios com divulgação da atividade parlamentar no período de 120 dias anteriores à data das eleições de âmbitos federal, estadual ou municipal.

Em maio de 2016, com base em representação formulada pelo Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa maranhense sobre a ocultação de gastos pela Casa, o Ministério Público do Estado acionou a Justiça para obrigar a Alema a cumprir a legislação quanto ao Portal da Transparência e à Lei de Acesso à Informação.

O caso foi arquivado em fevereiro do ano passado pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Capital, após manifestação do Ministério Público do mês anterior afirmar — sem comprovação no parecer técnico da PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça) anexado aos autos e ainda violando a legislação que trata sobre transparência de recursos públicos — que não havia sido cumprido o acordo homologado pelo magistrado em que o Poder Legislativo estadual se comprometia a divulgar, de forma detalhada e atualizada “em tempo real”, informações sobre os gastos dos deputados com o cotão, licitações e contratos e as remunerações dos parlamentares e dos servidores da Alema “nos moldes em que adotado pela Câmara dos Deputados, conforme requerido na ação civil pública”.

Passados um ano e cinco meses do arquivamento da ação que obrigaria a Assembleia Legislativa a abrir seus gastos para controle social, ainda há dados da caixa-preta da Casa que permanecem ocultos.

Apesar, por exemplo, da divulgação do tipo de despesa com a cota parlamentar na internet, não existe no Portal da Transparência da Alema informação identificando quais são as pessoas físicas e jurídicas que estão embolsando a verba pública gasta pelos parlamentares com o cotão, nem há apresentação de qualquer recibo ou nota fiscal referente a nenhum dos dispêndios.

A manobra dificulta checar se a despesa informada pelos deputados estaduais para pedir ressarcimento foi de fato realizada e impede monitorar se há algum tipo de relação entre o parlamentar e o prestador de serviço, o que pode facilitar eventuais esquemas, desvios e corrupção com o dinheiro público.

Fonte: Do Blog Atual 7 de Yuri Almeida

 

ANS acaba com limite dos planos de saúde para fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional e fisioterapia

As quatro categorias passam a ter cobertura ilimitada para os usuários de planos de saúde com qualquer doença

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprovou o fim da limitação do número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. A medida vale para os usuários de planos de saúde com qualquer doença ou condição de saúde listada pela Organização Mundial da Saúde, como, por exemplo, paralisia cerebral, síndrome de Down e esquizofrenia.

A decisão foi tomada nesta segunda-feira (11), em reunião extraordinária da Diretoria Colegiada da agência. Segundo a ANS, o objetivo é promover a igualdade de direitos aos usuários da saúde suplementar e padronizar o formato dos procedimentos atualmente assegurados, relativos a essas categorias profissionais.

“Dessa forma, foram excluídas as diretrizes de utilização (condições exigidas para determinadas coberturas) para as consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas, e o atendimento passará a considerar a prescrição do médico assistente”, afirmou a agência em nota.

No último dia 1º de julho, a ANS já havia tornado obrigatória a cobertura para qualquer método ou técnica indicada pelo profissional de saúde responsável para o tratamento de Transtornos Globais do Desenvolvimento.

Com a alteração aprovada nesta segunda-feira, o fim do limite de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas passa a ser válido para pacientes com qualquer diagnóstico, de acordo com a indicação do médico assistente. A nova resolução normativa será publicada Diário Oficial da União e passará a valer a partir de 1º de agosto de 2022.

Fonte: R7

 

Jurista afirma que o ministro Barroso gera insegurança jurídica no campo

Nestor Hein, diretor jurídico da Farsul, disse que o Brasil vive uma “instabilidade total na relação entre as pessoas”

O advogado Nestor Hein, diretor jurídico da Farsul, acredita que o Brasil vive um atentado contra a democracia e a maior distorção que o Judiciário já produziu no exercício da jurisdição. A análise foi feita ao jornalista Felipe Vieira.

“Instabilidade total na relação entre as pessoas, salve-se quem puder. Os produtores estão por conta própria, nem a Polícia poderá acudir, porque não há possibilidade de ajuizar ação própria para retomar uma propriedade invadida. De certa forma, é como se deixasse de existir o instrumento legal que garanta a posse”, disse Hein.

De acordo com entrevista ao portal Conexão Rural, Hein explicou uma ação envolvendo reintegração de posse em área indígena, em Amambaí (MS). Segundo ele, a posição do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), está causando desconforto e tensão entre os proprietários rurais ao suspender qualquer possibilidade de ação de despejo em invasões.

Segundo Nestor Hein, trata-se de área invadida que não é objeto de demarcação, nem apontada como área de ocupação indígena, e tampouco matéria de processo administrativo.

“Em sua decisão, o magistrado Tales Braghi, 2ª Vara Federal de Ponta Porã (MS) negou na segunda-feira (4/7) um pedido liminar de desocupação de um território em Amambai (MS) pelos povos indígenas guarani e kaiowá, negou a reintegração de posse ao proprietário relativizando o direito de propriedade, ainda que seja legítimo proprietário, tenha documentação hábil e todos os elementos para ter a ação de despejo deferida”, explica.

Para Hein, a liminar foi negada porque o entendimento foi que os indígenas têm garantias constitucionais para demarcações e áreas, mas “o juiz resolveu deixar mudo o proprietário rural” e a gravidade do tema é que o ministro Barroso prorrogou a impossibilidade de obtenção de liminares em qualquer invasão para o país inteiro.

“Se hoje, no Rio Grande do Sul, houver uma área invadida, não existe o mecanismo da reintegração de posse para reaver a área invadida ilegalmente. Barroso impede o despejo, e não faz nenhuma recomendação para que não invadam”, disse.

Nestor Hein classifica a situação como um baque na constitucionalidade e nas instituições, um descrédito total de que o Judiciário possa mitigar, afastar injustiças e mediar as situações. “Só faltou para nós, infelizmente, dizer o seguinte aos proprietários: armem-se, e usem da legítima defesa da posse com meios moderados, porque do Judiciário vocês não terão socorro”.

Diário do Poder

 

Maranhão registra mais de três mil casos e nove mortes por Covid-19 em uma semana

Os dados foram coletados entre os dias 04 a 11 de julho.

Em uma semana, o Maranhão registrou 3.665 casos e nove mortes por Covid-19, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Os dados são referentes aos dias 4 a 11 de julho.

Desde o início da pandemia, 447.353 casos e 10.897 mortes causadas pelo novo coronavírus foram registrados em todo o estado. Nessa segunda-feira (11), o Maranhão contabilizou 1.091 casos na Grande Ilha de São Luís, 15 em Imperatriz e 440 nas demais regiões.

Já o número de casos ativos (pessoas que, no momento, estão com Covid-19) chegou a 4.335. Desses, 4.198 pacientes foram orientados a ficar em isolamento domiciliar, 81 estão internados em enfermarias e 56 estão em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Fonte: G1 Maranhão