No Maranhão, tem em casa 05 residentes em situação de indigência pela ótica estritamente monetária, com mais da metade da sua população abaixo a abaixo da linha padrão que é de US$ 5,50. Dois a cada dez maranhenses vivem na miséria. É o que registra levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Maranhão é o Estado, que tem a menor renda domiciliar do país.
A Síntese de Indicadores Sociais referentes a 2019, divulgada pelo IBGE, mostra uma realidade de poucos e bem excludente. O levantamento do IBGE também revelou que quase 60% da população vive com meio salário mínimo ou menos. Um cenário que praticamente não mudou em 07 anos. Segundo o estudo, em 2012, eram 61%. Além disso, o Maranhão aparece com a menor média de renda entre todos os estados brasileiros.
Entre as pessoas que estão no mercado de trabalho, a média salarial é de R$ 1.325, a renda do maranhense caiu nove reais em comparação com 2018, quando era de R$ 1.334 reais. E mais da metade dos trabalhadores não tem carteira assinada, são informais. Em sete anos, o desemprego também aumentou no Maranhão, de 7,8% para quase 14% no ano passado.
Outro fato sério e grave identificado pelo IBGE na extrema pobreza é que ela atinge em cheio as famílias de pessoas negras e a fome é bastante dolorosa entre as crianças, mas infelizmente falta sensibilidade dos gestores públicos em pelo menos fazer algum paliativo, para a amenizar uma das piores violências contra os seres humanos, que é a fome.
No auge da pandemia do covid-19, o Governo do Maranhão alardeou a distribuição de 229 mil cestas básicas em que uma. para uma família de 04 pessoas muito mal dá para uma semana. O Estado tem mais de 7 milhões de habitantes e como a metade está na extrema pobreza, significa que foi bastante irrisória a participação do Governo do Maranhão no enfrentamento a covid-19, em que atingiu em cheio as milhares de famílias que vivem da mendicância e catam alimentos em feiras e mercados.
Se não tivesse o auxílio emergencial do Governo do Federal e a solidariedade de milhares de pessoas, que socorreram os que enfrentam a fome, com certeza a problemática em nosso Estado teria sido elevada e poderia ter resultados bem mais alarmantes na questão da violência.