Substituto de Carlos Lupi na Previdência, já assume sob graves suspeitas no rombo bilionário do INSS

O novo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz Maciel, é ligadíssimo a Carlos Lupi. Era o secretário executivo do ministério, ‘braço direito’ de Lupi. É do PDT, o partido de Lupi. Certamente, assim como Lupi, sabia de tudo que estava acontecendo na pasta envolvendo as entidades que roubaram os aposentados e pensionistas do INSS. Além disso, Wolney Queiroz Maciel (PDT), reuniu-se ao menos uma vez com agentes de organizações investigadas por desviar R$ 6,5 bilhões de aposentadorias. Em  11 de julho de 2023 teve encontro com representantes da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura).

A Contag foi a instituição responsável por reter o maior valor dos aposentados, segundo relatório da CGU (Controladoria Geral da União). Assim, a nomeação de Wolney parece configurar uma tentativa de abafar o caso, pois o próprio Lupi continuará tendo enorme influência na pasta.

Jornal da Cidade Online

 

Mais uma vez, a omissão criminosa de Lula

O escândalo de R$ 6,3 bilhões no INSS, revelado pela operação “Sem Desconto” em abril de 2025, não é apenas mais um caso de corrupção — é o retrato da falência institucional da Previdência Social e da conivência política que se estende por governos sucessivos. Mas o centro dessa crise tem nome e sobrenome: governo Lula 3. Mesmo com alertas claros e informações à disposição, a atual gestão manteve figuras suspeitas em cargos-chave e só agiu quando a Polícia Federal bateu à porta.

Entre 2019 e 2024, milhões de aposentados e pensionistas tiveram valores descontados de forma fraudulenta em nome de sindicatos e entidades fantasmas. Quase 98% dos beneficiários nunca autorizaram os descontos. O golpe foi viabilizado por falsificações, fraudes biométricas e cadastros genéricos, com aval ou omissão de gente colocada ali por indicação política.

É verdade que o modelo que permitiu o esquema vem de anos anteriores. Mas os dados mostram que o grosso do desvio ocorreu a partir de 2023, já no terceiro governo Lula. Alessandro Stefanutto, presidente do INSS até ser demitido após a operação, foi nomeado por Carlos Lupi, ministro da Previdência — ele mesmo reincidente em escândalos desde o governo Dilma. E mais: outros nomes-chave, como Virgílio Ribeiro (procurador do INSS) e Vanderlei Barbosa (ex-diretor de Benefícios), também estavam em cargos estratégicos há anos e foram mantidos sob Lula 3.

O escândalo também chegou ao gabinete do próprio ministro. Marcelo Oliveira Panella, chefe de gabinete de Lupi e tesoureiro nacional do PDT, foi acusado de indicar um advogado que cobrava a contratação de consultorias como condição para entidades conseguirem acesso ao sistema de descontos do INSS. Se confirmado, trata-se de tráfico de influência direto dentro do ministério. Panella nega, mas as suspeitas reforçam o grau de aparelhamento da máquina pública. Entidades próximas ao PT, como o Sindnapi — vice-presidente é irmão de Lula, Frei Chico — também foram citadas nas investigações. As conexões políticas, mesmo negadas, alimentam suspeitas legítimas de proteção institucional e cumplicidade.

Importante destacar: o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou, sim, endurecer as regras com a Medida Provisória 871 em 2019. A MP visava coibir fraudes em descontos associativos. Foi o Congresso, em 2022, quem cedeu à pressão das entidades e desmontou as restrições. Bolsonaro não deu continuidade ativa à fiscalização, mas não se pode atribuir a ele a origem ou o aprofundamento do esquema — muito menos compará-lo com a negligência demonstrada no atual governo.

O caso também expôs a exploração de indígenas e imigrantes venezuelanos em esquemas de registros falsos, aumentando o número de beneficiários de forma criminosa. O sistema foi usado politicamente e financeiramente contra os mais vulneráveis. O escândalo lembra o caso Jorgina de Freitas, nos anos 1980, quando bilhões foram desviados da Previdência por uma procuradora. A diferença é que hoje, com a digitalização, a fraude ficou mais sofisticada — mas a impunidade e a proteção política seguem intactas. Somente após a operação policial o governo Lula reagiu, suspendendo os ACTs, bloqueando os descontos e prometendo devolver os valores a partir de junho. Medidas necessárias, mas tardias. A resposta só veio quando já não havia mais como esconder o escândalo.

Dividir a culpa de forma genérica entre todos os governos é injusto e impreciso. Lula 1 e 2 mantiveram a estrutura que permitiu as fraudes. Dilma e Temer foram omissos. Bolsonaro tentou impedir, mas foi barrado. Já o governo Lula 3 teve tempo, informação e poder para agir — e não agiu. Ao contrário: reconduziu nomes suspeitos e permitiu que o esquema atingisse o maior valor da série histórica. A fraude do INSS é o resultado de um Estado aparelhado e cumplice. A sociedade foi traída por quem deveria protegê-la. E o governo Lula precisa ser cobrado, sim, como responsável direto por esse novo capítulo de corrupção e descaso.

Carlos Arouck

Policial Federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

 

Lula exonera Carlos Lupi e complica mais o governo com a roubalheira a aposentados do INSS

Ministro da Previdência entregou o cargo após operação revelar fraudes em descontos indevidos de aposentados e pensionistas e as fortes pressões de que ele seria conivente com a roubalheira. Após pressão decorrente do escândalo de roubos dos aposentados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), decidiu entregar o cargo, diante da iminência de ser exonerado. Segundo o Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na tarde desta sexta-feira (2), o pedido de demissão do ministro, durante uma reunião em que as pressões já eram bem fortes e pesquisa pública atingiu 85% pela exoneração do ministro Carlos Lupi.

A decisão ocorre após a deflagração, nesta semana, da Operação Sem Desconto pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, que revelou um esquema de descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS, resultando em prejuízos estimados em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. A investigação identificou que entidades associativas aplicavam descontos não autorizados diretamente nos pagamentos de aposentados e pensionistas, sem o consentimento dos beneficiários.

A operação resultou no afastamento e posterior a demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, indicado por Lupi. Também foi apreendido durante a operação aproximadamente R$ 1 bilhão em bens e valores.

Segundo a CNN, fontes do governo federal indicaram que o Palácio do Planalto cobrava explicações de Lupi desde abril, especialmente após alertas da Controladoria-Geral da União em 2024 sobre as irregularidades. Apesar de ter sido informado anteriormente, o ministro não adotou medidas efetivas para coibir os descontos fraudulentos. Em nota publicada, Lupi afirmou que tomou “esta decisão com a certeza de que meu nome não foi citado em nenhum momento nas investigações em curso”. No entanto, doravante muitas revelações virão a público, inclusive que muito dinheiro roubado teria sido destinado para caixa da campanha eleitoral de 2026.  

Diário do Poder

Pesquisa AtlasIntel, diz que 85% da população quer a demissão de Carlos Lupi pela roubalheira do INSS

A insatisfação da população com a gestão do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, atingiu um patamar alarmante. De acordo com uma pesquisa realizada pela AtlasIntel, divulgada nesta quinta-feira (1º), nada menos que 85% dos brasileiros são favoráveis à demissão do ministro, em meio ao escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que resultou em descontos indevidos sobre aposentadorias e outros benefícios previdenciários.

A pesquisa, conduzida entre os dias 29 de abril e 1º de maio, ouviu 1.000 pessoas e apresentou margem de erro de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Os dados mostram que o sentimento de reprovação é generalizado, alcançando inclusive a base do governo. Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 77% apoiam a saída de Lupi. O número salta para 94,6% entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A percepção negativa também é impulsionada pelo grau de conhecimento da população sobre o caso: 84,4% dos entrevistados afirmaram estar cientes das denúncias envolvendo o INSS. Além disso, 6,4% relataram ter sido vítimas diretas dos descontos indevidos, enquanto 35,6% disseram conhecer alguém afetado. Apenas 58% declararam não ter tido envolvimento direto com o problema ou desconhecer vítimas.

Operação Sem Desconto e falhas no INSS agravam cenário

A crise ganhou proporções maiores após a deflagração da Operação Sem Desconto pela Polícia Federal, em 23 de abril. A ação, realizada em 14 unidades da federação, resultou no cumprimento de 211 mandados de busca e apreensão, além de seis prisões temporárias. O foco da investigação está em um esquema de cobranças indevidas em benefícios previdenciários, viabilizado por entidades conveniadas ao INSS.

Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), responsável pelas primeiras apurações iniciadas em 2023, o esquema envolvia entidades que cobravam dos aposentados sem a devida autorização. Das 29 instituições auditadas, 70% não apresentaram a documentação obrigatória ao INSS, e muitas sequer possuíam estrutura adequada para prestar os serviços prometidos aos beneficiários.

Como reflexo das irregularidades, seis pessoas foram afastadas de seus cargos, entre elas o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. O órgão está subordinado ao Ministério da Previdência Social, comandado por Lupi, que vem sendo pressionado a dar explicações sobre o caso, mas até o momento resiste à ideia de renúncia.

Jornal da Cidade Online

Em 120 dias de 2025, governo gastou R$ 1,7 trilhão

Valores foram divulgados pela Gasto Brasil; plataforma que mostra os gastos dos governos locais e da União, com dados do Tesouro Nacional.  Às 7h do 120º dia de 2025, todos os gastos públicos do governo somavam R$ 1.712.746.078.970,08. Quando você estiver lendo essa reportagem, o valor já terá aumentado. Por que é assim, como uma torneira aberta, em que tudo que se gasta com pessoal, despesas previdenciárias e investimentos, é contabilizado pelo Gasto Brasil. 

A ferramenta vem sendo desenvolvida há apenas 3 meses, uma parceria da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com o objetivo de dar mais transparência à aplicação dos recursos públicos e estimular a conscientização da sociedade sobre o impacto desses valores no cotidiano dos brasileiros, como explica Cláudio Queiroz, coordenador-geral do projeto. “O orçamento tem que fechar. A nossa dívida, nos últimos 12 meses, bateu em R$ 1 trilhão. Com isso nós conseguimos hoje ver a evolução dos gastos dos governos e até mesmo com que qualidade ele está fazendo”, explica.

Transparência e controle 

Cláudio Queiroz ainda explica que, hoje, o governo não tem, em nenhuma plataforma, os valores em tempo real do que está sendo gasto ou arrecadado. No caso das despesas, elas são publicadas obrigatoriamente, a cada dois meses, pelo Tesouro Nacional.

“Nós criamos uma metodologia de projeção para o exercício de 2025 e a cada vez que o governo solta uma atualização dos gastos a plataforma faz uma conferência da metodologia. Já que algo fora do padrão pode ser gasto, sem aviso prévio. Sempre que o Tesouro libera uma atualização, a metodologia é revisitada, para evitar erros.” Dessa forma, explica Cláudio, é possível fazer uma previsão de gastos públicos, baseada nas informações oficiais. 

Até agora, já foram mais de 5.400 acessos, em apenas uma semana da plataforma no ar. Por meio de filtros, é possível acessar qual foi o gasto em um município ou estado, num determinado período de tempo. Segundo o coordenador do projeto, o objetivo não é fiscalizar, mas monitorar os gastos públicos e cobrar das autoridades um maior controle.

Equilíbrio das contas

Há 20 anos, uma plataforma semelhante foi lançada para contabilizar quanto se recolhe em impostos no país. O impostômetro é a ferramenta de transparência que inspirou o Gasto Brasil. Comparando dados do que se arrecada e o que se gasta, é possível ter uma noção do panorama econômico que temos no país hoje. Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait, um momento preocupante.

“Há um desequilíbrio. Se gastássemos apenas o que arrecadamos, não teríamos inflação e a taxa de juros seria 2,33%. Assim como o Impostômetro foi um processo educativo, o Gasto Brasil também será mais um processo educativo para mostrar à sociedade que ela precisa participar e se manifestar. Nós estamos deixando uma conta muito cara para o futuro”, declarou Cotait.   

Por meio da análise de informações oficiais, tanto empreendedores quanto o público em geral conseguem verificar o volume de despesas por região. De acordo com Alfredo Cotait, presidente da CACB, essa iniciativa facilita a compreensão da realidade econômica nacional e oferece ferramentas para despertar a participação social.

BRASIL 61

A Igreja Católica: eterna e sua dimensão temporal

                                                                                                                              * Ives Gandra Martins

Com o Papa Francisco não foi diferente. Ele continuou a grande obra de seus antecessores. Enfatizou a misericórdia, o diálogo inter-religioso e a atenção aos marginalizados. Buscou uma Igreja mais próxima dos pobres e engajada em questões sociais e ambientais. O cenário da Igreja Católica antes da unificação italiana por Giuseppe Garibaldi era diferente do que conhecemos hoje. Até a anexação dos Estados Pontifícios ao Reino da Itália, a Igreja Católica não era apenas uma instituição religiosa, mas também uma potência temporal com territórios próprios, conhecidos como Estados Pontifícios. Esses Estados possuíam uma estrutura administrativa, leis e, inclusive, uma força militar para sua defesa.

Pio IX, o último monarca dos Estados Pontifícios, resistiu à anexação. Após a perda desses territórios, especialmente com a tomada de Roma em 1870, o Papa se declarou prisioneiro no Vaticano, marcando o fim do poder temporal direto da Igreja. A partir desse momento, a Igreja Católica assumiu cada vez mais sua missão espiritual, separando o seu aspecto religioso da gestão de um estado territorial.

Outro ponto interessante a se observar é que, depois de Pio IX, a Igreja Católica reconheceu a santidade de vários papas. Passaram pelas etapas de beatificação e canonização: São Pio X (Papa de 1903 a 1914), canonizado em 1954; São João XXIII (Papa de 1958 a 1963), canonizado em 2014; São Paulo VI (Papa de 1963 a 1978), canonizado em 2018 e São João Paulo II (Papa de 1978 a 2005), canonizado em 2014. Além destes, o Papa Pio IX foi beatificado (um passo anterior à canonização) em 2000 e o Papa João Paulo I foi beatificado em 2022.

Todos os papas, a partir de Pio IX, também enfrentaram desafios da modernidade, definiram dogmas (infalibilidade papal), promoveram a doutrina social da Igreja e buscaram diálogo ecumênico. Também canonizaram santos importantes e navegaram por conflitos mundiais, mantendo sempre a unidade eclesial. Observando o que realizaram pela Igreja Católica, notamos a magnitude de suas obras.

Com o Papa Francisco não foi diferente. Ele continuou a grande obra de seus antecessores. Foi o primeiro papa latino-americano. Enfatizou a misericórdia, o diálogo inter-religioso e a atenção aos marginalizados. Buscou uma Igreja mais próxima dos pobres e engajada em questões sociais e ambientais, mantendo o foco na evangelização.

Evidentemente, por ter vindo de uma ordem criada como reação ao início do protestantismo de Martinho Lutero, a Companhia de Jesus, fundada por Santo Inácio de Loyola, possuía um caráter de disciplina e empenho pela espiritualidade. Inclusive, essa ordem cultivou e levou a fé católica até o Japão, por meio de São Francisco Xavier. O Papa Francisco, um jesuíta, trouxe muito desse espírito, além da grande preocupação com os pobres, até porque vinha da periferia de Buenos Aires.

Ele fez um trabalho extraordinário, mantendo os valores eternos da Igreja, aqueles que são imutáveis, e em tudo aquilo que diz respeito aos aspectos temporais foi, evidentemente, um papa que se adaptou ao seu tempo e falou a linguagem que os mais pobres gostariam de ouvir. Foi um papa santo e exerceu, como todos os seus antecessores, que também foram santos, a caridade como deveria ser vista: com esperança para o futuro e fé no presente.

Não sou eclesiástico, mas apenas um católico apostólico romano. Vou à missa diariamente há mais de 50 anos, leio sobre espiritualidade, faço meditação, rezo o terço, como um cristão e busco a santidade no trabalho ordinário, seguindo os ensinamentos de São José Maria Escrivã.

A Igreja tem os valores eternos, que nunca serão modificados, da espiritualidade e do amor ao próximo. São, pois, aqueles que constam das mensagens que Cristo nos deixou.

Agora, é evidente que a dimensão temporal da Igreja – ou seja, seu contato diário e conhecimento da realidade do mundo, com suas transformações ao longo das épocas – faz com que ela se apresente e se adapte constantemente a tudo aquilo que não ofenda os valores eternos ensinados por Cristo.

É importante lembrar que a cultura ocidental tem raízes profundas na Igreja Católica. A universidade, por exemplo, representa um dos maiores legados culturais da Igreja para o mundo.

No final da Idade Média e início da Renascença, a maior parte das universidades foram fundadas pela Igreja, constituindo uma contribuição cultural de valor inestimável.

Estou absolutamente tranquilo que os valores eternos da Igreja, como a dignidade humana e a caridade, permanecerão imutáveis, pois assentados na certeza de um Pai Criador do céu e da terra. Contudo, é evidente que as adaptações em sua dimensão temporal – no conhecimento e na convivência com a realidade em constante transformação – são um processo contínuo. O próprio Papa Francisco demonstrou essa adaptação em seu contato com o Papa João Paulo II.

João Paulo II modernizou a forma como o Papa se relaciona com os fiéis ao redor do mundo. Rompendo com a tradição de permanecer no Vaticano, ele iniciou inúmeras viagens internacionais, adaptando o conceito de “Urbi et Orbi” para um alcance global e presencial.

Por tudo isso, tenho a tranquilidade de que o Espírito Santo guiará a escolha de um Santo Papa.

Em segundo lugar, confio que os valores eternos da Igreja, ensinados pelo próprio Cristo, Deus vivo, não serão alterados.

E, em terceiro lugar, espero que a Igreja continue a se adaptar às realidades em constante transformação na evolução cultural da humanidade, nos campos tecnológico e científico, e às necessidades de sua presença no mundo. Isso tudo sem jamais perder sua característica primordial, que é a única lição divina dada por Cristo: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

*Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região,

 

Deputado Sóstenes critica articulação do STF e do Congresso sobre Projeto de Lei da Anistia

Parlamentar classifica negociação como antirrepublicana, enquanto Congresso costura proposta alternativa ao PL da anistia. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou não ter conhecimento de um possível acordo entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) para apresentar um texto alternativo ao projeto de anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Em conversa com jornalistas nesta quarta-feira (30), o deputado rejeitou a ideia e classificou tal negociação, caso exista, como “antirrepublicana”, ressaltando que ministros do STF não têm prerrogativa de legislar.

“Se estiver acontecendo, está acontecendo de forma antirrepublicana, porque, a que eu saiba, ministro do STF não legisla até o presente momento. Se isso está acontecendo, realmente é assustador”, afirmou Sóstenes.

Apesar da declaração, líderes do Senado e da Câmara articulam nos bastidores uma proposta que prevê a redução das penas de condenados por depredação dos prédios dos Três Poderes, mas sem beneficiar financiadores e mandantes dos atos. Na Câmara, o PL da oposição propõe anistiar todos os participantes das manifestações realizadas entre 30 de outubro de 2022 e a data de vigência da eventual lei. A oposição pressiona para que o projeto tramite em regime de urgência, mas enfrenta resistência de lideranças e do presidente da Casa, o deputado Hugo Motta (Republicanos – PB).

Diário do Poder

 

Deputado cita a Constituição para colocar o ministro Flavio Dino em seu devido lugar

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, disse numa entrevista que ameaçava romper um pacto com o presidente da Câmara, Hugo Motta, como parte de uma estratégia para pressioná-lo a pautar o projeto de anistia para os presos e investigados no 8 de janeiro. Após essa entrevista, o ministro Flávio Dino deu 48 horas para que o parlamentar explicasse as declarações que fez sobre acordo de distribuição de emendas de comissões. Em resposta, Sóstenes enviou um ofício ao ministro dizendo que não prestará os esclarecimentos para os quais foi intimado. Para tanto, ele citou a Constituição Federal.

“Na qualidade de deputado federal e líder do PL, amparado no disposto no art. 53 da Constituição Federal, consigno que fico eximido de apresentar quaisquer explicações sobre o conteúdo da referida entrevista, concedida exclusivamente no âmbito do exercício do mandato”, disse.

O artigo 53 da Constituição Federal estabelece a inviolabilidade de deputados e senadores, civil e penalmente, por suas opiniões, palavras e votos. O congressista também citou o parágrafo 6º do artigo 53, que dispensa deputados e senadores de testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas por causa do mandato.

E fim de papo!

Jornal da Cidade Online

O roubo dos aposentados do INSS é o maior, mais perverso e desumano contra quem ganha salário miserável de fome

O mês de maio inicia com uma justa homenagem aos trabalhadores, nesse 1° de maio? Não! Este ano, em especial, esta data foi abafada pelo roubo de mais de 6,3 bilhões de reais dos trabalhadores aposentados e pensionistas. Apenas por este valor já seria o maior roubo da história da humanidade, mas esse crime traz um rastro de perfídia, vilaneza e hediondez, nunca antes visto, porque praticado, em sua maioria, contra quem não pode se defender, seja pela idade avançada, por falta de conhecimento, seja por alguma invalidez física ou mental, de nossos velhinhos, tornando-o, além do maior, o mais perverso entre todos os roubos.

Desvios no INSS sempre ocorreram, infelizmente, não é “privilégio” de nenhum governo, mas os roubos diretamente dos salários de nossos velhinhos aposentados e pensionistas, de forma traiçoeira, é uma marca dos desgovernos Lula/Dilma. Não há o que comemorar neste dia dedicado ao trabalhador, não adianta requentar o discurso de aumento da faixa de isenção do imposto de renda ou ainda, diminuição da jornada de trabalho. Não há o que comemorar.

O pior de tudo é saber que o roubo estava em andamento, as autoridades foram informadas (inclusive o ministro da previdência), mas nada fizeram para evitá-lo. Mais uma infeliz marca de um desgoverno responsável pelos maiores escândalos de corrupção da história brasileira. Que Deus proteja nossos trabalhadores, os de hoje e os de amanhã.

Henrique Alves da Rocha

Coronel da Polícia Militar do Estado de Sergipe.

 

Senadora Eliziane Gama favoreceu a roubalheira bilionária no INSS

*Blog do Linhares

Senadora participou da derrubada da revalidação anual de descontos em folha, dispositivo que poderia ter evitado desvios de R$ 6,5 bilhões.

BRASÍLIA, 1 de maio de 2024 – A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) liderou e integrou a articulação que eliminou, em 2019, o dispositivo da MP 871/19 que obrigava aposentados a revalidar anualmente as autorizações de desconto em folha. A lei que pretendia impedir as fraudes foi editada poucos dias após a posse do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida provisória estabelecia um conjunto de ações para coibir fraudes no INSS, mas teve o prazo para revalidação estendido para três anos e, em seguida, revogado por emenda inserida de forma discreta em outra MP sobre microcrédito digital. Caso a medida fosse mantida, o roubo bilionário em aposentadorias que chocou o país teria sido evitado.

Na época, Eliziane militou ativamente nas redes sociais contra a MP 871 de Bolsonaro que pretendia impedir as fraudes. Passados seis anos após a derrubada e com a explosão da fraude, ficou comprovado que a atuação da senadora ajudou ladrões a roubarem bilhões de reais de milhões de aposentados por todo o Brasil.

ARTICULAÇÃO E IMPACTO

Na época, entidades sindicais (hoje envolvidas com os desvios) argumentaram que a revalidação prejudicaria beneficiários de baixa renda e promoveram emendas à MP de microcrédito para revogar o mecanismo antes de sua vigência, prevista para 31 de dezembro de 2021. Eliziane comprou a ideia.

A senadora reproduziu a mentira em suas redes que a MP 871/19 não atacava os grandes sonegadores, responsáveis pela maior parte das fraudes previdenciárias, e que não se deveria penalizar os aposentados de menor renda. Seu posicionamento contribuiu para que o dispositivo jamais entrasse em vigor.

FRAUDES NO INSS

Levantamentos indicam que a revalidação anual poderia ter evitado desvios estimados em R$ 6 bilhões desde 2019. O modelo de autorizações permanentes favoreceu a manutenção de descontos irregulares em folha de pagamento, prática explorada por organizações criminosas até os dias atuais.

Fonte: Blog do Linhares