Servidores do Estado denunciam a suspensão do agendamento de consultas e exames pelo FUNBEN

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O motivo é o fim do contrato com a prestadora do serviço, que encerra no dia 1º de dezembro.

              O SINTSEP recebeu informações de que a agenda de marcação de consultas e exames pelo Funben está paralisada. O motivo é o fim do contrato com a prestadora do serviço, que encerra no dia 1º de dezembro. Como ainda não há sinalização se o contrato será renovado, os servidores estão sendo penalizados pela indefinição.

               O contrato de atendimento odontológico, hoje feito em regime exclusivo, também termina no final de dezembro. Daí em diante será realizado o credenciamento de clínicas para o atendimento.

               Outra denúncia é de que servidores comissionados, que devem integrar a estrutura do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado do Maranhão (IPREV) já estão trabalhando, mesmo ainda não tendo sido nomeados. O projeto recebeu veto parcial do Governo do Estado, que ainda não foi apreciado ela Assembleia Legislativa. Mais um indício de que o SINTSEP estava certo ao questionar a quantidade de cargos em comissão que foram criados na estrutura do IPREV, servindo de cabide de emprego para aliados políticos do governador Flávio Dino.

               A posição do SINTSEP é de que a prestação dos serviços de saúde dos servidores contribuintes do Funben mantenha um padrão de qualidade e não seja prejudicado por incertezas. “Assuntos referentes aos servidores públicos do Maranhão devem ser levados a sério. Estaremos vigilantes em todas as situações denunciadas”, garantiu Cleinaldo Bil Lopes, presidente do SINTSEP.

Fonte: SINTSEP Noticias

Cézar Bombeiro requereu ao prefeito de São Luís e ao secretário de obras a recuperação e urbanização do canal do COHATRAC

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  Depois de conhecer o local e ter participado de reuniões com lideranças comunitárias as quais relataram dos perigos com reflexos na saúde dos moradores do bairro, destacaram que já fizeram vários apelos no sentido de que o poder público faça a sua parte como garantia de direitos. O canal precisa de limpeza, recuperação e urbanização para que possa se transformar em uma área  em que as pessoas possam  ter um novo visual do local, destacou o vereador Cézar Bombeiro, durante a visita ao local com um grupo de moradores.

                  Cézar Bombeiro através de requerimento aprovado pelo plenário da Câmara Municipal, fez  o encaminhamento ao prefeito de São Luís e ao Secretário Municipal de Obras, observando que o canal precisa ser recuperado para evitar o acumulo de lixo e acabe se transformando em escoamento de esgoto, uma vez que já existem alguns casos. Se o problema for enfrentado com a maior rapidez, poderemos ter mais um sério problema resolvido,  que quando por ocasião de audiência sobre Canais e Galerias, debatemos na Câmara Municipal o sério caso do Cohatrac. Como o inverno ainda não começou na cidade e o problema pode ser enfrentado imediatamente, e com certeza no reconhecimento das famílias das imediações do canal as quais irão resultar no agradecimento da ação ao poder público, afirmou o vereador Cézar Bombeiro.

STJ mantém prisão e perda do cargo para juíza federal acusada de vender sentenças para a JBS& Friboi

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De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, a juíza Maria Cristina de Luca Barongeno agia em conluio com advogados e proferia sentenças que favoreciam empresas com dívidas milionárias junto à Previdência Social e ao fisco. Uma das empresas beneficiadas pelas decisões foi a JBS-Friboi.

O advogado Joaquim Barongeno, pai da magistrada, prestava serviços ao grupo. Ainda em 2016, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) condenou a juíza federal a seis anos e oito meses de prisão e multa, além da perda do cargo.

A juíza recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que seguindo parecer do Ministério Público Federal, negou embargos de declaração da defesa de Maria Cristina e manteve pena de seis anos de reclusão em regime semiaberto.

O ineditismo da decisão representa algo extremamente positivo para que o país possa realmente viver novos tempos, sem proteção a falcatruas nos tribunais. Um dos grandes males do Poder Judiciário no Brasil é o corporativismo. A dura pena ora aplicada representa um início de mudança nesta questão.

 

Fonte: Jornal da Cidade Online

 

Desigualdade é o verdadeiro desafio

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Metade dos trabalhadores brasileiros tem renda menor que o salário mínimo, aponta IBGE Parte inferior do formulário

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A esquerda está em crise em toda a Europa. Mas a economia do velho continente nunca esteve tão bem, desde que passou a usar o euro. Aparentemente, é um estranho paradoxo. Nunca visto antes. Basta pensar que, nos anos 1930, quando o maior país da Europa lastimavelmente entregou-se aos cuidados hitlerianos, estávamos no meio de uma crise econômica sem precedentes. Agora não é mais assim: talvez a economia não conte mais nada nas escolhas dos eleitores? A economia ainda conta. Mas para resolver o enigma, é preciso olhar mais de perto os números do crescimento, entender quem se beneficia e quem perde.

O artigo é de Emanuele Felice, professor de Economia Aplicada na Universidade “G. D’Annunzio” Chieti-Pescara, Itália, publicado por Repubblica

Descobrir-se-á, então, que a desigualdade, em países ocidentais, nunca foi tão alta, exceto, talvez, na véspera da Primeira Guerra Mundial (e tal precedente já deveria dar o que pensar). Mais ainda. Descobrir-se-á que dos anos 1970 até os dias atuais a classe média nos EUA não melhorou seus próprios padrões de vida, apesar do grande aumento do PIB e da produtividade, embora aquele país tenha guiado a revolução tecnológica da última geração. Na Europa, a situação foi um pouco melhor, graças à manutenção dos sistemas de welfare. Mas na Itália, também por causa do reduzidíssimo crescimento, há vinte e cinco anos a renda da classe média está estagnada ou em queda. Não por coincidência o nosso é o país onde as formações populistas tendem a se tornar, em pouco tempo, as mais fortes de toda a Europa ocidental.

Claro, aqui sobre a debilidade da esquerda pesam míopes estrategismos e injustificáveis rancores pessoais. Mas não é só isso. Existe uma subjacente inadequação da classe dominante, o que levou a diagnósticos e, consequentemente, soluções equivocadas. Renzi, com algumas exceções (com os oitenta euros, quando não por acaso o seu consenso optou pelo máximo), muitas vezes tomou decisões que favoreciam as classes privilegiadas (cortes indiscriminados de impostos, mesmo para os mais ricos), além do mais as concedendo com uma justificativa descaradamente otimista, esquecendo quem era deixado para trás.

Por outro lado, as forças da esquerda investiram enormes energias na defesa das aposentadorias, mas na Itália os mais pobres (os mais atingidos pela crise) são os jovens, não os idosos.

E quanto aos jovens, não basta defendê-los com palavras: em um mundo globalizado, os empregos bem remunerados não brotam do nada, não podem ser impostos por lei; mas são o resultado de uma economia competitiva, com instituições eficientes, o que cria inovação – tudo o que na Itália não existe.

É preciso ter a coragem de dizer que, se as desigualdades nos países ricos aumentaram com a globalização, aquelas entre nós e o resto do mundo diminuíram. Os partidos de esquerda e reformistas, por incapacidade cultural ou porque acomodados em posições confortáveis, em vez disso ofereceram interpretações parciais ou deformadas sobre a globalização. Por um lado, tem sido afirmado que a globalização aumenta as desigualdades e os conflitos em todo o mundo, portanto deve ser combatida e rejeitada: falso. Pelo outro lado, argumenta-se que a globalização deve ser aceita sem reservas, eliminando os obstáculos inclusive para os mais ricos, que são o seu motor: igualmente falso. A globalização deve ser gerida com a política. Um exemplo? Reforçar a Europa federal e democrática: a única maneira de combater eficazmente o excessivo poder dos bilionários e das grandes corporações. Mas quem é que da esquerda propõe uma união fiscal europeia?

O grande problema das nossas sociedades avançadas é a desigualdade. Ameaça a própria manutenção da democracia. O segundo problema talvez seja o meio ambiente. Para ambos, as soluções devem ser encontradas em um mundo que, felizmente, tornou-se global. Se isso for verdade, nunca houve tanta necessidade da esquerda como agora, pelo menos nos últimos cinquenta anos. Mas a esquerda deve ser capaz de elaborar um pensamento à altura dos desafios que tem pela frente.

Fonte: IHUSINOS