O dia 04 de maio se constituiu em uma referência para o avanço da violência no Maranhão. O assalto praticado por bandidos a uma agência bancária no município de Sítio Novo, teve uma consequência gravíssima que não pode ser esquecida e precisa ser apurada as responsabilidades dos militares que vendo reféns dentro de uma van dominada por bandidos, não hesitou em abrir fogo de um helicóptero do GTA. Para que se tenha uma dimensão da precipitada ação, ficou registrado no para-brisa do pequeno coletivo dezenas de marcas de balas, nas laterais dos veículos e no teto. Os depoimentos públicos de Ezequiel Coelho e do seu irmão, o motorista da van Elton Coelho que saiu gravemente ferido demonstraram que houve uma imprudência exacerbada dos militares, que inexplicavelmente não priorizaram a vida dos reféns sob a mira de armas pesadas dentro do veículo. Dos 05 mortos dois eram reféns e pelo menos outras oito pessoas ficaram feridas, inclusive uma criança filha do motorista estava no coletivo.
Inquérito policial foi instaurado no âmbito da polícia civil para apurar os fatos e mais precisamente a ação dos militares contra reféns que eram pessoas humildes que se destinavam a Imperatriz em busca de recursos médicos. Também se fala que dentro da Polícia Militar teria sido instaurado um inquérito administrativo para apurar a ação desastrada do GTA.
A verdade é que o fato violento precisa ser amplamente investigado com a responsabilização de todos os militares, inclusive com o inquérito acompanhado de perto pelo Ministério Público, a OAB do Maranhão e a Defensoria Pública do Estado, que também precisam dar uma satisfação pública diante de uma ação injustificável e que fogem a qualquer princípio de respeito a vida de inocentes.
O assassinato do casal de estudantes no Coroadinho
Ontem (18) completou um mês que dois jovens estudantes foram assassinados no bairro do Coroadinho, que teriam sido vítimas de balas perdidas. As famílias deles continuam chorando a perda irreparável, enquanto aguardam uma resposta do aparelho policial. A informação é que os autores teriam sido identificados, mas ainda não foram presos, o que as famílias das vítimas não acreditam. Eles pretendem fazer movimentos não apenas no bairro, mas em vários pontos da cidade com pedidos de justiça e intensificar cobranças e resposta das autoridades.
Três execuções em Itapecuru-Mirim
Também no mesmo período houve na zona rural do município de Itapecuru-Mirim, 03 execuções de jovens, inclusive com duas decapitações. A princípio os crimes teriam sido em razão de conflito por drogas, mas autoridades policiais teriam dificuldades para apurar o fato por falta de pessoal, viaturas e o sério problema da perícia criminal.
Duas mulheres executadas em Timon
Depois do violento caso de Sítio Novo, no município de Timon, duas mulheres foram assassinadas, segundo as autoridades por questões que envolvem o tráfico de drogas, em que elas foram executadas. O grande problema naquela cidade é o avanço das drogas que tem gerado muita violência na cidade, em que os assaltos, furtos, arrombamentos e mortes fazem parte de um contexto constante.
O avanço do feminicídio
Os casos de feminicídio, embora haja um importante trabalho de divulgação e orientação envolvendo entidades e instituições, infelizmente muitas mulheres continuam morrendo por falta de coragem para denunciar seus algozes. Esta semana houve o registro do primeiro caso na capital, mas em todo o estado eles já teriam ultrapassado o número de 15, o que é lamentável e bastante dolorido para as famílias, principalmente nos casos em que existem filhos e mães.
E a violência do dia a dia já banalizada
Dentro do contexto não estão os conflitos entre pessoas que resultaram em mortes, as vítimas de acidentes de trânsito e os banalizados casos de assaltos e furtos diários, em que parte deles são praticados por usuários de drogas e que muitos resultam em lesões corporais nas vítimas. Mulheres e pessoas idosas são preferencialmente o foco dos bandidos e o alvo são celulares, cordões e bolsas, que na maioria dos casos não chegam ao conhecimento das autoridades, a não ser na necessidade do registro de um boletim de ocorrência para acesso de cópias de documentos furtados ou roubados. Os arrombamentos de estabelecimentos comerciais e residências não podem deixar de constar nos registros da violência, sem falarmos nos crimes cibernéticos.
Fonte: AFD