O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou nesta quinta-feira (13) que a rendição do presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, à Polícia Federal levou muitos poderosos a temer a possível delação do investigado pelo roubo bilionário a aposentados e pensionistas. Em contrapartida, o relator da CPMI do INSS afirmou que brasileiros querem saber se uma eventual colaboração premiada do sindicalista revelará quem no governo do presidente Lula (PT) teria participado do esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários. “Hoje, tem muito poderoso temendo uma possível colaboração de Carlos Roberto Lopes, presidente da Conafer, que se entregou à Polícia Federal após nove meses foragido. O Brasil quer saber quais agentes do governo Lula participaram do lamaçal da Conafer”, provocou Alfredo.
O deputado alagoano que é vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lembrou que denunciou que foram descontados mais de R$ 800 milhões das contas de aposentados e pensionistas brasileiros, envolvendo a entidade presidida por Carlos Roberto Lopes em descontos associativos irregulares.
“Eles não agiram sozinhos! Agora é hora de descobrir até onde esse esquema chegou e quem mais participou dele. O aposentado brasileiro espera por justiça”, afirmou o relator da CPMI do INSS, em suas redes sociais. A rendição do presidente da Conafer que estava foragido há cerca de nove meses pode fazer parte de uma possível estratégia para um acordo de delação premiada. Carlos Roberto Ferreira Lopes entregou-se na tarde de ontem (12), na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília. E a PF afirmou que ele será encaminhado ao Sistema Prisional.
Quem é Carlos Roberto Lopes?
Presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes chegou a ser preso em flagrante, na madrugada de 30 de setembro de 2025, por mentir à CPMI do INSS. Mas foi libertado minutos depois, apesar da suspeita de um roubo de R$ 800 milhões de aposentados e pensionistas. Depois, o próprio Alfredo pediu a prisão preventiva do sindicalista, citando risco de fuga do investigado e da perda de bens obtidos por crimes, além de denúncias de ameaças a testemunhas. E o mandado de prisão foi ordenado em novembro pelo ministro André Mendonça, que é relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Naquele mês, Carlos Roberto Lopes foi indiciado pela PF, quando a perícia da corporação revelou que a Conafer recebeu R$ 708,2 milhões de reais do INSS, e desviou R$ 640 milhões deste montante para empresas de fachada e contas de operadores financeiros ligados ao esquema.
Diário do Poder