Câmara Municipal de São Luís não acata ordem judicial e posterga nomeação de concursados

Depois de atender algumas ponderações da Câmara Municipal de São Luís, sobre as dificuldades relacionadas ao covid-19, com vistas a nomeação dos aprovados no primeiro concurso público realizado para o poder legislativo municipal.

O juiz Douglas Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca de São Luís, atendeu aas ponderações do presidente da Câmara Municipal de São Luís e determinou a nomeação de 43 candidatos que já realizaram exames médicos e que tiveram a nomeação sobrestada para os meses de junho e julho.

O magistrado determinou também para o mês de agosto, a nomeação do restante de candidatos aprovados, tudo através de decisão judicial.

A realidade é que já se passaram os meses de junho e julho e agosto está chegando ao fim e nada do que foi determinado pela justiça está sendo cumprido. Inúmeros aprovados com concurso público registram que estão sendo colocadas barreiras e informam que as servidoras do legislativo municipal Dila Fonseca de Lima Campos, responsável pela convocação do concurso e Adriana Jansen, do recurso humano, fazem jogo de desinformações e deixam claro, de que está havendo postergação, totalmente contrárias ao que foi determinado pelo juiz Douglas Martins.

Estive conversando com um dos concursados que lutam pelo seu direito de tomar posse, respaldado em decisão judicial que está esbarrando em dificuldades e até desrespeito por parte do legislativo municipal. Ele me disse: Para uma instituição que diz trabalhar com o Iso900, que não consegue proceder com processos administrativos, diz que perde documentos, entra em constantes contradições e acaba enrolando os concursados, o povo e a constituição, e muito mais se coloca plenamente contra uma decisão do juiz Douglas Martins é sério e grave, me afirmou o concursado.

Por outro lado, o que tramita entre servidores do legislativo municipal é que a posse dos concursados está sendo empurrada para depois das eleições, quando muita gente contratada recentemente por interesses políticos deve ser expurgada, o que é sério e deve merecer a atenção do Ministério Público Eleitoral, uma vez em que a maioria seria de pessoas do município de Cajarí, o que precisa ser apurado.

 

 

 

 

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