A banalização da vida de crianças no Hospital Amaral de Mattos

Infelizmente, são constantes as denúncias públicas sobre o tratamento dado pela direção do Hospital Odorico Amaral de Matos, também conhecido como Hospital da Criança, às crianças que através dos seus pais buscam atendimentos médicos no local, com direitos assegurados pelo SUS.

Nos últimos dias, alguns veículos de comunicação de nossa capital deram destaques aos desrespeitos à dignidade humana de inúmeras crianças que estão internadas na unidade hospitalar no aguardo de serem transferidas para uma outra casa de saúde pela necessidade de UTI Pediátrica. Vieram a público denúncias graves de que, nem mesmo decisões judiciais solicitadas pela Defensoria Pública e deferidas, estão sendo acatadas. Uma senhora que está morando praticamente na porta do hospital, em lágrimas disse que, diante do que está vendo, ela aguarda a qualquer momento ser informada da morte da sua criança, não descartando a velha história cínica, de que quando chegou a ordem de transferência ela já tenha falecido. A situação é bastante vergonhosa e pelo visto, gestores do Sistema Municipal de Saúde mostram-se indiferentes ao problema com a falta de um mínimo de respeito, sensibilidade e direito à vida das crianças internadas.

O que é bastante lamentável é uma total omissão das autoridades e a banalização da vida de crianças com deliberada omissão. Será que no Sistema Municipal de Saúde não exista ninguém que tenha filhos, netos, sobrinhos e outros parentes, para que pelo menos elas tentem se ver no outro e entender o que é dor e desespero? Acredito sinceramente que não. Para essas pessoas, apenas elas e parentes próximos têm direitos e valores, principalmente dentro do contexto político.

Cadê os políticos que falam em dignidade e se escondem, em que estão vereadores e o prefeito de São Luís, este bem presente na vacinação, não pode se furtar à realidade do Hospital da Criança. Eles precisam mostrar as suas caras sem as máscaras dos cazumbás, para que o povo saiba de verdade, quem são os seus algozes, que silenciam para a banalização da vida de crianças em uma casa de saúde do município. O que é mais doloroso em todo o contexto é que muitas vidas se vão, e em seguida, outras também e assim sucessivamente, dentro da lógica perversa do poder público.

Fonte: AFD

 

 

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