“A mentira existe. E ela pode ser profundamente nociva, como mostrarei com o trecho do meu voto”, afirmou. O ministro defendeu a distinção entre opiniões divergentes e a propagação deliberada de inverdades.
“É falso que tudo é uma questão de opinião. Você imaginar que a Justiça Eleitoral não funciona tão bem como você gostaria é absolutamente legítimo. Contudo, dizer que há sala escura no TSE, onde magistrados manipulam o código fonte, não é opinião. É uma mentira. E uma mentira tipificável”, disse.
Na terça-feira (10/6), Bolsonaro prestou depoimento como réu em ação penal no STF e tentou traçar uma linha de continuidade histórica entre suas críticas e declarações de figuras públicas anteriores, citando especificamente Flávio Dino como alguém que também teria levantado suspeitas sobre as eleições em 2010.
“Flávio Dino, em 2010, quando perdeu a eleição no governo do Maranhão, disse: ‘Hoje, fui vítima de um processo que precisa ser aprimorado’. [Perguntaram:] ‘O senhor acredita que houve fraude?’ ‘Houve várias fraudes.’ Palavras do senhor Flávio Dino”, afirmou o ex-presidente.
Jornal da Cidade Online