65% dos juízes ganham mais do que o teto de R$ 33,7 mil

           GERAL

Levantamento do CNJ revela que Judiciário forma uma casta privilegiada

O levantamento do CNJ revela que não é mais possível esconder o óbvio: o Judiciário forma uma casta privilegiada

            Entre a generosidade do indulto natalino ou de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – tornaram-se frequentes nas festas e redes sociais as piadas com Gilmar Mendes –, o Judiciário brasileiro foi acometido às vésperas do recesso de fim de ano por uma revelação mais importante.

            O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou enfim em seu site a remuneração de 25.744 juízes brasileiros, atendendo a uma determinação da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, depois da escandalosa revelação, em agosto, do contracheque de R$ 503 mil de um juiz matogrossense.

            Ainda não é uma base de dados perfeita. Nem todos os tribunais estaduais enviaram informações (até dia 19, faltavam 6 dos 91) e, em certos casos, sobretudo na Justiça trabalhista, houve imprecisão na prestação de contas.

             Mesmo assim, os dados permitem estimar em 65% a proporção de juízes cuja remuneração supera o teto constitucional de R$ 33.763, equivalente ao salário de um ministro do STF.

             Mais que isso, eles confirmam que o Judiciário passou a usar os auxílios previstos em lei, como verbas indenizatórias e outros direitos, para aumentar a remuneração dos juízes, em contradição com o espírito da Constituição, que estabeleceu o teto salarial.

             Apenas os 26 tribunais estaduais de Justiça gastam algo como R$ 890 milhões com esse tipo de expediente, incrementando o salário de 13.185 juízes, de acordo com um levantamento do jornal O Estado de S.Paulo.

             Em média, cerca de 18% do que os 16 mil juízes estaduais recebem corresponde aos ganhos além do salário, conhecidos como “penduricalhos”. Nos tribunais superiores, que reúnem 141 magistrados, essa proporção é de 8,3%.

             O exemplo mais eloquente é o auxílio-moradia. A verba, em média R$ 4,3 mil mensais, é paga indiscriminadamente a 17 mil juízes e quase 13 mil procuradores, mesmo aqueles que têm casa e moram na cidade onde trabalham.

             Mantido por liminares do ministro Luiz Fux, o pagamento já havia custado, até junho passado, R$ 4,5 bilhões aos cofres públicos, em dois anos e meio, segundo o site Contas Abertas. O gasto trimestral (R$ 450 millhões) corresponde a mais de um terço do que a União investira em saúde até maio (R$ 1,2 bilhão).

             Numa atitude que revela desconexão da realidade econômica e desprezo pela situação financeira do Estado brasileiro, as associações de magistrados têm lutado pela permanência desse tipo de regalia e combatido a divulgação da remuneração dos juízes como parte de uma “campanha orquestrada”.

             Ninguém pode negar aos juízes brasileiros ganhos compatíveis com a função que exercem. Mas é preciso ter senso de proporção. Um levantamento do economista Nelson Marconi, da FGV, revelou no ano passado a distorção salarial no Judiciário Brasileiro.

              De acordo com o estudo, um desembargador recebia R$ 56 mil (líquidos) em Minas Gerais, R$ 52 mil em São Paulo e R$ 38 mil no Rio de Janeiro. No Reino Unido, um juiz nessa posição ganhava R$ 29 mil. Nos Estados Unidos, R$ 43 mil. Os valores superavam ainda os ganhos de ministros da Suprema Corte em países como Bélgica ou Portugal – sem levar em conta o custo de vida, bem maior nos países ricos.

             A tese de doutorado da pesquisadora Luciana Zaffalon Cardoso na Fundação Getúlio Vargas-SP verificou distorções semelhantes no Ministério Público paulista. Em 2015, último ano para o qual havia dados disponíveis, 1.860 dos 1.920 procuradores do estado receberam acima do teto constitucional, 6% mais que o dobro.

             Não é nenhum exagero qualificar os juízes e procuradores brasileiros como representantes de uma elite detentora de privilégios. Há 32 tipos de benesses usadas para aumentar os contracheques de juízes e procuradores, de acordo com uma reportagem de 2015 da revista Época. Todas elas, como fazem questão de afirmar os representantes das asssociações de classe, são perfeitamente legais.

             Questionado sobre a absurda extensão do auxílio-moradia a quem mora na própria comarca, o presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Roberto Veloso, afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo que “não há uma ilegalidade no pagamento”. O repórter Luiz Vassallo insistiu:

                – Eu me referia a uma preocupação de caráter moral…

               – Não estamos com essa preocupação. Não estamos com essa pauta. Estamos pensando um pouco mais à frente. Precisamos resolver essa questão remuneratória.

                O verdadeiro escândalo não está nos contracheques absurdos – 439 juízes ganharam mais de R$ 100 mil, segundo o levantamento do CNJ. Está na desfaçatez com que a própria casta privilegiada faz pouco da questão.

Fonte: CNJ Noticias

Além de excelente profissional Francisco Campos era um importante ser humano solidário e fraterno

         aldir

   É um número considerável de pessoas que hoje lamentam e choram a perda irreparável de um importante profissional da comunicação social e muito mais pelo ser humano que ele era. Com o seu jeito simples e bem educado, Francisco Campos, por inúmeras vezes me surpreendeu com fotos minhas feitas por ele em eventos em que estive presente e sempre se antecipava para dizer que eram lembranças para arquivos pessoais, assim como por algumas me pediu para fazer a entrega para outras pessoas.

             Luiza Lina, sua esposa, constantemente nos encontramos na rua da Estrela e sempre trocamos gentilezas. É muito difícil e até impossível avaliarmos a profundidade da dor dos seus familiares, nos permitindo a solidariedade pedindo ao Pai Celestial, que o receba na sua gloria com a sua infinita misericórdia.

O que está acontecendo com o STF?

Um ministro manda prender, outro soltar. Agora, tem até magistrado colocando em risco o equilíbrio fiscal do governo. Por que ninguém se entende no Supremo

aldir

CADA CABEÇA UMA SENTENÇA Os ministros do STF têm tomado decisões controversas

                 Em menos de 24 horas, o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma série de decisões que abalaram a ordem jurídica do País. Contrariando o relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin, a 2ª Turma rejeitou denúncias contra três deputados e um senador acusados por crimes de corrupção. Na mesma tarde, o ministro Ricardo Lewandowski, de volta ao STF após um período de licença médica, derrubou uma medida que fazia parte do ajuste fiscal do governo. Ele revogou o congelamento do reajuste dos servidores federais válido para 2018 e o aumento da contribuição previdenciária para o funcionalismo de 11% para 14%. Vai aumentar os gastos públicos no ano que vem em R$ 7 bilhões. Diante desse cenário intempestivo, a pergunta que se faz no meio jurídico é: o que se passa no STF?

                 Para o ex-ministro do STJ, Gilson Dipp, falta coerência ao Supremo. Em um momento de Legislativo e Executivo enfraquecidos, Dipp acredita que o STF “atingiu protagonismo, mas não consegue exercer o poder com a segurança necessária”. “Cada ministro do Supremo é uma ilha, eles não se comunicam”.

Liberou geral

                 Gilmar Mendes é um dos ministros que tem sido bombardeado por críticas. Em um mesmo dia, ele converteu em domiciliar a prisão de Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador Sérgio Cabral, condenada a 18 anos de prisão, e ainda suspendeu o trâmite de um inquérito contra o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Além disso, junto com o ministro Dias Toffoli, rejeitou, por “ausência de justa causa”, as denúncias contra os deputados José Guimarães (PT-CE), Arthur Lira (PP-AL), Eduardo da Fonte (PP-PE) e o senador Benedito de Lira (PP-AL). O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, está isolado na 2ª Turma. Tem sido voto vencido. Enquanto seus colegas soltam investigados, Fachin manda prender. Sem contar a decisão de Gilmar de considerar inconstitucionais as conduções coercitivas.

                É certo que não são decisões tomadas em Plenário pelo corpo de onze ministros. Na maioria dos casos, são iniciativas monocráticas. Esse tipo de decisão se justifica para agilizar os processos e não sobrecarregar o Plenário. Porém, diante das contradições, seria o caso de rediscutir essa prática. “O abuso de decisões monocráticas é muito ruim, porque o ministro impõe sua vontade”, afirmou Gilson Dipp. Muitas vezes, as decisões monocráticas são levadas ao Plenário, onde podem ser revistas. Mas já causam grande incerteza jurídica, como diz o juiz aposentado de Brasília, Pedro Paulo Castelo Branco Coelho: “Uma Turma manda prender determinado cidadão e outro ministro, de forma monocrática, manda soltar. Um ministro diz uma coisa, outro diz algo diferente. Ninguém se entende”.

                 Para Pedro Paulo, que mandou prender os assassinos de Chico Mendes, há “um fatiamento de posições no Supremo, o que leva a uma instabilidade jurídica muito forte”. Nesse cenário conturbado, desponta o ministro Luis Roberto Barroso, com votos mais coerentes. Não à toa, tem batido boca com frequência com Gilmar Mendes. Em uma das discussões mais acaloradas, em outubro, Barroso atacou o colega: “Não transfira para mim a parceria que vossa excelência tem com a leniência em relação à criminalidade do colarinho branco”. Na última sessão deste ano, houve nova discussão entre eles. O juiz Pedro Paulo Coelho dá sua receita para resolver os impasses do Supremo:”A sociedade quer combater a corrupção e o Supremo parece que vai na direção contrária”. O recado do magistrado aposentado é claro: “Não podemos brincar com fogo”.

“Cada ministro do Supremo é uma ilha, eles não se comunicam”
Gilson Dipp, ex-ministro do STJ

Em 2017 a CNBB marcou firme posição sobre temas importantes para o Brasil

             aldir

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se manteve atenta aos problemas que afetam o povo brasileiro e emitiu notas e declarações marcando seu posicionamento sempre a favor da vida e apontando caminhos para o país, especialmente em um ano em que a corrupção foi um presente na ordem do dia. As notas e posicionamentos da CNBB sempre são fruto de muita reflexão coletiva do episcopado brasileiro.

              Aborto – No 11 de abril, na nota “Pela Vida, Contra o aborto”, a entidade reafirmou a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando “todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”.

           Reforma da Previdência – Após a reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunido em Brasília-DF, de 21 a 23 de março de 2017, a entidade lançou três notas. A principal delas foi sobre a proposta de Reforma da Previdência, por meio da Emenda à Constituição (PEC) nº 287/2016, que os bispos consideraram que escolhe o caminho da exclusão social. A nota convocou os cristãos e pessoas de boa vontade “a se mobilizarem para buscar o melhor para o povo brasileiro, principalmente os mais fragilizados”.

           Isenção das Instituições Filantrópicas – Outra nota, lançada também dia 23 de março, foi sobre a “Isenção das Instituições Filantrópicas” fazendo a defesa de que é equivocado pretender eliminar a isenção das instituições filantrópicas que prestam reais serviços área da saúde, educação e assistência social. “Eliminar a isenção equivaleria, na prática, inviabilizar o serviço de 1.400 instituições na área da saúde, mais de 2.100 na área da educação e mais de 5.000 na área da assistência social (cf. Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas – Fonif’, diz o texto da nota.

            Foro Privilegiado – Em outra nota, a CNBB se posicionou sobre o “Foro Privilegiado” por prerrogativa de função ou “foro privilegiado”, diante do número crescente de autoridades envolvidas em denúncias por crimes de corrupção. “Calcula-se um universo de 22 mil autoridades que estariam beneficiadas pelo foro privilegiado. Aos olhos da população, esse procedimento jurídico parece garantia de impunidade numa afronta imperdoável ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei. Por isso, é urgente rever esses artigos da Constituição Federal de 1988”, diz o texto.

             Mensagem aos Trabalhadores – Em sua 55ª Assembleia Geral Ordinária, no dia 1º de maio, a CNBB enviou mensagem aos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Na mensagem, prestaram solidariedade, particularmente, aos 13 milhões de desempregados. A mensagem reforçou que o trabalho é fundamental para a dignidade da pessoa e constitui uma dimensão da existência humana sobre a terra. “Pelo trabalho, a pessoa participa da obra da criação, contribui para a construção de uma sociedade justa, tornando-se, assim, semelhante a Deus que trabalha sempre”, diz o texto.

              Ética na Política – Os membros da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiram no dia, 19 de maio, uma nota oficial com o título “Pela Ética na Política” na qual afirmaram que a Conferência está “unida aos bispos e às comunidades de todo o país” e acompanha “com espanto e indignação” as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal.
Na Nota, os bispos afirmaram que “tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum”.

               Conselho Indigenista Missionário – O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 20 a 22 de junho de 2017, manifestou seu total apoio e solidariedade ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI) diante das infundadas e injustas acusações que recebeu da Comissão Parlamentar de Inquérito, denominada CPI da Funai e Incra, encerrada no mês de maio. A CNBB repudia o relatório desta Comissão que indiciou mais de uma centena de pessoas: lideranças indígenas, antropólogos, procuradores da república e aliados da causa indígena, entre eles, missionários do CIMI. Este foi o posicionamento da CNBB na nota em defesa dos Direitos Indígenas e do CIMI, de 22 de junho de 2017.

            Reforma Trabalhista – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) assinou junto com outras entidades uma nota pública criticando o projeto de Reforma Trabalhista votada dia 11 de julho, no Senado. Na Nota, as entidades afirmaram que o texto está “crivado de inconstitucionalidades” e representa “grave retrocesso social”. Entre os pontos de inconstitucionais destacados na Nota, estão a prevalência do conteúdo de acordos e convenções coletivas. Além da CNBB, assinam a Nota, O Ministério Público do Trabalho (MPT), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e outras 11 entidades.

              Dia de Oração e Jejum pelo Brasil – A entidade divulgou na sexta-feira, 1 de setembro, uma mensagem para o dia 7 de setembro, data que marca a Independência do Brasil. No documento, a CNBB encorajou as pessoas de boa vontade a se mobilizarem pacificamente na defesa da dignidade e dos direitos do povo brasileiro, propondo “a vida em primeiro lugar”. A instituição convidou as comunidades a se unirem ao movimento O “Grito dos Excluídos” e também a rezarem juntos pela realidade brasileira no O Dia de Oração e Jejum pelo Brasil.

               Renca – No dia 5 de setembro, Dia da Amazônia, a entidade divulgou numa nota na qual manifestou “veemente repúdio” aos decretos que buscavam extinguir a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca). Para a entidade, a decisão governamental afronta a Constituição Federal ao não consultar os povos indígenas e evidencia a perversa lógica do mercado que vem sendo adotada no Brasil, “em detrimento da vida, da dignidade da pessoa e do cuidado com a Casa Comum”. “Políticas governamentais de incentivo às hidrelétricas, à mineração e ao agronegócio, com flexibilização de licenças ambientais, anulam os esforços em prol de sua preservação”, considera a CNBB. O governo federal voltou atrás neste decreto.

                 Intolerância e fundamentalismo – E por fim, após a última reunião do Conselho Permanente, a entidade divulgou, dia 26 de outubro, outras duas notas e uma mensagem. A mensagem, cujo título é “Vencer a intolerância e o fundamentalismo, os bispos” reconhecem que “em toda sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino”.

              Contudo, recentemente, a mensagem destacou que “crescem em nosso meio o desrespeito e a intolerância que destroem esta harmonia, que deve marcar a relação da arte com a fé, da cultura com as religiões. Se, por um lado, a arte deve ser livre e criativa, por outro, os artistas e responsáveis pela promoção artística não podem desconsiderar os sentimentos de um povo ou de grupos que vivem valores, muitas vezes, revestidos de uma sacralidade inviolável”.

               Crise política – Por meio de nota, divulgada nesta quinta-feira, 26/10, a CNBB manifestou mais uma vez sua apreensão e indignação com a grave realidade político-social vivida pelo país, que afeta tanto a população quanto as instituições brasileiras. No texto, a entidade repudia a falta de ética que se instalou nas instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que “traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito”.

               A Conferência criticou também a apatia e o desinteresse pela política, que cresce cada dia mais no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais. Apesar de tudo, a entidade diz que é preciso vencer a tentação do desânimo, pois só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania é capaz de purificar a política e a esperança dos cidadãos que “parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto”.

                 Trabalho Escravo – O Conselho Permanente da CNBB também emitiu a nota repudiando com veemência a Portaria 1129 do Ministério do Trabalho considerando que ela elimina proteções legais contra o trabalho escravo.

Todas as notas podem ser encontradas no link Palavra Oficial no portal da CNBB

Fonte: CNBB Nacional

Presidente da CNBB: que a nossa resposta ao amor de Deus revelado em Jesus Menino seja de muita oração e amor

                 aldir

Neste tempo do Natal, a Igreja convida aos cristãos vivenciar o mistério do nascimento de Jesus, o Deus que se fez Menino, nascido da Virgem Maria, que veio habitar no meio de nós. Em entrevista para o programa Igreja no Brasil especial de Natal e Fim de Ano de ano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que vai ao ar em todas as emissoras de inspiração Católica a partir do dia 25 de janeiro de 2017, o arcebispo de Brasília e presidente da Conferência, cardeal Sergio da Rocha, ressaltou que o nascimento do Salvador traz para os cristãos, esperança e alegria, pois Deus está conosco:

                 “Jesus veio habitar entre nós, na humilde manjedoura de Belém. Ele continua a manifestar o seu amor na simplicidade da vida cotidiana. A nossa resposta ao amor de Deus revelado em Jesus Menino, neste Natal, seja feita de muita oração e de muito amor. Acolha o amor do Menino Deus para amar a todos, como ele nos ensinou, pois somos todos irmãos. Seja testemunha do amor de Deus, promovendo a reconciliação e paz. Seja portador de esperança e de alegria, especialmente aos que mais sofrem”.

                 O cardeal salientou a importância de recordar o sentido mais genuíno do Natal. Infelizmente, muita gente perdeu o sentido verdadeiro do Natal que é celebrar o nascimento de Jesus.

                   “É bom que as pessoas possam se confraternizar, é bonito ver as pessoas se alegrando juntas, mas sabemos que a razão de ser desta alegria, desta festa se encontra em Jesus Cristo, no menino Jesus, menino Deus. Portanto, o Natal que é de Jesus se torna uma ocasião privilegiada para celebração da fé no nascimento Salvador e para testemunho desta fé. Então, nós queremos compartilhar com os outros irmãos e irmãs a graça de celebrar o nascimento de Jesus. É uma ocasião sim privilegiada para a Igreja evangelizar, anunciar a presença amorosa de Deus entre nós, anunciar a palavra e a boa nova daquele que nasce, o nosso Salvador”, destacou.

                    De acordo com o Sergio da Rocha, o Natal deve ser sim uma ocasião para renovar a esperança que brota da fé em Jesus, na esperança que brota da confiança em Deus e a compartilha com os irmãos. Ao final da entrevista, o cardeal deixa uma mensagem aos fieis:

                 “A mensagem do natal ela é feita de esperança e da paz que vem do Jesus Menino, esperança e a paz que nos oferece como dons a serem cultivadas ao longo do novo ano. Portanto, eu desejo que toda a Igreja no Brasil seja portadora dessa esperança e que possa oferecer sua contribuição para a construção da paz, que é dom de Deus, que é tarefa. Portanto, abraçando a esperança e o amor que Jesus Menino traz, nós vamos construindo cada vez mais relações fraternas e a paz. Eu desejo que todos tenham a graça de um Natal Santo e feliz, mas também de um novo ano marcado pela esperança, pela paz que vem de Jesus menino”.

Fonte: CNBB Nacional

Se igreja funciona como empresa, bispo deve receber como empregado, diz juiz

                  Nada impede o vínculo empregatício entre autoridade religiosa e instituição religiosa, desde que estejam presentes os elementos previstos na CLT. Por isso, o juiz Diego Cunha Maeso Montes, 39ª Vara do Trabalho de São Paulo, reconheceu vínculo de emprego entre um bispo e a igreja evangélica onde pregou durante 15 anos.

                    O juiz afirma que os depoimentos mostram que a igreja funcionava como uma empresa, sendo que possuía gerente e diretor financeiro e auxiliares administrativos.

                     Além disso, Maeso ressalta que o bispo recebeu valores mensais, não podia ser substituído, desempenhava sua função com habitualidade e respeitava uma hierarquia. Uma testemunha afirmou que o bispo tinha como obrigação abrir o salão para o início do culto.

                    A igreja foi condenada a pagar ao bispo o saldo de salário, férias vencidas simples e em dobro, décimo terceiro salário, FGTS de todo o período trabalhado e restituição de contribuição compulsória e ministerial que lhe era imposta.

                     Para o advogado Eli Alves da Silva, que fez a defesa do bispo, a sentença é justa, visto que a relação jurídica existente entre seu cliente e a igreja preenchia todos os requisitos impostos pelo artigo 3º da CLT, para que pudesse ser reconhecido o vínculo empregatício, cuja prova foi feita nem só através de documentos como também por testemunhas.

Fonte: CONJUR

Cármen Lúcia se antecipa e diz que concederá habeas corpus em caso de prisão de Lula

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A ministra Carmen Lúcia já se antecipou e disse que caso venha a ser decretada a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no julgamento do dia 24 de janeiro pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ela provavelmente irá conceder liminar num eventual pedido de habeas corpus a ser proposto em favor do petista.
A declaração soou estranha e parece ser uma demonstração de gratidão da ministra ao ex-presidente. Em 2006, Carmen Lúcia foi indicada pelo então presidente Lula para o cargo de ministra do Supremo Tribunal Federal, tornando-se a segunda mulher a ocupar esta vaga.

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Vale dizer também que a ministra não é magistrada de carreira. Antes de galgar a condição de ministra do STF, ela exercia o cargo de procuradora do Estado de Minas Gerais, no governo de Aécio Neves.
Fonte: Jornal da Cidade Online

 

Pesquisa do IBGE revela com exatidão a herança do PT   

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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) referente ao ano de 2016, divulgada nesta quinta-feira (21) pelo IBGE, revela a envergadura da tragédia brasileira.

Os números são assombrosos e refletem diretamente a desgraça civilizacional como resultado último da falência política e institucional do Brasil.

Estamos trancados no porão, bem abaixo do fundo do poço!

Vamos aos números:

51% têm apenas o ensino fundamental.

26% completaram o ensino médio.

15% chegaram ao ensino superior.

52 milhões vivem abaixo da linha da pobreza com menos de R$ 387/mês.

É, sem dúvida, o resultado catastrófico do programa ‘Fome Zero’ e da propalada e infame ‘Pátria Educadora’.

 

Fonte: Jornal da Cidade Online

Alunos da Escola de Música Coronel Carlos Augusto Lopes fizeram caminhada nas ruas da Liberdade pedindo paz e união no Natal.

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A comunidade do bairro da Liberdade foi surpreendida e aplaudiu a caminhada de alunos, professores e pais de alunos, que foram às ruas pedir paz e uma celebração alegre, solidária e fraterna neste natal. A banda com os jovens da Escola de Música Coronel Carlos Augusto Castro Lopes, proporcionou uma enorme movimentação no bairro e muitas, foram as pessoas que foram ver a banda passar, com uma motivação bem maior. As crianças e os adolescentes fazendo apelos através de cartazes pela paz e o pedido de um basta na violência contra a mulher sensibilizou a todos. O vereador Cézar Bombeiro e o seu irmão Cleinaldo Bil Lopes, criadores da Escola de Música Coronel Carlos Augusto Castro Lopes, que era irmão deles, e de quem partiu a iniciativa da criação da escola de música do bairro da Liberdade, convidados pelos professores participaram da caminhada e se sentiram bastante sensibilizados. Cézar Bombeiro e Cleinaldo Bil Lopes destacaram que além do civismo e da manifestação de cidadania e solidariedade bem expressadas no evento, se sentiram emocionados pela essência que brota para a construção de consciências criticas dos jovens e nos seus genitores que abraçaram a Escola de Música Coronel Carlos Augusto Castro Lopes.

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O Natal nos lembra uma verdade: “Deus não nos deixa sozinhos”, escreve dom Odilo Scherer

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Em artigo, o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer afirma que a festa do Natal e a liturgia do tempo de Advento nos chamam à intensa alegria. Por isso, reforça o religioso, a preparação para este tempo deve ser marcada pelo testemunho da alegria, da bondade, da esperança e da paz. Confira abaixo, a íntegra do artigo:

Alegrai-vos sempre no Senhor!

Aproxima-se a festa do Natal de Jesus e a Liturgia do Advento nos chama à intensa alegria. “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos! Vossa amabilidade seja conhecida de todos!” (cf. Fl 4,4-7). E o motivo da alegria é este: “o Senhor está perto!”

O Natal nos lembra esta grande e confortadora verdade: Deus não nos abandona, nem nos deixa sozinhos! Ele está perto de nós. O Filho de Deus, nascido da Virgem Maria para este mundo, é “Emanuel – Deus conosco”. O Verbo-Palavra eterna de Deus veio habitar entre nós e nunca mais abandonou este mundo.

Por isso, a preparação próxima do Natal deve ser marcada pelo testemunho da alegria, da bondade, da esperança e da paz. No Natal, todos se desejam a paz, a alegria e coisas boas. Esses votos não se referem a um mito abstrato criado pela fantasia humana. A origem desses votos é o próprio Natal: justamente porque, com o nascimento de Jesus. Deus veio ao encontro de todo homem e está próximo de todos. Esse é o motivo da grande alegria “para todo o povo”, como anunciaram os anjos no nascimento Jesus em Belém.

Nesta semana de preparação próxima para a festa do Natal, façamos aquilo que São Paulo pede: rezar e apresentar a Deus nossas súplicas e ações de graças; viver em paz com todos e não se deixar estressar pelas preocupações, nem pelo desânimo por causa daquilo que não vai bem. E não roubem demais nossa atenção os presentes, Papai-Noel e a ceia de Natal… O presente e o motivo maior da festa é Ele, o Filho de Deus que vem nos visitar. Vamos acolhê-lo com o coração cheio de fé e alegria. E tudo o mais vai ter sentido também.

Nós temos fé e a graça de conhecer Jesus Cristo e seu “Evangelho da alegria”. Façamos o que estiver ao nosso alcance para que chegue a todos a mensagem do Natal de Jesus e da salvação trazida pelo Filho de Deus ao mundo.

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo