O prefeito Leonardo Coutinho dificilmente escapará de ser responsabilizado pelas 200 mortes de bebês e cegueira de 20 crianças, assim como os médicos e diretores da maternidade Carmosina Coutinho.
Uma força tarefa integrada pela Procuradoria Geral de Justiça, Defensoria Pública, Policia Civil e Secretaria de Estado da Saúde, terá o dever de investigar e apurar os fatos para responsabilizar todos os gestores da Maternidade Carmosina Coutinho e da Prefeitura Municipal pelas mortes de 200 bebês e 20 crianças que ficaram cegas decorrentes de fatores técnicos e humanos no município de Caxias.
Muito embora o Ministério Público e a Policia Civil venham executando as suas responsabilidades, não se pode negar que as pressões politicas são muito fortes e sempre dispostas à intimidação para prevalecer a impunidade. Vale ressaltar que os fatos foram registrados o ano passado, quando o Sistema Estadual de Saúde era gerido pelo então todo poderoso Ricardo Murad na administração incompetente de Roseana Sarney. Pelo que se pode verificar claramente a Câmara Municipal de Caxias é totalmente comprometida e omissa pelo silêncio vergonhoso, diante dos fatos sérios e que destruíram vidas e prejudicaram crianças pobres e humildes para o resto da vida. As vítimas são pessoas comuns e simples, que em períodos eleitorais são cortejadas com pedidos de votos, não só pelos vereadores, mas pelos demais políticos silenciosos.
Quando defendo uma força tarefa para as investigações é justamente para que haja a responsabilização criminal e a reparação pelas vidas e deficiências físicas de acordo com as denúncias feitas pelo programa Repórter Record Investigação e as manifestações de médicos, ao quais chegaram a admitiram imperícia e negligência com vidas de crianças e colocaram em risco também a vida de centenas de gestantes, sendo que muitas das justificativas apresentadas foram desmascaradas por profissionais responsáveis e comprometidos com os seres humanos e seus próximos.
Mais uma vez os maranhenses são envergonhados nacionalmente e internacionalmente, com os sérios riscos de tudo permanecer na absoluta impunidade, daí que se faz necessária a presença urgente em Caxias, de um número maior de defensores públicos para ajuizarem ações das vítimas, que além de responsabilizar criminalmente todos os envolvidos desde o prefeito Léo Coutinho e os médicos, que não tiveram um mínimo discernimento e deixaram claro as suas irresponsabilidades. Todas as vítimas também precisam buscar na justiça, reparações por danos morais.
Cadê as Comissões de Saúde e dos Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa?
As Comissões de Saúde e dos Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa do Estado, não podem deixar de se posicionar diante de um fato grave e altamente irresponsável sob todos os aspectos e desumano. Se os seus membros se deixarem acovardar ou se omitir em razão do presidente do Poder Legislativo, deputado Humberto Coutinho, ter interesse direto em que os fatos não sejam esclarecidos, levando-se em conta que o prefeito Léo Coutinho é seu sobrinho, e em Caxias está a sua maior base politica, os parlamentares passarão ser coniventes e tão irresponsáveis, quanto aos que praticaram os crimes.
Hoje fui informado que os fatos serão denunciados a Anistia Internacional e a Unicef, com solicitação de que mandem observadores ao município de Caxias para ver a realidade para conversar com as mulheres que perderam seus bebês e terão oportunidade de conhecer as crianças que ficaram cegas em decorrência da negligência médica.
A Comissão de Saúde da Câmara Federal já teria tomado a posição de vir ao Maranhão para ver a realidade e tomar providências que se façam necessárias.
O governador Flavio Dino, independente de alianças politicas não pode jamais ficar calado e já deveria ter se manifestado publicamente, afinal de contas foram vidas sacrificadas, sequelas inimagináveis para muitas mães e a condenação imposta por médicos da Maternidade Carmosina Coutinho, contra 20 crianças que não verão a luz do dia, por negligência de profissionais altamente irresponsáveis.
