Há poucos dias, o presidente do Sindicato dos Rodoviários disse publicamente, que foram registrados no presente exercício 85 assaltos a coletivos e que a situação caminha para proporções insuportáveis, ao ver mais um associado da entidade ser vitimado por bala de assaltante, que por pouco não lhe tirou a vida. Apesar da categoria já ter recebido sucessivas promessas para pelo menos reduzir a pratica da violência nos transportes coletivos, falta decisão politica para o enfrentamento à violência em todos os níveis.
O caso vergonhoso da praça Maria Aragão, em que um deputado estadual e dois secretários, um do governo estadual e outro do municipal armados com facas e estiletes agrediram pessoas que faziam manifestação pública com um boneco Pixuleco, deixou bem claro que a violência vem sendo semeada por gestores de instituições públicas.
O mais acintoso e grave é que a Policia Militar chamada para garantir a ordem e a segurança foi intimidada pelos secretários, por um deputado estadual e por vários integrantes da CUT e houve militar que saiu com lesões corporais e tudo ficou como se fosse um fato normal.
Qual seria o resultado da operação policial, se no local não estivesse secretários e deputado e simpatizantes da corrupção que destrói o nosso país e até mesmo corruptos processados pela justiça? A força teria sido usada e com certeza os excessos teriam sido bem contundentes.
O silêncio do Governo do Estado e a omissão das instituições do Sistema de Segurança Pública comprometem qualquer princípio de seriedade e estimulam a outras praticas criminosas que podem ocorrer neste domingo, uma vez que os elementos do mesmo grupo protegido pelo manto da impunidade promete com maior número, fazer pior.
Quanto a problemática da mobilidade urbana, a Prefeitura de São Luís promete e nunca realiza a concorrência pública para os transportes coletivos e há quem afirme que existe um acordo para que ela seja postergada para a próxima administração municipal. O compromisso com os empresários locais é muito forte e alguns coletivos novos são adicionados à frota como engodo, mas os velhos continuam deixando trabalhadores e trabalhadoras em ruas avenidas decorrentes de problemas mecânicos.
Atualmente os empresários estão fazendo pressão para que a Prefeitura de São Luís reajuste as tarifas, através de uma articulação com os rodoviários. A verdade é que apesar das tentativas de engodo, o serviço de transporte coletivo da Grande São Luís é deficiente e as vias de tráfego de coletivos são referências pelos buracos, agora transformados em criadouros de aedeseagypti.
