É de calamidade a situação da Unidade Prisional de Ressocialização de Pedreiras

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Para uma simples unidade prisional, o problema já é da maior seriedade, mas em se tratando de ressocialização passa a ser de extrema gravidade. A problemática vem da administração passada, mas atual já poderia ter adotado providências emergenciais com vistas a inúmeras soluções.

Criminosamente o prédio da unidade foi dividido em dois, ficando uma parte para a APAC e outra para SEJAP. A unidade completa tinha capacidade para 168 presos, mas agora com a redução pela metade já conta com uma superlotação de 160 presos, o que proporciona riscos de conflitos entre grupos de detentos e ameaças de fugas. As cercas das unidades estão totalmente destruídas, o alambrado da frente caiu e está totalmente no chão.

O mais grave e que se constitui em fator de sérios riscos são os plantões que contam com apenas um agente penitenciário e oito monitores. Mais de 40 presos estão improvisados na área destinada para visitas, uma vez que são rejeitados pela massa carcerária e correm o risco de serem assassinados. São estupradores, espancadores de mulheres e crianças. Nos dias de visitas é um verdadeiro sufoco para os plantonistas que têm retirá-los do local e improvisá-los em salas do setor de educação até o término das visitas.

Outro problema da maior seriedade reside, na falta de escolta e na inexistência de pelo menos uma viatura. Nos dias de audiências no próprio município de Pedreiras e cidades vizinhas, os presos são conduzidos em veículos de passeio por um agente e dois monitores correndo o risco de resgates e de perderem a vida diante de uma ação criminosa externa.

Durante conversa que tive com dois agentes penitenciários que trabalham na unidade, eles dizem que estão enfrentando verdadeiros desafios e têm plena consciência que colocam suas vidas em riscos todos os dias. Afirmaram que toda a problemática é de conhecimento da atual administração da SEJAP, que inclusive já poderia ter adotado algumas providências emergenciais. Se articularem uma fuga em massa, não temos como impedir, além de que nos finais de semana e feriados quando não existe plantão na enfermaria é que surgem simulações para atendimentos, como tentativa para fugas.

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