A hipocrisia política sobre investigações de desvios de recursos do Fundef em 137 prefeituras do Maranhão

A Escola Municipal Vai Quem Quer, em Coroatá foi um símbolo do desrespeito dos gestores públicos para com a educação e muito mais com os estudantes.

As denúncias de que 137 prefeituras do Maranhão estão sendo investigadas sobre o desvio de recursos do Fundef, deu origem uma vergonhosa manifestação hipócrita de políticos, muitos dos quais sem o menor discernimento chegaram a se posicionar como arauto da moralidade para nominar e criticar alguns gestores que integram a lista das investigações.

A roubalheira de recursos da educação é antiga e cada vez mais crescente, o que tem proporcionado uma média cada vez mais acentuada do analfabetismo no Maranhão, não apenas das pessoas que aprendem a escrever o nome e muito maior quando elas aprendem a ler e não sabem interpretar um texto. Os problemas se estendem as escolas precárias, cobertas de palha e muitas quais sem banheiros e professores leigas, que em apenas numa sala improvisadas chegam a ter mais de 30 alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Apesar dos discursos de escolas dignas, elas são realidade em muitos municípios, em que as crianças nunca sabem o que é merenda escolar.

Diante das investigações que estão sendo feitas pelo Governo Federal sobre a aplicação dos recursos do Fundef e da merenda escolar, os políticos oportunistas e aproveitadores, muitos dos quais com mandatos conquistados nas esteiras dos desvios de dinheiro público, indiferentes à dura realidade, armam as suas baterias contra os prefeitos que estão na mira dos investigados. Eles procuram desviar o foco, mas quem tem mandado à custa de dinheiro sujo é corrupto.

A verdade é que a hipocrisia desses políticos é tão vergonhosa que procuram imputar responsabilidades a prefeitos, como se estivessem em pleno exercício de um mandato político fazendo pelo menos um décimo do que prometeram ao povo, mas na realidade tratam de interesses particulares através da subserviência contra os interesses coletivos para garantir as migalhas que sobram das mesas dos poderosos.

Há poucos dias, teve um parlamentar estadual, que referindo-se ao covarde assassinato do índio Paulino Paulo, teceu sérias críticas a instituições estaduais e federais e saiu em defesa dos povos indígenas e quilombolas. O parlamentar que foi Superintendente do INCRA na fase áurea do PT, não teve a devida a responsabilidade com eles, muito pelo contrário e simplesmente os desconheceu e se envolveu em inúmeros casos nebulosos na instituição, que lhes renderam processos na Justiça Federal.

 

 

 

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