Mulher do ‘juiz da Lava Jato’, Rosangela Moro tomou posse na Câmara

‘Vou lutar contra a impunidade, a injustiça e combate a corrupção, bandeira que não abro mão’ disse a deputada

Eleita deputada federal por São Paulo com 217.170 votos, Rosangela Moro tomou posse na manhã desta quarta-feira (1º), na Câmara dos Deputados, em Brasília. Junto com a advogada, outros 512 deputados federais, eleitos em outubro do ano passado, assumiram oficialmente suas vagas em sessão que teve início às 10h, no Plenário Ulysses Guimarães.

Esposa do senador e ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro, Rosangela também defende o empoderamento da mulher e há anos luta por causas em prol de PCDs e raros. Na Câmara, já declarou que vai trabalhar para melhorar a vida das pessoas e colocar freios, vetando modificações que enfraqueçam o combate à corrupção ou que não colaborem com as necessidades das pessoas.

“Hoje é um dia especial e que, oficialmente, dou início a um projeto para ajudar a melhorar a vida da população de São Paulo. Sou advogada, atuei desde 2009 no terceiro setor e isso foi uma escola para entender as feridas da área da saúde, educação e assistência social. Essa experiência, somada a situação atual do país, me aproximou da política pública e vou lutar também contra a impunidade, a injustiça e o combate a corrupção, bandeira que não abro mão”, afirmou Rosangela.

Os 513 deputados federais seguem agenda nesta quarta-feira e às 14h acontece a reunião de líderes para a escolha dos cargos da Mesa. Na sequência, às 15h30, encerra-se o prazo para o registro das candidaturas e acontece o sorteio da ordem dos candidatos na urna eletrônica. Por fim, às 16h30, inicia-se a sessão destinada à eleição da Mesa. E amanhã (02), às 15h, acontece a sessão solene para inaugurar os trabalhos legislativos.

Diário do Poder

 

Governador Eduardo Leite compara Lula a Dilma e questiona perfil de Haddad

Presidente do PSDB e governador do RS, Eduardo Leite diz que governo Lula traz incertezas e o compara à gestão de Dilma Rousseff

O governador do Rio Grande do Sul e presidente do PSDB, Eduardo Leite, afirmou na tarde desta quarta-feira (1/2) que o começo de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem trazendo incertezas que geram apreensões de que os rumos da economia podem adotar o caminho da recessão observada no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), que registrou recessão em 2015 e 2016.

Leite também questionou o histórico do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com relação à atuação econômica, o que reforçaria, na opinião dele, essas incertezas.

“As incertezas sobre quais serão os rumos da política fiscal desse governo geram apreensão e retraem investimentos no país”, disse o governador. “Lula será Lula 1, Lula 2 ou será Dilma? Há sinais de que o novo governo se assemelhe mais ao que foi o governo Dilma, no qual o Brasil encolheu, um governo que levou o país à maior recessão de sua história”, afirmou.

Mais sobre o assunto

O governador do Rio Grande do Sul também defendeu que Lula tome a dianteira das articulações para aprovação da reforma tributária e disse que, se essas negociações forem feitas pelo segundo escalão do governo, ele acredita que haverá dificuldades na aprovação.

As falas ocorreram para um grupo de convidados do banco de investimentos Credit Suisse, que realizou um evento em um hotel da zona sul de São Paulo.

Sobre Haddad, o governador gaúcho disse que o respeitava e que via “boas intenções” no ex-prefeito da capital, mas que lhe faltava experiência para passar confiança ao mercado.

“Eu respeito o ministro Haddad, acho um acadêmico e um político com boas intenções. Mas não há um retrospecto que nos permita analisar, que a gente saiba como ele pensa”, afirmou.

Fonte: R7

Do mesmo grupo, Ambev pode estar com rombo bilionário superior ao das Lojas Americanas

Segundo associação do ramo de cervejarias, dívidas chegam a R$ 30 bilhões

A cervejeira Ambev, que pertence ao mesmo trio de empresários donos da Americanas, pode estar com dívidas bilionárias parecidas com as da varejista. O rombo estimado é de R$ 30 bilhões.

A informação é da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) e foi divulgada nesta quarta-feira (1º) pela Veja. Segundo o órgão, que representa cervejarias menores, a Ambev tem dívidas com impostos federais, estaduais e municipais.

O diretor-geral da CervBrasil, Paulo Petroni, diz que:

  • Relatórios de fiscalização da Receita Federal mostram “bilhões e bilhões de ilícitos tributários cometidos pelos fabricantes de concentrados de refrigerantes na Zona Franca de Manaus”;
  • Esses documentos são desde, pelo menos, 2017;

Conforme apurado pela Veja, no entanto, os balanços da Ambev não registram essa quantia cobrada pela Receita Federal.

Descoberta. A suposta dívida da empresa foi descoberta por meio de um estudo da consultoria AC Lacerda, contratada pela CervBrasil. A Associação acusa a Ambev de inflacionar os preços dos componentes usados na produção de refrigerantes, passíveis de isenção e geração de créditos fiscais na Zona Franca de Manaus. Dessa forma, a empresa estaria acumulando mais créditos tributários do que teria direito, lucrando mais.

Rombo na Americanas. A Ambev pertence à AB-INBev, cujos acionistas – Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira – são sócios da 3G Capital, controladora das Americanas. Recentemente, a varejista se viu em meio a uma crise que fez com que suas ações despencassem na Bolsa e tivesse que recorrer à ajuda da Justiça. Isso porque, em 11 de janeiro, informou ter encontrado “inconsistências contábeis” de R$ 20 bilhões nos balanços de 2022 e de anos anteriores. O problema ocorreu com uma operação comum no varejo, chamada de “risco sacado”.

Nesse tipo de operação:

  • A companhia pega financiamento com um banco para compra de material de fornecedores;
  • O banco antecipa os recursos para o fornecedor;
  • Em seguida, a varejista quita a dívida com a instituição financeira e paga juros pelo prazo do empréstimo.

O problema é que isso não foi devidamente reportado no balanço. O erro pode aumentar o grau de endividamento da companhia e dá margem, de acordo com cláusulas

contratuais, à cobrança antecipada de dívidas.

Yahoo Notícias

 

A ultrajante vitória da política do “toma lá, dá cá” no senado

O embate entre Rogério Marinho e Rodrigo Pacheco parecia que seria disputado voto a voto. No entanto, o governo Lula entrou em campo com o “toma lá, dá cá” e a velha política venceu a batalha com negociatas de votos por cargos e outros interesses, numa demonstração vergonhosa de que a corrupção continua bem acesa.

Ao final, o placar ficou em 49 a 32 votos favoráveis a Pacheco, contra Marinho. A boa notícia do dia, é que a nova direita formou uma bancada renovada e este é o principal legado de Bolsonaro.

Os parlamentares conservadores não deixarão este governo ter vida fácil, com a observância quanto as questões, em que o senado tem o dever e a responsabilidade de posicionar diante dos vergonhosos engavetamentos de pedidos de impeachment de ministros do STF e mais recente do presidente da república.

Emílio Kerber Filho

Escritor. Jornalista. Autor dos livros “O Mito – Os bastidores do Alvorada”, “O Mito II – O inimigo agora é outro” e “O Mito III – Temos um presidente motoqueiro”.

 

Com o forte apoio do Palácio do Planalto, Rodrigo Pacheco é reeleito presidente do Senado

O placar final foi de 49 votos contra 32 para Marinho, o que chegou a causar uma certa frustração aos apoiadores que apostam em uma diferença bem maior, principalmente que na véspera foram oferecidos cargos do segundo escalão no governo em troca de votos.

Confirmando a lógica do favoritismo diante do apoio do Palácio do Planalto e até de muitos outros interessados e influentes que se desenhava de véspera, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) foi reeleito como presidente do Senado Federal, derrotando Rogério Marinho (PL). O placar final foi de 49 votos contra 32 para Marinho, chegando a causar uma certa frustração entre os apoiadores que apostavam em uma diferença bem superior. O resultado mostrou que a oposição ganhou força no senado.

O resultado representa uma vitória para o governo de Lula (PT) e, ao mesmo tempo, dá um freio na polarização com a base aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso. Pacheco permanecerá no cargo pelos próximos 2 anos.

A eleição para definir começou por volta das 16h desta quarta-feira (1º) e terminou cerca de 2 horas depois, com a leitura do resultado. O senador Eduardo Girão (Podemos) chegou a lançar sua candidatura, mas a retirou minutos antes da votação e decidiu apoiar o nome de Marinho.

Embora Pacheco, que contava com o apoio da base de Lula e dos partidos de centro, acumulasse mais sinalizações de votos, Marinho viu seu apoio crescer por conta das infidelidades dentro dos partidos. Além do PSD, Pacheco recebeu o apoio formal do MDB, do PT, do PSB, do PDT e da Rede. Já o bolsonarista Rogério Marinho formou um bloco com PL, PP e Republicanos. Conquistou ainda o voto de integrantes do PSDB.

Yahoo Notícias

 

83,5% dos jovens não ingressam no mercado de trabalho por mau português

Segundo dados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) de 2018, no Brasil, três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos são considerados analfabetos funcionais, o que representa 38 milhões de pessoas que não conseguem interpretar textos simples, como bilhetes, notícias, gráficos, mapas, anúncios.

O sistema de ciclos, ou progressão continuada, tem sido tema constante de discussões desde o início dos anos 1980 e, na década seguinte, foi implantado em diversos estados e municípios brasileiros, e divide opiniões até hoje. Apesar de não ser exatamente um mecanismo de “aprovação automática”, os alunos, de fato, não repetem de ano como no sistema de séries e podem ser reprovados apenas depois de um ciclo completo de aprendizado, que pode levar de três a cinco anos.

Ou seja, a maior diferença está no tempo de avaliação do aprendizado, pois, enquanto o sistema de séries promovia ou reprovava os estudantes no fim de cada ano, o sistema de ciclos só pode reprovar ao fim de um ciclo. No caso do ensino fundamental, os ciclos vão do 1º ao 3º ano, do 4º ao 6º e do 7º ao 9º. Teoricamente, o aluno que passa para o ano seguinte sem ter assimilado o conteúdo do ano anterior deve ter aulas de reforço para não atrasar o processo de aprendizado. Mas, infelizmente, muitas vezes a medida só fica na teoria.

Dados do Censo Escolar mostram que mais de 92% dos alunos não são reprovados entre o 1º e o 5º ano, o que significa que uma criança entre 10 e 11 anos pode não saber nem sequer ler e escrever. Para muitos, a ideia dos ciclos não é piorar a qualidade do ensino; porém, na prática, é o que temos visto tanto nos resultados de exames como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) quanto na dificuldade de entrada no mercado de trabalho.

De acordo com um levantamento feito em 2022 pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), 83,5% dos jovens não conseguem ingressar no mercado de trabalho por apresentar “conhecimento gramatical insuficiente”. O estudo considerou o desempenho de 59.776 concorrentes, dos quais apenas 16,5%, cerca de 9.845, passaram adiante nos processos de recrutamento e seleção. Praticamente 50 mil candidatos foram desqualificados nas primeiras fases de avaliação por não apresentar um nível de português adequado.

Mas, independentemente das discussões acadêmicas, os resultados práticos não parecem nada promissores e, no meio do fogo cruzado, são os próprios jovens, principalmente os oriundos de escolas públicas, que acabam sentindo na pele os prejuízos que a falta de conhecimento traz.

Patrícia Lages – R7

 

A extrema desonestidade do governo Lula de politizar a situação dos índios Yanomamis

A situação dos índios Yanomamis é séria e precisa de todas as políticas públicas necessárias, mas é possível perceber a politização do fato e uma certa desonestidade intelectual do governo atual. As fotos de índios com desnutrição severa impressionam, mas o que quase ninguém noticiou é que muitos deles vieram da Venezuela, fugindo do colapso econômico e social dos nossos vizinhos.

Grande parte do território Yanomami está localizado no sul do país de Nicolás Maduro, fazendo divisa com os estados de Roraima e Amazonas. Eles estão sofrendo com a crise política e humanitária da ditadura socialista e por isso buscam algum refúgio e assistência no Brasil. Contando todos os venezuelanos – indígenas ou não -, de janeiro de 2017 a março de 2022, o Brasil recebeu 325.763 venezuelanos que permaneceram aqui. Cerca de 750 pessoas atravessam para o lado brasileiros todos os dias.

Por mais que a esquerda esteja tentando usar essa crise contra o governo passado, o fato é que durante a gestão de Bolsonaro era enviado regularmente alimentos para os Yanomamis brasileiros. Em uma reportagem da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, publicada em dezembro de 2021, existe o registro do envio de 22,5 toneladas de alimentos a comunidades que vivem na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Foram entregues 1 mil cestas básicas a famílias indígenas em situação de vulnerabilidade social. Essas ações eram corriqueiras, sendo conduzidas pelas Forças Armadas.

No contexto da pandemia, a Funai investiu cerca de R$ 90 milhões em ações, entre elas a garantia da segurança alimentar das comunidades indígenas. Só em Roraima, foram quase R$ 3 milhões investidos e cerca de 10 mil cestas básicas entregues nas aldeias do Estado. Desde o início da pandemia foram distribuídas cerca 1,1 milhão de cestas de alimentos a mais de 200 mil famílias indígenas.

O que intriga é: em alguma reportagem foi perguntado para os “líderes” yanomamis onde foram parar os alimentos entregues? Existe uma tentativa clara de construir narrativas e não explorar todos os lados dessa situação.

Um outro ponto estranho é a subnutrição na reserva Yanomami. O território, no Brasil, tem o tamanho do estado de Pernambuco, que alimenta 9 milhões de pernambucanos; e a reserva dos índios tem 20 mil índios. Será que não tem peixe, não tem frutas, não tem terra para plantar? Não tem animal para comer?

Independente de quem tenha culpa, é preciso evidenciar o outro lado da moeda desse problema, que infelizmente ninguém mostra. É preciso, sim, agir, mas não com propaganda política.

Thiago Lagares

Jornalista

Mais armação de empresários e rodoviários para aumentar as tarifas dos coletivos velhos de São Luís

A cidade de São Luís enfrenta atualmente o pior serviço de transporte coletivo dos últimos 10 anos, sem um mínimo de qualidade com ônibus velhos, panes mecânicas diárias e neste período de inverno, os passageiros que não tiverem guardas chuvas dentro dos coletivos não sentirão a diferença entre estar na rua ou melhor nas paradas sem coberturas ou dentro dos coletivos. O problema assume uma dimensão ampla de total desrespeito aos usuários dos transportes coletivos, pela incompetência na gestão de um serviço da maior importância para trabalhadores, estudantes e todos os cidadãos que desejem exercitar os seus direitos de ir e vir.

A gestão municipal vem dando constantes demonstrações de fragilidades e em algumas ocasiões parece até refém de empresários e rodoviários, quando eles se impõem com cobranças ao poder público, e sempre são bem recompensados com subsídios dos cofres do município e repasses do governo federal. A esculhambação é tão grande que as panes mecânicas diárias causam sérios desconfortos e prejuízos a muitos usuários, e a prefeitura de São Luís é totalmente omissa em não adotar providências enérgicas. Há quem afirme, a existência de algum acordo vergonhosos, em que o contumaz infrator pratica atos e o fiscalizador faz de conta que não vê, o que é a hipocrisia diária nos serviços de transporte coletivo.

Lamentável sob todos os aspectos é que a população de São Luís vive um completo abandono, quanto aos seus direitos aos serviços de qualidade de transportes coletivos. A prefeitura mostra declaradamente uma exacerbada falta de compromisso e por outro lado a Câmara Municipal não é indiferente. Chegou a criar uma CPI dos Transportes Coletivos, mas se desconhece qualquer resultado positivo em favor dos usuários.

A população que se prepare para um novo aumento de tarifas e com os velhos, manjados e viciados discursos, de que o reajuste seria muito maior, mas o poder executivo municipal entrou com uma contrapartida como subsídio. Vamos ficar acompanhando, mas se não houver uma organização comunitária para fazer enfrentamento a questão dos transportes coletivos, o problema tende a aumentar, uma vez que tanto a prefeitura como a câmara municipal não defendem interesses coletivos, muito pelo contrário, olham para o povo e mais precisamente para os usuários, apenas nos períodos eleitorais. Depois de conquistarem os cargos almejados, viram-lhe as costas com boas bananas explicitas nos braços.

Fonte: AFD

 

Orçamento secreto e Alcolumbre atrapalham Rodrigo Pacheco na eleição no Senado

Senadores do PL dizem que insatisfeitos com distribuição do orçamento secreto feita por Rodrigo Pacheco estariam aderindo a Rogério Marinho

Após ajudar Rodrigo Pacheco (PSD-MG) a se eleger presidente do Senado em 2021 pela primeira vez, as emendas de relator, base do chamado “orçamento secreto“, viraram o “calcanhar de Aquiles” do senador mineiro em sua tentativa de reeleição ao comando da Casa em 2023. Senadores do Centrão e aliados de Rogério Marinho (PL-RN), principal adversário de Pacheco na disputa desta quarta-feira (1º/2), avaliam que um “erro” do grupo do atual presidente do Senado na distribuição dessas emendas, quando elas ainda eram permitidas, teria afastado senadores de Pacheco.

O erro, dizem, teria partido de Davi Alcolumbre (União-AP), principal fiador da candidatura de Pacheco. Segundo parlamentares que apoiam Marinho, Alcolumbre teria privilegiado seus aliados, irritando outros senadores que não foram contemplados da mesma forma generosa.

Nesse cenário, aliados de Marinho dizem que a candidatura do ex-ministro ao comando do Senado cresce acolhendo os insatisfeitos com Alcolumbre. E, após o STF derrubar o orçamento secreto, Pacheco não teria mais o instrumento para tentar atrair os senadores de volta.

Além da questão das emendas de relator, senadores reclamam da articulação de Alcolumbre para se reeleger ao comando da CCJ no próximo biênio e para ser o sucessor de Pacheco na disputa pelo comando do Senado em 2025. “Ele quer tudo”, criticou um parlamentar do Centrão.

Como noticiou a coluna, aliados de Marinho diziam, na terça-feira (31/1), que ele teria 43 votos para vencer a disputa pela presidência do Senado. Já a campanha de Pacheco contabiliza aproximadamente 50 votos. A conta não fecha, uma vez que a Casa tem apenas 81 senadores.

Há dois anos…

Na eleição de 2021, parlamentares dizem que Pacheco usou o orçamento secreto para conquistar apoio. Em entrevista ao Estadão, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) chegou a afirmar ter recebido R$ 50 milhões em emendas de relator, em troca do apoio à eleição do mineiro.

Coluna do Igor Gadelha – Metrópoles

 

 

Alexandre de Moraes está insatisfeito com o ministro José Múcio, diz a Veja

O novo comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, foi indicado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação teria sido feita em dezembro, antes da posse do Lula. Entretanto, na ocasião, Lula teria optado pelo critério de antiguidade, daí a nomeação do general Júlio Cesar de Arruda, nome defendido pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. Ainda no primeiro mês de governo, o general Arruda foi demitido do cargo e a indicação do ministro do STF acabou sendo acolhida.

Eis que agora, segundo a Revista Veja, Alexandre de Moraes tem externado contrariedade com a postura do ministro da defesa.

Eis um trecho da matéria:

“O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nunca admitirá em público, mas tem externado a um número cada vez maior de interlocutores contrariedade com uma suposta postura do chefe da pasta da Defesa José Múcio Monteiro de terceirizar para o Judiciário o papel de bater de frente contra militares (…).”

E prossegue o texto:

“Na mais recente bronca, Moraes ficou ressabiado com a sugestão de que compartilhasse com o Executivo as investigações que envolvem o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e investigado no STF por produção e divulgação de fake news. Cid havia sido indicado em maio passado para assumir a chefia do Batalhão de Ações e Comandos de Goiânia, mas seu nome encontrava forte resistência de integrantes do Supremo.”

E diz ainda:

“O magistrado também demonstrou incômodo com a hipótese, discutida reservadamente na sexta-feira 20, de que deveria partir dele uma espécie de atestado confirmando que Cid era, sim, alvo de um inquérito que investiga a participação de Bolsonaro e de auxiliares próximos, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, no endosso às fake news que afirmam que as urnas eletrônicas e as eleições brasileiras não são seguras. Para Alexandre, deveria partir de Múcio, e não dele, a reunião de elementos e a decisão política de impedir que o militar ligado ao ex-presidente assumisse um cargo tão estratégico para o Exército.”

Por fim, a matéria revela que “na caserna há o sentimento de que o magistrado do STF representa a ‘senha da indignação’ dos militares em relação ao Judiciário”.

Fonte: Revista Veja