A falência da saúde pública e privada e a indiferença dos órgãos de fiscalização e controle no Maranhão

São cada vez mais precários os serviços de saúde à população do Maranhão nas redes públicas municipais, estadual e federal. Um paciente doente para conseguir uma consulta é um verdadeiro desafio, tendo muitas vezes ter que dormir numa fila de uma central de marcação, sem que tenha a certeza se conseguirá. As vezes as pessoas, dentre as quais, idosos e deficientes são humilhados e aconselhados ao retorno para nova fila, mas sem um mínimo de garantia. Doentes são tripudiadas em seus direitos, avaliemos quando recorrem as redes públicas em busca de uma cirurgia?

O caso de uma criança indígena de 10 meses, que teve a internação recusada pelo Hospital da Criança e os seus familiares fizeram uma verdadeira peregrinação por várias UPA,s e na última em que foi aceita, apenas para o registro do óbito. O caso da criança indígena não é um fato isolado, trata-se de uma realidade cruel, em que infelizmente se constituem em banalização da vida, em que os pais ou parentes, são apenas informadas das mortes.

Nos casos de cirurgias, muitos pacientes são submetidos a exames de riscos cirúrgicos, mas quando são chamados para o procedimento são descartados, em razão de que os exames estão vencidos, uma verdadeira sacanagem e que concorre para excluir as pessoas que estão na fila, que pelo visto não é séria e nem observado o direito de quem muitas vezes dos estão situação séria de risco de vida.

                          Servidores Públicos Estaduais gritam pelo direito a saúde

Mais recentemente e de forma bem acentuada, o Sindicato dos Servidores Públicos do Maranhão – SINDSPEM, veio a público denunciar que os hospitais responsáveis pelo atendimento médico aos servidores públicos estaduais e familiares, os quais pagam mensalmente um valor descontado dos seus salários, não estão recebendo os serviços médicos. Inúmeros de servidores públicos denunciaram que os hospitais estão recusando atendimentos pelo reduzido número de profissionais e várias equipes de profissionais clínicos e cirurgiões ameaçam abandonar os hospitais por falta de pagamento dos seus salários, em atraso há mais de 03 meses.

O presidente Cleinaldo Bil Lopes, do SINDSPEM, solicitou informações à Secretaria de Estado da Administração, ao mesmo tempo em que pede urgência ao restabelecimento dos serviços, diante da revolta e indignação dos servidores públicos.

   Saúde na rede privada é o desrespeito praticado pelos planos de saúde

Os problemas na rede privada com os planos de saúde, a bandalheira é bem excludente. Muitas negam atendimento, sob vários pretextos, daí o portador do seguro saúde vai a justiça e ela autoriza os procedimentos solicitados. Outra sacanagem é feita com as solicitações de consultas, em que respondem que as agendas dos médicos especialistas não estão abertas, mais ainda desrespeitoso é quando as pessoas pedem retorno e o atendimento terá que ser feito em data, quando os exames estão vencidos, o que tem gerado muitos problemas.

Se houvesse um mínimo de compromisso e seriedade por parte dos órgãos de controle, inspeções permanentes nos hospitais públicos e privados em que não há diferença quanto a superlotação, em razão de que a oferta do serviço é bem reduzida em relação a procura, principalmente quando surgem as chamadas viroses. É uma realidade e como tal precisa de providências.

                      Cadê o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Procon

Caso haja disponibilidade dessas instituições de fiscalização e controle em ver de perto a situação grave e bem excludente da saúde, pelo menos em São Luís, terão que adotar providências duras e urgentes. Elas devem ser estendidas com memo rigor e determinação às unidades públicas e privadas. A necessidade da vigilância sanitária se faz necessária em todas as fiscalizações tanto públicas como privadas.

Fonte: AFD

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