Com o retorno do ferry boat José Humberto a operar entre a Ponta da Espera e o Cujupe, o problema do transporte aquaviário é amenizado, mas longe de uma solução para atender a demanda, principalmente para o movimento comercial dos municípios da Baixada Maranhense. O governador Carlos Brandão anunciou, que a sua administração está trabalhando com intensidade para recuperar duas embarcações da Serviporto, para que dentro em breve elas retornem a operações normais.
Todo o problema sério de transporte aquaviário para a Baixada Maranhense foi criado pelo então governador Flavio Dino, que de maneira arbitrária fez uma drástica intervenção na Serviporto, apoderando-se de três ferrys boats e de toda a estrutura administração, e inclusive conta bancária, em que estavam recursos de outros negócios da empresa. Uma observação importante é que por ocasião da intervenção todas as embarcações estavam em plena operação e atendendo corretamente a demanda que era da sua responsabilidade. A justificativa para a “intervenção”, teria sido um acidente sem maiores proporções em que uma das embarcações esteve envolvida, mas de acordo com a determinação de como foi feita, não há mais dúvidas de que a questão foi totalmente política e com o objetivo de destruição da Serviporto. Para que se possa fazer uma avaliação da questão altamente dolosa, os 03 ferrys foram totalmente sucateados, inclusive com retirada de peças de reposição de um para outro, até a paralisação total por falta de condições para operações, com tudo feito claramente e responsabilidade do Governo do Maranhão na administração Flavio Dino, conforme há registro de denúncia pública feita pela direção da empresa.
Recentemente, um advogado da Serviporto, em entrevista ao programa Algo Mais, da TV Difusora, declarou que ainda no governo passado, foi feita uma proposta para empresa, em que o Governo do Maranhão gastaria R$ 50 milhões para recuperar as três embarcações e posteriormente a Serviporto faria o ressarcimento. A empresa recusou, uma vez que os seus ferrys estavam em plena operação e com manutenção atualizada, além de que a responsabilidade é de quem sucateou. Outra questão séria, é que um ferry novo está na faixa de R$30 milhões e gastar R$50 milhões para recuperar 03 é inviável, uma vez que se pode perfeitamente comprar dois novos com a venda dos três sucateados.
A grande expectativa para a população da Baixada Maranhense é que a recuperação das duas embarcações anunciadas pelo governador Carlos Brandão seja feita o mais breve possível para o restabelecimento dos serviços entre a Ponta da Espera e o Cujupe.
Fonte: AFD