Assembleia Legislativa não entrega a justiça relação dos seus servidores efetivos e temporários com salários e lotação

         aldir

  O Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado informou que venceu no dia (22), o prazo dado em audiência pelo juiz Douglas Martins, da Vara dos Interesses Difusos, para que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado apresente a relação dos servidores do poder legislativo com os integrantes do quadro efetivo, os 75% de temporários, inclusive todos os lotados nos gabinetes dos 42 deputados estaduais. O processo instaurado por solicitação do Ministério Público Estadual visa apurar as denuncias de servidores fantasmas na Assembleia Legislativa e praticas lesivas aos sofres públicos, o que representa características de corrupção.

            As dificuldades para apresentação da lista, não seria apenas os servidores fantasmas, mas o reajuste de 34.5% concedido pelo presidente Humberto Coutinho para todos os comissionados, o que acabou elevando a folha de pagamento da Assembleia Legislativa, com vistas a que no demonstrativo ele possa justificar o impedimento para a reposição salarial de 5% dos demais servidores.

             A questão séria é que o reajuste para os comissionados foi feito depois que o Poder Legislativo assumiu a responsabilidade com a justiça de dar todas as informações solicitadas pelo judiciário, atendendo denuncias do Ministério Público.

             A Assembleia Legislativa do Estado tem mais de dois mil servidores, dos quais menos de 25% são integrantes do quadro efetivo e os demais são temporários e comissionados. É atribuído ao deputado Humberto Coutinho, em menos de dois anos de administração, a nomeação de mais de 300 servidores, em que estão inclusos muitos fantasmas que ganham altos salários e segundo comentários, alguns nem sabe onde fica o parlamento estadual.

             O presidente do Sindsalem, Luiz Noleto diz que a diretoria da entidade vai aguardar as providências que serão adotadas pela justiça e a promotoria pública, diante da desobediência do legislativo estadual, que é a segunda no mesmo processo.

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