Ministro de Lula saiu novamente de “mãos abanando” de reunião com Marco Rubio e o tarifaço continua

Nesta quinta-feira (13), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, recorreu às redes sociais para relatar a conversa que manteve com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. 

A reunião ocorreu em Niágara, no Canadá, em meio a compromissos paralelos às discussões do G7, onde ambos estavam presentes. Embora o encontro tivesse como pano de fundo o debate sobre o tarifaço, a comunicação enfatizou a troca de percepções entre as duas autoridades, porém sem nada concreto.

No X, o secretário norte-americano divulgou uma imagem do encontro e ressaltou que a conversa abordou temas considerados relevantes para os dois lados. Ele registrou:

“Hoje me reuni com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, no Departamento. Discutimos assuntos de importância mútua e um quadro de reciprocidade para a relação comercial entre os EUA e o Brasil”, escreveu.

Mais uma vez, o Governo Lula saiu de mãos abanando e o tarifaço continua.

Jornal da Cidade Online

 

A “rendição” do Comando Vermelho na ação em São João de Meriti. O governador Claudio Castro estava certo

A facção criminosa Comando Vermelho tomou uma atitude completamente diferente nesta sexta-feira (14), na nova fase da Operação Contenção. Não houve enfrentamento. Houve rendição.

O analista político Diogo Muguet fez uma análise precisa sobre esses fatos. Confira:

 “A ação de hoje em São João de Meriti deixou claro que o Comando Vermelho mudou de comportamento. Depois da mega operação na Penha e no Alemão, a facção entendeu que confronto direto com Core e Bope não é mais opção, é sentença de morte. E diante dessa realidade, o CV fez o que antes seria impensável: recuou, fugiu e se rendeu. Não houve gritaria, barricada, tiroteio. Houve cálculo.

E o cálculo deles é simples: morrer no confronto é definitivo; ser preso é temporário.

Eles sabem que, ao se entregar, enfrentam apenas a audiência de custódia no dia seguinte, com grande chance de voltar pra pista. É a velha engrenagem brasileira: a polícia prende, o sistema jurídico solta, e a roda da impunidade gira novamente.

Por isso, em Meriti, a tropa avançou e o CV não reagiu. Sete presos, nenhum tiro. Não porque ficaram “bonzinhos”, mas porque entenderam que hoje a morte chega rápido e a liberdade chega logo depois da custódia. E quando o criminoso percebe isso, ele deixa de ser valentão e vira estrategista.

O fato mais importante não são só os mandados cumpridos.

É o que está por trás deles: o medo mudou de lado.

O Estado entrou firme, e o CV, pela primeira vez em muito tempo, baixou a cabeça.”

Jornal da Cidade Online

Falida pela corrupção, a estatal Correios faz gasto milionário com diárias de viagens e promoção na COP30

Sem saber como fechar as contas e pretendendo um “cheque especial” de R$20 bilhões para não falir de vez, os Correios torraram mais de R$1,3 milhão só com diárias de servidores no exterior durante a gestão Lula (PT), quando a estatal voltou a registrar déficit. A coluna teve acesso a comprovantes de gastos com diárias na ordem de R$1.383.220,64. Em fevereiro deste ano, um diretor dos Correios se mandou para a Flórida da Disney e os brasileiros pagaram a passagem do folgado: R$23 mil.

Bolso aberto

Nos quatro primeiros meses de 2025, a estatal torrou R$92,3 mil com o bem-bom. No ano passado, passou do meio milhão: R$502,8 mil.

Gastam mesmo

No primeiro ano do Lula 3, servidores parecem ter viajado sem o menor pudor. A fatura empurrada no pagador de impostos foi de R$788 mil.

Amnésia

A despesa certamente é maior, já que dados como “passagens aéreas” estão desatualizados desde fevereiro e não foram considerados.

Deu no que deu

Os Correios davam lucro até Lula assumir e anular a lei que protegia estatais de tipos como seu churrasqueiro, que ele nomeou presidente.

Coluna do Claudio Umberto

COP 30: fracasso, hipocrisia e vergonha nacional

A COP30 terminou como começou, em meio a promessas grandiosas, caos logístico e um constrangimento global. O evento que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou como “aCOP da implementação” terminou como a COP do fracasso, um retrato perfeito da distância entre discurso e realidade.

O fiasco foi visível desde o início. Dos quase 200 países convidados, apenas cerca de 30 chefes de Estado e de governo estrangeiros compareceram presencialmente, somando aproximadamente 31 líderes com Lula incluído. Foi o menor número em seis anos, desde a COP25, em Madri, quando apenas 50 líderes se dignaram a aparecer.  Isso representa uma queda catastrófica em relação às edições anteriores: COP26 (Glasgow, 2021) teve mais de 120; COP27 (Sharm El-Sheikh, 2022), mais de 100; e COP28 (Dubai, 2023), o recorde de mais de 150. O resultado? Nenhum acordo vinculante sobre financiamento climático, NDCs (contribuições nacionais) ou a meta de US$ 100 bilhões anuais para nações vulneráveis. A “Cúpula de Líderes”, nos dias 6 e 7 de novembro, virou um palanque vazio, com discursos ecoando para plateias de ONGs e jornalistas, enquanto os grandes emissores viravam as costas.

Os grandes ausentes, Estados Unidos, China, Índia e Argentina, deixaram a conferência esvaziada e sem força política. A “Cúpula de Líderes”, que deveria ser o ápice diplomático do evento, virou um auditório de discursos ecoando para cadeiras vazias. As ausências não foram meras coincidências. Representaram o colapso do multilateralismo climático. O boicote dos líderes mundiais à COP 30, em Belém, representou um terremoto geopolítico que enterrou qualquer ilusão de “unidade global” contra o aquecimento no mundo. O epicentro do boicote veio dos gigantes poluidores como declarações de guerra ao multilateralismo climático.

Segundo os Estados Unidos (Donald Trump), “Nenhum representante de alto nível foi enviado”, confirmando o que o porta-voz da Casa Branca anunciou dias antes. Trump, que retirou os EUA do Acordo de Paris pela segunda vez em janeiro de 2025, chamou as mudanças climáticas de “hoax” (farsa) e priorizou “fronteiras fortes e energias tradicionais” em discursos na ONU.

Em vez de diplomatas, mais de 100 líderes estaduais e locais americanos (como a governadora de Novo México, Michelle Lujan Grisham) compareceram por conta própria, promovendo ações subnacionais para “representar” os EUA ausentes. Ativistas como Jean Su, do Center for Biological Diversity, usaram a COP 30 para gritar: “Trump não nos representa”, mas o dano estava feito, com o governo Trump pressionando parceiros comerciais a diluir compromissos climáticos, inclusive na IMO (Organização Marítima Internacional).

Quanto à China (Xi Jinping), o maior emissor anual de CO₂ optou por uma presença “de baixo perfil”, sem o presidente em pessoa. Xi discursou por vídeo em reuniões preparatórias e na Assembleia da ONU em setembro, mostrando “fervor inesperado”, mas evitou Belém. Isso contrasta com sua postura mais engajada em edições passadas, e reflete uma estratégia de “diplomacia seletiva”: avanços em renováveis na China, como liderança em solar e eólica, mas resistência a metas mais ambiciosas sem contrapartidas financeiras do Norte Global. O chefe da COP 30, André Corrêa do Lago, elogiou a China como modelo, dizendo que “países ricos deveriam seguir em vez de reclamar de competição”, mas a ausência de Xi enfraqueceu qualquer chance de aliança UE-China para “salvar o planeta na ausência dos EUA”.

Sem chefe de Estado, a delegação da Índia (Narendra Modi) foi reduzida a níveis técnicos. Como terceiro maior emissor, a Índia priorizou soberania energética e agricultura, resistindo a prazos para NDCs, que, de qualquer forma, cortariam apenas 10% das emissões até 2035, longe dos 60% necessários para 1.5°C. A ausência reflete frustrações com o “fardo desigual”: Modi defendeu o “direito ao desenvolvimento” em fóruns prévios, mas boicotar a COP30 sinaliza ceticismo com o sistema da ONU, paralisado por guerras e instabilidade.

Na véspera da conferência, o bilionário e filantropo Bill Gates publicou um artigo explosivo em seu blog GatesNotes, questionando o próprio modelo econômico e moral que sustenta as cúpulas climáticas. “A mudança climática é um problema sério — mas não é o fim do mundo. O dinheiro gasto está sendo bem usado? Eu acho que não”, escreveu. O artigo viralizou no exato momento em que Lula tentava vender ao mundo o Tropical Forests Forever Facility (TFFF), um fundo de US$ 125 bilhões prometido para financiar a preservação das florestas tropicais, embora até agora, zero tenha sido desembolsado. Mais uma promessa vazia enquanto a floresta queima.

Para Gates, pobreza e doenças matam mais que o aquecimento global, e a prosperidade é a melhor defesa contra qualquer crise ambiental. Com uma única publicação, ele destruiu o marketing climático que o governo brasileiro havia montado durante meses. Sua crítica expôs o abismo entre as promessas de financiamento e a realidade da ineficiência. Em outras palavras, o maior filantropo do planeta alertou que o rei estava nu, e o mundo aplaudiu o gesto.

Belém virou caos, luxo e desmatamento. Sessenta mil delegados, zero acordo vinculante. 18 mil leitos disponíveis, barcos luxuosos e jatos privados explodiram as emissões. Belém não aguentou. A COP30 afundou. O Fundo Amazônia parce ser puro marketing, ao invés de exercer seu papel de apoio à conservação e ao desenvolvimento sustentável da maior floresta tropical do planeta.

Enquanto isso, na Amazônia real, o desmatamento disparou 17% em 2025, segundo dados recentes do INPE. A rodovia BR-319 (Manaus–Porto Velho) concentra 94% do desmatamento ilegal em seu entorno. E em Belém, 100 mil árvores foram cortadas para abrir a “Avenida da COP”, uma obra de R$ 4,7 bilhões que gerou enchentes, trânsito e críticas internacionais. O governo do Pará defende que a via reduz emissões em 17,7 mil toneladas de CO₂ por ano. A Fox News retrucou: “É a estrada do cinismo”.

O barco-hotel de Lula é o símbolo máximo da vergonha. Alugado pelo governo para contornar a falta de leitos, o luxuoso Iana III consumiu 4.000 litros de diesel só na viagem Manaus–Belém, com custo diário de R$ 2.647 por pessoa. A Marinha ofereceu uma embarcação própria, que foi rejeitada por “falta de conforto”. As emissões de CO₂ equivalem a cerca de 300 voos São Paulo–Rio. Mesmo assim, Lula discursou contra as “elites poluidoras”, enquanto sua comitiva sinalizava um exemplo contrário. O vídeo de Lula no deque virou meme global com a legenda: “Poluir para salvar o planeta”.

Carlos Arouck

Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

 

Tribunal de Contas da União arquiva denúncia sobre funcionárias fantasmas no gabinete de Hugo Motta

Decisão contrariou parecer técnico da Corte; relator tem histórico político ligado ao deputado. A Primeira Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por unanimidade, arquivar a denúncia que apontava a existência de funcionárias fantasmas no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). 

A decisão tomada na sessão contrariou a recomendação da área técnica da Corte, que sugeria solicitar esclarecimentos ao parlamentar.

O relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, argumentou que a representação apresentada pelo Ministério Público junto ao TCU se baseava apenas em matérias jornalísticas, sem apresentar provas concretas das supostas irregularidades. Em seu acórdão, Jhonatan destacou que o Regimento Interno do Tribunal exige elementos probatórios mínimos para a admissão de denúncias.

Com o arquivamento, o processo no TCU é encerrado, mas o caso continua sendo investigado pelo Ministério Público Federal, que apura eventuais danos ao erário e possível enriquecimento ilícito envolvendo Motta, sua chefe de gabinete e ex-servidoras.

Jhonatan de Jesus, que foi deputado federal e líder do Republicanos na Câmara em 2019 e 2020, teve Hugo Motta como seu sucessor na liderança do partido. Em carta publicada à época, agradeceu a Motta, destacando a colaboração dentro da legenda.

A denúncia que deu origem à investigação teve como base reportagens da Folha de São Paulo que indicavam a contratação de servidoras com outras ocupações profissionais fora de Brasília, levantando suspeitas sobre a presença delas no exercício das funções parlamentares.

Diário do Poder

Foi fácil demais, INSS estava pronto para ser saqueado, afirma o relator da CPMI

Relator da CPMI que investiga o roubo a aposentados, Alfredo Gaspar (União-AL) se espantou com a facilidade com que a organização criminosa “saqueou” o INSS. “[Impressiona] a falta de qualificação das pessoas dessa estrutura criminosa, que capturaram bilhões de reais”, disse o deputado ao podcast Diário do Poder, no YouTube. “A gente pensa que para ser bandido nessa magnitude precisa ser altamente inteligente, mas essas pessoas percorreram caminhos comuns”.

Regras frouxas

“Não houve engenharia tão complexa”, aponta Gaspar, que atribuiu a roubalheira ao afrouxamento de regras para criar as tais “associações”.

Padrinho tem

Gaspar disse que o dinheiro “estava fácil”, mas não tem dúvida: houve apadrinhamento político para possibilitar o esquema bilionário.

Assim fica difícil

O relator listou desafios graúdos da CPMI: “habeas corpus exagerados no STF, interesses partidários e proteção da classe política” prejudicam.

Não atrapalhar ajuda

Alfredo Gaspar diz que a CPMI tem ainda muito a fazer, e os ministros do STF poderiam evitar iniciativas que dificultam esse trabalho.

Coluna do Claudio Humberto

Risada de procurador em julgamento do STF expõe a face nefasta de um julgamento com cartas marcadas

Em pleno julgamento no STF, durante a sustentação oral do advogado Jeffrey Chiquini, o procurador da PGR simplesmente riu. Sim: riu. Sorriu enquanto a defesa falava sobre um ponto crucial do processo.

A reação imediata do advogado:

 “Não sei o que é engraçado”, disse tudo.

Esse gesto, exibido diante do país, não foi um detalhe. Foi um retrato cristalino do desrespeito, do desdém e da sensação de impunidade que domina certos atores do sistema judicial.

Não foi apenas falta de postura. Foi confissão.

Quando um procurador ri no meio de um julgamento que envolve a liberdade e a vida de um réu, ele deixa claro que:

  • Não leva a defesa a sério;
  • Não respeita o contraditório;
  • Não teme consequências;
  • E, principalmente, já sabe o resultado.

O sorriso virou símbolo daquilo que não se diz abertamente, mas que se vê nas entrelinhas:

O jogo está marcado.

Um gesto que destrói a confiança

Não há julgamento justo quando a acusação debocha.

Não há paridade quando a defesa é ironizada.

Não há imparcialidade quando o procurador age como quem já recebeu o veredito de antemão.

A risada expôs, de forma cruel e direta, aquilo que muitos brasileiros denunciam há anos:

há processos no país cuja sentença parece escrita antes mesmo de começar.

O procurador não deveria ter rido.

Mas riu — e, ao fazer isso, entregou a verdadeira face do julgamento.

Foi um gesto rápido.

Mas abriu uma ferida profunda: a certeza de que, naquele plenário, a defesa não era ouvida — apenas tolerada.

Emílio Kerber Filho

Jornalista e escritor

 

Oficialmente o Brasil é um narcoestado, diz advogado criminalista

Após a operação policial do Rio de Janeiro realizada no Complexo do Alemão e da Penha, o Brasil, definitivamente, passa a ser considerado um narcoestado para a comunidade internacional que acompanhou de perto todo o desenrolar dessa impecável atividade policial.

O mundo vem observando com perplexidade a escalada do domínio do crime organizado sobre o Estado brasileiro. Acabou o pudor. Já não existe um mínimo de vergonha. Eles agora atuam às claras. Em menos de dois dias o ministro Alexandre de Moraes veio pessoalmente à Cidade Maravilhosa cobrar explicações ao Governador Cláudio Castro com relação à performance dos policiais. Ele está sedento na busca por falhas de molde a responsabilizar as autoridades estaduais por um “massacre” institucionalizado. Quer saber se foram utilizadas câmeras de gravação e se foram cumpridas as exigências da ADPF 635 (das favelas).

A indignação é tamanha que Moraes ultrapassou os limites de suas atribuições para invadir a discricionariedade de um governador de estado. Em termos jurídicos, um absoluto delírio.

A cara-de-pau é tanta que o ministro iria receber, em seu gabinete, a advogada do Marcinho VP (líder do Comando Vermelho), Flávia Fróes, que preside a ONG Instituto Anjos da Liberdade. Só desistiu em razão da repercussão muito negativa que gerou a repercussão da reunião. Eles já não se preocupam em esconder de que lado estão.

Enquanto o STF atuava nessa marcha em cima do Governador do Rio, o TSE ressuscitava um processo visando a cassação e a inelegibilidade da Castro. Mexeram com os meninos errados – haja pressão!

Lula demorou em se pronunciar, mas quando o fez se referiu ao ocorrido como uma “matança”, sem fazer qualquer referência aos policiais heróis tombados em combate. Como se não bastasse, o governo federal ainda estuda a possibilidade de indenizar as famílias das vítimas da sociedade que morreram com fuzil nas mãos – vão instituir o “Bolsa Quadrilha”.

Por ordem do governo, a Polícia Federal está realizando perícias para detectar se houve alguma irregularidade praticada pelos agentes da Segurança Pública do Rio no “atentado à paz do morro”. Estão caçando motivos para culparem as autoridades estaduais. É um absurdo atrás do outro.

Enfim, pasme ainda mais! Alexandre de Moraes determinou a imediata paralisação de todas as investigações da Polícia Civil voltadas a elucidar quem desfez os locais de crime, removendo cadáveres e tirando suas roupas camufladas. Qual o interesse do ministro-imperador em suspender essas investigações. Quem ele quer proteger?

Não foi a toa a declaração de Nayib Bukele de que o Brasil só não acaba com as facções criminosas “porque essas facções estão no governo”. Pura verdade!

Quer saber mais? Após a mega-operação, o Comando Vermelho reforçou o chamado “Bonde do RD” ou “Bonde do Gaguinho”, lá da Vila Kennedy – e tomou a comunidade da Carobinha, até então dominada pela milícia. Isso implica dizer que em nada adiantou a operação policial do Rio, pois não abalou a organização criminosa em apreço, que segue expandindo seus domínios. Doce ilusão de quem pensava o contrário.

A cereja do bolo de que definitivamente nos transformamos num narcoestado fica para a empresa “Águas do Rio”, concessionária de serviço público. Circula pelas redes sociais um vídeo vergonhoso e preocupante do jornalista Bruno Assunção, que mostra um suposto funcionário dessa concessionária construindo um muro de contenção dentro de uma comunidade. Seria um muro como todos os outros, não fosse ele construído com várias seteiras para os traficantes poderem atirar com seus fuzis.

Tudo indica que Bukele está certo.

Após a operação policial do Rio de Janeiro, divulgaram a notícia de que foi decretado sigilo quanto às informações de presos que não retornam de suas “saidinhas” da prisão. Isso é fake news. Não é que não tenha sido decretado esse absurdo sigilo – foi sim. Só que essa notícia é do ano passado. Não podemos ser injustos com esse narco-governo, não é mesmo? Esse avanço de proteção aos criminosos foi realizado no ano passado. Qual seria o objetivo de se proteger um foragido deixando de prevenir a sociedade com relação à fuga de um meliante do cárcere?

O país já quebrou! Metade das lojas do comércio encontram-se fechadas e a metade que ainda sobrevive é porque lava dinheiro do tráfico. Assim também funciona o mercado financeiro. A Faria Lima, centro financeiro do país, tem 42 alvos de operação contra o PCC. Através de estratégias complexas, os operadores financeiros utilizam mecanismos que buscam ocultar a origem e o destino de recursos ilícitos, conferindo-lhes uma falsa aparência de legalidade no mercado formal.

Se 25% do dinheiro que circula no mundo é proveniente do crime organizado, no Brasil esse número passa dos 50%.

Depois dessas considerações diga você se o nosso país é ou não considerado um narcoestado pela comunidade internacional.

O último a sair apaga a luz! 

Carlos Fernando Maggiolo

Advogado criminalista e professor de Direito Penal. Crítico político e de segurança pública.

 

Subprocurador da República, Nicolao Dino, irmão de Flávio Dino entra na operação do RJ e quer investigar policiais

O subprocurador-geral da República Nicolao Dino, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, instaurou um procedimento para investigar e responsabilizar policiais por supostas “violações de direitos humanos” no contexto da ADPF das Favelas. A medida ocorre em meio à repercussão da megaoperação realizada no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes.

O ato foi oficializado nesta quinta-feira (13.nov.2025) pelo Ministério Público Federal (MPF). No documento, Dino defende o fortalecimento do controle externo da atividade policial e o diálogo com entidades da sociedade civil, com o objetivo de “assegurar transparência, prevenir a violência e proteger a vida e a integridade das pessoas”.

Na quarta-feira (12), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, relator temporário da ADPF das Favelas, um relatório preliminar sobre a chamada Operação Contenção.

O texto destaca dois casos classificados como “atípicos”: um corpo apresentava tiros à curta distância e outro foi encontrado decapitado. Os demais mortos tinham ferimentos provocados por fuzis, concentrados principalmente no tórax e abdômen — características típicas de confronto armado, conforme os promotores.

De acordo com o relatório, todas as vítimas eram homens entre 20 e 30 anos. Muitos usavam roupas camufladas, coletes, botas e luvas táticas. A perícia encontrou munições, celulares e drogas em seus bolsos, além de tatuagens associadas a facções criminosas e a ataques contra policiais. A próxima fase da investigação incluirá a análise das imagens das câmeras corporais e a perícia completa dos locais de confronto.

Jornal da Cidade Online

Senado surpreende Lula e aprova lei da Câmara proibindo descontos associativos de aposentados do INSS

Como parte de um acordo para aprovar no Senado a indicação de dez autoridades indicadas por Lula (PT), incluindo o procurador-geral reconduzido Paulo Gonet, o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), emplacou na pauta de votações o projeto de lei já aprovado na Câmara que proíbe os “descontos associativos” que resultaram no roubo aos aposentados do INSS. Se Lula sancionar a lei, quem quiser se associar terá de pagar a mensalidade somente com boleto. Se não sancionar…

Dois gumes

Na oposição, a medida é considerada um sucesso: impede a roubalheira e eventual veto de Lula à lei só teria o propósito de poupar pilantras.

Garantido

Segundo Rogério Marinho, o projeto vai impedir que a estrutura do INSS seja utilizada por bandidos para roubar aposentados. Se for sancionado.

É simples

Aprovado na Câmara dos Deputado e no Senado, o projeto 1546/24 precisa apenas da sanção do presidente da República para virar lei.

PT tentou barrar

O projeto acabou aprovado por unanimidade no Senado, mas no pedido de urgência, nenhum dos 41 votos foi de um parlamentar do PT.

Coluna do Claudio Humberto