Senador Carlos Viana critica atuação de TCU, CGU e Ministério Público por não evitarem desvio de bilhões de reais dos aposentados. O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, declarou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) teria sido “tomado por uma poderosa quadrilha” desde 2016. O parlamentar também criticou as falhas das entidades destinadas a proteger aposentados e consumidores. As declarações foram dadas após o depoimento do ministro Vinicius Marques de Carvalho, da Controladoria-Geral da União (CGU), perante o colegiado.
Em um vídeo divulgado na rede social X, Carlos Viana resumiu sua percepção após a sessão:
“A conclusão que eu tiro desta quinta-feira, 2 de outubro: todas as nossas instituições de defesa do consumidor, dos contribuintes, dos aposentados falharam. Desde 2016, o INSS foi tomado por uma quadrilha de assaltantes, essa é a grande verdade. Que veio corrompendo governo após governo e roubando”, afirmou o senador.
O presidente da CPMI argumentou ainda que, se órgãos como “TCU, CGU, defensoria, procuradoria, Ministério Público” tivessem cumprido seu papel, teria sido possível evitar o desvio de “bilhões que foram tirados de quem mais precisa no Brasil”.
Viana ressaltou a dificuldade da missão da comissão, mas garantiu que a investigação prosseguirá.
“Temos uma missão muito grande, difícil a cumprir, mas Deus está dando graça, suportando, e vamos em frente. Tem muito trabalho, vocês sabem disso. Eu não tenho medo de a gente expor. Quem mentir vai ter voz de prisão, na hora certa, pela lei. Quem vier aqui falar a verdade vai ser respeitado”, disse Viana.
A CPMI concentra-se em investigar um esquema nacional de descontos associativos indevidos aplicados a pensões e aposentadorias. Na quinta-feira, além da oitiva do ministro da CGU, a comissão aprovou diversos requerimentos.
Entre as deliberações, foram aprovados a convocação do ex-procurador-geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; um pedido para que a Justiça decrete a prisão preventiva de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer); e uma solicitação ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que autorize o depoimento do empresário Maurício Camisotti.
Diário do Poder