Só 40% das urnas eletrônicas são “auditáveis”

O relatório técnico apresentado em conjunto pelo PL e o Instituto Voto Legal foi uma bomba na narrativa de confiabilidade absoluta nas urnas, repetida à exaustão pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Só 40% dos equipamentos, cerca de 193 mil urnas do modelo UE2020, funcionaram perfeitamente e os registros podem ser relacionados ao equipamento que coletou os votos. A maior parte das urnas, de 2009 até 2015, têm números inválidos, o que impossibilita fazer a correlação dos dados.

Motivo de preocupação

Segundo o engenheiro formado no ITA Carlos Rocha, que comandou o estudo, esse número inválido “é um indício muito forte indício de falha”.

No detalhe

Dados mostram que Bolsonaro venceu nas urnas “auditáveis”, modelo UE2020 com 51%. Nas antigas, “inauditáveis”, Lula venceu com 52%.

Outro problema

Rocha também se diz preocupado com os travamentos de urnas, que levaram à exposição de dados pessoais e até violação do sigilo do voto.

Ingenuidade

O engenheiro explicou que quer “interagir construtivamente com o TSE” para verificação extraordinária, como prevê resolução da própria corte.

Coluna do Claudio Humberto

 

Auditoria do PL: Bolsonaro venceu com 51,05% nas urnas “auditáveis”

Relatório aponta erros recorrentes impossibilidade de registros de votos, possível violação do sigilo do voto por meio eletrônico

O PL apresentou os resultados da auditoria que revela pontos graves de falhas em mais de 279 mil urnas dos modelos anteriores ao UE2020, que é auditável por meio dos logs (registros de atividades) das urnas e que, nessas urnas, o presidente Jair Bolsonaro teria vencido as eleições com 51,05% contra 48,95% do ex-presidente Lula.

O estudo foi conduzido pelo engenheiro Carlos Rocha, que deu detalhes de como foi feito. Ele explicou que esse ano houve um avanço grande pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na transparência do pleito, o que foi considerado um avanço.

Rocha lembrou que, em agosto, houve uma reunião das entidades fiscalizadoras e o TSE disponibilizou um glossário das eleições informatizadas, que contém a descrição dos diferentes arquivos gerados pela urna eletrônica.

“Logo após o final do 2º turno, o TSE, numa ação de transparência extremamente positiva, publicou os três arquivos no portal de resultados do TSE. Nesse portal, então, para cada seção eleitoral aparecem três arquivos. O Boletim de Urna, cuja função é permitir às pessoas conhecer os resultados de cada seção e, eventualmente, fazerem testes na totalização. O segundo arquivo, que é o RDV, é o Registro Digital do Voto, que tem como fim, segundo o TSE, permitir uma eventual recontagem, é o arquivo que registra todos os votos. E o terceiro arquivo que o TSE liberou foi o log da urna, que, segundo orientação do TSE, é um elemento importante de auditoria para os partidos políticos e para as entidades fiscalizadoras”, explicou.

Desses três, o mais importante é o log de urna, que funciona como um diário da urna, desde a preparação até o fim do segundo turno.

“O programa lê dois dados, duas informações, diretamente do hardware da urna. Ele lê, digamos assim, a estampa de tempo, que é data hora, minuto e segundo e também lê o número de série da urna, chamado no TSE de código de identificação da urna”, explicou.

Segundo Rocha, essas informações garantem a associação daquele registro de atividade ao equipamento físico que realizou a atividade registrada. Esse foi o aspecto onde foi encontrado o principal problema.

Foram montadas duas grandes bases de dados, uma com todos os dados de todos os Boletins de Urnas e uma com todas as informações de todos os logs das mais de 472 mil urnas.

“Em alguns bilhões de linhas, aparece apenas um número, que é um número inválido, fora da faixa de numeração. Os códigos de identificação da urna, que são o número de série, eles vão até um valor de 2 milhões e pouco e esse número que aparece lá é um número de 67 milhões e uns quebrados”, disse o engenheiro.

Ao cruzar os dados, os técnicos constataram que as urnas modelos UE2020 funcionaram perfeitamente. “São pouco menos de 193 mil urnas, isso dá mais ou menos 40,8% de todas as urnas”, disse Rocha.

No caso das urnas de modelos anteriores, de UE2009 a UE 2015, pouco mais de 279 mil urnas, foram encontrados esse número inválido no local do número de série do equipamento. “Isso é um indício muito forte de falha, de mal funcionamento da urna, porque é impossível associar o registro de cada atividade ao hardware, ao equipamento físico que teria gerado aquela atividade”, explicou.

O engenheiro Carlos Rocha disse que há previsão nas normas do TSE sobre uma verificação extraordinária após o pleito nesses casos. “Por isso é que nós gostaríamos de interagir construtivamente com o TSE e avaliar com eles”.

Diário do Poder

 

Desembargador que ofendeu guarda é punido com aposentadoria compulsória pelo CNJ

Desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha Siqueira, sofrerá aposentadoria compulsória após humilhar agente público. Defesa disse que ele teve reação “humana” ao ser cobrado por uso de máscara em praia. Punição aplicada é a pena máxima para magistrados, na qual o juiz segue recebendo salário.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, nesta terça-feira (22), que o desembargador flagrado humilhando um guarda municipal em 2020 será punido com aposentadoria compulsória. Com isso, Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira continuará recebendo o salário, mesmo após punição.

Em vídeo gravado em 2020, Siqueira aparece tentando dar uma ‘carteirada’ em um guarda municipal depois que o agente pede ao magistrado para utilizar a máscara de proteção facial em uma praia de Santos, litoral de São Paulo.

Nas imagens, Siqueira chama o guarda de analfabeto, rasga a multa e ainda tenta telefonar para o secretário de Segurança Pública de Santos, Sérgio Del Bel.

Após repercussão, o magistrado foi afastado das funções após abertura de procedimento administrativo. A defesa dele alegou que Siqueira teria tido uma reação “humana”, pois estaria em “situação de saúde aflitiva”.

Para a relatora do caso, conselheira Jane Granzoto, a negação ao uso da máscara por parte de Siqueira foi injustificada. Além disso, segundo ela, houve tentativa de intimidação e de desvencilhamento de uma obrigação comum a todos os cidadãos.

A ministra Rosa Weber, presidente do CNJ, se disse “imensamente triste” com o comportamento do desembargador.

“Eu, na magistratura há 46 anos, fico imensamente triste quando vejo um juiz, que exerce uma parcela do poder estatal, se comportar de uma maneira absolutamente incompatível com o respeito ao outro e reproduzindo uma cultura que todos nós devemos combater e não pode ser relevada”, afirmou a presidente do CNJ, ministra Rosa Weber. As informações são do portal G1.

A aposentadoria compulsória é a pena máxima administrativa imposta a um magistrado que infringe a lei. Com ela, os ministros seguem recebendo salário, apesar de serem afastados das funções.

Fonte: Yahoo Notícias

 

Amigo de Lula com direitos políticos suspensos integra equipe de transição e coordenou a campanha em MG

Anderson Adauto foi condenado em 2012 por improbidade administrativa relacionada a fraude em processo seletivo de Uberaba (MG). Foi coordenador da campanha de Lula em Minas Gerais e continua com direitos políticos suspensos

Mesmo com direitos políticos suspensos, o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto (PCdoB-MG) foi nomeado para compor a equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no grupo técnico responsável pela área de Minas e Energia. Ao R7, o ex-ministro e ex-prefeito de Uberaba (MG) afirma que é voluntário na equipe.

À reportagem, ele justificou que não pleiteia nenhum cargo no novo governo. “Entendo que o processo de ocupação de cargo não me cabe enquanto eu não resolver as questões e estar tudo esclarecido com isso. Na transição, estou buscando colaborar em função de uma posição na questão dos fertilizantes e de fábricas paradas na minha região [do Triângulo Mineiro], porque tenho informações sobre esse processo”, disse.

Adauto foi condenado em 2012 por improbidade administrativa relacionada a fraude na contratação em regime temporário de agentes da Secretaria Municipal de Saúde de Uberaba (MG), em processo seletivo realizado em 2006, quando era prefeito da cidade mineira. Ele pleiteia na Justiça a revisão da sentença.

O ex-ministro foi uma das cabeças da campanha de Lula em Minas Gerais. Ele pretendia se candidatar a deputado federal, mas renunciou à candidatura após o Ministério Público Eleitoral (MPE) impugnar o registro.

Na ação proposta em dezembro de 2007, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apurou a existência de 2.727 pessoas contratadas irregularmente como “temporárias” no âmbito do Executivo municipal. Além disso, concurso público do município teria sido prejudicado com fraudes na correção das provas e alteração dos resultados. O objetivo era favorecer apadrinhados políticos.

Caso Guido Mantega

Na semana passada, o ex-ministro Guido Mantega deixou a equipe de transição de Lula. Ele chegou a ser anunciado como parte do grupo técnico da Economia pelo vice-presidente da República eleito e coordenador-geral do governo de transição, Geraldo Alckmin (PSB).

Mantega usou como justificativa a condenação que recebeu do Tribunal de Contas da União (TCU) no processo das pedaladas fiscais, que resultaram também no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. Com o processo, o ex-ministro está inabilitado a assumir qualquer cargo público até 25 de fevereiro de 2030.

Fonte: R7

 

Arthur Lira diz que a PEC do estouro não teve discussão ampla

O presidente da Câmara destacou o tempo curto para aprovar a PEC e disse que nem sequer há um texto consolidado para votação

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta segunda-feira (21) que a proposta de emenda à Constituição (PEC) do estouro não foi amplamente discutida no Congresso e que o texto a ser votado ainda não está consolidado. A PEC pretende tirar do teto de gastos o Auxílio Brasil, que voltará a se chamar Bolsa Família.

“Ainda não temos texto nem assinaturas. O que temos é um tempo exíguo de 17 dias para discutir um texto desse”, disse. O presidente da Câmara ainda falou sobre a falta de uma “reunião conjunta entre Câmara e Senado no que diz respeito ao presidente da comissão de Orçamento, deputado Celso Sabino (União Brasil-PA), o relator do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), eu e os principais líderes das Casas”. 

O texto começa a tramitar pelo Senado, e a equipe de transição trabalha para garantir ao menos 26 assinaturas, o suficiente para emplacar a PEC no plenário da Casa. Parlamentares da oposição a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de partidos que estão divididos disseram ao R7 que as discussões ficaram restritas à cúpula de apoio ao presidente eleito. Sem o apoio da maioria absoluta, 49 do total de 81 senadores, a PEC para no Senado.

Para Lira, “não vai faltar coerência” por parte do Congresso em deliberar sobre a PEC, “seja de um lado ou do outro”. “Se for de se aprovar, esse texto tem de ser minimamente equivalente nas duas Casas”, afirmou durante discurso em evento da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad), em São Paulo. 

Apesar da fala, Lira já teve um encontro pessoal com o presidente eleito para discutir a PEC. Segundo avaliação da equipe de transição, há disposição para defender a proposta capaz de viabilizar o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 600, além dos R$ 150 extras por filho de até 6 anos.

O centrão, comandado por Lira, discute a preservação do orçamento secreto em 2023 como moeda de troca. Contudo, em entrevista exclusiva ao R7, o senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator do Orçamento Federal, diz que essa proposta não chegou a ele. “Eu lhe digo aqui com toda a segurança: nunca ouvi ninguém sobre esse assunto como moeda de troca. E acho que Lula tem se posicionado várias vezes contra as emendas de relator.”

Orçamento secreto

Durante discurso, Lira defendeu o orçamento secreto. “O orçamento malfadado que chamam de secreto é municipalista, é amplo, é democrático”, afirmou o deputado, enfatizando que a medida retira das mãos de um único ministro o poder de destinar as verbas. “Orçamentariamente, o Congresso Nacional vem tratando da sociedade, daqueles municípios mais distantes, mais carentes, de uma forma mais evidente.”

Fonte: R7

Morre o tremendão Erasmo Carlos aos 81 anos de idade

Morre Erasmo Carlos nesta terça-feira (22). Cantor nos deixa aos 81 anos de idade após décadas de carreira vitoriosa

Morreu Erasmo Carlos nesta terça-feira (22), como um dos maiores nomes da música nacional. Aos 81 anos idade, o cantor e compositor também conhecido como Tremendão foi vítima de complicações. Ele estava internado em um hospital no Rio de Janeiro – a morte foi confirmada à revista “Quem”. O artista tratou recentemente um quadro de síndrome edemigênica – quando há um desequilíbrio das forças bioquímicas que mantém os líquidos dentro dos vasos sanguíneos.

Nascido no Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1941, Erasmo deixa um legado de mais de cinco décadas de carreira. Um dos pioneiros do rock brasileiro, ele foi o maior parceiro musical de Roberto Carlos com diversas composições e produções em conjunto, como os clássicos “Minha Fama de Mau”, de 1965, “É Preciso Saber Viver”, de 1968, “É Proibido Fumar”, de 1972, e “Sentado à Beira do Caminho”, de 1980.

Inspirado principalmente por Elvis Presley, o cantor chegou a integrar a banda Renato e Seus Blue Caps na década de 1960 com versões brasileiras de músicas internacionais. Anos depois, elencou o trio formado por ele, Roberto Carlos e Wanderleia no icônico programa Jovem Guarda, onde foi apelidado de Tremendão.

O projeto da Record TV encabeçou o movimento cultural a partir de 1965, marcado pela ascensão do rock e influências de grupos gringos como os Beatles. Essa irreverência ditou a música, o comportamento e a moda de gerações fascinadas pelos três cantores e apresentadores.

Com mais de 600 músicas gravadas em mais de 30 discos, Erasmo fica eternizado na voz de grandes sucessos como “Filho Único”, “Mulher (Sexo Frágil)”, “Gatinha Manhosa”, “Festa de Arromba” e “Vem Quente Que Eu Estou Fervendo”, que marcaram os longos anos de sua trajetória musical.

Fonte: Yahoo Notícias

 

Viagem de R$1,6 mil cancelada da Azul tem reembolso de 31 centavos

Passageiro comprou passagem de ida e volta do Rio para Porto Alegre pela Azul e pagou exatos R$1.625,78, mas teve que cancelar e pediu o reembolso. A companhia então decidiu se apoiar na conivência da ANAC, que atua mais como parceira das aéreas e cobrou taxa de cancelamento de R$650 (R$325 por trecho) e multa de 60% do valor da tarifa pelo reembolso (R$975,47), propondo devolução de R$0,31.

Usura

Na ponta do lápis, a Azul ficou com 99,98% do dinheiro e vai lucrar em dobro vendendo a passagem de novo na alta temporada de fim de ano.

A regra é essa

Depois de questionar o abuso, o passageiro foi relembrado das regras tarifárias, aplicadas com anuência da ANAC, que devia regular o setor.

Parceria inabalada

A “agência reguladora” nem se dignou a responder os questionamentos sobre o caso. A ordem segue sendo defender interesses das empresas.

Fonte resguardada

Questionada, a assessoria da Azul não quis explicar como aplica suas multas e taxas e pediu o nome completo do passageiro e o localizador.

Coluna do Claudio Humberto

 

Desacertos com Geraldo Alckmin na transição podem ‘recuperar’ José Dirceu

A qualidade do entorno de Lula explica declarações desastrosas e a perda de noção sobre a importância da escolha do ministro da Economia, por exemplo. Há muitas queixas de aliados sobre falta de comando no governo paralelo, o vice eleito Geraldo Alckmin não é levado a sério e Lula não tem paciência para o “varejo” da política. Velhos aliados do presidente eleito pedem maior protagonismo do ex-ministro José Dirceu, a quem petistas prestam obediência e outros políticos aliados respeitam.

Triunvirato

Em 2002, Dirceu, Antonio Palocci e Luiz Gushiken controlavam a boca e “mastigavam” decisões para Lula. Hoje não há ninguém nesse papel.

Papel político

Durante a campanha, José Dirceu negociou apoios importantes, em nome de Lula, e até redefiniu chapas majoritárias sobretudo no Nordeste.

Presidiários

Dirceu foi vetado porque o presidente eleito concordou que “pegaria mal” um ex-presidiário na transição. Como se Lula também não o fosse.

Burocracia

O ex-ministro da Casa Civil do primeiro governo Lula apenas tem feito listas de candidatos a ministros e a cargos de segundo escalão.

Coluna do Claudio Humberto

 

A pedido do MPF, Justiça Federal bloqueia R$ 688 mil do Fundo Municipal de Saúde de Mata Roma

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal no Maranhão determinou o bloqueio de R$ 688 mil do Fundo Municipal de Saúde (FMS) do município de Mata Roma (MA), devido a inserção de dados falsos no Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) em relação aos procedimentos de Reabilitação de Paciente Pós-Covid, no período de janeiro a maio de 2022.

Segundo a ação cautelar proposta pelo MPF, após as informações inverídicas inseridas no SIA, o Fundo Nacional de Saúde (FNS) repassou o montante de R$ 743.533,20 ao FMS de Mata Roma, objetivando a garantia da assistência aos usuários do SUS com sequelas pós-Covid-19.

De acordo com o Procurador da República Juraci Guimarães, responsável pela ação, “o mesmo procedimento de inserção de dados falsos no sistema do SUS identificado pelo MPF e CGU no repasse irregular de emendas parlamentares foi constatado para o programa de tratamento pós-covid pelo próprio Ministério da Saúde. As fraudes são flagrantes, pois existem vários pacientes que foram atendidos simultaneamente em mais de um município e, algumas vezes, inclusive, a ordem sequencial de pacientes nos municípios é idêntica”, disse.

Em Nota Técnica, o Ministério da Saúde comunicou que o valor total dos recursos repassados aos estados brasileiros até maio de 2022 para os procedimentos de Reabilitação de Paciente Pós-Covid foi de aproximadamente R$ 21 milhões, sendo que os municípios maranhenses receberam por volta de R$ 19 milhões, ou seja, 93% dos recursos federais do programa.

No município de Mata Roma, que tem uma população de 17.122 habitantes, e teve 652 casos de Covid-19 registrados, foi informado no SIA do Sistema Único de Saúde (SUS), apenas nos meses de janeiro a abril deste ano, 34 mil procedimentos de Reabilitação Pós-Covid-19. Entretanto, nesse período, havia apenas 2 fisioterapeutas no município, o que faria com que cada um desses profissionais, tivessem realizado 258 consultas por dia, considerando sábado, domingo e feriado.

A análise da Controladoria Geral da União (CGU) informou que o valor esperado aproximado de produção no município de Mata Roma, em relação ao procedimento de Reabilitação Pós-Covid-19, seria de R$ 55 mil, contudo, foram transferidos R$ 743 mil ao município. Por esse motivo, o MPF, a fim de resguardar o patrimônio público, requereu e obteve judicialmente o bloqueio de R$ 688 mil do Fundo Municipal de Saúde de Mata Roma.

Conforme o Procurador da República Juraci Guimarães, “o MPF/MA instaurou procedimentos para investigar essa fraude em 33 municípios maranhenses, com a finalidade de proteger o erário e responsabilizar criminalmente os autores das inserções falsas e eventual desvio dos recursos públicos irregularmente recebidos”, finalizou.

Assessoria de Comunicação

Ministério Público Federal no Maranhão

 

Câmara derruba 17 vetos de projetos de leis pelo prefeito Eduardo Braide e promulga todos

 Se a relação entre os poderes municipal e legislativo era bastante difícil, diante das decisões tomadas hoje pela Câmara Municipal de São Luís ficou muito maior. Recentemente o vereador Marquinhos Silva tornou público, que as dificuldades são criadas pelo prefeito Eduardo Braide, que não recebe vereadores quando é procurado para tratar de problemas relacionados a população de São Luís.

   Os vereadores registraram na derrubada do veto do prefeito e promulgação de projetos pelo legislativo municipal, em razão do autoritarismo do prefeito. Iniciativas que tratam da prevenção ao câncer, combate a doenças graves, atendimento de crianças e adolescentes com TEA à assistência social e cuidados da nossa população neste período de pós-pandemia, não podem e nem devem ser ignorados pelo gestor municipal, a não ser que lhe falta sensibilidade e um mínimo de respeito aos direitos da população de São Luís, foram algumas das falas dos vereadores indignados com a atitude de Eduardo Braide.

A Câmara Municipal de São Luís (CMSL) derrubou 17 vetos do prefeito Eduardo Braide, os quais analisados, em sessão extraordinária, na manhã desta segunda-feira (21/11). As decisões alcançam desde projetos sobre prevenção ao câncer, combate a doenças graves, a propostas que buscam atendimento de crianças e adolescentes com TEA, assistência social e cuidados da nossa população neste período de pós-pandemia.

Com a derrubada dos vetos, as leis serão promulgadas pelo Legislativo ludovicense e entrarão em vigor após sua publicação no Diário Oficial do Município (DOM). Para a derrubada de um veto, são necessários os votos contrários da maioria dos 31 vereadores. Ou seja, um total de 16 parlamentares.

Entre os dispositivos, foi derrubado o veto parcial (VETO 10/22) ao Projeto de Lei n° 094/2021, de autoria do Coletivo Nós (PT), que altera a Lei Municipal n° 6.340 de 10 de julho de 2018 que instituiu o Sistema Único de Assistência Social. O texto que foi aprovado pela Casa começou a tramitar no ano passado.

O co-vereador Jonathan Soares, que integra o mandato coletivo, se manifestou sobre o assunto e afirmou que as “matérias em apreciação são importantíssimas para cidade, mas sem tratamento republicano ou constitucional, a gestão veta todas essas propostas sem fazer nenhum diálogo com esta Casa ou com os vereadores”.

“O que nós estamos vendo aqui é um show de insensibilidade e incompetência do prefeito de São Luís. Boa parte dos projetos de lei que estão em discussão hoje nesta Casa e, que foram vetados pelo prefeito, são iniciativas que tratam sobre prevenção ao câncer, combate a doenças graves, atendimento de crianças e adolescentes com TEA, assistência social e cuidados da nossa população neste período de pós-pandemia e cuidados com os educadores”, declarou.

“São matérias importantíssimas para nossa cidade, mas sem tratamento republicano ou constitucional, a gestão veta todas essas matérias sem fazer nenhum diálogo com esta Casa ou com os vereadores”, completou o membro do Coletivo Nós.

IPTU E CUIDADOR

Outras proposituras que tiveram seus vetos derrubados foram os PLs 0044/2021, que dispõe sobre a autorização para a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU aos Microempreendedores Individuais (MEI) do vereador Andrey Monteiro (Republicanos); e 0035/2022, do vereador Marcial Lima (Podemos), que “estabelece a jornada semanal de 30 (trinta) horas para os servidores dos cargos de cuidador escolar, transcritor e adaptador, revisor em braile e monitor de transporte escolar do município de São Luís”.

PAUTAS DA SAÚDE

O parlamento também rejeitou ainda veto aos PLs 0279/2021, do vereador Ribeiro Neto (Patriota), que criava o Fundo Municipal de Combate e Prevenção ao Câncer; e 0151/2021, do vereador Octávio Soeiro (Podemos), que dispunha sobre a obrigatoriedade de funcionamento, aos sábados e domingos, dos postos e unidades de saúde, que integram a Rede Municipal de Saúde.

Além da participação presencial no Plenário Simão Estácio da Silveira, os vereadores também participaram por meio do Sistema de Deliberação Remota por Videoconferência na sala de votação virtual. Em consonância ao disposto no art. 241, §§ 4º e 5º do Regimento Interno da Casa, também derrubados os seguintes vetos:

– VE0010/2022 – Mensagem de Veto nº 010/2022. Projeto de Lei n° 094/2021, do vereador Coletivo Nós, que “altera a Lei n° 6.340 de 10 de julho de 2018 que instituiu o Sistema Único de Assistência Social”;

– VE0011/2022 – Mensagem de Veto n° 012/2022. Projeto de Lei n° 0044/2021, do vereador Andrey Monteiro, que “dispõe sobre a autorização para a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU aos Microempreendedores Individuais (MEI)”;

VE0012/2022 – Mensagem de Veto n° 15/2022. Projeto de Lei n° 0099/2022, do vereador Umbelino Júnior, que “altera o art. 8º da Lei Municipal nº. 6.879/2021”;

– VE0013/2022 – Mensagem de Veto n° 18/2022. Projeto de Lei n° 0181/2022, do vereador Ribeiro Neto, que “concede a gratuidade do Transporte Coletivo Urbano Municipal a toda criança ou adolescente participante do “Clube de Desbravadores” nos finais de semana e feriados, e dá outras providências”;

– VE0014/2022 – Mensagem de Veto n° 16/2022. Projeto de Lei n° 0279/2021, do vereador Ribeiro Neto, que “Fica criado Fundo Municipal de Combate e Prevenção ao Câncer; e dá outras providencias”;

– VE0015/2022 – Mensagem de Veto n° 17/2022. PL n° 0080/2021, do vereador Álvaro Pires, que Projeto de Lei que “dispõe sobre a cronologia de empenho, liquidação e pagamento a fornecedores locais (ludovicenses), qualificados como MEI, Micro empresas e Empresa de Pequeno Porte”;

– VE0016/2022 – Mensagem de Veto n° 19/2022. Projeto de Lei n° 0035/2022, do vereador Marcial Lima, que “Estabelece a jornada semanal de 30 (trinta) horas para os servidores dos cargos de cuidador escolar, transcritor e adaptador, revisor em braille e monitor de transporte escolar do Município de São Luís/MA”;

– VE0017/2022 – Mensagem de Veto n° 20/2022. Projeto de Lei n° 0151/2021, do

vereador Octávio Soeiro, que “Dispõe sobre a obrigatoriedade de funcionamento, aos sábados e domingos, dos postos e unidades de saúde, que integram a Rede Municipal de Saúde”;

– VE0018/2022 – Mensagem de Veto n° 21/2022. PL n° 0023/2022, de autoria do vereador Antônio Garcez, que “altera dispositivo da Lei Nº 6.503 de 21 de Março de 2019 para criar a obrigatoriedade do serviço de Assistência Social nas escolas da rede pública municipal de ensino”;

– VE0019/2022 – Mensagem de Veto n° 24/2022. Projeto de Lei n° 0356/2021, da vereadora Concita Pinto, que “Cria o programa de saneamento básico “fossa limpa” para executar serviços de limpeza de resíduos/dejetos de fossas de imóveis pertencentes a pessoas em vulnerabilidade socioeconômica no Município de São Luís e dá outras providências”;

– VE0020/2022 – Mensagem de Veto n° 22/2022. Projeto de Lei n° 0012/2021, do vereador Antônio Garcez, que “dispõe sobre o funcionamento de semáforos, no período compreendido entre vinte e três e cinco horas, no município de São Luís”.

– VE0021/2022 – Mensagem de Veto n° 25/2022. Projeto de Lei n° 0176/2021, do Vereador Dr. Gutemberg, que “dispõe sobre a implementação de caixas coletoras de máscaras usadas no âmbito do Município de São Luís e dá outras providencias”;

– VE0022/2022 – Mensagem de Veto n° 30/2022. Projeto de Lei n° 0099/2021, do Vereador Chico Carvalho, que “dispõe sobre a suspensão de Medidas Judiciais, Extrajudiciais ou Administrativas promovidas pelo Município de São Luís que resultem em despejo, desocupações ou remoções forçadas enquanto perdurar a pandemia e seus impactos da COVID 19”;

– VE0023/2022 – Mensagem de Veto n° 31/2022. Projeto de Lei n° 0265/2021, do vereador Marlon Botão, que “torna obrigatória a implantação do processo de coleta seletiva de resíduos sólidos nos estabelecimentos que especifica situados no município de São Luís”.

– VE0024/2022 – Mensagem de Veto n° 29/2022. Projeto de Lei n° 0252/2021, do vereador Ribeiro Neto, que “dispõe sobre a concessão de desconto no pagamento de IPTU às pessoas que adotem animais e dá outras providências”;

– VE0025/2022 – Mensagem de Veto n° 28/2022. Projeto de Lei n° 0129/2021, da vereadora Silvana Noely, que “autoriza o Poder Executivo Municipal a conceder desconto ou isenção de tributos aos munícipes que adotem animais e dá outras providências”;

– VE0026/2022 – Mensagem de Veto n° 32/2022. Projeto de Lei n° 0081/2021, de iniciativa do Poder Executivo Municipal, que “dispõe sobre as Diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2022 e dá outras providências”;

Fonte: Comunicação da Câmara Municipal de São Luís e AFD