-Bancos e cartões de crédito lideram o endividamento: 27,16% do total. O número de pessoas com o nome negativado no Brasil chegou a 84,2 milhões em setembro, o maior nível já registrado na série histórica da Serasa, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas divulgado nesta segunda-feira (2). Em agosto, o contingente era de 83,9 milhões.
-Desde 2020, a inadimplência avançou 34,17%. Na comparação anual (setembro de 2025 a setembro de 2026), o crescimento foi de 6%. O volume total das dívidas com o sistema financeiro nacional somou R$ 597,4 bilhões, alta de 0,90% em relação ao mês anterior. A dívida média por pessoa ficou em R$ 7.093,83 — o equivalente a cerca de 4,4 salários mínimos (R$ 1.621).
-Bancos e cartões de crédito continuam liderando a composição das dívidas, com 27,16% do total. Uma mudança inédita no ranking foi a ascensão das financeiras ao segundo lugar (20,66%), ultrapassando pela primeira vez as contas básicas de luz, água e gás, que agora ocupam a terceira posição (20,32%). No perfil dos endividados, as mulheres representam 50,5% do total e os homens, 49,5%. Por faixa etária, o maior grupo está entre 41 e 60 anos (35,7%), seguido de 26 a 40 anos (33,2%), acima de 60 anos (20,1%) e jovens de 18 a 25 anos (11%).
-Diante do cenário, a Serasa inicia nesta terça-feira (3) o Feirão Limpa Nome, que vai até 6 de dezembro. A ação conta com 3,3 mil empresas parceiras e mais de 750 milhões de ofertas de renegociação — volume 14% superior ao do mesmo período do ano passado. Há descontos de até 99% e, em dívidas elegíveis, a possibilidade de limpar o nome na hora após o pagamento via Pix. A negociação online funciona todos os dias, inclusive fins de semana e feriados.
-Os canais oficiais são o site e o aplicativo da Serasa, o WhatsApp (11) 99575-2096 e mais de 7 mil agências dos Correios (sem cobrança de taxa até o fim do feirão). Basta apresentar documento oficial com foto para atendimento presencial. Na última edição, foram fechados mais de 10,2 milhões de acordos no país.
– ‘Os mutirões de renegociação de dívidas são cada vez mais importantes: ajudam a conter esse avanço e, junto com ações de educação financeira, a evitar que as pessoas voltem a ficar inadimplentes’ , afirmou Aline Maciel, do Serasa.
Diário do Poder