Maquiavel e a corrupção petista

Nicolau Maquiavel disse:

“O primeiro método para avaliar a inteligência de um governante é olhar para os homens que estão à sua volta.” A palavra “inteligência” pode também, convenientemente, ser substituída por “caráter”. Então vejamos alguns dos “homens” que sempre estiveram à volta de Lula, só dele se separando quando condenados e/ou encarcerados pela Justiça.

Uma primeira e simplificada lista inclui:

Antônio Palocci, José Dirceu, João Vaccari Neto, André Vargas, José Genoíno, Fernando Pimentel, Sérgio Cabral, João Paulo Cunha, Guido Mantega, Marcelo Odebrecht, Jorge Luiz Zelada, Luiz Argôlo, Leo Pinheiro, etc. (A lista é longa)

Segundo Maquiavel, só este elenco de “cumpanheros” e demais sócios de crimes basta para mostrar o caráter de Lula. Todos eles estariam encarcerados, não fosse a toga protetora de alguns ministros do STF. São todos homens de péssimo caráter, esses que sempre estiveram à volta de Lula. E isto, segundo Maquiavel, já denuncia o caráter de Lula.

Tudo isto, claro, sem contar o Lula, ele próprio ex-prisioneiro, condenado até a terceira instância em alguns dos processos, mas hoje solto graças à criação – pelo STF em 07/11/2019 – do Estado Cleptocrático de Direito (ECD) no Brasil. No ECD, criado pelo STF, a jurisprudência estabelecida em 2016 foi reformada e passa a impedir a prisão antes do “transito em julgado”, isto é, antes do fim do percurso em quatro (!!!) instâncias judiciais, com uma infinidade de recursos protelatórios em cada instância, o que invariavelmente leva o processo à prescrição, garantindo a impunidade do bandido. Não se pode imaginar escudo maior a proteger a liberdade de bandidos endinheirados.

Digno de nota é o fato de Gilmar Mendes ter votado, em 2016, a favor da prisão após a condenação em segunda instância, só para em 2019 votar a favor do ECD. Na época, em 2016, ao defender a prisão após condenação em segunda instância, Gilmar falou: “Praticamente, não se conhece no mundo civilizado um país que exija o trânsito em julgado. Em princípio se diz que pode se executar a prisão com a decisão em segundo grau”.

Isto Gilmar falou, lembremos, em 2016. Em 2017- talvez após consultar manuais de sua “ciência jurídica” – Gilmar já mudara de opinião. Segurança jurídica é isso aí. A “ciência” jurídica de nossos togados em gabinetes presidenciais suspeitos é assim: pode mudar a cada dois anos, ou a cada ano, dependendo dos interesses pessoais dos ministros. Quem trabalha, ou trabalhou em ciência verdadeira – como este humilde escriba – fica aturdido com tamanha empulhação feita à luz do dia. A ciência de Gilmar Mendes, Toffoli, Lewandowski, Cármen Lucia e outros “supremos” é tão ciência quanto a Cura Quântica, a Cromoterapia, a Cristaloterapia, a Energia Reiki e tantas outras pseudociências que infestam nosso cotidiano, ante a indiferença de nossas autoridades sanitárias.

Não bastasse a criação do ECD pelo STF- fato que a História registrará para a eterna vergonha do sistema judiciário brasileiro – vem o militante petista Edson Fachin a anular todas as condenações impostas ao dono do seu partido (o PT) por – Eureka! Eureka! – “erro de CPF”, isto é, erro de foro original (Curitiba), onde correu o julgamento em primeira instância de Lula. Por conta deste verdadeiro achado “científico” de Fachin, Lula será candidato à Presidência da República, para angústia, decepção e desespero dos brasileiros honestos e conscientes.

A ousadia, a falta de vergonha e compostura desses ministros, somadas ao enorme poder de que dispõem, assusta e desanima o cidadão de bem. O faz lembrar do sempre citado e cada vez mais contemporâneo Ruy Barbosa:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”

Repita-se, para concluir: São todos homens de péssimo caráter, esses que sempre estiveram à volta e à defesa de Lula. A sentença de Maquiavel vai muito além do que ele estava pensando, quando a proferiu.

José J. de Espíndola

 

STF não respeita a Constituição, diz ministro do TST

Em evento do último dia 31, o ministro Ives Gandra falou sobre “ativismo judicial” e criticou a atuação do Supremo.

O ministro do TST Ives Gandra da Silva Martins Filho afirmou que o STF, em muitas ocasiões, não respeita a Constituição Federal. A fala foi proferida no último dia 31 de março, durante o 2º seminário “O Brasil em Transformação”, evento organizado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados da Justiça Militar da União e transmitido pelo STM.

A palestra de Ives Gandra foi sobre “ativismo judicial”. Em sua fala, o ministro do TST afirma que o Poder Judiciário, atualmente, é desprestigiado na sociedade, pois invade o escopo de atuação do Executivo e do Legislativo. Além disso, disse que “o epicentro da crise política brasileira está no Poder Judiciário”.

Como exemplos de ativismo, o ministro cita a atuação do Supremo em temas como aborto e casamento homoafetivo: “exemplos claríssimo de ativismo”.

Fonte: Migalhas

Receita Federal prorroga declaração de Imposto de Renda 2022 para 31 de maio

A Receita Federal prorrogou o prazo para envio da declaração do Imposto de Renda 2022. Agora, os contribuintes poderão entregar a declaração até 31 de maio de 2022. O prazo anterior se encerrava em 29 de abril.

Até as 16 horas de sexta-feira (1º), apenas 10,2 milhões de declarações foram entregues, informou a Receita. A expectativa é que 34,1 milhões de declarações sejam entregues neste ano.

Sou obrigado a declarar o Imposto de Renda 2022?

O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2022 começa em março e agora termina no fim de maio. Muitos cidadãos ainda têm dúvida se são ou não obrigados a prestar contas para o “leão”. Caso se enquadre em alguma das situações detalhadas abaixo, o contribuinte será obrigado a informar seus ganhos para a Receita Federal.

Quem deve declarar o Imposto de Renda 2022?

A norma geral para este ano, por exemplo, definiu que deveria haver declarado o IR quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2021. Além disso, também deveriam ter declarado:

  • Contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado;
  • Quem obteve, em qualquer mês de 2021, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
  • Quem teve, em 2021, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural;
  • Quem tinha, até 31 de dezembro de 2021, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;
  • Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano passado e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2021;
  • Quem optou pela isenção do imposto incidente em valor obtido na venda de imóveis residenciais cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda.

       Fonte: Yahoo Notícias

 

Organização Mundial de Saúde revela que 99% da população mundial respira ar poluído

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que 99% da população mundial respira ar poluído. E essa poluição está associada a 7 milhões de mortes por ano. Esse dado foi coletado após análises em mais de seis mil cidades espalhadas por 117 países.

As descobertas levaram a OMS a fazer um alerta sobre a importância de reduzir o uso de combustíveis fósseis. Esse estudo mostra, pela primeira vez, medições de dióxido de nitrogênio no solo.

Esse gás vem da queima de combustíveis fósseis como carvão e derivados de petróleo, e está associado a doenças respiratórias como a asma, que causa sintomas como tosse, chiado no peito ou dificuldade para respirar e internações hospitalares.

Segundo a OMS, as piores condições da qualidade do ar podem ser encontradas em países de baixa e média renda. Quanto aos países de alta renda, apenas 17% das cidades ficam abaixo das diretrizes de qualidade do ar.

Ar poluído

A Organização Mundial da Saúde indicou uma série de medidas que podem reverter essa condição, tornando melhor a qualidade do ar, como por exemplo a redução da produção de carvão, a imposição de inspeções e manutenções obrigatórias para veículos, melhoria da gestão de resíduos industriais e municipais, além da transição para sistemas de energia mais limpos e saudáveis.

Fonte: R7

 

Procurador Aras pede ao plenário do STF o arquivamento do inquérito da Covaxin

PGR recorreu de decisão de Rosa Weber, que rejeitou pedido de Aras para arquivar investigação contra o Jair Bolsonaro

O procurador-geral da República, Augusto Aras, recorreu contra a decisão da ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), de rejeitar o arquivamento do inquérito que investiga se o presidente Jair Bolsonaro cometeu o crime de prevaricação no caso da vacina indiana Covaxin, contra a Covid-19. Em ofício enviado ao Supremo nesta segunda-feira (4), ele pede que a ministra reconsidere a decisão ou, caso contrário, que o plenário do STF decida sobre o tema.

Em fevereiro deste ano, Aras recomendou a Weber, relatora do inquérito, que a peça fosse arquivada por entender que Bolsonaro não tinha o dever funcional de comunicar aos órgãos de investigação e de fiscalização as irregularidades que lhe foram reportadas sobre a negociação de compra da Covaxin. A mesma alegação foi apresentada pela Polícia Federal, ao fim das investigações sobre o caso.

Weber, no entanto, rejeitou os argumetnos de Aras e afirmou que é dever do presidente tomar as providências necessárias em casos como o da compra da vacina. Além disso, a ministra destacou que a hipótese de arquivamento fundamentado na inexistência de fato típico seria a antecipação de uma decisão que poderia ter sido tomada na fase inicial da ação, com absolvição sumária.

Ao recorrer dessa decisão, Aras criticou a postura de Weber. “A decisão agravada parece ter abdicado do seu papel imparcial e equidistante para fazer valer o seu entendimento quanto ao conteúdo da opinio delicti [opinião a respeito de delito] da Procuradoria-Geral da República, objetivando o enquadramento do tipo penal pretendido em uma espécie de potencial acusação judicial indireta e forçada — hoje em face do atual Presidente da República —, distanciando-se da legitimidade do Poder Judiciário no desenho democrático brasileiro”, ponderou.

Segundo ele, a ministra deveria atuar de forma imparcial. “O sistema processual acusatório tem como pedras angulares a separação rígida entre a figura do julgador e a do acusador e a existência de uma relação processual triangular, na qual há uma igualdade entre as partes, sobrepondo-se a ambas um juiz, de maneira equidistante e imparcial.”

Fonte: R7

 

Com papo de boteco, Lula debocha do povo ucraniano

Ex-presidente disse que guerra entre Rússia e Ucrânia se resolveria no Brasil com goles de cerveja

“Fosse no Brasil, a guerra entre Rússia e Ucrânia seria resolvida numa mesa de bar, tomando cerveja.” O que você acha desse raciocínio? Engraçado, ofensivo, irresponsável, genial ou constrangedor? A pérola foi dita por Lula, durante evento internacional sobre democracia e igualdade, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Ele foi aplaudido pela plateia presente. Parece que ninguém mais gostou.

Fabiana Tronenko, ex-embaixatriz da Ucrânia no Brasil, por exemplo, ficou bem irritada com a bravata ginasial do candidato ao Planalto pelo PT. “Que desrespeito do ex-presidente Lula com o povo ucraniano… Liberdade, democracia e vidas não se resolvem em uma mesa de bar”, desabafou nas redes sociais. É, pegou mal. Por aqui, nas bolhas progressistas, certamente teve gente achando graça da piada ruim. Papo de boteco, conversa fiada, tem gosto pra tudo. Mas, saindo da boca de alguém que se coloca como estadista, fica complicado, para dizer o mínimo.

Realmente, animação de auditório não combina com um debate sério sobre tema tão sensível. Foi um deboche, não há outra explicação. Ou ato falho, uma confissão de Lula sobre como pretende agir, caso possa, com as grandes questões globais. Fico curioso em saber em que lugar e de que forma ele vai tratar das questões nacionais, afirmou a ex-embaixatriz.

Fonte: R7

 

Presidente do Sintsep destaca o massacre de Flávio Dino aos servidores públicos

Gostaria muito de poder afirmar que o governo de Flávio Dino foi uma maravilha para os servidores públicos estaduais. Mas, todos nós sabemos que não teve avanço, pelo contrário, durante o período da sua gestão só tivemos perdas e desvalorização em nossa política salarial.

Nosso sonho de um governo progressista e comprometido com as causas dos trabalhadores públicos se transformou em decepção, porque para evitar o diálogo com os representantes das entidades de classe, que fazem parte do Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo Estadual, no que tange aos assuntos de interesse da categoria, as portas do Palácio dos Leões se fecharam, como se nós fossemos adversários do governo.

É notório que temos responsabilidade, respeito e maturidade no desempenho da representação sindical. Sempre buscamos dialogar com os governantes com o objetivo de abrir as portas para a negociação, e, a partir daí, debater e construir uma pauta de reivindicação que possa contemplar os anseios dos trabalhadores. Contudo, na gestão de Flávio Dino foi negado esse direito, pela dificuldade e resistência dele em atender nossos pleitos.

Até a sua posse, vínhamos animados com a implantação do Plano Geral de Carreiras e Cargos – PGCE, Lei 9.664/2012, no governo Roseana Sarney, que estabeleceu critérios objetivos de evolução funcional nas carreiras dos servidores, bem como instituiu a política salarial de reajuste através da tabela de vencimento com vigência até 2015.

Acreditávamos que o governador Flávio Dino, com seu governo democrata, trabalhista e popular, fosse dar seguimento ao PGCE normalmente. Porém, estávamos enganados. Durante os oito anos do seu governo, tivemos o maior prejuízo salarial dos últimos 20 anos, em razão da sua política de congelamento de salário e, consequentemente, perda considerável no poder de compra do servidor público estadual.

No ano passado, o Governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa a Medida Provisória nº 373/2021, que concedeu reajuste diferenciado às categorias de servidores, com percentuais muito abaixo das perdas inflacionárias dos funcionários.

Para se ter uma ideia, o Grupo Ocupacional Administração Geral recebeu 9% de reajuste, levando em conta que o acumulado de suas perdas chega à 51,95%, ficando com um prejuízo de 42,95%. E, para espanto de todos, o governador Flávio Dino ainda fez festa com esse humilhante reajuste, afirmando que era o maior aumento do país.

Acreditamos que faltou sensibilidade do governador para lidar com as demandas dos servidores, quando não dialogou com as entidades de classe para tratar de temas relevantes como a criação da Mesa de Negociação Permanente; data-base; reabertura do prazo para adesão ao PGCE; descentralização da prestação do serviço do Funben a outros municípios ou regionais; profissionalização do serviço; concurso público; e não pagamento do Piso Nacional do Magistério.

Neste ano de eleição, esperamos maior atenção por parte dos servidores na escolha de seus candidatos, porque o governador Flávio Dino é candidato ao Senado e, com toda certeza, espera o apoio dos funcionários. E, neste momento, devemos dar, no mínimo, a mesma resposta pelo tratamento dispensado à nossa categoria, ou seja, não votando no Flávio Dino e nem nos seus candidatos.

Por outro lado, o Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo Estadual continuará na luta em defesa da valorização dos servidores, por uma política salarial justa e que contemple os anseios dos funcionários. Bem como poderemos ir além, elegendo nossos representantes compromissados ligados ao serviço público.

Mais uma vez, nos colocamos à sua disposição.

Cleinaldo Bil Lopes

Presidente

Fonte: SINTSEP-MA

 

ENEM 2022: pedido de isenção da taxa começa nesta segunda-feira (04)

Candidatos isentos no Enem 2021 também podem justificar ausência para manter a gratuidade em 2022. Prazo para as duas solicitações vai até o dia 15 de abril

O pedido de isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio, Enem 2022, começa nesta segunda-feira (4) e se estende até o próximo dia 15. A gratuidade é direcionada a quem cursou ou está cursando o último ano do ensino médio em escola pública ou bolsista integral em escola particular. Para não pagar a taxa, que na última edição foi de R$ 85, é preciso ter renda familiar, por pessoa, inferior a um salário mínimo e meio. Também pode pedir isenção o participante em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O mesmo prazo, de 4 a 15 de abril, vale para os candidatos isentos no Enem 2021 que por algum motivo faltaram no dia da prova e que desejam fazer o Enem 2022 sem pagar a taxa de inscrição. Esses participantes devem enviar documentos que justifiquem a falta. Os detalhes são explicados no Edital n.º 14/2022, publicado na última terça-feira (29), no Diário Oficial da União.

Os resultados, tanto da justificativa de ausência quanto da solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2022, serão divulgados no próximo dia 22, na Página do Participante. Aqueles que tiverem o pedido negado ainda podem recorrer entre os dias 25 e 29 de abril. O resultado dos recursos será divulgado no dia 6 de maio.

Fonte: Brasil 61

 

Insegurança jurídica: Banco Itaú não paga o que deve e lucra com prejuízos alheios

O Brasil vive um quadro de insegurança jurídica sem precedentes desde a redemocratização plena, após a promulgação da Constituição de 1988. Desde então, atravessamos diversos processos na tentativa de construção de uma sociedade mais justa, mas aqueles que deveriam concretizar e defender esse processo, fazem o contrário. Deputados, senadores e alguns ministros de cortes superiores, abraçaram o fisiologismo e passaram a defender os próprios interesses e de algumas corporações, em detrimento à sociedade, o resultado disso, é a insegurança jurídica e política que ameaça a democracia diariamente.

E os ataques mais graves partem de alguns políticos que insistem em tentar desqualificar a Constituição Federal e alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, que a distorce para acomodar entendimentos cínicos que não se sustentam diante de nenhum debate simplório.

E neste cenário de instabilidade política, com Congresso em devaneios tentando mudar o modelo administrativo, seja com o tal ‘semipresidencialismo’ ou ‘parlamentarismo’, que nada mais são que golpes de Estado disfarçados de debate, e de insegurança jurídica, com o STF retorcendo e por  vezes desrespeitando a Constituição e as leis, que os oportunistas ganham muito dinheiro.

O Banco Itaú talvez seja o que mais lucra com esse cenário caótico. Com as instituições ocupadas por pessoas preocupadas com o próprio umbigo, o Itaú não é fiscalizado, não responde pelo volume de calotes que aplica na praça e consegue navegar em águas tranquilas, entupindo os bolsos da diretoria.

O Itaú vende e não entrega. A empresa Rondhevea comprou, pagou e até hoje não levou o lote de ações avaliados pela justiça em R$ 2,09 bilhões, por conta de uma interferência ilegal promovida pelo ministro Luiz Fux, que transformou o Conselho Nacional de Justiça, um órgão com competências administrativas, em um puxadinho do judiciário, como se fosse uma instância recursal paralela, criada apenas para favorecer o banco.

O golpe, e essa é a palavra infelizmente, foi tramado no luxuoso escritório da família de outro ministro do Supremo, Luís Roberto Barroso. A BFBM Advogados é comandada pelo sobrinho do ministro, e foi de lá que partiu a idéia de acusar a juíza Rosana Lúcia de Canelas Bastos de ter sido ‘parcial’ ao determinar o bloqueio nas contas do banco para pagar a dívida. O golpe só foi possível com a anuência de Fux, que presidindo o CNJ, acatou a reclamação infundada e, indo contra a Constituição e toda a jurisprudência do STF, proibiu a juíza de atuar no processo até que a reclamação fosse julgada, e ainda cassou a ordem de bloqueio, que também é ilegal.

Foi  golpe. É calote. E está impune porque quem deveria fiscalizar e enquadrar Luiz Fux, chamando-o para explicar sua decisão que não tem amparo nem em ata de condomínio, que dirá na legislação brasileira, assiste inerte e normaliza, que é o Senado Federal, cheio de oportunistas, que com raríssimas exceções (e não consigo lembrar nenhuma, mas deve ter), fazem vista grossa e discursos populistas, mas não cumprem seu dever, que é de fiscalizar com seriedade os atos de alguns ministros da Suprema Corte. Evidente que a tramóia contou com a anuência da diretoria do Banco Itaú, que autorizou e vem pagando o escritório da família Barroso.

Quem preside o Conselho é Milton Maluhy Filho, o ‘homem que faz chover’. É Diretor Presidente do Itaú Unibanco desde 2021. Como membros da diretoria temos:

  • Alexandre Grossmann Zancani, 
  • Alexsandro Broedel, 
  • André Luís Teixeira Rodrigues, 
  • André Sapoznik, 
  • Carlos Fernando Rossi Constantini, 
  • Flávio Augusto Aguiar de Souza, 
  • Leila Cristiane Barboza Braga de Melo, 
  • Matias Granata, 
  • Pedro Paulo Giubbina Lorenzini, 
  • Ricardo Ribeiro Mandacaru Guerra e 
  • Sergio Guillinet Fajerman.
  • São diretores ainda:
  • Adriano Cabral Volpini, 
  • Álvaro Felipe Rizzi Rodrigues, 
  • Andre Balestrin Cestare, 
  • Daniel Sposito Pastore, 
  • Emerson Macedo Bortoloto, 
  • José Geraldo Franco Ortiz Junior, 
  • José Virgilio Vita Neto, 
  • Paulo Sergio Miron, 
  • Luciana Nicola Schneider, 
  • Renato Barbosa do Nascimento, 
  • Renato da Silva Carvalho, 
  • Renato Lulia Jacob, 
  • Tatiana Grecco e 
  • Teresa Cristina Athayde Marcondes Fontes.

A interferência

Na sessão que começou a ser julgada a reclamação contra a juíza, em 6 de outubro de 2020 (vídeo mais abaixo), Fux se portou com valentia, adjetivou a magistrada e após um pedido de vistas, não levou mais a reclamação à pauta, mantendo a juíza como suspeita, e o banco sem pagar o que deve.

Fica praticamente impossível acreditar que o banco escolheu o escritório do sobrinho de Barroso aleatoriamente. Também fica difícil aceitar que o  CNJ, órgão responsável por avaliar conduta de magistrados e a organização da justiça, se preste a ser um mero puxadinho de banco caloteiro, contumaz devedor, habituado a não honrar compromissos com seus acionistas.

Abaixo, as alegações que foram feitas pelo sobrinho de Luís Roberto Barroso contra a juíza Rosana Lúcia de Canelas Bastos. É importante observar que elas foram repetidas por Fux, quando levou o caso ao conhecimento dos demais conselheiros. As mesmas queixas foram apresentadas à Corregedoria do TJPA, que julgou improcedente e manteve a magistrada no processo, aguardando apenas o desfecho do julgamento no CNJ. Sabendo da ilegalidade de sua decisão, Fux vem se recusando a pautar a reclamação, enquanto o banco segue tentando afastar a juíza ou declara-la suspeita, para que o processo seja redistribuído e o banco consiga mais tempo de calote.

Fonte: Painel Político

 

Disputa no PT entre Gleisi Hoffmann e Zé Dirceu é por subserviência ao Poderoso Chefão

O clima nas hostes petistas é o pior possível. Diante da percepção do naufrágio da candidatura do ex-condenado, tem acirrado os ânimos entre os próprios membros do partido. Nos últimos dias, duas figuras manjadas e conhecidíssimas entraram em confronto: Gleisi Hoffmann e José Dirceu. A presidente do partido tem criticado bastante as articulações de Dirceu.

Parece que rola ciúme na área. De qualquer forma, os movimentos de Zé estão sendo questionadíssimos por Gleisi.

Segundo a jornalista Bela Magale, Gleisi chegou a questioná-lo sobre alguns movimentos, como a reunião com o governador Ratinho Júnior, que disputará a reeleição no Paraná com o petista recém filiado Roberto Requião.

Dirceu trabalha nos bastidores e de maneira paralela à campanha de Lula. Ele tem dito a aliados que sabe que é uma figura polêmica e que não quer atrapalhar Lula, por isso age por conta própria. Descontrolada, Gleisi está possessa com essa postura do notável meliante. Os próximos capítulos do confronto entre Zé Dirceu, que está em via de ter seu processo de condenação por corrupção ser extinto pelo STF e Gleisi prometem ser mais acirrados, afinal de contas o questionamento entre eles é para saber quem é mais babão e subserviente ao Poderoso Chefão.

Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.