Prefeitura de São Luís jogará no lixo milhões de reais em remédios estragados que faltam em hospitais e postos

É bastante elevado o número de caixas de remédios estragados (vencidos), que irão para o lixo decorrente da total incompetência e irresponsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde. O mais doloroso é que todos os medicamentos vencidos estão em falta em hospitais e postos de saúde da toda rede municipal da capital. A maioria dos medicamentos está em enorme galpão alugado pela prefeitura de São Luís para servir como central de distribuição de remédios.

Dentre as inúmeras informações que constam para o acentuado prejuízo para os cofres públicos e muito mais e até doloroso para a população que em tempos normais já não tem acesso a medicamento, avaliemos agora em que a irresponsabilidade atingiu o ápice. O Ministério Público Federal deve investigar o acentuado número de remédios estragados, levando-se em conta que o produto teria sido adquirido com recursos do Ministério da Saúde. A especulação criminosa em torno do fato é que grande parte dos produtos chegaram a São Luís já em períodos de vencimentos. Eles poderiam ter sido devolvidos a não ser que o negócio tenha interesses escusos, o que infelizmente pode ser uma prática vergonhosa e criminosa que é vista com bastante frequência dentro do contexto das administrações públicas, que precisa urgentemente de investigação e por se tratar de recursos federais pode ser perfeitamente pela Policia Federal.

O medicamento sulfato ferroso, indicado para casos de anemia e bastante distribuído em todas as unidades municipais de saúde, principalmente para gestantes, desapareceu de todos os postos. Mais de cem mil caixas serão incineradas pela Secretaria Municipal de Saúde, pelo fato de ter vencido o prazo de validade. A indignação é grande e revoltante, o remédio que vai para o lixo é fruto do dinheiro do contribuinte, que ele não o receberá em benefícios, decorrente da inoperância, incompetência, irresponsabilidade e suspeitas de negociações ilícitas no poder público.

 

 

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