Foram muitas as negativas do governador Flavio Dino e de deputados estaduais da sua base de sustentação na Assembleia Legislativa e até mesmo publicamente através de veículos de comunicação, mas não houve como uma mentira se sustentar por muito tempo. Quando as primeiras informações vieram a público sobre o rombo no FEPA foram através do Fórum de Defesa das Categorias do Poder Executivo, integrado por 15 sindicatos de trabalhadores do serviço público estadual e coordenado pelo presidente do SINTSEP, Cleinaldo Bil Lopes.
No parlamento estadual o deputado Eduardo Braide saiu na dianteira com as denúncias e manifestando preocupação com o futuro do pagamento de direitos e aposentados e pensionistas, que mesmo enfrentando deputados da base governista, conseguiu reunir provas e mais tarde formou-se um grupo de oposição com os deputados Adriano Sarney, Welington do Curso e Cézar Pires.
Não causou surpresa a manifestação pública do governador Flavio Dino, de que há a necessidade de uma verdadeira economia de guerra para o Estado, atravessar as turbulências, em que começou cortes em combustíveis, diárias, aluguéis de veículos e fala-se que os fornecedores do Estado, que estão coma corda no pescoço devem continuar esperando que não devem receber nada por enquanto.
O governador cancelou o contrato que havia com militares reformados para prestação de serviços administrativos pelo qual recebiam 50% e que a partir do dia primeiro de dezembro estão despachados. Diante dessa realidade, o Comando Geral da PM está retirando das ruas 300 policiais militares para exercerem funções administrativas, o que é um problema sério. Como a tempestade veio com força intensa, a Polícia Militar irá reduzir gastos com serviços extras e os veículos alugados devem ser devolvidos o máximo possível.
O governador Flavio Dino, que afirmava publicamente até o dia da eleição que as finanças do Estado eram excelentes e com bom superávit financeiro, que perdurou até após o segundo turno das eleições presidenciais. Inesperadamente o governador anuncia um estado em situação difícil e determina economia de guerra para que, segundo o próprio governador é não comprometer o pagamento dos servidores públicos da ativa, quanto a aposentados e pensionistas o futuro a Deus pertence e quem viver verá.
