PGR questiona suspensão de investigações com dados de órgãos de controle sem autorização judicial

Em embargos, Raquel Dodge afirma que decisão do ministro Toffoli extrapolou pedido feito em reclamação.

Nesta terça-feira, 23, a procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, opôs embargos de declaração contra decisão do ministro Dias Toffoli que suspendeu, em todo o país, o andamento de investigações que tenham usado dados bancários ou fiscais repassados ao MP por órgãos de fiscalização e controle (Coaf, Receita Federal e Bacen) sem prévia autorização judicial.

A decisão de Toffoli atendeu pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro, investigado pelo MP/RJ em inquérito que apura suposto esquema em seu antigo gabinete na Alerj à época em que era deputado estadual.

Nos embargos, a PGR afirma que a decisão judicial ampliou o pedido, feito pelo requerente da petição avulsa apenas em relação a seu procedimento de investigação criminal, para abranger situações diferentes em curso no território nacional aplicando dispositivos legais e precedentes da Suprema Corte que se dirigem a temática completamente diversa.

“Deste modo, esta decisão acabou por abranger expressamente todos os processos judiciais, investigações e PIC’s que tramitam no território nacional, atingindo milhares de investigações e ações penais em curso, que tratam de matérias as mais diversas, inclusive de réus presos.”

Segundo Raquel Dodge, o requerente, em sua petição avulsa, não questionou a possibilidade de o Coaf emitir relatório de informações financeiras e encaminhá-lo ao MP/RJ, pois teria, inclusive, admitido a legalidade do procedimento, regulado pela lei 9.613/98, “responsável pela investigação eficiente de muitos crimes de lavagem de dinheiro, de corrupção, de financiamento de terrorismo e de organização criminosa no Brasil”.

De acordo com Raquel Dodge, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que sua situação tinha similitude com a lide exposta no recurso extraordinário, e pediu ingresso na ação penal contra terceiros para inserir nela questão de caso concreto.

“A decisão embargada haveria de limitar-se a resolver a segunda situação, objeto do pedido do requerente em petição avulsa que aportou aos autos deste recurso extraordinário interposto pelo MPF para cuidar de outra matéria.”

Dodge aponta ainda que, enquanto o objeto da decisão embargada é a transferência de dados fiscais ou bancários por órgãos de fiscalização e controle ao MP sem prévia autorização judicial, as ADIns usadas como paradigma na própria decisão apresentam têm como objeto a transferência de dados bancários por instituições financeiras à Administração Tributária sem prévia autorização judicial.

“No acórdão paradigma, não se tratou em momento algum da transferência de dados fiscais e/ou bancários por órgãos de fiscalização e controle (como o Coaf e a Receita Federal) ao Ministério Público sem prévia autorização judicial, e muito menos das ‘balizas objetivas’ para que tal transferência ocorra.”

A PGR cita ainda o fato de a questão envolvendo a Receita Federal – tema no RE – ter como base legal a lei complementar 105/01, e a referente ao Coaf ser disciplinada pela lei 9.613/98.

“A engrenagem antilavagem existente no país, para funcionar, depende diretamente da possibilidade de que o COAF possa enviar ao Ministério Público os dados financeiros necessários para demonstrar a presença dos indícios da lavagem de dinheiro e a possibilitar a atuação do referido órgão na investigação e persecução do ilícito. Menos do que isso leva rá à inefetividade dessa engrenagem e, assim, ao enfraquecimento do combate à lavagem de capitais.”

Em um terceiro ponto, a PGR afirma que é preciso esclarecer se a decisão abarca a situação de pessoas presas por ordem judicial cautelar ou em execução de sentença. Diz ainda que a decisão incorre em obscuridade, “na medida em que utiliza como fundamento para a suspensão de inquéritos e PICs precedente vinculante do STF no qual foi assinalada, expressamente, a impossibilidade de se aplicar o disposto no art. 1.035, § 5º do CPC a inquéritos policiais e procedimentos investigatórios criminais”.

Fonte: Migalhas

 

Vítima de um AVC o prefeito Domingos Dutra, de Paço do Lumiar está internado no Hospital São Domingos

É estável o estado de saúde do prefeito Domingos Dutra, do município de Paço do Lumiar. Ele sofreu um  Acidente Vascular Cerebral (23), e imediatamente foi internado no hospital São Domingos, e passou por intensivo tratamento por uma equipe médica especializada. Embora, segundo se comenta, a família tenha pedido a equipe médica que não divulgue boletim sobre o seu estado de saúde, mas ele está em plena recuperação dizem amigos mais próximos.

O prefeito poderá permanecer mais alguns dias hospitalizado, passando inclusive por sessões de fisioterapia e outros procedimentos e de acordo com a evolução do tratamento poderá deixar a casa de saúde, mas com recomendação de absoluto repouso. Apesar da ausência do prefeito, a administração municipal de Paço do Lumiar continua em plena evolução.

 

Justiça e Polícia Militar debatem violência contra presos constadas em audiências de custódias na região Tocantina

O elevado índice de casos de violência com presos autuados em flagrante delito, constatados durante a realização das audiências de custódia pelo Poder Judiciário de Imperatriz, foi discutido em uma reunião entre juízes e o comando da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), no dia 19 de julho, no Forum “Henrique de La Roque”.

Segundo informações do comando geral da Polícia Militar, em decorrência das comunicações dos casos de violência verificados pelos juízes durante a realização das audiências de custódia com presos, e pelo Ministério Público, responsável pelo controle externo da atividade policial, a Região Tocantina apresenta um número elevado de ocorrências desse tipo, com mais de 200 procedimentos de apuração de conduta policial tramitando na Corregedoria da Polícia Militar do Estado.

A reunião foi presidida pelo juiz Genivaldo Silva (1ª Vara da Família), diretor do forum, com a participação dos juízes Ana Lucrécia Sodré (Central de Inquéritos e Custódia de Imperatriz), Joaquim Silva (Fazenda Pública ) e Mário Henrique Reis (Execução Penal); da defensora pública Juliana Achilles e dos militares Coronel Ismael, comandante geral da Polícia Militar do Maranhão; coronel Heron, comandante do Policiamento do Interior; coronel Brito, comandante do CPAI-3 e tenente-coronel Donjie, comandante do 3° Batalhão de Polícia Militar.

DIÁLOGO – Segundo a juíza Ana Lucrécia Sodré, esse diálogo institucional é importante para a melhor prestação do serviço de todos os órgãos que integram o sistema de Justiça. “Parabenizamos a iniciativa do Comandante Geral da PM quanto à iniciativa da reunião e fizemos sugestões quanto à realização de oficinas temáticas visando ao aprimoramento da atuação da polícia”, disse a juíza, acrescentando que a PMMA deverá apurar todas as ocorrências registradas.

As audiências de custódia com pessoas autuadas em flagrante delito são realizadas na Central de Inquéritos e Custódia de Imperatriz, instalada pelo Judiciário em 2017, para dar andamento aos inquéritos policiais originados na comarca, impulsionando os processos de natureza criminal oriundos de Imperatriz e dos termos judiciários de Davinópolis, Governador Edison Lobão e Vila Nova dos Martírios. Durante a audiência, o juiz ouve o preso e verifica se houve violação dos seus direitos, inclusive se ele sofreu agressões ou tortura durante o momento da abordagem policial.
A reunião foi solicitada pelo comando da PMMA, durante visita institucional do comandante geral, coronel Ismael, à Imperatriz, onde se reuniu com os juízes de direito e promotores de Justiça para tratar de assuntos referentes à atuação dos policiais militares durante o atendimento de ocorrências na Região Tocantina.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão

 

Governo vai extinguir 25 mil cargos comissionados em universidades e institutos federais

     O Governo Federal depois de posse de levantamentos e avaliações feitas, decidiu que pode perfeitamente enxugar as folhas de pagamento de Universidades Federais e Institutos Federais, com a redução de 25 mil cargos comissionados e funções gratificadas. A maioria para o governo é que eles são ocupados por ativistas que disseminam e praticam atos de caráter político partidário, interferindo seriamente e negativamente no desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Por outro lado, o Governo Federal determinou que a nomeação dos Pró-Reitores das Universidades Federais, outrora de competência dos reitores, doravante será de atribuição do Chefe da Casa Civil da Presidência da República.

 

 

OAB-MA pede ao TCE-MA prorrogação de prazo para exoneração das pessoas que acumulam cargos públicos

Como forma de garantir a continuidade de serviços públicos essenciais no Maranhão, é que a OAB Maranhão, por intermédio de seu presidente, Thiago Diaz, e de uma comitiva de advogados, esteve, na manhã de ontem, 22/07, reunida com o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Raimundo Nonato de Carvalho Lago Júnior, para solicitar que o prazo de análise das notificações dos gestores municipais e dos servidores seja estendido, para que se possa discutir a matéria com maior profundidade e garantir o acesso à ampla defesa dos casos dos trabalhadores que não se enquadram na categoria de acúmulo de cargos e que foram notificados.

A OAB Maranhão está preocupada, sobretudo, com os casos dos servidores da educação e da saúde, a grande maioria atingida com as notificações feitas pelo TCE, por que são serviços essenciais, e o caso da saúde mais especificamente, que é um serviço continuado, e podem vir a sofrer com a perda em massa de servidores.

“Queremos garantir a permanência de serviços essenciais como a educação e a saúde para a população maranhense. Por isso, estivemos reunidos hoje com o TCE no sentido de sensibilizá-lo da importância de ampliação desse prazo. Isso permitirá também que os gestores públicos possam equacionar essa situação, para que se saiba quantas pessoas realmente irão sair ou entrar, na saúde e na educação. Isso requer um tempo de gestão e um estudo, e é justamente esse tempo que nós estamos pedindo para que seja concedido pelo TCE e pelo Ministério Público”, explicou o presidente da OAB Maranhão, Thiago Diaz.

Para o presidente da Comissão de Direitos Difusos e Coletivos da OAB Maranhão, Marinel Dutra, o prazo precisa ser ampliado para que se tenha a garantia de uma justiça plena. “Por ser um tema constitucional, precisamos debater a matéria de forma mais aprofundada, ou seja, ela precisa ser analisada do ponto de vista evolutivo de nossa Constituição. Por isso, estamos pedindo que esse prazo seja estendido como forma de garantir a ampla defesa dos servidores. Para contribuir nesse sentido, é que estamos organizando no próximo dia 23 de agosto um evento com a participação de um especialista no assunto para debater essa questão com os procuradores do município e poder acalmar a população”, explicou.

Na oportunidade, a OAB Maranhão sugeriu a assinatura de um termo de ajustamento pelos gestores onde se comprometeriam a fazer um levantamento real de cada município e apresentar ao Tribunal de Contas em um prazo estipulado, ganhando assim mais tempo e garantindo a permanência da prestação dos serviços à população.

Participando da reunião, o assessor especial da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, Márcio Rufino, propôs a utilização do Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), por meio do qual o gestor terá mais tempo para analisar os casos de notificação ganhando um prazo maior para avaliar cada caso específico.

“A maneira, mais correta de se tratar a situação é dando uma dilação. E para isso, nós temos um instrumento que é o TAG. As coisas não podem ser feitas às pressas. Todas as propostas são objetos de avaliação e reflexão e dentro do espaço possível que nós tivermos, acataremos essas sugestões. Todos os gestores que nos procurarem e firmarem o TAG terão suas situações analisadas especificamente”, afirmou o presidente do TCE/MA, Raimundo Nonato Lago Júnior.

Nesse sentido, a OAB Maranhão solicitou ainda que as notificações do TCE fossem refeitas e que nelas constassem a possibilidade do gestor firmar o TAG e ganhar um tempo a mais de análise das situações que não se encaixam nos casos de acúmulo de funções. “Foi justamente essa ponderação que foi feita ao TCE. Para que os casos sejam estudados, se não for caso a caso, mas que seja de forma mais próxima da realidade. Por isso, solicitamos também que a notificação do TCE seja retificada no sentido de incluir que os gestores, a partir de agora, saibam que podem contar com a proposta de um Termo de Ajuste de Gestão”, finalizou Thiago Diaz.

Participaram da reunião pela OAB Maranhão, além do presidente Thiago Diaz, e do presidente da Comissão de Direitos Difusos e Coletivos, Marinel Dutra, a Conselheira Federal da OAB/MA, Deborah Porto Cartágenes, o presidente da Comissão de Defesa da Educação, Gustavo Mamede, o presidente da Comissão de Direito à Saúde, Pedro Ivo, o Conselheiro Seccional Sérgio Aranha, o tesoureiro da OAB/PI, Einstein Sepúlveda, o representante da FETRAN, Nestor Sá e o advogado Antônio Mendes, membro da Comissão de Direitos Difusos e Coletivos.

Fonte: Assessoria da OAB-MA

 

Polícia Federal identifica movimentações ‘suspeitas’ em contas dos 4 hackers presos

A Polícia Federal (PF) identificou movimentações “suspeitas” nas contas de dois dos quatro investigados na operação que apura a invasão de celulares do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

Os detalhes constam da decisão do juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, que autorizou a prisão de quatro pessoas, além de buscas e apreensões.

Segundo a decisão do juiz, o relatório da PF sobre as investigações demonstra que dois investigados movimentaram, juntos, mais de R$ 627 mil entre março e junho.

“Diante da incompatibilidade entre as movimentações financeiras e a renda mensal […], faz-se necessário realizar o rastreamento dos recursos recebidos ou movimentados pelos investigados e de averiguar eventuais patrocinadores das invasões ilegais dos dispositivos informáticos (smartphones)”, afirma o juiz em sua decisão.

A decisão assinada pelo juiz afirma que as investigações realizadas pela PF apontaram que os supostos hackers tiveram acesso ao código enviado pelos servidores do Telegram ao celular de Moro.

As investigações apontam que o aplicativo permite aos usuários pedir esse código de acesso via ligação telefônica, inclusive.

“O invasor então realiza diversas ligações para o número alvo, a fim de que a linha fique ocupada e a ligação contendo o código de ativação do serviço Telegram Web seja direcionada para a caixa postal da vítima”, afirmou Vallisney. As autoridades invadidas afirmam que receberam diversas ligações do próprio número.

Fonte: Yahoo Notícias.

 

Eliana Calmon critica o Ministro Dias Toffoli: ‘Age como um senhor todo-poderoso’

Ex-ministra disse que decisão do presidente do STF suspender investigações penais que tenham usado dados do Coaf é “retrocesso internacional”

A baiana Eliana Calmon, ex- Corregedora Nacional de Justiça, afirmou que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli, age como “um senhor todo-poderoso” ao suspender investigações penais que tenham usado dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização judicial prévia.

“É realmente um retrocesso em nível internacional, inutilizando investigações importantíssimas. Até a Suíça abriu os seus cofres para mostrar o esconderijo, porque o Brasil era uma grande lavanderia. Hoje, o mundo civilizado está muito preocupado com a lavagem de dinheiro”, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Para Calmon, a decisão de Toffoli é parecida com a de dezembro de 2011, quando o ministro Ricardo Lewandowski concedeu uma liminar e interrompeu inspeções iniciadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a partir de informações do Coaf.

“Foram decisões monocráticas, em período de recesso. Lá atrás, já se começava a não aplicar a lei. Havia uma agitação muito grande. Alguns ministros e conselheiros do CNJ nem sabiam o que era o Coaf”, ressaltou.

Ela afirmou ainda que a corregedoria nacional pretendia examinar a evolução patrimonial de magistrados e servidores em 22 tribunais.

“Não houve quebra de sigilo. Quando suspendem, paralisa tudo. É porque não querem investigar e julgar”, destacou a ex-ministra.

Fonte: Ascom CNJ

 

Ex-senador Edison Lobão vira réu por corrupção e lavagem de dinheiro na lava jato

O ex-senador Edison Lobão (MDB-MA) e seu filho Márcio Lobão viraram réus por seu envolvimento no contrato de construção da Usina de Belo Monte. Eles são acusados de crimes de corrupção e de ter recebido pagamento ilícitos, entre 2011 e 2014, no valor de R$ 2,8 milhões, por intermédio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, na operação “lava jato”.

Ex-senador Edison Lobão vira réu por corrupção e lavagem de dinheiro.

O valor corresponde a parte das propinas pagas pela Odebrecht em razão de sua participação no Consórcio Construtor de Belo Monte. A 13ª Vara da Seção Judiciária de Curitiba também determinou o arresto e o sequestro de R$ 7.873.080,00 de bens e ativos financeiros em nome de Edison Lobão, Márcio Lobão e Marta Lobão. O suposto esquema nas obras de Belo Monte foi relatado inicialmente pelo ex-senador Delcídio do Amaral.

De acordo com a denúncia, a propina para Edison Lobão e Márcio Lobão foi repassada pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, em cinco entregas, no local onde Marta Lobão, esposa de Márcio Lobão, mantinha um escritório de advocacia com a família de seu sogro.

Nos sistemas de contabilidade paralela da Odebrecht, Edison Lobão era identificado como “Esquálido”. Para viabilizar os pagamentos, foram efetuadas operações dólar-cabo para gerar valores em espécie no Brasil e criadas senhas para a entrega do dinheiro.

Em nota, a defesa do senador, feita pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), informa que a denúncia se baseia nas palavras de delatores e em “nada mais”. “Ao longo dos últimos meses esta estratégia da força tarefa de usar a palavra dos delatores para escrever uma história da operação ‘lava jato’ está sendo desmoralizada pelos fatos que estão vindo à tona diuturnamente”, afirma o advogado.

Lei a nota:

A defesa do ex-senador Edson Lobão vem a público dizer que a denúncia que foi recebida em relação à investigação que se deu sobre as obras da usina Belo Monte é mais uma, dentre tantas, que se lastreia unicamente nas palavras dos delatores. Nada mais. Ao longo dos últimos meses esta estratégia da força tarefa de usar a palavra dos delatores para escrever uma história da operação Lava Jato está sendo desmoralizada pelos fatos que estão vindo à tona diuturnamente. Inclusive, um dos subscritores dessa denúncia hoje está em cheque. A defesa do ex-senador Edson Lobão confia no juiz titular da 13ª Vara de Curitiba e tem certeza da sua imparcialidade. É o que basta para enfrentar uma acusação sem nada concreto, a não ser a palavra de delatores.

Fonte: Conjur

 

Saiba quem são os quatro presos acusados de hackear autoridades

Os quatro presos pela Polícia Federal nesta terça (23) sob suspeita de um suposto ataque hacker contra autoridades, entre eles o ministro Sergio Moro (Justiça), têm entre 25 e 33 anos e são naturais de Araraquara (a 278 km de São Paulo), mas viviam em cidades diferentes.

Na decisão em que autorizou a prisão temporária dos suspeitos, o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, afirma que há “fortes indícios” contra eles.

O magistrado diz que os sinais são de que eles “integram organização criminosa para a prática de crimes e se uniram para violar o sigilo telefônico de diversas autoridades brasileiras via invasão do aplicativo Telegram”.

Os presos, de forma temporária, se chamam Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira, Danilo Cristiano Marques e Walter Delgatti Neto. O juiz determinou a quebra do sigilo bancário deles no período de 1º de janeiro a 17 de julho deste ano e o bloqueio acima de R$ 1.000 em suas contas.

A Folha de São Paulo fez uma pesquisa de imóveis e terrenos dos quatro em cartórios do estado de São Paulo, mas não foram localizados registros em seus CPFs.

Saiba quem são eles:

Gustavo Henrique Elias Santos, 28

Preso na zona sul da capital, Gustavo era conhecido como DJ Guto Dubra em Araraquara.

Ele organizava a festa Harlem Shake (um tipo de música eletrônica que foi fenômeno em 2013) em cidades no interior de São Paulo.

No discurso e nos créditos de um dos vídeos de um do seu perfil do YouTube, menciona apoio do ex-vereador Ronaldo Napeloso, investigado pela Polícia Federal e condenado por lavagem de dinheiro e fraude processual em 2017.

Um DJ que era seu amigo e preferiu não se identificar, disse que a prisão de Gustavo foi um choque para as pessoas que o conheciam e o viam tocar em festas da cidade.

“Ele tocava em todas as baladas da cidade. A notícia da prisão foi um choque para todo mundo”, afirmou à reportagem um DJ amigo de Gustavo, que preferiu não se identificar. Gustavo já foi preso por ter receptado uma caminhonete Hilux em 2013.

Julgado em 2015, foi condenado a cumprir seis anos e seis meses em regime semiaberto. O advogado Ariovaldo Moreira, que também o defende no caso do ataque hacker, recorreu e pediu redução da pena. Assim, Gustavo passou ao regime aberto.

Gustavo movimentou R$ 424 mil entre 18 de abril de 2018 e 29 de junho de 2018, tendo uma renda mensal de R$ 2.866.

Suelen Priscila de Oliveira, 25

Era mulher de Gustavo Elias Santos e também foi presa em São Paulo, no mesmo endereço dele, na zona sul.

Suelen movimentou, segundo documento judicial, R$ 203 mil de 7 de março a 29 de maio de 2019, sendo que sua renda mensal registrada seria de R$ 2.192.

Walter Delgatti Neto, 30

Conhecido como “Vermelho”. Preso em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), se apresentava como uma “pessoa influente” de Araraquara. Dizia ser investidor e afirmou, pelo menos uma vez, ter conta bancária na Suíça.

Também fingia ser aluno de medicina da USP, o que não era verdade.

Delgatti foi alvo de um mandado de busca e apreensão em sua casa, também em 2015, depois que uma garota de 17 anos, então namorada de seu irmão, o acusou de tê-la dopado e estuprado -ela depois refez seu primeiro depoimento.

Em sua página no Twitter, fazia críticas ao presidente Jair Bolsonaro e a Sergio Moro. Chegou a responder ao coordenador da Lava Jato em Curitiba, procurador Deltan Dallagnol, sobre como identificar se o conteúdo vazado do seu celular era verídico. Compartilhava páginas de sites ligados à esquerda, mas era filiado ao DEM desde 2007.

Danilo Cristiano Marques, 33

Preso em Araraquara, tinha uma microempresa que fazia “comércio varejista especializado de equipamentos de telefonia e comunicação”. O nome fantasia era “Pousada e Comércio Chatuba”.

Folhapress

 

PF prende 4 suspeitos de invadir celular do ministro Sergio Moro

A PF (Polícia Federal) prendeu 4 pessoas, nesta terça-feira (23), suspeitas de envolvimento na invasão hacker ao celular do ministro da Justiça, Sergio Moro. Além dos mandados de prisão temporária, os agentes cumpriram sete ordens de busca e apreensão. As prisões e buscas atingem, segundo a PF, os próprios hackers em si e pessoas que teriam atuado em conjunto com eles.

Os mandados, assinados pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, foram executados em São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto.

A operação policial foi batizada de ‘Spoofing’, nome dado a um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é.

Leia a íntegra de nota divulgada pela Polícia Federal:

Brasília/DF – A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (23/07), a Operação spoofing com o objetivo de desarticular organização criminosa que praticava crimes cibernéticos.

Foram cumpridas onze ordens judiciais, sendo sete Mandados de Busca e Apreensão e quatro Mandados de Prisão Temporária, nas cidades de São Paulo/SP, Araraquara/SP e Ribeirão Preto/SP.

As investigações seguem para que sejam apuradas todas as circunstâncias dos crimes praticados.

As informações se restringem às divulgadas na presente nota.

Spoofing é um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é.

Comunicação Social da PF