O programa Choque de Ordem trouxe um importante debate sobre os bastidores do poder, o avanço do crime organizado e a seletividade da Justiça no Brasil. Na bancada, vereadora Ellen Miziara, o jornalista Júlio Ribeiro e o analista político Paulo Baltokoski não pouparam críticas às manobras da Suprema Corte e à paralisação das investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Blindagem do governo Lula e a Polícia Federal
O recuo da Polícia Federal em avançar nas investigações sobre as conexões financeiras suspeitas que respingam em Lulinha e alvos ligados ao PCC — alegando falta de efetivo — gerou forte indignação na vereadora.
“Se esse país fosse um país sério, o Lulinha já estava preso. O careca do INSS está preso, o outro estaria fazendo companhia a ele na cela”, disparou Miziara, ressaltando que as instituições brasileiras estão tomadas pelo aparelhamento.
O analista Paulo Baltokoski reforçou a tese de proteção política, destacando a conveniência da “falta de pessoal” alegada pela PF às vésperas de um período eleitoral.
“Se a PF está segurando para não haver impacto nas eleições, é porque tem algo de errado. Se não tivesse nada, seria o maior trunfo agora poder dizer antes das eleições que o filho do presidente foi perseguido. Mas não, eles estão segurando”, analisou.
O STF e o “Estado do Crime”
Outro ponto alto do programa foi o debate sobre o escândalo envolvendo o contrato milionário do escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master. O jornalista Júlio Ribeiro subiu o tom ao classificar o episódio e a atual atuação da Corte.
“Não tem como a gente acreditar nessa história, isso é advocacia administrativa, corrupção passiva e ativa”, afirmou Ribeiro, sendo ainda mais categórico na sequência: “O que nós estamos vivendo hoje no Brasil é o estado do crime. Um crime contra 1800 presas, um crime contra Bolsonaro, que está sendo torturado. O lugar do Alexandre de Moraes não é no STF, é na Papuda.”
A perseguição a Bolsonaro e o futuro da direita
Os convidados também analisaram o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro em uma controversa “prisão domiciliar”.
“É um cálculo político e não jurídico. Hoje não faz diferença para ele [Moraes] se Jair Bolsonaro está na penitenciária ou na prisão domiciliar, porque no jogo político ele já foi anulado”, explicou Baltokoski.
Jornal da Cidade Online